Os resultados diagnosticaram e reiteraram a preocupação com o incremento numérico de pessoas com 60 anos de idade ou mais na cidade brasileira de Juiz de Fora, Minas Gerais pela necessidade evidenciada de transformações imediatas nas atuais políticas públicas sociais, econômicas e de saúde para atender ao perfil de participantes da presente investigação na perspectiva de consolidar os preceitos do envelhecimento ativo, bem-sucedido e com autonomia.
A presente investigação constituiu uma contribuição para a pesquisa referente ao processo de envelhecimento na medida em que trouxe: 1) fundamentos teóricos e dados de pessoas com 60 anos de idade ou mais de uma realidade, abordando a participação das pessoas em processo de envelhecimento nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis em consonância com os paradigmas nos quais as pessoas idosas necessitam ser concebidas como integrantes da sociedade e participantes do seu processo de desenvolvimento e vinculando esta abordagem com a concepção ampliada do processo de envelhecimento; 2) abordou o envelhecimento processualmente concebido de forma integrada e articulada com o ciclo da vida, externando a preocupação do autor com dados capazes de traçar qual é a expectativa de qualidade uma vida para os participantes que moravam em Juiz de Fora e que estavam em processo de envelhecimento; 3) o diagnóstico de qual é a autonomia dos participantes que tinham 60 anos ou mais, fato que permitirá aos profissionais dos programas investigados utilizarem tais informações para traçarem estratégias para os respectivos programas capazes de ampliá-las, e causarem mudanças comportamentais nos estilos de vida nesta fase do envelhecimento com repercussões na melhoria da sua capacidade funcional; 4) delineou uma investigação utilizando de modelos (multiprofissionais, interdisciplinares) que permitiu estabelecer um diagnóstico local e contextualizar o processo de envelhecimento para o perfil de integrantes da investigação e 5) quantificou a sobrecarga semanal de atividade física e os indicadores antropométricos de pessoas com 60 anos de idade ou mais a ponto de subsidiar parâmetros de indicação terapêutica para manutenção da capacidade funcional.
Por outro lado, a presente investigação trouxe como limites, o fato de: 1) não ter abordado a diferença de gênero como fator transversal para o processo do envelhecimento; 2) ter como critério de inclusão previamente estipulado as pessoas que apresentavam autonomia para atividades da vida diária (AVDs) e para as atividades instrumentais da vida diária (AIVDs); 3) ter seu enfoque direcionado para pessoas que frequentaram ou frequentavam dois programas destinados ao atendimento de pessoas na terceira idade.
152 Considerando que a amostra investigada foi delineada utilizando-se critérios de aleatoriedade e proporcionalidade e atendendo os limites previstos pela o perfil dos participantes é possível extrapolar os resultados da presente investigação desde que haja similaridade entre os perfis dos participantes com a presente investigação.
Os desafios apresentados para as pessoas que se encontram em processo de envelhecimento (em todas as faixas etárias) são: conviverem com no mínimo uma doença - ingerindo medicamento(s); terem sobrecarga semanal de atividade física e manterem o peso corporal adequado, com a finalidade de adaptarem sua capacidade funcional às AVD e às AIVD; buscarem probabilidades de convivência na família (relações de consanguinidade e solidariedade intergeracional) e na sociedade, preenchendo com participação e interesse o tempo livre; terem adesão às terapias em longo prazo inserindo-se em atividades de prevenção e controle que promovam a saúde física e mental; com vistas a um envelhecimento bem-sucedido e ativo e inserirem-se em trabalho voluntário ou na segunda profissão.
Diante do exposto, é sugerido a continuação de pesquisas que possam superar os limites apresentados na presente investigação e subsidiarem estratégias que atendam aos desafios encontrados pelas pessoas durante o processo de envelhecimento.
153
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