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Esta subseção se baseia em dois relatórios da Pluri Consultoria que verificam a importância do futebol estadual na economia nacional: “Ranking Brasileiro de Clubes PLURI 2013, por Região e Estado” divulgado em 03 de janeiro de 2014 e “Valor de mercado dos Estaduais e Copa do Nordeste 2014” divulgado em 30 de janeiro de 2014.

O primeiro relatório abrange os resultados de todos os campeonatos Estaduais, Regionais, Nacionais e Internacionais dos quais os clubes brasileiros participam. Nele é possível avaliar os resultados dos clubes em 2013 e no acumulado dos últimos 6 anos (2008 a 2013) de acordo com as Regiões e Estados Brasileiros. Sendo assim, seguem tabelas correspondentes à pontuação por competição e à classificação dos clubes cearenses no ranking em análise.

Tabela 9 - Pontuação por Competição

CAMPEONATOS PONTUAÇÃO Cam peão Vice Rebai xados ESTADUAIS

AC, AP, RO, RR e TO.

5 0 0 0 0 0 0 0 -

AM, DF, ES, MA, MS, MGS, PI, SE. 10 0 0 0 0 0 0 0 - AL, PA, PR, RN. 15 8 0 0 0 0 0 0 - CE, GO 20 10 6 0 0 0 0 0 - BA, PN, PE, SC. 30 15 8 0 0 0 0 0 - Mineiro e Gaúcho 40 20 12 7 0 0 0 0 - Carioca 50 25 15 9 0 0 0 0 - 13

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Paulista 60 30 18 11 6 0 0 0 -

REGIONAIS

Copa do Nordeste 45 23 14 8 0 0 0 0 -

NACIONAIS

Camp. Brasileiro - Série A 150 75 45 27 16 10 6 0 -30

Camp. Brasileiro – Série B 30 15 9 0 0 0 0 0 -6

Camp. Brasileiro –Série C 15 8 0 0 0 0 0 0 -3

Camp. Brasileiro – Série D 8 0 0 0 0 0 0 0 -

Copa do Brasil 90 45 27 16 10 6 0 0 - INTERNACIONAIS Copa Libertadores 225 113 68 41 24 15 9 0 - Copa Sulamericana 113 56 34 20 12 7 0 0 - Recopa Libertadores 23 0 0 0 0 0 0 0 - Copa Suruga 11 0 0 0 0 0 0 0 -

Mundial de Clubes da FIFA 180 60 20 5 0 0 0 0 -

FONTE: http://wwpluriconsultoria.com.br (2014)

Tabela 10 - Classificação dos Times Cearenses no Ranking. Os times hachurados correspondem aos pertencentes à RMF.

Clube Brasil Região Estado Pontos

Ceará 21 5 1 94,1 Fortaleza 23 6 2 83,5 Guarany(S) 42 15 3 23,5 Icasa 57 20 4 17,5 Horizonte 74 27 5 12,0 Guarani(J) 82 136 6 10,0 Ferroviário 134 49 7 06,0 FONTE: http://www.pluriconsultoria.com.br (2014)

Na tabela 9, os campeonatos hachurados correspondem aqueles com participação de clubes metropolitanos cearenses destes os dois mais bem pontuados são, respectivamente, Copa do Brasil e Copa do Nordeste frequentada por Ceará, Fortaleza, Guarany (S), Icasa e Horizonte, decorrendo deste fato as melhores classificações no ranking acima.

Note-se ainda que destes times, o Ceará é apontado pela Pluri Consultoria como o mais valioso do estado e o sexto da Série B do Campeonato Brasileiro com um plantel de 33 milhões de reais em 2013. Tal valor está 14% abaixo do registrado em 2012 quando a avaliação chegou a 37 milhões de reais. O alto valor do Ceará parece interferir em seu desempenho em campo consideravelmente, pois no modelo atual de futebol profissional globalizado e capitalista os melhores atletas e instalações concentram-se nos clubes mais ricos favorecendo a obtenção de resultados positivos nos jogos disputados. Segue tabela sobre o Tabela 9 – Pontuação por Competição /Conclusão

67 valor de mercado dos principais Campeonatos Estaduais e da Copa do Nordeste em 2014 para comprovação da associação entre economia e desempenho dos times profissionais de futebol.

Tabela 11- Valor de Mercado dos Principais Campeonatos Estaduais e da Copa do Nordeste em 2014

Rank

2014 Rank 2013 Rank 2012 Campeonato Clubes Nº de Valor de Mercado em Milhões de Reais Time Mais Valioso

1 1 1 São Paulo 20 1.162,0 Santos

2 2 2 Rio de Janeiro 16 710,0 Flamengo

3 4 4 Minas Gerais 12 601,6 Cruzeiro

4 5 - Copa do Nordeste 16 506,0 Bahia

5 3 3 Rio Grande do Sul 16 502,0 Grêmio

6 6 5 Paraná 12 316,1 Atlético- PR

7 10 9 Santa Catarina 10 273,6 Figueirense

8 7 6 Bahia 12 239,4 Bahia

9 8 7 Pernambuco 12 216,1 Sport

10 9 8 Goiás 10 183,3 Goiás

11 11 10 Cearense 11 118,9 Ceará

12 12 11 Rio Grande do Norte 10 77,0 América

13 14 12 Pará 16 74,4 Paysandu

14 13 13 Alagoas 10 64,7 CSA

15 17 15 Mato Grosso do Sul 14 53,5 CENE

16 16 17 Distrito Federal 12 49,8 Brasiliense

FONTE: http://wwpluriconsultoria.com.br (2014)

O relatório da Pluri Consultoria analisa ao todo os vinte e um campeonatos estaduais e a Copa do Nordeste. A tabela acima registra apenas os quinze principais campeonatos e a copa supramencionada. Concluímos com base nos dados apresentados das tabelas 10 e 11 que economia e futebol hoje não se dissociam e o fator econômico tende a tornar-se preponderante na conjuntura atual capitalista em que se insere o futebol, esporte que extrapola os limites do campo e movimenta a sociedade em diversos aspectos, entre eles, o social, o político e o econômico.

Se economia e futebol caminham juntos, o campeonato cearense retratado nesta seção descreve tal relação claramente no período de 2008 a 2013 quando observa-se os dois maiores times estaduais conquistarem o tricampeonato - Fortaleza (2008, 2009 e 2010) e Ceará (2011, 2012 e 2013). O fator econômico favorece tais conquistas, à medida que viabiliza tanto a contratação dos melhores atletas como a construção das melhores instalações

68 para treinamento com profissionais competentes em cada setor-Técnico, preparador físico, fisiologista, nutricionista, massagista, médico, preparador de goleiro, entre outros. Icasa, Guarany (S), Ferroviário e Horizonte são clubes que a despeito de contarem com orçamentos menores vem somando bons resultados, apesar de não vencerem as finais do campeonato. Destes quatro, os pertencentes à região metropolitana de Fortaleza são Ferroviário e Horizonte. Já Icasa e Guarany revelam a força do futebol do interior cearense. Contudo, as façanhas destes times não apaga a história dos grandes vencedores, os dois times mais ricos da capital cearense cuja valorização de mercado suplanta a de seus adversários.

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5 CONCLUSÃO

O mercado futebolístico representa uma parcela economicamente significativa dentro do segmento esportivo, tratando-se de um negócio à parte, no sentido de conter características bem particulares, deste modo situa-se entre a competição e a cooperação entre os times. Assim, essas duas características do negócio deram origem a dois tipos de mercado nos quais, atualmente, o futebol opera: o mercado de jogadores e o de torcedores. Segundo as leis econômicas particulares que regem o futebol, os adversários precisam estar em pé de igualdade, pois a rivalidade é peça fundamental neste mercado esportivo diferenciado onde os competidores necessitam-se para produzirem o que vendem. Um jogo entre equipes similares atrai a atenção do espectador muito mais do que uma partida entre clubes díspares, pois a expectativa de um resultado incerto mobiliza os torcedores.

A transformação das partidas em eventos sem substitutos constitui outra lei econômica do futebol,fazendo o mesmo ter uma demanda altamente elástica em relação a renda e inelástica em relação ao preço, por isso os jogos não devem ser realizados em excesso para que o caráter especial não seja retirado, decorre dessas leis a importância de uma liga forte e de um bom calendário. A reestruturação dos estádios para garantir maior conforto aos torcedores também influencia os números desse mercado, pois estádios confortáveis e seguros atrai o público para os jogos e também faz com que o torcedor que é um cliente fiel gaste mais dinheiro com alimentos,bebidas e outros produtos oficiais dos seu time de “coração”,como– bonés, camisas,agasalhos,etc. Logo a transformação dos estádios em arenas juntamente com bons resultado das equipes em campo diversificam os negócios do futebol. Um bom exemplo de obsolescência planejada é a estratégia mudança das camisas oficiais que ocorre anualmente.

Enfim, as leis econômicas que regem o futebol inserem-se numa conjuntura maior e refletem a complexidade de uma dada sociedade com todas as suas contradições e distorções, avanços e retrocessos. Assim, assistimos ao longo da história futebolística grandes embates – amadorismo versus profissionalismo, esporte-prática versus esporte espetáculo, esporte de elite versus esporte popular, gestão amadora versus gestão profissional, cada um destes embates refletiu ou reflete choques entre gestores interessados em geri o futebol ou de maneira pessoal ou profissional. Todavia, a alta adaptabilidade do futebol na estrutura da

70 sociedade permitiu, a um só tempo, seu crescimento e sua configuração como representação da sociedade.

Assim, esse prodígio de popularidade transformou-se em um esporte altamente rentável, competitivo, tecnológico, científico, planejado e cada vez mais mercadológico. Hobsbawm (2007) descreve-o como síntese da globalização por ilustrar “perfeitamente o mundo em que nós vivemos”. A capacidade de inserção na estrutura social faz do futebol a grande força de esporte universal, originando um respeitável mercado e se revelando um agente notório da globalização.

Sob esse prisma, o esporte extrapola os limites do campo e movimenta a atual sociedade em distintos aspectos, sobretudo, econômico, político e social. Em nosso escopo,analisamos o desempenho dos clubes metropolitanos cearenses no período de 2008 a 2013. Observamos que na atual conjuntura globalizada e capitalista, economia e futebol não se dissociam e o fator econômico tende a favorecer os times com maior valorização de mercado.

Logo, se economia e futebol caminham juntos, o campeonato cearense retratado ao longo do terceiro capítulo descreve tal afinidade com nitidez no período de 2008 a 2013, ocasião em que os dois maiores times estaduais conquistaram o tricampeonato - Fortaleza (2008, 2009 e 2010) e Ceará (2011, 2012 e 2013). O fator econômico beneficia tais captações de títulos, ao promover a contratação dos melhores atletas bem como a construção das melhores instalações para treinamento com profissionais competentes em cada setor - nutricionista, massagista, médico, preparador de goleiro, entre outros. Icasa, Guarany (S),e Horizonte são clubes que a despeito de contarem com orçamentos menores vem somando bons resultados, apesar de não vencerem as finais do campeonato. Destes três,o último pertencem à região metropolitana de Fortaleza - Horizonte. Já Icasa e Guarany revelam a força do futebol do interior cearense. Já Icasa e Guarany revelam a força do futebol do interior cearense. Contudo, as façanhas destes três não apaga a história dos grandes vencedores, os dois times mais ricos da capital cearense cuja valorização de mercado suplanta a de seus adversários.

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Benzer Belgeler