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Mekan Dizimi Metodu Kullanılarak Yapılan Konut Çalışmaları

2. LİTERATÜR TARAMASI

2.2 Mekan Dizimi Metodu Kullanılarak Yapılan Konut Çalışmaları

internacional de ponta, alcançando em 2008, um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 3.352 trilhões. Com uma população de 81,8 milhões de habitantes, é também o maior e mais importante mercado da UE, cujo mercado externo e, sobretudo, a indústria, possui uma parcela significativa nas exportações: US$1,361 trilhões em 2007 (IEA, 2009).

Em termos ambientais, o desenvolvimento das fontes renováveis de energia começou na Alemanha, principalmente, a partir das crises do petróleo (1973-1974 e 1979-1980), e de graves ocorrências ambientais, entre as quais a morte da Floresta Negra (ao sul da Alemanha) e o acidente nuclear de Chernobyl em 1986 na Ucrânia. Tais questões demarcaram o envolvimento da população com a problemática ambiental e suscitaram discussões quanto às novas formas de geração de energia. Desde então, o governo começou a financiar pesquisas no desenvolvimento de novas fontes de geração de energia, mas somente a partir da década de 90 o uso das energias renováveis passou a ser instrumento de mitigação dos efeitos da ação antrópica no clima global. A partir de então, observou-se um maior engajamento na introdução

comercial dessas fontes visando torná-las competitivas. A criação de um marco regulatório direcionado à geração de energia a partir de fontes renováveis, culminou com a adoção de medidas de redução das emissões de gases de efeito estufa acordados no Protocolo de Kyoto para o período de 2008 -2012. Esse cenário resultou num maior aumento da capacidade instalada, principalmente de energia eólica.

A participação da Alemanha no cumprimento dos compromissos assumidos pela UE em 199715, somente será alcançado se a Alemanha atingir completamente seu objetivo nacional, correspondente a ¾ da redução total da UE. Isso significa que as emissões atuais, próximas a 880 milhões de toneladas por ano CO2eq, terão que ser reduzidas em mais 270 milhões de toneladas. Tais objetivos só podem ser alcançados com medidas que compreendam todos os ramos de geração e uso da energia no país - de usinas energéticas mais eficientes, isolamento térmico e incentivo às energias renováveis até medidas para carros mais econômicos, combustíveis alternativos (etanol e o biodiesel), redução do consumo de eletricidade e calefação ecológica.

A entrada em vigor do Protocolo de Kyoto favoreceu o desenvolvimento de políticas energéticas voltadas às energias renováveis. As tecnologias em alternativas energéticas, incluindo os biocombustíveis, ganharam força como meio para a redução de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. Com isso a Alemanha passou a exercer forte presença no mercado internacional, bem como nas propostas enquanto membro do bloco europeu, assumindo como meta a redução de 21% das suas emissões até 2012, meta que corresponde aos seis importantes gases de efeito estufa (ao lado de CO2, o metano e o óxido nitroso).

Esse cenário elucida o amplo desenvolvimento tecnológico das fontes renováveis na Alemanha e a coloca entre os líderes na detenção de tecnologias de ponta, tais como a biotecnologia, a nanotecnologia, assim como os setores tecnológicos (biometria, aeroespacial, eletrotécnica e logística), com destaque para as tecnologias ambientais

15 Na ocasião da assinatura do Protocolo de Kyoto, a UE se comprometeu perante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em reduzir até 2012 8% das suas emissões de CO2.

(energia eólica, fotovoltaica e biomassa). O desenvolvimento de novas tecnologias, infraestrutura energética e mudanças políticas, ocorreram no país num processo continuo nos ultimos 20 anos. As ações para o desenvolvimento das energias alternativas, visando à mitigação das mudanças climáticas e a segurança no suprimento energético, basearam-se no fortalecimento da sua indústria através de investimento em pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e de profissionais qualificados.

Esses fatores favoreceram o desenvolvimento e a consolidação da energia eólica na Alemanha. Um dos primeiros programas de incentivo à promoção da energia eólica surgiu a partir do Förderprogramm “100 MW Wind” (100 Mega Watts de Vento), cujo incentivo partiu do governo federal alemão em 1989. Houve um forte estímulo ao desenvolvimento desses projetos e tais caracteristicas tornaram-se fator de limite na expansão da energia eólica na Alemanha, pois estados como Rhein North Westfahlen alcançaram facilmente tais patamares de oferta de energia. Com isso, as metas foram superadas chegando a 250 MW. Todavia, foi a Einführung des Stromeinspeisegesetzes

- StrEG (Lei de Alimentação de Corrente), aprovada no início de 1991, a adoção da

Lei foi fator preponderante na consolidação da energia eólica. O objetivo da lei era propiciar abonos por alimentação elétrica até 1995 às energias produzidas a partir das fontes renováveis e, ainda, garantir subsídios estaduais de até 50% dos custos de investimento em projetos provenientes de fundos federais e dos estados federados. Em abril de 2001 a Lei StrEG foi substituída pela Erneuerbare-Energien-Gesetz – EEG (Lei de Energias Renováveis) (TOLMASQUIN, 2005).

Com a aprovação da EEG, o governo alemão consagrou-se o desempenho do país no uso das energias renováveis e garantiu a continuidade da oferta e expansão da energia eólica a todo o país. Com isso, a EEG favorecendo para que as demais fontes renováveis pudessem aumentar seu percentual de consumo na matriz energética alemã, assim como houve a redefinição de metas diferenciadas para cada fonte.

Com isso, entre 1990 e 2005, a Alemanha conseguiu reduzir 19% de suas emissões de gases de efeito estufa. Somente em 2005, o país reduziu em 2,5% as emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa, enquanto a média europeia foi de apenas 0,8%. Em 2007, o país aumentou para 13% sua Oferta Interna de Energia

(OIE), a partir de fontes renováveis: eólicas, solar, hidráulica, biocombustíveis e geotérmica. Como exemplo, sua indústria de equipamento em energia eólica detém 50% do mercado mundial, o que possibilita ao governo alemão projetar cenários: em 2010 a participação das energias renováveis na matriz energética alemã elevou-se para 14%.

Benzer Belgeler