3. Çiftler arası ilişki: Biyolojik seksüel ilişki bağlarının zayıflaması ve erkeğe
2.7. Menopozal Semptomların Şiddetini Etkileyen Faktörler
O modelo desenvolvido na presente pesquisa visa a distribuição de metas de redução de desmatamento em linha com políticas nacionais e regionais. É notório o caso de políticas climáticas definidas de maneira top-down e sem muito critério técnico ou discussões com as partes interessadas. Assim, este modelo pode auxiliar tais definições em níveis sub-nacionais, por meio da adoção de critérios técnicos transparentes e levando em consideração as características individuais e a pressão de desmatamento que cada área sub-nacional sofre.
Ainda existem muitas dúvidas sobre como será o mecanismo de REDD+ no mundo, contudo a decisão de diversos tópicos relacionados a esse tema pode ser mais política do que técnica. Pode- se comparar o momento atual de uma futura política internacional de REDD+ com o que aconteceu pouco antes da criação do Protocolo de Quioto. De mesmo modo que a decisão pelo tamanho da meta que cada país desenvolvido teria na época foi muito mais política do que técnica, o mesmo pode acontecer com o REDD+. Existe ainda a possibilidade que um mecanismo de REDD+ seja usado como “moeda de troca” para que um mecanismo de Carbon
Capture e Storage (CCS) também entre em vigor no pós-Quioto. Esse mecanismo permitiria a
emissão de créditos de carbono pelo estoque de carbono, por exemplo, em poços profundos de petróleo desativados. Esse potencial de redução de emissão e geração de recursos financeiros é ainda maior que no REDD+ e possui, também, grandes incertezas quanto a permanência.
Entre as dúvidas que persistem sobre o REDD+, a emissão na linha de base é uma delas. Para facilitar um acordo entre os países membros da UNFCCC, ela poderá será transformada em uma “emissão de um período de referência”, que levaria em consideração as circunstâncias nacionais.
Assim, cada país definiria a sua emissão de referência da maneira mais conveniente e os países entrariam em um acordo político abrangente sobre REDD+. Só assim, pelo que se verifica nas discussões sobre REDD+ nas COPs, um acordo sobre REDD+ sairia do papel. É importante ressaltar que a definição de emissões de referência é extremamente correlacionada com o potencial de geração de créditos REDD+ nos países, e portanto, no nível de responsabilidade que tais países passariam a assumir por meio, por exemplo, de Ações de Mitigação nacionalmente Apropriadas (NAMAS). Associados aos NAMAS estão a transferência de recursos financeiros, muitas vezes vultuosos.
Como esses recursos seriam levantados ainda é uma incógnita. Podem ser via fundos ou via mercado ou mesmo em uma combinação entre eles. Em uma fase inicial seria via fundo, para preparar os países para um mecanismo mais consistente. Essa fase é a chamada readiness, um período de preparação, capacitação, desenvolvimentos técnicos e de projetos pilotos. Posteriormente, créditos REDD+ poderiam ser levados ao mercado. Isso aconteceria devido a grande necessidade de recursos financeiros e ao fato de atores privados terem a capacidade de aportar volumes monetários de grande monta em um espaço de tempo menor do que o setor público.
Um mecanismo de REDD+ dificilmente fará parte integrante do MDL. Por mais que ambos sejam créditos de redução de emissão de GEE em países em desenvolvimento e que no MDL já sejam aceitos créditos florestais relacionados a reflorestamento e aflorestamento, as críticas ao atual modelo do MDL e as incertezas dos créditos REDD+ são grandes. Assim, uma possibilidade mais realista seria a criação de um mecanismo específico para o REDD+ dentro da
UNFCCC, ou o REDD+ continuar somente no mercado voluntário como o Voluntary Carbon
Standard (VCS). Vale notar que já existem créditos REDD+ emitidos e comercializados pelo
VCS.
Tais créditos podem ser importantes para se atingir metas em um cenário de continuação do Protocolo de Quioto após 2012. Assim, os países Anexo I teriam metas muito maiores que as atuais (ex.: a União Européia contaria com metas entre 20% e 30% de redução de emissão de GEE em relação a 1990), e os créditos REDD+ seriam uma forma de redução do custo médio de redução de emissão. Um limite do uso desse tipo de crédito também poderá ser definido, assim como existe para créditos MDL.
De qualquer modo, para o setor privado realmente investir em REDD+ há a necessidade de mitigar alguns riscos nesses tipos de projetos. O vazamento de emissões, por exemplo, deverá ser contabilizado e minimizado. Uma contabilização nacional das reduções de REDD+ poderá reduzir o risco de dupla contagem, praticamente acabando com o risco dos vazamentos de emissões acarretarem créditos do tipo hot-air. O problema da permanência dos créditos REDD+ poderá ser resolvido por meio de um seguro ou de reservas de estoque (ex.: um país comercializaria apenas parte dos créditos que teria direito, mantendo um banco de créditos reserva para substituir créditos com problemas de permanência).
Por mais que as questões metodológicas sejam complexas, elas poderão permitir projetos em diferentes escalas e atores (público e privado). Já existem, inclusive, algumas metodologias de REDD+ aprovadas no âmbito do mercado voluntário, mais especificamente no VCS para o nível de projeto.
Ações sub-nacionais de REDD+ têm maiores chances de sucesso devido ao fato dos atores estarem mais próximos das áreas em risco de desmatamento. Além disso, tais ações poderão ainda acarretar diversos co-benefícios como a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos, melhoria da qualidade de vida da população, etc.
As políticas sub-nacionais possuem uma clara importância no processo de redução do desmatamento e de emissões de GEE, contudo é importante também refletir sobre o contexto político do Brasil.
O Brasil tem manifestado uma preferência por um mecanismo de redução de emissão somente do desmatamento e não da degradação e incrementos de estoque de carbono, levando a crer que, provavelmente, poderá ceder nas negociações internacionais para a criação de um mecanismo REDD+ completo. De mesmo modo, o Brasil parece ter preferência por um mecanismo onde os recursos financeiros se dariam via fundos e não via mercado. Assim, créditos REDD+ não proporcionariam permissões de emissões em países do Anexo-I. Essa posição do Brasil é bem similar ao discutido na época da criação do MDL, de 1997 a 2001. Nessa época o Brasil defendia que reduções em países em desenvolvimento fossem recompensadas via fundo e não mercado, contudo, a opção de mercado acabou prevalecendo devido à grande necessidade de recursos financeiros em um curto espaço de tempo. Assim, o mesmo pode acontecer com o REDD+.
O Brasil conta com um robusto sistema de monitoramento do desmatamento e usará essa tecnologia para o monitoramento de ações de REDD+, servindo inclusive como exemplo para os demais países em desenvolvimento ricos em florestas tropicais. Uma contabilização no nível nacional por meio da utilização das imagens de satélite permitirá ao Brasil minimizar os riscos
de dupla contagem devido aos vazamentos de emissões. Contudo, dificilmente as ações em REDD+ serão totalmente centralizadas no governo federal. Isso pelo fato de haver governos estaduais altamente ativos na questão e do governo nacional estar longe das áreas foco em desmatamento.
Assim, ações e políticas estaduais e municipais serão cada vez mais importantes. A tendência é que ações em REDD+ no Brasil sejam implementadas em todos os níveis políticos (nacional, estadual e municipal), abrangendo todas as partes interessadas como: o setor privado, os povos indígenas, as ONGs, etc.
Desse modo, as metas municipais aqui calculadas contribuem para a discussão do tema no Brasil, pois podem auxiliar no desenvolvimento de políticas municipais de mitigação das mudanças climáticas e incentivar a discussão do tema entre todos os interessados.
O grau de sucesso de um mecanismo REDD+ dependerá de fatores que vão desde a estrutura da política, abrangência nacional, investimentos do setor privados até o nível de envolvimento do governo em todos os níveis.