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MESLEK VE SANAT ADLARI

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IV- MESLEK VE SANAT ADLARI

O transporte de passageiros deve ser integrador, acessível, eficiente e ser sustentável. Na atualidade, com o desenvolvimento tecnológico, a humanidade passou a agredir o meio ambiente de maneira constante e voraz. Consequentemente, o meio responde com chuvas ácidas, aquecimento global e poluição do ar. Em contrapartida, estas reações do meio ambiente agridem a saúde humana por meio de diversas doenças, como por exemplo, as doenças respiratórias.

Mediante essas circunstâncias, torna-se necessário reduzir os poluentes, planejar sistemas de transporte sustentável e utilizar combustível ecológico, protegendo o ambiente e favorecendo a mobilidade urbana.

Para isso, são criados elementos para controle de qualidade, com o objetivo de certificar a empresa empenhada aos novos métodos sustentáveis e incentivar a sociedade a consumir produtos que buscam beneficiar a convivência do ser humano com o meio ambiente.

Entre 1990 e 1999 houve uma redução nos índices de poluição e de emissão de gases; mas, ocorreu o contrário no setor de transportes, que apresentou um aumento de 15%, segundo Comissão Europeia (2000), principalmente no que tange os veículos motorizados. O intuito é planejar cidades que vivam em harmonia, com preceitos da sustentabilidade, devido ao processo de industrialização e urbanização.

Para isso, é importante investir no setor dos transportes sustentáveis, principalmente em países em desenvolvimento. Nestes países, as cidades devem preocupar-se em traçar diretrizes que beneficiem o meio ambiente. Em se tratando da relação transporte e meio ambiente, almeja-se melhorias nas condições ambientais para os habitantes.

Essas diretrizes são fundamentais para o transporte urbano, segundo Han (2010); pois, desempenham um papel importante no desenvolvimento das cidades e são líderes no consumo de energia e nas emissões de poluentes atmosféricos.

Vasconcellos (2006) analisou o impacto de forma negativa, sob dois ângulos. No primeiro, ele considerou o impacto negativo em relação ao consumo de recursos naturais, com ênfase no consumo dos combustíveis fósseis (petróleo). No segundo, enfocou o impacto negativo do transporte na vida das pessoas, em termos de saúde, acidentes de trânsito, poluição, congestionamentos e efeito barreira, que envolve a relação das pessoas com o espaço construído.

A Tabela 3 apresenta o impacto em relação aos combustíveis não renováveis, para o modo com maior potencial emitivo. Neste caso, tem-se o modo rodoviário como o maior emissor de poluentes, sendo responsável aproximadamente por 90% da poluição, pela emissão de CO2. Em segundo lugar, encontra-se o modo aéreo com quase 6%, que pode ser considerado insignificante quando comparado ao modo rodoviário.

Tabela 3 – Emissões de CO2 por modal de transporte

Fonte: CNTa (2013).

Há leis recentes que defendem um sistema de transporte efetivo para tornar uma cidade sustentável, conforme Estatuto da Cidade (2001, Artigo 2°, Inciso I):

A política urbana tem por ar desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações.

Além disso, é de fundamental importância que as pessoas possam se deslocar com equidade nos serviços prestados; e que consiga chegar aos destinos de maneira eficaz, confortável, com baixo custo, rapidez e segurança.

Segundo Bryan (2011), o deslocamento é um bem que faz parte das atividades cotidianas de seus cidadãos. Todas as relações sociais estabelecidas na cidade são facilitadas (ou dificultadas), entre outros aspectos, pela forma como os indivíduos se deslocam pelo espaço.

Nos centros financeiros, nos pólos industriais ou mesmo no retorno para casa, tem-se engarrafamentos no horário de pico. A valorização do transporte individual com infraestrutura ineficiente é responsável pelo caos urbano. O caos urbano é constituído por congestionamentos, perda de tempo e de vidas no trânsito, aumento da poluição e, consequentemente, ocorrência de problemas respiratórios nos períodos secos.

Por conseguinte, é um desafio para os planejadores urbanos conciliar o crescimento das cidades, com infraestrutura e sem segregação urbana, por meio do uso de transportes sustentáveis e transportes de massa funcional. Isto é fundamental para a economia de qualquer país e para a qualidade de vida dos habitantes, respeitando os princípios da sustentabilidade ambiental.

O foco para se ter uma cidade saudável é investir no transporte não motorizado e em transportes coletivos, já que o primeiro não emite gás carbônico e o segundo torna-se viável quando comparado ao número de pessoas transportadas, segundo (LIRA, 2009).

Figura 2 – Emissão CO2 por modo de transporte

Fonte: Lira (2009).

A Figura 2 fornece os dados de emissão de gás carbônico conforme o modo de transporte. O modo de transporte não motorizado com as tecnologias a pé e de bicicleta apresenta índice zero de poluição, ou seja, ambas as modalidades de transporte não liberam substâncias para elevar os índices do efeito estufa nas cidades.

Em segundo lugar na emissão de gás carbônico se encontra o Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP) que, quando implantado de maneira acessível e eficiente, apresenta taxas mínimas de poluição. Os demais modos de transporte sempre envolvem as tecnologias motorizadas e tendem a provocar poluição ambiental, diferenciando a emissão de CO2 conforme o tamanho e o porte do veículo motorizado e a quantidade de pessoas transportadas.

Logo, é importante investir em tecnologias não motorizadas para beneficiar o meio ambiente e o bem estar dos passageiros, por não ser poluente e proporcionar às pessoas uma vida mais saudável e sem sedentarismo.

Todavia, a escolha da tecnologia de transporte em uma cidade depende de diversos fatores e influências. É importante declarar que a existência de uma infraestrutura ciclável adequada pode estimular os atuais usuários e trazer novos adeptos às tecnologias não motorizadas.

3.3

Fatores Relevantes para uso do Transporte de Passageiros

Benzer Belgeler