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Na Figura 13 a indicação é de que 60% dos entrevistados acham que óleo é descartado na pia; 3% pensam que é no lixo, 2% apontam o solo como destino do óleo e 35% não

souberam responder. As respostas a essa questão são conclusivas para parte dos entrevistados, que afirmam saber o local de descarte, ao passo que outra parte pesquisados apenas imaginam onde as pessoas estão descartando o óleo de cozinha usado.

Figura 13– Conhecimento acerca do local onde o óleo residual é descartado

Entre os 260 entrevistados, 24% responderam que reaproveitam o óleo usado; 21% fazem doação para terceiros; enquanto 33% descartam o óleo de cozinha na pia, apesar da consciência ambiental. Dezoito por cento dos indivíduos descartam o óleo na lixeira e 3% usam o solo como local de descarte. A Figura 14 mostra essa distribuição.

Vale notar que quase a metade do universo amostrado (45%) destina o óleo usado a alguma forma de reciclagem. No entanto, de acordo com as respostas analisadas, mesmo que tenham sido verificadas algumas precauções, como guardar em recipientes antes de jogar no lixo, 18% do óleo usado é descartado de maneira inadequada, uma vez que prevalece o entendimento de que o descarte desse resíduo em embalagens plásticas elimina a condição poluidora do material oleoso.

Apesar de o universo amostral ter declarado prioritariamente não ter conhecimento de projetos sobre a coleta de óleo residual, os entrevistados afirmaram que teriam interesse em colaborar.

Figura 14– Destinação dada pelos entrevistados ao óleo de cozinha usado.

33%

3% 18%

21% 24%

1%

Destino do óleo nas residências

Pia Solo Lixeira Doação Reaproeitamento Outros

Conforme mostra a Figura 15, a maioria dos entrevistados (66%) informou saber qual é a forma ideal de se desfazer do óleo de cozinha usado, enquanto 34% disseram não saber. Figura 15– Conhecimento sobre a forma de se desfazer do óleo de cozinha usado.

66% 34%

Conhecimento da forma ideal de descarte

Sim Não

Em complementação a esta questão, perguntou-se aos entrevistados se estavam cientes de uma forma adequada de destinar o óleo de cozinha usada e 37% disseram saber que a melhor é a fabricação de sabão, demonstrando ter conhecimento de que o óleo residual recolhido pode ser reciclado desse modo. Vinte e sete por cento responderam que a melhor

forma de descarte é através da reciclagem, mas sem apontar uma destinação específica. Além de um contingente pouco expressivo de indivíduos que indicou outros usos, um percentual bastante significativo (34%) não soube responder à questão (Figura 16)

Ressalte-se que o conhecimento do reaproveitamento de sabão é manifestado principalmente pelo grupo de baixa renda, que já possui o conhecimento e o hábito de recolher o óleo para fabricar sabão.

Figura 16– Conhecimento sobre a melhor forma de se desfazer do óleo de cozinha usado.

37% 27%

2% 1%

34%

Forma ideal de descarte de óleo usado

Fabricação de Sabão Reciclagem Combustivel Queima Outro

Quanto ao volume de óleo de cozinha utilizado nas residências, 27% utilizam até 1 litro de óleo por mês e 39% utilizam de 1 a 2 litros. Um total de 25% das pessoas disse usar 2 a 4 litros por mês e apenas 9% utilizam mais de 4 litros. A Figura 17 mostra as respostas obtidas a essa questão.

Figura 17– Consumo mensal de óleo de cozinha.

Ate 1 L 1 a 2 L 2 a 4 L acima de 4 L

27%

39%

25%

9%

Associado ao consumo de óleo perguntou-se quanto de óleo de cozinha usado sobra por mês em cada residência (Figura 17). Do total, 45% dos entrevistados responderam sobrar menos de 1 litro mensalmente em suas residências; 27% informaram que a sobra do óleo residual é de aproximadamente 1 litro; 21% responderam que sobra de 1 a 2 litros; 7% relataram sobrar entre 2 e 4 litros por mês e apenas um entrevistado respondeu que sobra mais de 4 litros por mês.

Figura 18– Sobra mensal de óleo de cozinha usado.

Ate 1 L 1 a 2 L 2 a 4 L acima de 4 L

72%

21%

7%

0%

Sobra de óleo mensal

No que se refere ao conhecimento de que o óleo de fritura usado pode ser reciclado, 87% dos entrevistados afirmaram saber que o óleo de cozinha pode ser reciclado depois de usado e apenas 13% disseram não saber. A Figura 19 identifica essa distribuição.

Figura 19– Conhecimento sobre a reciclagem do óleo de cozinha usado.

87% 13%

Sabe que pode-se reciclar o óleo usado?

Uma vez tendo o conhecimento de que o óleo de fritura pode ser reciclado, seria importante verificar quais as possibilidades de reciclagem que os entrevistados conheciam. De acordo com a Figura 20, 75% dos entrevistados tem o conhecimento de que o óleo usado pode ser utilizado para produção de sabão, 6% afirmaram saber de sua utilização para produção de detergente, 5% sabem de sua utilização para produção de biodiesel e 14% não responderam.

O sabão mereceu destaque dentre os produtos passíveis de serem produzidos a partir do óleo de fritura, com especial destaque para a população de baixa renda, que fabrica o seu próprio sabão.

Figura 20– Conhecimento sobre os produtos que podem ser desenvolvidos a partir da reciclagem do óleo de cozinha usado.

75% 6%

5% 13%

2%

Em quais produtos o óleo usado pode ser recilado?

Sabão Detergente Biodiesel Não Sabe Outros

Na Figura 21 fica evidenciada a preferência de grande parte dos indivíduos da amostra por produtos de limpeza, sendo que 41% optaram pelo sabão, 22% optaram pelo detergente e apenas 5% pelo biodiesel. O sabão é o produto identificado como um resultado realístico do universo da amostra, esta preferência é evidente e confirmada na Figura 20, onde 24% da população fazem sabão e 21% doam resíduo para fabricação de sabão. A pesquisa demonstra que o sabão está mais próximo do conhecimento da população desta amostra.

Figura 21– Produtos reciclados preferidos pelos entrevistados.

Sabão Detergente Biodiesel Todos

41%

22%

5%

32%

Quais produtos reciclados compraria?

Perguntou-se ainda se o entrevistado confiaria em utilizar qualquer destes produtos se eles fossem oferecidos sem custo algum. A grande maioria, ou seja, 75% dos entrevistados responderam que confiariam em usar os produtos oferecidos de graça e 25% disseram que não confiariam em usá-los (Figura 22).

Figura 22– Confiança nos produtos oriundos da reciclagem do óleo de cozinha usado e oferecidos gratuitamente.

A razão pela qual os entrevistados confiariam em utilizar esses produtos reciclados do óleo de fritura está relacionada tanto à questão técnica de produção quanto à própria percepção ambiental. Os entrevistados consideram que tanto o processo de produção quanto a preservação do meio ambiente são fatores importantes para levá-los a confiar no produto.

Acreditam que a eficiência na produção faz com que o produto se torne mais confiável e de qualidade. Porém, outros 19% levam em consideração para utilizar o produto, a relação do processo produtivo com a preservação do meio ambiente. Como pode ser visto na Figura 22, a questão financeira tem uma elevada importância no uso do produto.

Figura 23– Motivação por parte dos entrevistados para aceitação dos produtos fabricados a partir da reciclagem doóleo de cozinha usado.

20%

19%

20%

21% 21%

Motivação para aceitação de produtos reciclados

A Figura 24 apresenta o potencial de doação de óleo usado segundo a visão dos domiciliados urbanos. Dos 260 entrevistados 82% responderam que doariam o óleo residual para Caesb, e 18% responderam que não doariam.

Com relação aos motivos para doação à Caesb do óleo de cozinha usado, conforme a Figura 24 38% dos entrevistados disseram que doariam para reciclagem. Já 17% estão preocupados com a preservação ambiental e 14% responderam que seria uma questão de conscientização para não jogar o óleo na pia. Um total de 11% achou que é uma das formas para evitar a poluição e finalmente 20% representaram respostas pouco significativas ou referem-se a entrevistados que não souberam responder.

Percebe-se que grande parte da amostra demonstra uma preocupação com meio ambiente, sendo essa atitude uma posição favorável para o envolvimento da população no processo de coleta de óleo de cozinha usado, assim evitando o seu descarte inadequado.

Outra preocupação de alguns entrevistados com o processo de reaproveitamento do óleo residual é a dúvida com respeito aos benefícios trazidos para a comunidade de baixa renda. Além disso, os indivíduos entrevistados mostraram-se interessados em saber como a Caesb gerenciaria o reaproveitamento desse resíduo, não só utilizando o óleo residual como fonte de energia renovável (por exemplo, na produção de biodiesel), mas também pensado na comunidade de baixa renda criando mecanismos para produção de sabão.

Com relação ao conhecimento dos entrevistados sobre o impacto ambiental decorrente do descarte inadequado do óleo de cozinha usado, 52% identificou o óleo residual como causador do impacto ambiental aos recursos hídricos quando descartado inadequadamente, considerando-o altamente poluente; 17% dos entrevistados demonstraram preocupação com a contaminação do solo; 14% dos entrevistados não souberam responder (Figura 26).

Nota-se ainda que grande parte dos indivíduos da amostra entende que o poder de poluição do óleo está mais relacionado aos recursos hídricos, além de reconhecerem que os danos causados por um descarte inadequado do óleo pode afetar a qualidade da água disponível para a população. O solo vem em segundo lugar, sabendo que quando o óleo descartado diretamente no solo atingirá o lençol freático.

Figura 26– Conhecimento dos entrevistados sobre o impacto ambiental decorrente do descarte inadequado do óleo de cozinha usado.