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I. BÖLÜM

3.2. Mehter Geleneksel Baş Giysileri

Esse experimento foi realizado nas dependências do Assentamento Estadual Florestan Fernandes, localizado às margens da Rodovia Olímpio Ferreira Silva (SP 272, km 20), município de Presidente Bernardes/SP, a 25 km de Presidente Prudente. O Assentamento foi criado em 1998, fruto da Reforma Agrária na região do Pontal do Paranapanema e possui uma área total de 1117 hectares (Figura 38).

Figura 38 - Placa de identificação na entrada principal do assentamento

visando proporcionar infraestrutura para o desenvolvimento das atividades de pesquisa da Universidade, motivo pelo qual tal área foi escolhida para algumas das atividades em campo desta pesquisa. Na Área Teste já foram realizados diversos levantamentos geodésicos e topográficos por docentes, pós-graduandos e graduandos do curso de Engenharia Cartográfica, visando avaliar novas metodologias, equipamentos, entre outros. Resultados de pesquisas desenvolvidas nesta Área Teste podem ser encontradas em Leite et al. (2005); Marques et al. (2005), Ishikawa (2007), Duarte et al. (2009), Silva & Monico (2009) e Pinto (2012).

Na Área Teste foram implantados pela FCT/UNESP e ITESP dezesseis marcos de concreto, iguais ao apresentado na Figura 39. Destes vértices, dez simulam ser limítrofes de três propriedades (Área 1, Área 2 e Área 3), ou seja, pontos que definem o perímetro de cada área. Além disso, seis vértices funcionam como apoio básico, pontos que tem suas coordenadas como referência no cálculo dos vértices limítrofes. Cada marco implantado possui um parafuso (Figura 39 b) que possibilita centrar o receptor com maior precisão.

Figura 39 - Marco de concreto (a), em (b) vista superior

A divisão em subáreas ocorreu visando proporcionar situações que ocorrem quando se faz levantamentos de imóveis vizinhos (ISHIKAWA, 2007). A Figura 40 apresenta a divisão da área teste implantada, sendo os vértices limítrofes indicados pela letra M e os vértices de apoio básico pela letra A.

Figura 40 - Divisão da Área Teste no Assentamento

Fonte: Ishikawa (2007)

Para as atividades de coleta de dados neste experimento, inicialmente foi realizada uma visita ao Assentamento no intuito de fazer um reconhecimento de campo e estabelecer contato com os moradores para que se pudesse ter livre acesso aos marcos de concreto da Área Teste. Nesta visita ficou determinado que os pontos a serem utilizados neste experimento seriam os vértices M3, M4, M5 e ponto de apoio A1 (Figura 41) todos pertencentes à Área 1.

Os critérios para a escolha destes pontos foram baseados no tempo despendido e distância a ser percorrida neste circuito, além da logística disponível e acessibilidade aos respectivos pontos.

Figura 42 - Trimble R8 GNSS e controladora TSC2

Para a coleta de dados utilizou-se o receptor Trimble R8 GNSS L1/L2, o qual possibilita a conexão por interface sem fio (Bluetooth) com a controladora Trimble TSC2, dotada do software de campo Trimble Survey Controler. Acessórios como bipé e bastão também foram utilizados para compor o conjunto de equipamentos conforme ilustrado na Figura 42. Em relação ao receptor utilizado no presente experimento, este apresenta as seguintes especificações de acurácia para levantamentos RTK: 10 mm + 1 ppm na componente horizontal e 20 mm + 1 ppm na vertical (TRIMBLE, 2013). Os respectivos materiais foram disponibilizados pelo LATOGEO (Laboratório de Astronomia, Topografia e Geodésia) da FCT/UNESP.

A disposição do receptor durante as coletas em cada um dos pontos, bem como algumas características locais são apresentadas nas figuras a seguir.

Figura 45 - Ponto M4 Figura 44 - Ponto M5 Figura 43 - Ponto A1

As configurações adotadas no receptor empregado para as coletas foram:  Máscara de elevação: 10°;

 Intervalo de gravação: 1 Hz;  Constelação de satélites: GPS.

Como metodologia geral desta dissertação, a técnica de posicionamento RTK em rede foi empregada tendo por conexão bidirecional externa entre usuário x centro de controle a rede de telefonia móvel via tecnologia GSM/GPRS, possibilitando a troca de informações entre usuário e servidor.

As campanhas na Área Teste foram realizadas em três datas escolhidas aleatoriamente, porém, sob os critérios de ocorrência dos fenômenos de cintilação no Brasil, período compreendido entre os meses de setembro a março, conforme as características sazonais citadas na seção 3.

As datas escolhidas foram: 24/10, 31/10 e 04/11 de 2013 (DOYs 297, 304 e 308, respectivamente). É válido destacar que as datas escolhidas compreenderam o horário de verão para a região sudeste do Brasil, ou seja, duas horas a menos em relação ao meridiano de Greenwich (UTC -2).

A estratégia adotada para as coletas seguiram os seguintes critérios:

 O circuito sempre foi percorrido obedecendo a seguinte ordem: A1, M5, M4 e M3;

 Durante cada período do dia (manhã, tarde e noite), percorreu-se o circuito por duas vezes consecutivas, porém a cada vez que o último ponto do circuito era coletado (ponto M3) o receptor era desligado e seguia-se para o primeiro ponto afim de novamente percorrer o circuito no mesmo período do dia;  Em cada marco foram realizadas 3 coletas no modo estático com tempo de

 Sempre no primeiro marco do circuito (ponto A1) fez-se a inicialização por três vezes e cronometrou-se qual o tempo necessário para aguardar a solução das ambiguidades em cada uma das inicializações;

 Caso houvesse problemas relacionados à intensidade do sinal da rede de telefonia celular, eram aguardados 10min na tentativa que o sinal fosse reestabelecido, caso contrário o ponto era abortado e seguia-se para o próximo.

As coletas no período da manhã eram iniciadas por volta das 9h, no período da tarde às 15h e à noite iniciava-se às 24h (UTC). O tempo total do percurso era em torno de 4 horas por período do dia;

Tipo de posicionamento: RTK em rede empregando o conceito de VRS. Os critérios descritos anteriormente foram adotados com o objetivo de buscar maior representatividade dos dados além de minimizar/evitar a coincidência com alguma falha do sistema ou na infraestrutura. Situação esta que ocasionalmente poderia ocorrer caso o levantamento fosse realizado em apenas um único dia.

Devido à localização dos pontos no circuito, já ilustrada pela Figura 41, utilizou- se um automóvel para o deslocamento entre os pontos, uma vez que a distância percorrida entre o início e fim do circuito é de aproximadamente 6 km. Vale ressaltar que durante o descolamento de um ponto ao outro, o receptor não foi desligado, permanecendo com a antena do lado externo do automóvel. O equipamento somente foi desligado após a coleta do último ponto do circuito.

Benzer Belgeler