3. BULGULAR VE TARTIŞMA
3.5. Toprak Özelliklerinin Yükselti Kademelerine Göre Değişimi
3.5.4. Mekanik Analiz (Tekstür)
Foram apresentados na subseção anterior (3.1.1), os instrumentos mais relevantes para organização e representação da informação de um dado domínio. Estes instrumentos são chamados, na literatura, de linguagens documentárias e são utilizados no contexto dos Sistemas de Recuperação de Informação (SRI’s)4 para auxiliarem o usuário na busca e acesso à informação.
Segundo Campos (2001), as linguagens documentárias, tais como os esquemas de classificação e os tesauros, são os instrumentos responsáveis por possibilitar a comunicação entre os usuários de um sistema de informação no chamado espaço informacional. A autora destaca ainda que para a criação destes instrumentos é, obrigatoriamente, necessária uma estrutura terminológica, que será buscada em um sistema terminológico.
Diante dessa constatação, para que as chamadas linguagens documentárias possam ser de fato instrumentos que permitam a efetiva comunicação do conhecimento humano é preciso que estejam apoiadas em teorias terminológicas.
Nesta parte do trabalho serão brevemente abordadas as teorias terminológicas mais relevantes no contexto da Ciência da Informação: (i) a teoria da classificação facetada; (ii) a teoria geral da terminologia; e (iii) a teoria do conceito.
Antes de descrever tais teorias é importante registrar os significados que são atribuídos a palavra “terminologia” na literatura. Segundo Wüester (1979) podemos identificar, na literatura, três significados distintos para terminologia: (i) uma lista de termos e seus significados, que nos remete ao campo dos dicionários técnicos, dos vocabulários e dos léxicos; (ii) os termos de uma área de especialidade, que se refere ao estudo científico dos termos de uma área particular do conhecimento em uma certa língua; e (iii) um conjunto de princípios teóricos, que compreende a terminologia como uma disciplina científica que propicia princípios metodológicos para elaboração de terminologias estruturadas para diversos domínios – ciência da terminologia.
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Sistemas de Recuperação da Informação são a interface entre uma coleção de recursos da informação, em meio impresso ou não, e uma população de usuários; e desempenham as tarefas de aquisição, armazenamento, organização, controle e distribuição de documentos aos usuários (LANCASTER e WARNER, 1993).
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De maneira geral, essas três definições podem ser aplicadas para explicar o uso que é feito da palavra “terminologia” nesta pesquisa. No entanto, é preferível compreender “terminologia” a partir do terceiro significado, uma vez que foi a partir dele que a área recebeu o status de ciência e área do conhecimento.
A primeira teoria terminológica, aqui destacada, é a Teoria da Classificação Facetada, desenvolvida por Shiyali Ramamrita Ranganathan, na década de 30, a partir da Colon Classification. Tal teoria também foi publicada em uma segunda edição (1957) e terceira edição (1967), ambas com o nome de Teoria Dinâmica da Classificação Bibliográfica, como afirma Dahlberg (1976).
O sistema terminológico de Ranganathan se diferenciou dos demais esquemas de classificação bibliográfica pelo fato de não trabalhar com classes pré-estabelecidas, característica da teoria descritiva, que exigia que os assuntos tratados nos documentos tivessem de ser adequados à estrutura classificatória existente nos esquemas.
No esquema facetado de Ranganathan, a classificação dos livros era criada somente no momento que um livro fosse analisado de acordo com elementos constituintes do seu assunto. Para esse matemático e bibliotecário indiano, o conhecimento era visto como algo dinâmico, sendo necessário desenvolver teorias que fossem capazes de superar as barreiras apresentadas nos esquemas de classificação vigentes na época.
Five Laws of Library Science (1931), Colon Classification (1933), Prolegomena to Library Classfication (1937) e Philosophy of Book Classification (1951) são as obras clássicas onde a Teoria de Ranganathan foi apresentada, conforme citado por Campos (2001). Nesta Teoria de Classificação Facetada, um assunto é dividido por seus múltiplos aspectos ou facetas, que podem ser compreendidas, atualmente, como um grupo de classes reunidas por um mesmo princípio de divisão. Ou seja, os princípios usados por Ranganathan são similares aqueles usados hoje em ontologias no âmbito da Ciência da Informação.
Por fim, vale ressaltar que ao introduzir cinco idéias ou categorias fundamentais (Personalidade, Matéria, Energia, Espaço e Tempo – Ranganathan (1985)) a serem utilizadas na análise dos assuntos contidos nos documentos, Ranganathan baseou- se na noção de categorização para representar contextos, “coisas” ou objetos do mundo real, introduzido por Aristóteles em seus trabalhos, embora o pesquisador indiano nunca tenha feito referência, em suas obras, ao trabalho do filósofo grego.
Outra teoria relevante é a Teoria Geral da Terminologia, desenvolvida na década de 30 pelo engenheiro austríaco Eugen Wüester, originalmente com o objetivo de garantir comunicação precisa na área de Eletrotécnica. Segundo essa teoria, a
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Terminologia se ocupa dos conceitos de uma língua técnica ou especial, os quais se relacionam entre si como um sistema de conceitos (CAMPOS, 2001).
As idéias difundidas na Teoria Geral da Terminologia de Wüester foram de extrema importância para os trabalhos desenvolvidos no âmbito da chamada Ciência da Terminologia e se apresentam refletidas em três escolas clássicas: a Escola de Viena, a Escola de Praga e a Escola Soviética de Terminologia, como destaca Felber (1981, p. 47) apud Campos (2001).
O objetivo do trabalho terminológico de Wüester é a fixação de conceitos e o estabelecimento de princípios para a criação de novos termos, possibilitando, assim, comunicação mais precisa entre os especialistas dos diversos domínios do conhecimento. A partir dessa definição, pode-se verificar que a Teoria Geral da Terminologia é a origem ou o cerne de todos os trabalhos atualmente realizados para a organização e representação da informação de domínios específicos, como ocorre com as ontologias para a organização de domínios biomédicos.
Segundo a Teoria Geral da Terminologia, o trabalho terminológico inicia com o conceito, que possui uma unidade de denominação que é o termo. Assim, um termo designa um conceito que, por sua vez, é o significado do termo (WÜESTER, 1979). Para tanto, é necessário garantir uma unificação de conceitos e termos no trabalho terminológico, buscando atingir uma correspondência exata entre conceitos e termos. No entanto, esse enunciado da Teoria Geral da Terminologia nem sempre é possível na prática, uma vez que a representação exata de um objeto só pode ser objeto em si mesmo. Apesar da imprecisão dessa definição, os princípios da Teoria de Wüester são fundamentais para a compreensão dos atuais trabalhos com terminologias nas mais diversas áreas do conhecimento. Esses princípios envolvem: (i) a identificação do objeto concreto ou abstrato; (ii) a análise das características intrínsecas e extrínsecas do objeto, de forma a definir o conceito e as relações entre conceitos; (iii) construção do sistema de conceitos, a partir do princípio de contextualização ou universo de conhecimento, em que as definições dos conceitos e seus posicionamentos no sistema estão diretamente ligados à área de conhecimento na qual a terminologia está sendo construída; e (iv) definição dos termos como forma de expressar as unidades de pensamento ou conhecimento (conceitos) presentes no sistema, conforme descritos por Wüester (1979).
As definições sobre as relações são umas das partes mais importantes na Teoria Geral da Terminologia. Segundo Wüester (1979), quando as relações são tratadas em um nível conceitual, elas passam a ser consideradas relações lógicas e ontológicas, havendo uma diferença considerável entre elas. Enquanto as relações lógicas, também chamadas de relações de abstração, resultam forçosamente da própria compreensão dos
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conceitos, as relações ontológicas nascem do fato de elevarem-se a um nível de abstração as relações que existem na realidade entre os indivíduos. Assim, pode-se dizer que entre conceitos existam somente relações lógicas e que as relações ontológicas se dão entre o conceito e a realidade.
Wüester (1979) apresenta um quadro com uma síntese da classificação das relações, segundo a Teoria Geral da Terminologia, que pode ser vista na Tabela 1, a seguir.
Tabela 1 - Classificação das relações segundo a Teoria Geral da Terminologia Relações conceituais
Sistema de conceitos (ordenação de conceitos) Relações
lógicas (abstração, semelhança)
Relações Ontológicas
Relações de contato (de contigüidade)
Relações de causalidade (em particular, relações de parentesco) Relações de coordenação (em particular, relações parte-todo) Relações de encadeamento (em particular, relções de sucessão)
Geral filogênico ontogênico substâncias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Me mb ro s d a s r e la ç õ e s Genérica > Conceito de inclusão
Predecessor Ascendente Ex: larva de ovo Específica < Conceito de parte Sucessor Descendente Conceito expandido Conceito restrito Conceito associado Co m b in a ç õ e s Determinação Conjunto de conceitos Disjunção de conceitos Integração
Fonte: adaptado de Wüester (1979).
Por fim, destaca-se a Teoria do Conceito, desenvolvida pela pesquisadora alemã Ingetraut Dahlberg na década de 70, que, segundo Campos (2001), possibilitou uma
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base mais sólida para a determinação e o entendimento do que consideramos como conceito, para fins de representação e recuperação da informação.
Segundo Dahlberg (1978), “conceito é uma unidade de conhecimento, cuja formação se dá pela reunião e compilação de enunciados verdadeiros a respeito de determinado objeto”. Ainda em seu trabalho, a pesquisadora apresenta três passos para a formação de conceitos: (i) o passo referencial, que consiste na seleção do referente num determinado domínio do conhecimento; (ii) o passo predicacional, no qual há uma atribuição das características relevantes ao referente; e (iii) o passo representacional, que refere-se à representação do conceito por meio do termo, em função das características atribuídas ao referente.
Em outros trabalhos, a pesquisadora Dahlberg demonstrou ainda a possibilidade de adotar os princípios para a elaboração de terminologias no âmbito das Ciências Sociais: primeiramente, em Dahlberg (1978), onde é apresentada a ligação entre a Teoria do Conceito e a Teoria da Classificação e, em Dahlberg (1980) apud Campos (2001), onde os princípios da Teoria do Conceito são empregados para a elaboração de tesauros, o que é possível ainda hoje.
Um último registro sobre essas teorias terminológicas citadas é que, como já citado, elas foram utilizadas como base metodológica para a criação dos esquemas de classificação bibliográfica, surgidos ao longo do século XIX, para descrever o estado do conhecimento da época. A Classificação Decimal de Dewey (CDD), a Classificação Decimal Universal (CDU) e a Library of Congress Classification são alguns exemplos de esquemas de classificação bibliográfica, até hoje utilizados nas bibliotecas do mundo inteiro, que se fundamentam em tais teorias.
Além das influências exercidas nos esquemas de classificação bibliográfica, as teorias sobre terminologia da década de 30 continuam influenciando os atuais instrumentos de controle terminológico usados para a organização e uso da informação, que incluem os vocabulários controlados, os tesauros, as redes semânticas e até mesmo as ontologias.
A teoria da classificação facetada, por exemplo, foi aplicada no âmbito das chamadas linguagens documentárias, como cita Dahlberg (1978), e seus princípios podem ser vistos, hoje, na organização das classes presentes numa ontologia. Já a teoria do conceito, ao descrever sobre enunciados verdadeiros a respeito de um objeto, contribui (relaciona-se) com os axiomas de uma ontologia, que são sentenças verdadeiras sobre uma realidade (SILVA, 2008).