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2. GENEL BİLGİLER

2.3. Meme Kanseri İçin Histopatoloji Görüntüleri

2.3.1. Meme Histopatoloji Görüntülerinin Işık Mikroskobu ile Elde Edilmesi

As organizações da sociedade civil que desenvolvem o programa de aprendizagem profissional precisam estar registradas e ter seu programa inscrito no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ao mesmo tempo, estas organizações também estão inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social, como entidades de atendimento que ofertam serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais de forma gratuita, continuada e planejada, para indivíduos em situação de vulnerabilidade ou em risco social e pessoal.

A publicação da Lei n. 12.101, de 30 de novembro de 2009, e do Decreto n.º 7.237 de 2010, as organizações tinham suas atividades de formação profissional reconhecidas como de assistência social, e lhes era concedido o Certificado de

Entidade Beneficiente de Assistência Social (CEBAS) que as isentava do pagamento de seguridade social, passam a ser compreendidos apenas como atividade setorial que constitui uma “política de emprego”, vinculada ao Ministério do Trabalho e do Emprego, e não mais uma ação intersetorial.

Com esta interpretação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão responsável por normatizar e regular a prestação de serviços públicos e privados na área da assistência social, as organizações que desenvolviam os programas enquadrados como atividade de promoção e integração de pessoas no mercado de trabalho, perderam o direito à certificação como entidade beneficiente de assistência social, pois suas atividades não são mais reconhecidas como tal. Elas passam a ser obrigadas a recolher os impostos devidos.

A partir de 2012, a maioria das entidades que desenvolviam a Aprendizagem Profissional ficou sem a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, pois o programa de aprendizagem profissional não se adequava a nenhum dos programas estabelecidos na Política Nacional de Assistência Social, consolidada no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A partir de então, observam-se dois movimentos das organizações vinculadas à aprendizagem profissional: a mobilização pelo reconhecimento do programa na legislação da assistência social, e o reordenamento das atividades para adequação às normativas da assistência social, o que aconteceu em âmbito nacional, especialmente pelo protagonismo do CIEE-RS, através de reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Social, audiências públicas na Câmara dos Deputados, publicação de manifestos de entidades, de artigos, de articulação de fóruns e de federações de entidades, de ações judiciais, visando à recuperação da isenção tributária para dar andamento aos seus programas sociais e, consequentemente, o reconhecimento da Aprendizagem Profissional nas políticas de assistência social.

Em âmbito local, as organizações que desenvolviam aprendizagem profissional em Porto Alegre, com exceção do CIEE-RS, mobilizaram-se por meio do Fórum Municipal de Aprendizagem Profissional, para garantir a inscrição do programa de aprendizagem profissional como uma política de assistência social no Conselho Municipal de Assistência Social. Em audiência com o assessor da Ministra do Desenvolvimento Social, entregaram um manifesto que visava assegurar a promoção de oportunidades de inclusão social e produtiva, para adolescentes e jovens no âmbito da assistência social.

Em 2013, o Conselho Municipal de Assistência Social de Porto Alegre reconheceu (Resolução 176/2013) os programas de promoção da integração ao mundo de trabalho no campo da assistência social e assegurou a inscrição de entidades de aprendizagem profissional, no âmbito da assistência social. Neste mesmo ano, após longo processo de discussão, o governo federal publicou a Lei 12.868/2013, que considerou as entidades formadoras da aprendizagem profissional como “entidades de assistência social sem fins lucrativos”, que promovem a integração ao mundo de trabalho, segundo a Resolução CNAS nº 33/2011, que define.

A promoção à integração ao mundo do trabalho se dá por meio de um conjunto integrado de ações das diversas políticas públicas, cabendo à assistência social ofertar ações de proteção social que viabilizem a promoção do protagonismo, a participação cidadã, a mediação do acesso ao mundo do trabalho e a mobilização social para construção de estratégias coletivas.

Ao reconhecer a integração ao mundo do trabalho como uma função da política de assistência social, a referida resolução indica que esta deve ser resultado de ação intersetorial e da articulação de diversas políticas públicas. Isso faz com que as organizações da sociedade civil passem por uma gradativa adequação da nomenclatura e reordenamanento das diretrizes de seus projetos, para colocá-los em consonância com a política da assistência social.

Em âmbito nacional, a rede socioassistencial está organizada por territórios, e a formatação do sistema visa construir uma oferta capilar de serviços baseados na proximidade com o cidadão, e a localização dos serviços nos territórios com maior incidência de vulnerabilidades e riscos sociais. Dentro do território, cria-se, então, pelo SUAS, um serviço público estatal: os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que deverão ser os articuladores da rede. Neste sistema, as entidades assistenciais são elementos essenciais na formatação da oferta dos serviços e precursoras do atendimento aos usuários locais, como é o caso do Programa de Aprendizagem Profissional, que passa a integrar os serviços ofertados para os adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade e risco social, em particular os de baixa renda, nos territórios nos quais está sendo executado.

Neste sentido, para continuar executando o programa de aprendizagem profissional, as organizações da sociedade civil realizaram mudanças nos seus

programas e nos seus cursos, para adequá-los às diretrizes curriculares exigidas pelo cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego. Paralelamente, adequaram os programas de aprendizagem profissional na modalidade dos programas de promoção da integração ao mundo do trabalho, no campo da assistência social, para serem certificadas como entidades beneficentes de assistência social, também promoverem mudanças organizacionais para se adequarem às novas diretrizes das políticas públicas.

Benzer Belgeler