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21 Student_01: Similar: nails:: with tails::: …

[ALUNO_01: SEMELHANTE UNHAS COM RABOS] 22 Teacher: [[Huh?

[PROFESSOR: HÃH?]

23 Student_01: [No::, T-A-I-L-S I know the meaning!

[ALUNO_01: NÃO, RABOS.... EU SEI O SIGNIFICADO]

PARTE TODO CARA COROA MOEDA CABEÇA RABO ANIMAL HEAD AND TAIL CARA = CABEÇA COROA = RABO COMPRESSÃO PARTE-TODO HEAD AND TAIL = OS LADOS DE UMA

MOEDA CARA = CABEÇA = FRENTE

No esquema da página anterior podemos perceber que a partir de uma relação vital de Parte-Todo, o domínio input 1, “Cara” atua sobre o domínio, input 2, “Cabeça”, assim como o domínio, input 1, “Coroa” atua sobre o domínio, input 2, “Rabo”; esses domínios fazem a vez de Parte, assim como “MOEDA” e “ANIMAL” fazem vez de Todo.

Isso se deve ao fato de ambas as categorias, ‘moeda’ e ‘animal’ disporem de uma parte correspondente à frente e outra equivalente ao verso, ou costas (parte de trás). Nesse sentido, a partir do processo de mesclagem conceptual e a compressão da relação vital Parte- Todo o sentido acerca do referido objeto discursivo pode ser construído e é plenamente admissível.

O referido exemplo vem com vistas a ressaltar a importância de processos cognitivos como o da mesclagem conceptual na negociação dos sentidos e construção do saber. Uma vez que conforme sugerira Lakoff (2002, p. 92), a mesclagem conceptual é um dos processos mais importantes na determinação e definição de nossa eficiência, perspicácia e criatividade em face da compreensão e construção do conhecimento.

Perceba que se processos cognitivos como o processo de mesclagem conceptual ilustrado não atuassem na construção e negociação de sentidos juntamente a recursos linguísticos seria impossível assimilar o sentido dos objetos-de-discurso, como exemplo acima, e, tampouco, fazer referência a nós mesmos, ao mundo e criar versões discursivas sobre a realidade, pois não disporíamos de percepção global, grande responsável em nos tornar seres criativos e eficientes; tanto linguística como cognitivamente.

5.3.2. “Welcome to the Hotel California”: Tragam os seus álibis!

Por fim, apresentaremos uma última análise em que descreveremos mais uma vez o processo de mesclagem conceptual, através da compressão de relações vitais, atuando na construção de objetos-de-discurso em língua inglesa durante a negociação de sentidos.

Em uma aula, na qual os alunos tiveram a incumbência de ler uma “Short Story” intitulada “Lamb to the Slaughter” da autoria de Roald Dahl10, que tinha como enredo um assassinato em que a esposa ao ser informada por seu marido, que a traíra, de uma inevitável e urgente separação, atinge seu marido na cabeça, pelas costas, com um pernil de ovelha congelado, levando-o a óbito; pernil esse que provavelmente utilizaria para preparar o jantar.

10

Durante a aula, os alunos discutiam acerca de aspectos textuais, a exemplo dos personagens, cenário, linguagem, quando em certa altura da aula, os alunos começam a falar sobre a personagem principal e o assassinato cometido por ela.

Nesse momento, mesmo que de modo breve, mas não menos relevante, vem à tona uma atividade discursiva de negociação em que alunos e professor buscam construir, ou instaurar experiências capazes de determinar o sentido do objeto-de-discurso “ALIBI” de modo que seja possível ativar experiências prévias e contrastar com a realidade em que se encontra o contexto da presente “Short Story”.

Transcrição 06: AULA DE INGLÊS – Turma de Extensão - Curso de idiomas

01

02

Teacher: There’s no right or wrong!… Where does she deci:de to go? We already [PROFESSOR: NÃO HÁ CERTO OU ERRADO!... ONDE ELA DECIDE IR? NÓS JÁ]

talked about: it. Huh… Why did she decide to go to the grocery shop?

[FALAMOS A RESPEITO DISSO. É... POR QUE ELA DECIDIU IR AO MERCADO?]

03 Student_01: To get an::eilibi?

[ALUNO_01: PARA CONSEGUIR UM ÁLIBI?]

04 Student_02: A::libi! [ALUNO_02: ÁLIBI!]

05 Student_03: A:::libi! [ALUNO_03: ÁLIBI!]

06 Teacher: Yes, an alibi!

[PROFESSOR: SIM, UM ÁLIBI!]

07 Student_02: Yeah… Hotel California

[ALUNO_02: SIM… HOTEL CALIFÓRNIA] 08 Teacher: [Yeah!

[PROFESSOR: SIM!] 09 (LAUGHS)

(RISOS)

10 Student_02: I knew this word: on the Hotel California song:!Welcome to the Hotel

(ALUNO_02: EU CONHECI ESTA PALAVRA NA MÚSICA “HOTEL CALIFÓRNIA”! BEM-VINDOS AO HOTEL)

11 California… Have you ever… [CALIFÓRNIA… VOCÊ JÁ…]

12 Student_01: [[Yeah, but I don’t know this

[ALUNO_01: SIM, MAS EU NÃO SABIA DISTO]

13 Student_02: [Bring your alibis…

[ALUNO_02: TRAGAM SEUS ÁLIBIS]

14 Teacher: Yeah… Bring your alibis!

[PROFESSOR: SIM… TRAGAM SEUS ÁLIBIS] 15 Student_03: Huh? … don’t you know…

[ALUNO_03: HÃH? VOCÊ NÃO CONHECE?]

16 Student_01: I know the Hotel California song, but I never stopped… stopped: to

[ALUNO_01: EU CONHEÇO A MÚSICA “HOTEL CALIFÓRNIA”, MAS EU NUNCA PAREI…PAREI PARA]

17 follow the… the…

[ACOMPANHAR A... A…] 18 Student_04: [Ea::gles, the band!

[ALUNO_04: EAGLES A BANDA!]

19 Teacher: Yeah, The Eagles. Ok… Did you understand A-L-I-B-I? Great! That’s

[PROFESSOR: SIM, THE EAGLES. CERTO. VOCÊS ENTENDERAM ÁLIBI? LEGAL! POR ISSO]

20 why:: she went to the grocery shop to get an a:libi. Ok? Let’s continue!

[QUE ELA FOI AO MERCADO, PARA CONSEGUIR UM ÁLIBI. CERTO? VAMOS CONTINUAR!]

Quando questionados pelo professor acerca do motivo pelo qual a esposa (que havia assassinado o marido) houvera ido ao mercado, o aluno (estudante_01) responde com insegurança, “Para conseguir um álibi?”, quando é corrigido imediatamente, por uma súbita afirmação de seu colega (estudante_02), “Álibi”, linhas 03 e 04, respectivamente.

01 Teacher: There’s no right or wrong!… Where does she deci:de to go? We already [PROFESSOR: NÃO HÁ CERTO OU ERRADO!... ONDE ELA DECIDE IR? NÓS JÁ]

02 talked about: it. Huh… Why did she decide to go to the grocery shop?

[FALAMOS A RESPEITO DISSO. É... POR QUE ELA DECIDIU IR AO MERCADO?]

03 Student_01: To get an::eilibi?

[ALUNO_01: PARA CONSEGUIR UM ÁLIBI?]

04 Student_02: A::libi! [ALUNO_02: ÁLIBI!]

Ao ser introduzido como objeto discursivo concernente a uma realidade e contexto bem particulares, os quais relacionados ao enredo do texto em questão, o objeto-de-discurso “ALIBI” ao ser introduzido, na presente atividade comunicativa, causa certa estranheza e insegurança quanto ao sentido e realidade a ele aplicados; é a partir desse momento que toma curso a negociação.

É quando, então, o aluno (estudante_03) ratifica a resposta sugerida pela insegurança do seu colega (estudante_01) e endossada pelo aluno (estudante_02), o professor então confirma a resposta, na linha 06, “Sim, um álibi”.

05 Student_03: A:::libi! [ALUNO_03: ÁLIBI!] 06 Teacher: Yes, an alibi!

[PROFESSOR: SIM, UM ÁLIBI!]

O aluno (estudante_02) busca reiterar sua resposta, é quando sugere, “Sim, Hotel Califórnia”, ao sugerir o referido espaço mental, esse aluno consegue fazer com que o professor consiga igualmente ativar, assim como ele, uma experiência prévia, e, portanto, partilhada em que o objeto discursivo “ALIBI” pudesse ser ancorado, uma vez que o aluno (estudante_02) afirma que fora a partir da canção “Hotel Califórnia” que tivera seu primeiro contato com o referido objeto-de-discurso.

07 Student_02: Yeah… Hotel California

[ALUNO_02: SIM… HOTEL CALIFÓRNIA] 08 Teacher: [Yeah!

09 (LAUGHS) (RISOS)

10 Student_02: I knew this word: on the Hotel California song:!Welcome to the Hotel

(ALUNO_02: EU CONHECI ESTA PALAVRA NA MÚSICA “HOTEL CALIFÓRNIA”! BEM-VINDOS AO HOTEL)

O aluno (estudante_02), reticente demonstra surpresa quando a canção “Hotel Califórnia” é sugerida como espaço mental ativador de experiências concernentes ao sentido da forma linguística “ALIBI”, é nesse momento então que o aluno (estudante_02) questiona o seu colega (estudante_01), “Você já ouviu?”, o colega então o interrompe, “Já ouvi, mas nunca parei para acompanhar a letra”, o professor então, canta o trecho da canção em que o referido objeto discursivo é conferível, “Tragam os seus álibis”, acompanhado pelo aluno (estudante_02), “Tragam os seus álibis”.

11 California… Have you ever… [CALIFÓRNIA… VOCÊ JÁ…]

12 Student_01: [[Yeah, but I don’t know this

[ALUNO_01: SIM, MAS EU NÃO SABIA DISTO]

13 Student_02: [Bring your alibis…

[ALUNO_02: TRAGAM SEUS ÁLIBIS]

14 Teacher: Yeah… Bring your alibis!

[PROFESSOR: SIM… TRAGAM SEUS ÁLIBIS] 15 Student_03: Huh? … don’t you know…

[ALUNO_03: HÃH? VOCÊ NÃO CONHECE?]

16 Student_01: I know the Hotel California song, but I never stopped… stopped: to

[ALUNO_01: EU CONHEÇO A MÚSICA “HOTEL CALIFÓRNIA”, MAS EU NUNCA PAREI… PAREI PARA]

17 follow the… the…

Para melhor entender o evento comunicativo acima e, consequentemente, a negociação de sentido a que ela diz respeito, temos o diagrama abaixo em que o processo de mesclagem conceitual através da compressão da relação vital de Analogia atua na determinação das experiências e dos sentidos relacionados ao objeto-de-discurso “ALIBI”.

Benzer Belgeler