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MERKEZ ÖRGÜTÜNÜN DOĞRUDAN YÜRÜTECEĞİ HİZMETLER

Belgede ORTAOGRETIMDE YENİLEŞME (sayfa 145-159)

DÖRDÜNCÜ OTURUM

MERKEZ ÖRGÜTÜNÜN DOĞRUDAN YÜRÜTECEĞİ HİZMETLER

Pelo que pude constatar ao longo do estágio, a educadora cooperante da Sala A é evidente o seu papel muito positivo no que se refere às relações de amizade, o que coincide com as conceções de amizade por ela expressas nas respostas ao inquérito por questionário realizado20.

Respondendo à primeira questão do inquérito por questionário, a educadora cooperante do meu estágio em creche, considera que a amizade consiste numa relação de afeto, onde o respeito e a partilha são predominantes. Nesse sentido a educadora afirmou que a amizade se caracteriza “pela interajuda e disponibilidade entre as partes envolvendo um grau de confiança, lealdade e solidariedade”.

Desde o primeiro dia pude constatar que se tratava de uma sala que atribuía uma grande importância aos sentimentos, às interações e às relações entre as crianças, e a educadora ganhava destaque não só pela sua função, mas pela sua atitude atenta e calma perante as crianças, demonstrando valorizar a amizade das crianças, e essa sua prática está em plena sintonia com as suas afirmações que produziu em resposta ao inquérito por questionário, referindo nomeadamente que a amizade na infância “é a base da

socialização, promovendo entre as crianças, de uma forma lúdica, o respeito pelos outros, aquisição de valores morais e sociais e a consciência solidária e a educação

para a cidadania”.

20

Ao longo do estágio pude constatar a sua preocupação constante em atender às necessidades do grupo, em fazê-las felizes, deixando para segundo plano as ditas atividades dirigidas. Constatei igualmente que, pelo simples facto de as crianças estarem felizes a realizar algo, fosse uma exploração ou uma satisfação de curiosidade durante uma atividade sem objetivo exploratório, automaticamente terminava a atividade em curso, de modo a atender a felicidade da criança (s) em questão, retomando-a mais tarde. Tratando-se de atividades de carácter exploratório, deixava as crianças usufruírem dos objetos disponibilizados livremente e interagir com os amigos, intervindo somente quando necessário e, mesmo quando não eram atividades de exploração, se houvesse oportunidade, no final deixava-os explorar os materiais à vontade com os seus pares.

Relativamente às atividades, quero ainda referir que na sua grande maioria eram realizadas em grande grupo de modo a promover a socialização, atribuindo igualmente a importância devida às atividades em pequenos grupos.

Neste sentido, a utilização de uma prática educativa com atividades de grupo favorece o desenvolvimento cognitivo, como propicia a aquisição de habilidades sociais através de intercâmbios entre as crianças, ao contrário do que acontece com as atividades individuais (Teberosky, 1987; Prados, 1999 in Lopes, Magalhães & Mauro, 2003). Numa conversa informal, a educadora cooperante revelou que no seu entender, o mais importante nestas idades é a promoção de relações naturais a pares ou em grupo, sendo que através de brincadeiras livres, ou de propostas de adultos se reforça um conceito, que por si é natural e intuitivo.

No que diz respeito às interações entre pares, tal como é percetível pela afirmação anterior, a educadora tentava sempre proporcionar momentos em que houvessem interações entre as crianças, dando igualmente importância às interações entre díades e adultos, assim como aos momentos de privacidade e de sossego, que também são importantes no desenvolvimento da criança. Era ainda percetível que a educadora aproveitava de forma intencional as rotinas e as situações do quotidiano que implicassem o envolvimento entre pares.

Indo ao encontro dos princípios do modelo curricular High/Scope, tal como os referi no quadro teórico de referência, a educadora não estabelecia pares nem grupos, dando a possibilidade às crianças de escolher os seus parceiros de brincadeiras, de atividades e de rotinas, podendo eu inclusivamente afirmar, que quando as crianças demonstravam preferências, deixava-as juntas retirando proveito dessa relação afiliativa, como também e simultaneamente promovia aprendizagens entre as crianças, o

que está em sintonia com a seguinte declaração proferida no inquérito por questionário “A amizade na infância caracteriza-se essencialmente por uma relação prazerosa e de

aprendizagens mútuas”.

A hora da sesta era o único momento no dia-a-dia do grupo em que a educadora não tinha em consideração estas preferências, para evitar que brincassem e falassem e para que assim pudessem descansar; porém, se num dia especial ou devido a alguma situação específica que o justificasse, a educadora cooperante contornava essa regra.

Em relação à resolução de conflitos, a educadora tal como me aconselhou, permitia sempre que tentassem resolver sozinhos, ou pelo menos tentava não intervir de imediato. Numa conversa informal, comentámos o facto de por vezes e com o intuito de intervirmos de imediato numa situação, não deixamos que as crianças resolvam os seus problemas. Concordando inteiramente, levou-me a refletir sobre a maneira de agir nestas situações, concluindo que só devemos intervir quando necessário. Perante estes momentos, a educadora agia de uma forma calma, serena e compreensiva, demonstrando sempre às crianças que tinha em consideração os seus sentimentos, as suas palavras e ações através de conversas com o grupo e individualmente, pois tal como a educadora me confidenciou numa outra conversa informal, ela atribui uma igual importância às reflexões em grupo como às individuais. Tratando-se de um contexto de creche, as conversas nunca poderiam ser longas; contudo, a educadora conversava de uma maneira clara e simples para que as crianças entendessem o que lhes dizia.

Tal como declarou no inquérito por questionário, para a educadora, a solidariedade, o respeito, e a educação para a cidadania devem ser propiciadas de uma forma lúdica. Neste sentido, posso afirmar que a sua conceção corresponde à sua intervenção e prática pedagógica, pois pude constatar muitas vezes que, através de diálogos em momentos de resolução de conflitos e não só, transmitia uma mensagem de respeito, de solidariedade, de compreensão e tentava mediar consequentemente a resolução do conflito, aceitando sempre as posições de ambas as crianças em conflito.

Em suma, as suas conceções e práticas vão ao encontro das ideias que defende, assim como correspondem às perspetivas do modelo curricular High/Scope, e eu posso afirmar que, enquanto futura educadora de infância me revejo muito na posição desta educadora.

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