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Matrah / Vergi Artırımı Uygulaması

Belgede VERGİ SİGORTA PRİMİ AFFI (sayfa 43-52)

A ciência moderna e, consequentemente, os ideários pedagógicos orientadores da

prática educativa acentuaram, cada vez mais categoricamente, o papel do sujeito na

elaboração do conhecimento histórico. A experimentação, a aprendizagem por conhecimento

histórico, o papel ativo do sujeito desse processo, são algumas máximas bastante em voga na

atualidade histórica (MARX; ENGELS, 2006).

Nessa perspectiva, o sujeito do conhecimento histórico é o historiador, cujo

trabalho é interpretar fatos históricos ou as vivências humanas, com o apoio dos registros e

resquícios deixados ou guardados por um povo em um determinado local e por um certo

lapso- temporal. Por tais motivos é relevante o estudo da História, mediante o processo da

investigação e da compreensão dos acontecimentos históricos ao longo dos tempos e dos

espaços históricos.

O historiador produz História, advinda da experiência, cujo conhecimento visa a

desviar-se do senso comum, do conhecimento sensível ou empírico, para estreitar-se da

ciência e do pensamento científico escrito. Destarte, o historiador busca fazer História por

intermédio da História, haja vista que pretende conciliar dois aspectos divergentes de uma

mesma realidade, onde a História assume dois papéis, de um lado, como fato ou concretização

do sucedido e, de outro, como ideia ou narração também do sucedido.

A História é um campo do saber, que pode tratar da realidade e de fatos vividos no

passado, bem como tratar a História como reconstituição, donde se conclui que História é um

conjunto de saberes escritos acerca das sociedades, com fundamento nos marcos selecionados

pelo próprio historiador em conjunto com pressupostos delimitados pela historiografia,

levando-se em conta que esta, se vincula à produção socioeconômica, política e cultural de

um povo, de uma sociedade (VEYNE, 1983).

Desta forma, Ribeiro (2009) declara que, para produzir um conhecimento

histórico, não é indispensável recorrer à memória e às lembranças coletivas ou individuais,

mas é indispensável planejar, pesquisar e organizar um banco de dados, e escrever,

respeitando a natureza e a destinação do texto histórico, cuja tarefa exige conhecimento e

método.

A produção do conhecimento histórico é processada em tempo presente, embora

faça tratar de acontecimentos passados, mais próximos ou mais distantes de quem produz a

história – o historiador. Este pesquisador relata os eventos ou movimentações relevantes, entre

as relações sociais de cada época, que ainda, nos tempos atuais, podem ser certificados, como

o declínio feudal, o fortalecimento das monarquias absolutistas e, a elevação da burguesia

(RIBEIRO, 2009).

Na realidade, a hierarquização sempre existiu nesses movimentos, sendo a

responsável por criar certas modalidades de valores, os quais têm a capacidade de determinar

a disposição do homem, seu espaço, seu lugar na sociedade, sem que ele, muitas vezes, não

reflita tais valores, o espaço, o lugar e sua classe social (SANTOS, 2009).

Filipak (2009) defende o argumento de que a produção do saber histórico deve ter

uma base teórica com uma fundamentação sólida, para que o historiador possa examinar as

diversas fontes, mesmo sendo uma história do tempo presente ou histórias de um passado

mais remoto, com vistas a entrelaçá-las, mediante o uso de suas ferramentas profissionais, na

perspectiva de desconstituir a formular conhecimentos novos, na busca de obter uma história

mais próxima da sua real essência.

Efetivamente, o historiador deve se conduzir em seu trabalho de pesquisa de

forma imparcial, para que não se presuma que houve um prejulgamento do sujeito da

pesquisa, mas uma ferramenta que lhe possibilite estudar os conceitos intrínsecos inerentes à

pessoa, capaz de explicar o fenômeno investigado. Também é essencial que o historiador se

aproprie do estudo da Epistemologia da História, com vistas a elaborar um conhecimento

cientifico, a fim de explicitar os condicionamentos humanos e os aspectos técnicos, históricos

e sociais, com a intervenção de adequadas técnicas e ferramentas apropriadas, para

encaminhar sua investigação e perseguir seu ideal, objetivando assumir uma posição social,

política, religiosa e cultural.

Nesse sentir, Ribeiro (2009, p. 72) assevera que esse profissional deve reunir

todas as bases teóricas e críticas, os subsídios plausíveis para que, em sua análise e produção

histórica, não venha a praticar injustiças, como bem assinalou,

[...] como não há uma única forma de enxergar e escrever a história, cada olhar possível valorizará aspectos explicativos diferentes, que considerarão importantes e válidos, para entender o passado de acordo com as teorias, as metodologias, as ideologias e os conceitos deles decorrentes construídos e aplicados nas pesquisas.

Nessa perspectiva, o historiador, com base nos seus estudos observa que em uma

manifestação histórica não existe uma verdade absoluta, entretanto, esse profissional busca

sempre mais estreitar esse relacionamento para deparar esta verdade. Para reforçar esse

entendimento, Santos (2009) defende a ideia de que a finalidade da ciência, da investigação

ou de qualquer outra área da cultura, não é atingir a verdade, mas sim solucionar problemas.

Por outro turno, a expressão predominante de outras correntes é a de provocar

uma “verdade” absoluta, em função de interesses individuais, visando a obter benefícios para

si ou para uma categoria social, mediante a concepção de várias histórias da Pós-

Modernidade, significando dizer que o passado poderá ser fabricado e direcionado da maneira

que possa trazer significados para várias posições teóricas, ideológicas e políticas.

O conceito de verdade é ponto que desafiou vários intelectuais durante os séculos

XVIII e XIX, apesar de que a ideia de verdade se estabeleceu com o movimento da ruptura da

estrutura tradicional do pensamento positivista. Não obstante, sob o fundamento do

pensamento marxista, foi possível expandir a ideia de verdade, para a verdade relativa, a qual

é relativa à história. Ela não é de todo relativa, porém, como afirmam os relativistas e como é

atualmente concebido pela corrente pós-moderna.

Interessante é verificar o que leciona Fontes (2001, p. 129), quando assim

assevera:

[...] Se não devemos nos iludir com a tentação do absoluto – risco político e cognitivo – podemos construir uma verdade em processo. Considerar a verdade como processo é admitir que tendemos a ela, mas que ela jamais será terminada. Significa também admitir que o contraditório exige discussão e debate, e não imposição unilateral.

De efeito, a verdade do ponto de vista histórico, deve ser compreendida em um

contexto vigente, porquanto, à luz dos ensinamentos marxistas, este é o desafio da verdade

nas pesquisas científicas.

Contrariando esse entendimento, os historiadores profissionais contemporâneos

adotaram um procedimento metodológico reflexivo, para não se deixarem lograr pelos

discursos supostamente predominantes, e por certezas tradicionalmente conservadoras, para

empreenderem novas possibilidades, com vistas a criar uma história escrita para as pessoas

que detêm interpretações divergentes.

Desta forma, o historiador, num processo reflexivo remontado para os

pensamentos do passado, favorece a produção do conhecimento histórico, mediante um

diálogo entre o “passado” e o “presente”, que favorecerá o entendimento não apenas da

contextualização do fato explicitado, mas também de várias interpretações optativas

(FONTES, 2001).

Segundo referido autor, a produção do conhecimento histórico envolve o sujeito,

que na sua relação entre o singular particular e o universal, constitui-se num fenômeno

histórico, visto que as características humanas subjetivas e objetivas que a integram produzem

amplas e complexas relações do homem com a natureza. Nesta articulação, entre a ideia e a

ação ou entre a teoria e a prática do sujeito é que se realiza a historicidade humana,

implementada no deslocamento de formulação da realidade social.

Nesse entendimento do autor, o objeto a ser conhecido é a realidade histórica e

que se verificam a atividade humana e as divergências internas essenciais que podem instituir

o movimento histórico, embora esse mesmo objeto possa se manifestar no pensamento de

forma perfeita. Ainda assim, nele estão contidas as conexões sociais de produção exprimidas

nas contraposições da ontológica entre aparência e essência, necessárias para o conhecimento

da ciência e do método de se compreender o real.

Nessa perspectiva, o conhecimento não provém nem do eixo concreto,

configurado pelo objeto (realidade), nem do eixo abstrato, configurado pelo sujeito

(pensamento), mas, reunindo-se no movimento entre os dois polos, na relação entre a

realidade e o conhecimento sobre ela, isto é, a unidade sujeito - objeto do conhecimento

histórico, renova a finalidade do pensamento no processo de conhecer a realidade, ao mesmo

tempo em que declara a essencialidade da realidade no que concerne ao pensamento. É com

fundamento nessa premissa que se consolida o trabalho intelectual sobre a realidade histórica

e, uma vez instituídas as determinações na sua unidade aparência – essência, emerge a

expressa teoria (HOBSBAWM, 1998).

O desenvolvimento do pensamento e, por conseguinte, a produção de

conhecimentos, surgem de questões práticas e da consciência de que possa dispor o sujeito em

relação à realidade histórica, ou seja, as experiências práticas funcionam como articuladoras

da elaboração do conhecimento real e efetivo (concreto), que provoca a necessidade de um

modelo de conhecimento específico acerca de um fenômeno desconhecido que se necessita

investigar para conhecer.

Neste sentido, a inferência de que a conexão do sujeito do conhecimento com a

realidade histórica a ser conhecida (e transformada) se inicia pela prática social, implica dizer

que o sujeito deve aproximar seus vínculos desta realidade, para permitir o acompanhamento

do movimento histórico e desvelar os determinantes desconhecidos em sua aparência exterior

(HOBSBAWM, 1998).

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Benzer Belgeler