• Sonuç bulunamadı

TELEVİZYON HABERCİLİĞİNDE ETİK BAĞLAMINDA ÖZEL YAŞAM KAVRAM

4. Etik, Meslek Etiği ve Medya Etiğ

Henri Fayol, engenheiro francês, nasceu em Constantinopla, em 1841, tendo morrido em 1925, após ter trabalhado quase sessenta anos em tarefas predominantemente administrativas. Costa (1978). Diferentemente de Taylor, que dava ênfase à busca da eficiência atuando sobre as causas dos processos, seguindo uma escala ascendente, do operário para o administrador. Fayol, no final do século XIX e início do século XX, estudou inicialmente, o administrador e depois, o

operário. Taylor estudou cientificamente o trabalho operário e as máquinas, e Fayol enfocou o trabalho da gerência. (MEIRELES E PAIXÃO, 2003).

A escola criada por Fayol, também chamada racionalista e fomalista, ressalta o poder da razão humana de abarcar os elementos constitutivos das relações do trabalho e de ordenar estas relações de forma logicamente traçada para atingir objetivos determinados. Em suas pesquisas, Fayol aplicou os métodos racionais de Descartes, embasando todo o seu trabalho “na busca inteligente da verdade”. (COSTA, 1978).

Fayol buscou elevar a eficiência ocupando-se da melhoria do processo por meio da melhoria do corpo social. Não interessava apenas a matéria-prima e as maquinas, mas, principalmente, a função administrativa restringida ao pessoal. O próprio Fayol foi um conhecedor do taylorismo. (MEIRELES E PAIXÃO, 2003).

Henri Fayol deu muita importância ao planejamento. Para ele “a autoridade deve estar sempre representada; para todo chefe deve existir um substituto designado”. Além disso a administração é uma função presente em todos os locais de trabalho e no esforço de todos os trabalhadores; a direção geral é função especializada, privativa do grupo dirigente. (MEIRELES E PAIXÃO, 2003).

Costa (1978) destacou que o Fayolismo possui algumas características fundamentais, baseadas no entendimento de que toda empresa comporta a divisão de seus trabalhos em seis grupos de operações pertencentes a campos de conhecimento especializados, aos quais correspondem outras tantas funções:

ψ Funções Técnicas – incluem as atividades referentes à produção, a

fabricação e à transformação; relaciona-se também com a marcha das operações, resultados em termos qualitativos e quantitativos, funcionamento e manutenção de maquinas e equipamentos;

ψ Funções Comerciais – relativas às atividades de compras, vendas, trocas, distribuição; a produção é realizada para ser consumida, daí o valor da atividade comercial, que exige habilidade e sensibilidade;

ψ Funções Financeiras – compreendem a captação e gestão de recursos;

ψ Funções de Contabilidade – abrangem tudo que se refira a registros,

inventários, balanços, preços de custo e estatística;

ψ Funções de Segurança – visam à proteção de pessoas e patrimônio;

ψ Função Administrativa – engloba os componentes do processo

administrativo criado por Fayol: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.

O responsável por estas atividades, segundo o Fayolismo, é o administrador e não a direção geral. Kwasnicka (1989), destaca que para esta teoria a função administrativa é uma “função que se reparte e se distribui com outras funções essenciais, proporcionalmente entre a cabeça e os membros do corpo social da empresa”. Para maior compreensão do que comporia essa função, ela foi dividida no que hoje é denominado processo administrativo que são divididos em cinco:

ψ Prever – definido como o ato de visualizar o futuro e traçar programas de

ação, hoje é denominado planejamento;

ψ Organizar – definido como o ato de comprar a estrutura funcional da

empresa, hoje é denominado do mesmo modo;

ψ Comandar – definido como o ato de orientar e dirigir o pessoal, hoje é

denominada direção;

ψ Coordenar – ato de ligar, unir, harmonizar todos os esforços da empresa em

torno de seu objetivo, é hoje denominado execução;

ψ Controlar – definido como ato de verificar se as ações estão ocorrendo

Kwasnicka (1989), também ressaltou os princípios básicos que Fayol elaborou para estruturar melhor os conhecimentos da administração:

ψ Divisão de trabalho – como o princípio da abordagem científica, consiste em segmentar a tarefa para aumentar os ritmo de produção, conduzindo a uma especialização de função;

ψ Autoridade e responsabilidade – também já defendidas anteriormente

como princípios de poder de mando e sanção;

ψ Disciplina – decorre da aceitação do poder de mando advindo da autoridade.

A obediência é o respeito às normas emanadas do poder superior dentro da hierarquia estabelecida na organização;

ψ Unidade de comando – é o principio de que a cada subordinado cabe um só

chefe; portanto, uma só unidade de comando e um só programa de trabalho;

ψ Unidade de direção – decorre do princípio anterior, como uma

contrapartida de subordinação. Poderia ser absorvido em um só princípio;

ψ Subordinação do interesse particular ao interesse geral – constitui o

princípio de que os objetivos organizacionais são mais importantes que os objetivos pessoais, devendo este ser modificado em função do primeiro;

ψ Remuneração – é a maneira pela qual se retribui os serviços prestados,

devendo-se ter sempre em mente o princípio de equidade e justiça;

ψ Centralização – as diretrizes e normas que regem a organização devem

emanar de um comando central de cúpula;

ψ Hierarquia – é a autoridade e a responsabilidade emanadas de cima para

baixo, categorizando os chefes. O caminho que define essa categorização é denominado via hierárquica, por onde passam as ordens em diferentes graus;

ψ Ordem – como o conceito de organização, arrumação, é o princípio de que

cada coisa deve estar em seu lugar;

ψ Equidade – princípio em que está embutido o de tratamento igual para

pessoas iguais. Fica clara a composição de grupos através de seus pares, donde vem o princípio de cargos iguais, tarefas iguais e remunerações iguais;

ψ Estabilidade do pessoal – mesmo conceito utilizado ainda hoje, que é o da garantia de emprego;

ψ Iniciativa – é a capacidade de criar situações que favoreçam a execução da

tarefa, podendo sugerir modificações no método em uso. Espera-se que ocorra em todos os níveis hierárquicos;

ψ União – a harmonização entre o pessoal da empresa é um princípio esperado

e dá garantia de que a empresa funcionará com grande vitalidade. É o chamado espírito de equipe, em que há a idéia de cooperação e não- competição.

A teoria de Fayol é considerada muito simplificada do ponto de vista da forma de organização sendo de fácil observação a influência da racionalidade de seu pensamento, que menospreza os aspectos psico-organizacionais, sugerindo que as pessoas funcionem como máquinas, sem sentimentos e emoções. (KWASNICKA, 1989)