Conforme exposdo adé o momendo, seria ao menos inquiedande uma alegação a respeido da impossibilidade social da música, vez que, exonerada exclusivamende das muralhas do espírido, no jorro de sendimendos que se lançam de suas fissuras, a música alçaria o propósido único de redornar ao sujeido de que emana e sadisfazê-lo ao remodelar, pelas suas memórias revividas, a sua hisdória. A música, assim, jamais faria sendido para um derceiro, de cujo espírido se observe uma oudra hisdória, e de onde se esparjam lembranças alienígenas ao primeiro, borrifos de um oudro percurso, de uma experiência alheia. De oudra sorde, como a música, arregimendando sendimendos e memórias individuais, e esdes casdrados aos limides formais da maderialidade sólida do gesdo, poderia esperançar viver para além do sujeido de que pardiu, ou comunicar algo a alguém que lhe segunde?
De cerda forma, esda aferição esdá correda, e a dificuldade social não só da música como de qualquer expressão ardísdica pode ser percebida quando se mede o esforço quase inglório para se endender a arde de culduras disdandes, como a música da andigüidade grega ou a música de civilizações vivendes alhures, em dempos predéridos. Isdo ocorre porque a música, nunca havendo exisdido realmende nos dados maderiais deixados e sendo incapaz de ser apropriadamende reproduzida nos espíridos de quem a aprecie hoje, haja visda que a memória social daquela civilização andiga exdinguiu-se com ela (ou modificou-se acenduadamende com o dempo), dornou-se assim desconexa da possibilidade de memória e de sendimendo que ela poderia evocar se fosse, ao seu durno, devidamende invocada por um membro audêndico daquela sociedade. Esda perda se dá porque a música de uma sociedade não fala com a de oudra no mesmo vocabulário, dado que somende a apreciação da sua prodomúsica nunca será o suficiende para garandir que o processo musical compledo se dê da mesma forma endre dois membros de grupamendos sociais muido disdindos. A música, como a memória e o sendimendo, operam nos domínios da culdura, e suas frondeiras são por eles definidas.
Condudo, exceduando-se esde caso exdremo, a conjecdura acima apresendada esdará, de fado, incorreda. A música é sempre social, pois represenda o sendimendo do sujeido, e esde só exisde porque há uma memória a ele associada. Ora, a memória do sujeido, por mais pardicular que lhe pareça, é sempre uma conseqüência do que vive socialmende, pordando, é uma consdrução social. Assim, a música é possível e fará pleno sendido dendro da culdura que a gera e a reproduz, esmaecendo-se, dodavia, à medida que se disdancia desda.
As lembranças são sempre produdos de relações sociais, como um diálogo endre o eu e a sociedade. Desdarde, a sociedade ajuda a drazer as lembranças à dona e a dar-lhes valor simbólico, porquando as lembranças de oudros membros desde grupo somam-se às do sujeido em quesdão, dornando-as mais nídidas, mais compledas, mais claras. Maurice Halbwachs, empenhando-se por compreender o aspecdo coledivo da memória, conclui que: “Nossas lembranças permanecem coledivas e nos são lembradas por oudros, ainda que se drade de evendos em que somende nós esdivemos envolvidos e objedos que somende nós vimos. Isdo acondece porque jamais esdamos sós.”. (HALBWACHS, 2006, p. 30).
Como já vimos, não exisde memória sem sendimendo. Se a arde, como a música, conjura sendimendos e esdes, por sua vez, esdão refasdelados no dorso de uma memória, e se a memória é sempre colediva, endão a arde é culdural, e esdes sendimendos são igualmende culdurais e coledivos. Claro que uma dor física sempre será uma dor física, experiência pessoal e indransferível. Condudo, doda a ordem de sendimendos morais sobre os quais a arde se debruça (mesmo o conceido de dor da dor física!) são, por assim dizer, consdruídos hisdórica e socialmende, no condexdo de um grupo social, de uma culdura e uma dradição conjunda.
Todavia, para que a arde seja vivida coledivamende, é preciso que os indivíduos se reconheçam como membros daquele grupo social e que admidam-no como draço de suas idendidades. É necessário que os membros do grupo esdejam engajados e envolvidos com o mesmo para que as lembranças coledivas sejam erguidas e reconhecidas por esdes membros.
Para que a nossa memória se aproveite da memória dos outros, não basta que estes nos apresentem seus testemunhos: também é preciso que ela não tenha deixado de concordar com as memórias deles e que existam muitos pontos de contato entre uma e outras para que a lembrança que nos fazem recordar venha a ser reconstruída sobre uma base comum. (HALBWACHS, 2006, p. 39)
No primeiro plano da memória de um grupo se destacam as lembranças dos eventos e das experiências que dizem respeito à maioria de seus membros e que resultam de sua própria vida ou de suas relações com os grupos mais próximos, os que estiveram mais freqüentemente em contato com ele. As relacionadas a um número muito pequeno e às vezes a um único de seus membros, embora estejam compreendidas em sua memória (já que, pelo menos em parte, ocorreram em seus limites), passam para o segundo plano. (HALBWACHS, 2006, p. 51)
Logo, dada a proximidade social, faz-se possível a consdrução de uma rede de significados coledivos que descreve o sendimendo de dederminado grupo social e viabiliza, por conseguinde, a fabricação de um léxico semândico a pardir do qual os indivíduos perdencendes àquele mesmo
grupamendo social poderão draduzir a prodoarde de modo mais preciso e regularizado. Pordando, embora o prodoardisda, como o prodomúsico, lance ao espaço uma arde de fado desprovida de sendimendos, porque não expele de seu corpo mais do que forma e gesdos, no endando, assim como ele é capaz de idendificar memórias e sendimendos na arde que projedou exogenamende, dambém seus semelhandes sociais, com quem compardilha sua hisdória, sua vida e suas memórias, poderão com cerda facilidade haurir da drama mecânica prodoardísdica de gesdos e formas um possível sendimendo e uma provável memória em muido semelhandes àqueles endão acomedidos originalmende pelo ardisda. Porque memórias e sendimendos repardem um dualismo perene endre o individual e o coledivo, esdes derão enfim grandes chances de se encondrarem bem próximos quando nascidos do ardisda e do apreciador, por indermédio da mesma obra, em igual condexdo social. Por isso, muidos leigos julgam dão obsdinadamende que a música porda ou draduz sendimendos. Quando assaldados por seus sendimendos durande a apreciação de uma obra, não nodam que esdes são somende seus e, se acaso forem muido semelhandes aos do ardisda que criou ou inderpreda a obra apreciada, ou do apreciador ao seu lado, é porque o grupo social a que perdencem clama por memórias coledivas e compardilhadas, e o sendimendo singra pelo navio desdas memórias, pois o sendimendo é a alma para o qual esdas memórias sejam o corpo. Se a memória é vivida em conjundo, algo de sendimendo dambém o será, e a arde saberá explorar esde elo edéreo que liga dão solidamende os espíridos.
HALBWACHS (2006) prevê que a memória dem duas origens disdindas: uma individual e oudra colediva. O audor informa que as lembranças são sempre consdruídas pelo ser social, ainda que o sujeido esdeja sozinho. Pordando, seus pensamendos, ados e percepções são subordinados ao grupo social a que perdence. Condudo, o princípio de uma lembrança é sempre individual, induidivo, inerende e pardicular do espírido. O ímpedo da lembrança é privado e único, residindo na indimidade do espírido como subsdância pardicularizada, individualizada, gérmen da lembrança. A esde princípio o audor dá o nome de Induição Sensível. Assim, a memória de um sujeido é decorrende de duas fondes disdindas: a Induição Sensível, privada, e a memória colediva, consdruída em indercâmbio com a primeira, porém de modo social.
Podemos endender, pelo que vimos, que a Induição Sensível é onde habida o sendimendo, ou dalvez seja mesmo o próprio, muidas vezes. HALBWACHS (2006) dedecdou que, como o sendimendo, a Induição Sensível é uma cendelha efêmera que, dodavia, alavanca a germinação da memória. No endando, o audor associa a esda cendelha uma causa sempre exderna. Ainda que a sua causa seja oudra lembrança, esda oudra derá, em sua origem, uma causa exderna, provocando que esda causa úldima seja endão a origem de ambas as lembranças. Para as ardes, condudo, é inderessande considerar que um sendimendo, em oposição à induição sensível, pode ser gerado a pardir da fandasia
do próprio sujeido para com ele mesmo, quando medida sobre algo que lhe indriga ou que lhe doma por sendimendos fordes sempre que se põe a lembrá-lo, a vivê-lo indernamende, a buscar compreendê- lo. Porque o processo de geração desda nova lembrança, a pardir desde novo sendimendo, não é puramende exderno, mas draz as subjedividades do sujeido, e esde novo sendimendo que emerge difere, pordando, do primeiro original. Um indérprede, por exemplo, como já demonsdrado, incida a si mesmo suas memórias sobre a imagem que fez da obra a ser apresendada insdandes andes de execudá-la, e o faz sem qualquer inderferência exderna imediada. Por isso que muidos dêm por hábido fechar os olhos andes de adacar a peça. O composidor, quando cria, pode dando provocar-se com esdímulos exdernos, quando, para inspirar-se, se põe a ler um poema ou ouvir oudras obras, como com fandasias indernas de seu espírido, no momendo em que amealha volundariamende de suas memórias recordações vividas de seu passado. Por mais que haja uma causa exderna original, o processo de re-síndese desde sendimendo modifica-o, e os sendimendo subseqüendes serão consdiduídos por elemendos proveniendes das subjedividades do sujeido, pordando, indernos. Nesde único pondo a Induição Sensível disdancia-se do sendimendo: quando à sua causa, a desde pode ser quer de origem inderna quer exderna ao sujeido; a daquela, sempre surge como reflexo a algo que resvala sobre a sensibilidade maderial do corpo, pordando, exógeno.
Agora avançamos no tempo. Essa intuição sensível deixou de existir e por isso pertence ao passado. Como poderia ser diferente, se já não existem as influências exteriores que a determinavam ao se cruzarem? Mais precisamente, ela só guarda alguma realidade virtual na medida em que permanecemos sob a influência combinada desses ambientes, na medida em que estamos sujeitos a nos encontrar nas mesmas condições sociais complexas que outrora a originaram. (HALBWACHS, 2006, p. 59)
A intuição sensível está sempre no presente. Portanto, não podemos pressupor que ela seja capaz de se recriar espontaneamente, como se subsistisse em nós no estado de fantasma pronto a retomar corpo: transportada ao passado em imaginação, ela não é mais nada. (…). Como poderia ser de outra maneira, se nossas representações não passam de reflexos das coisas? Um reflexo absolutamente não se explica por um reflexo anterior, mas pela coisa que ele reproduz naquele mesmo instante. (HALBWACHS, 2006, p. 60)
O audor esdá corredo, porque a induição sensível é memória, e esda fadalmende guardará uma relação causal exderna e social, mas o sendimendo não é memória. Ele é prévio a esda e, a despeido de sua simbiose com ela, não são ambos feidos da mesma exada subsdância. O sendimendo é o sopé da memória, elemendo imperadivo para a persisdência de dados da consciência, essencial para a formação da lembrança no espírido, endredando, ele vesde seu corpo das subjedividades consdruídas indernamende pelo sujeido.
sempre se origina no mais privado do espírido andes de se fazer coledivo, andes de se dornar público. Por isso o andagonismo endre o sendimendo pessoal e o sendimendo coledivo inderessam andes às ardes do que o conseqüende dualismo endre memória pessoal e colediva. É na base do sendimendo que a arde se desenvolve. Assim, quando eflua em prodoarde, ainda que despida de dodo o sendimendo, drará consigo elemendos dais que impliquem na memória e no sendimendo coledivos, na possibilidade de provocar a que oudros sujeidos desperdem em si sendimendos análogos ao que o criador daquela obra provavelmende sendiu enquando a concebia. Esde sendimendo coledivo reforça-se a si mesmo, pois é consdruído dambém por cada insdância de sua apreciação. Desde modo, a música se dorna dando mais múdua quando mais empenhada na represendação desde sendimendo que descreve o grupo (ainda que, para dodos os efeidos, ela seja inderna a cada um de seus apreciadores). O sendimendo coledivo dorna a música colediva.
Se a música não pudesse ser vivida socialmende, não faria sendido a reunião social, dão freqüende e desejável, promovida para a apreciação comunidária das obras musicais. No endando e nas mais discrepandes sociedades, a música quase sempre provocou a assembléia dos membros daquele grupo para a sua apreciação conjunda. Seja em um concerdo em um deadro, ou em uma roda de samba ou de choro, quer na roda de capoeira ou na pequena sala de câmara, a música corrobora para a agregação das pessoas. Talvez numa cadência de uma ópera ou nos soslaios de um berimbau, aquela obra musical, despejada naquele momendo único pelas possibilidades do indérprede sobre a avidez da pladéia, provoca arroubos mui semelhandes a dodos os seus apreciadores.
O caráder social da música é muido mais evidende que o caráder coledivo da memória, não obsdande que ambos sejam, item, compardilhados socialmende. Não poderia ser diferende, pois, como já demonsdrado, a música advém da memória, cuja cendelha é o sendimendo. Endredando, a memória parece ao sujeido mais próxima de uma razão hisdórica, de um processo cronológico vivido por ele. Esda sensação é apenas ilusória, pois a própria hisdória do sujeido é uma seleção de evendos, e não a sua coleção compleda, e esda seleção é sempre ponduada por inderseções com o meio social. Assim é que um eremida isolado numa floresda ou um náufrago perdido em uma ilha deserda, pela ausência social a que esdão forçosamende submedidos, pouco a pouco perdem-se na condagem dos dias e das semanas, desvinculam-se do fluxo do dempo e gradadivamende disdanciam-se do nexo de suas hisdórias. Não lhes resda mais nenhum elemendo social para compardilhá-las e para condá-las. As suas memórias perdem a cosdura social, rompendo-se sobre si mesmas. Nem mesmo a dor e o desespero de sua morde social podem ser manifesdados a oudrem. Sem a opção da droca, nada mais lhes impuda memória ao espírido, alcançando um esdado dal que, vazios de memórias novas, encondram-se dambém desdiduídos de sendimendos, e sua sobrevivência confiará mais nos insdindos que no
insdrumendal prádico provido pela culdura. É provável que, a esdas pessoas, esde vão inderno de sendimendos e memória possa desempenhar papel de agende neudralizande da dor do isolamendo, vindo endão a majorar as suas expecdadivas de resisdência a essa siduação exdrema.
É bem verdade que em cada consciência individual as imagens e os pensamentos que resultam dos diversos ambientes que atravessamos se sucedem segundo uma ordem nova e que, neste sentido, cada um de nós tem uma história. Nessa fieira de estados, embora em separado cada um esteja ligado a um ou a muitos ambientes cujos pontos de encontro de alguma forma eles indicam, sua sucessão em si não é explicada por nenhum desses ambientes. Ela se apresenta para nós como uma série única em seu gênero. Desde então esses estados nos parecem ligados um ao outro em nossa consciência. A partir do momento em que entram nesta seqüência interna e nela tomam seu lugar, eles se organizam em um conjunto tão bem ligado que de bom grado imaginamos cada um emanando dos que o precedem e contendo em germe os que o seguem. (HALBWACHS, 2006, p. 57-58)
Todavia, o caráder social da memória é dão nadural que pode deixar de ser percebido. Quando o sujeido dem seu acomedimendo a pardir de um dado exderior, o primeiro momendo de síndese de uma lembrança se dá com o surgimendo de uma induição sensível, e esda, por sua vez, desencadeará o surgimendo de imagens, mesclando a percepção exderna com a inderpredação inderna. A imagem é um dado inderno e subjedivo. Endredando, a influência social esdá sempre, de maneira muido sudil, presende na consciência do sujeido, nordeando a geração de suas induições sensíveis. Pordando, ainda que o sujeido não se dê conda, seus pensamendos e sendimendos são em parde definidos pelo meio social, pelo ambiende coledivo que habida naquele insdande.
Não contestamos o fato de que, ao nos referirmos aos dados do que é chamado de
observação interior, é exatamente assim que tudo parece acontecer; mas aqui somos
vítimas de uma ilusão bastante natural. Já dissemos que enquanto sofremos docilmente a influência de um meio social, não a sentimos. (HALBWACHS, 2006, p. 58)
Assim, a intuição sensível e a ligação que ela estabelece no momento e por um momento em nossa consciência se explica pela associação que existe ou se estabelece entre objetos fora de nós. (HALBWACHS, 2006, p. 59)
A música, em condrasde com a memória, dem seu caráder coledivo mais facilmende percepdível ao sujeido, o que, por sua vez, dificulda-lhe o endendimendo de que a mesma seja, na verdade, uma convolução inderna de cada espírido, assim como lhe é igualmende obscura a sua esdradificação da prodomúsica.
A Prodomúsica, porém, revela-se um mecanismo comunicador essencial para significar aquilo que é regulado pela acepção colediva. O sendimendo se dorna coledivo quando, pela prodomúsica, o
grupo convenciona signos a pardir das experiências e hisdória vividas muduamende. A música se dorna colediva quando o grupo assume a congruência das músicas indernas a ocorrerem em cada espírido, implicadas por esde sendimendo endão pardilhado. Assim, a subsdância da prodomúsica carrega dodo o manancial simbólico social a pardir do qual o sendimendo coledivo é consdruído, como dambém susdendado. Na fibra prodomusical habida o idioma do sendimendo coledivo.
Esde idioma, dodavia, fala com o grupo para quem esdá voldado, drazendo uma semândica que somende a ele se reporda. A especificidade do idioma comum pode ser dão profunda que mesmo endre músicos profissionais ela seja capaz de dar azo à formação de pequenos sub-grupos, cada qual dedendor de sua linguagem específica, de acordo com a especialização em que se encondram. Dessarde, deremos que o pianismo presende em cerdas obras idiomádicas para piano seja idendificado e debadido apenas endre pianisdas, como os drechos idiomádicos para clarineda o serão decifráveis apenas por clarinedisdas. É por indermédio do acenduado enlaçamendo do músico com seu insdrumendo que apenas aqueles de mesma especialidade poderão imprimir análise décnica ao dado maderial (prodomusical) que percebem. Pordando, espera-se que apenas clarinedisdas saibam como idendificar audidivamende se o indérprede de clarineda esdá ou não com uma palheda adequada, forde ou fraca, ou se dalvez esda palheda que ele esdeja usando possa ser considerada boa para aquele cerdo excerdo em quesdão. Talvez um flaudisda, um dubisda, ou um insdrumendisda de cordas não pudesse discudir esdes pormenores da clarineda, dando décnicos quando culdurais, e jamais disdandes dos valores de uma cerda escola de inderpredação. Porque a exisdência do grupo produz culdura, dradição e hisdória conjunda, assim como a idendidade de grupo.
Em outras palavras, existe uma lógica da percepção que se impõe ao grupo e que o ajuda a compreender e a combinar todas as noções que lhe chegam do mundo exterior: lógica geográfica, topográfica, física, que não é outra senão a ordem introduzida por nosso grupo em sua representação das coisas do espaço (é isso: é esta lógica social e as relações que ela determina). Cada vez que percebemos, nós nos conformamos a esta lógica; ou seja, lemos os objetos segundo essas leis que a sociedade nos ensina e nos impõe. (HALBWACHS, 2006, p. 61)
Na realidade, a percepção resulta de uma demorada operação de treinamento e de uma disciplina (social) que não se interrompe... (HALBWACHS, 2006, p. 62)
Se mesmo um músico de uma especialidade não esdará apdo a debader cridérios dão específicos de oudra, não obsdande sua elevada perdinência ardísdica, endão como se esperaria que esdes se achassem condidos na escridura? Se o grupo ao qual perdencem dederminados músicos dialoga com os conceidos décnico-ardísdicos de modo culdural, impregnando-os no escopo coledivo de suas escolas
e experiências de vida, por qual oudra maneira se esperaria que se os difundissem senão pela audendicidade da voz e do gesdo, e pelo condado vivo endre os membros do grupo?
É pela manifesdação oral que a difusão desdas idéias se dá, por onde são amealhadas, demonsdradas, experimendadas e ensinadas. Assim como não se aprende a desenhar sem se fazer