BÖLÜM 2: MENŞE ÜLKE KAVRAMI
2.3. Menşe Ülke Modellemeleri
Sobre a manutenção do empreendimento, além de recursos investidos pela PUCRS, uma das receitas obtidas pelo parque são os recursos advindos da locação dos prédios, que são destinados ao fundo de pesquisa da universidade, o qual é gerenciado pelo pró-reitor de pesquisa e pós-graduação. Tal fundo é utilizado para pagamento de bolsas de doutorado e pós- doutorado de professores, participação em eventos e fomento de unidades acadêmicas que,
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tradicionalmente, não mantêm aproximação com empresas, mas que também demandam recursos para produção acadêmica.
Com relação aos serviços prestados pela AGT e ETT, a PUCRS implementou em 2007 uma taxa de administração, com valores oscilando entre 5% a 20% do total do projeto, que são aplicados na manutenção das próprias unidades. Com relação aos benefícios gerados pelo ETT, via registro de patentes, a PUCRS recebe royalties que retro-alimentam os projetos de P&D da Universidade.
Juntamente com as locações dos espaços que as empresas ocupam, elas pagam também uma taxa de 10% sobre o valor do aluguel para custear os serviços oferecidos pela Prefeitura Universitária: os salários e os encargos dos funcionários que trabalham dentro do Parque - recepcionista, vigilantes, jardineiros, pessoal de limpeza e higienização. O administrador do parque é o interlocutor entre as empresas e a prefeitura universitária no que se refere a manutenção da infra-estrutura básica (energia elétrica, hidráulica, esgoto, manutenção, jardinagem, estacionamento e segurança). É importante ressaltar que o serviço de segurança e limpeza interna da empresa cabe à própria organização.
O Centro de convivência pode ser reservado pelas empresas sem custo adicional para elas, sendo mantido pela gestora do parque. Na incubadora de empresas, o incubado paga apenas um valor simbólico pelo metro quadrado ocupado, bem menor do que o valor da locação das outras empresas. As despesas de água, energia e comunicações da incubadora são pagas pela universidade. O que o incubado consumir internamente fica por sua conta; os serviços oferecidos pela incubadora são subsidiados pela PUCRS.
Os estudos do Centro de Pesquisa em Biologia Molecular e Funcional (CPBMF) e do
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Física são financiados pelo Ministério da Saúde e
pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de projetos em conjunto com as empresas e também pela PUCRS, em função de seus professores atuarem em tais centros.
Quando a empresa é aceita no parque e aluga um espaço, dois contratos são fechados com a universidade: o contrato de locação, referente à área em metros quadrados que a mesma irá ocupar, e também um contrato de convênio genérico, conhecido como convênio “guarda- chuva”, que estabelece uma relação dos projetos de pesquisas e desenvolvimento, a partir do qual cada projeto, depois de negociação específica, é formalizado por meio de um termo aditivo. Tal documento versa sobre o projeto de P&D que a empresa realizará com a PUCRS, sendo esta uma condição elementar para o ingresso no parque.
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Um dos aspectos importantes do empreendimento para a PUCRS é que ele atua como um fator importante para alavancar projetos de pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, em 2006, todas as bolsas de mestrado e doutorado do curso de informática foram oferecidas por empresas que estão localizadas no parque; além disso, elas também oferecem bolsas para outras faculdades, como a faculdade de engenharia, administração, entre outras.
Do ponto de vista estratégico da universidade é importante a continuidade do investimento que já vem sendo realizado no parque visto que, além das bolsas, o empreendimento dá retorno em projetos e em visibilidade.
Além disso, o Tecnopuc cumpre um papel importante na estratégia da universidade, o qual é a sua inserção na sociedade, estabelecendo parceria e sinergia concreta com a universidade. Segundo os entrevistados, o reitor atual e o anterior também pregam que “a ciência por si só não significa muito, devendo ser aplicada a fim de trazer uma contribuição real para a sociedade que abriga as universidades, e o parque, portanto, se insere perfeitamente nesse contexto”.
O investimento realizado pela PUCRS tem uma perspectiva de médio e longo prazo para retorno e contou com apoio total da Pró-Reitoria de Administração e Finanças da PUCRS. Existe por parte da AGT, e portanto da PUCRS, uma grande preocupação de que o Tecnopuc e seus elementos sejam sustentáveis. Assim, segundo os entrevistados, existe uma expectativa de que dentro de quatro ou cinco anos o empreendimento atinja o ponto de equilíbrio por meio do arrendamento dos espaços e recursos obtidos por meio dos projetos em conjunto com empresas.
Segue no Quadro 19 uma síntese do financiamento da operacionalização e dos benefícios indiretos gerados pelo Tecnopuc.
Quadro 19 - Tecnopuc: financiamento da operacionalização e benefícios indiretos gerados
Fontes de Receitas Aplicações das Receitas Benefícios Indiretos Gerados
Investimento direto
PUCRS Custeia parte das atividades da AGT, da Administração do Parque e dos gastos da incubadora de empresas
Serviços AGT e
ETT Custeia parte das atividades da AGT e da Administração do Parque Locação dos prédios Destinados ao fundo de pesquisa da
universidade
10% sobre o valor
do aluguel Custeia os serviços oferecidos pela Prefeitura Universitária
- Alavancagem de projetos de P&D - Bolsas de mestrado e doutorado na PUCRS pagas pelas empresas
- Expansão no número de participação em patentes (aumento do valor recebido de royalties)
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Fontes de Receitas Aplicações das Receitas Benefícios Indiretos Gerados
Aluguel dos espaços
na incubadora Cobre partes dos gastos da incubadora
O que se percebe é que o parque trabalha como um elemento catalisador de projetos para a PUCRS, portanto, o investimento direto realizado na operacionalização deve ser entendido, em perspectiva macro, não como manutenção de uma estrutura que não se sustenta, mas como o repasse de benefícios que o empreendimento indiretamente gera.