BÖLÜM 4: YSA KULLANILARAK TÜRKİYE’DEKİ İLLERİN ZARAR
4.2. Uygulama
4.2.2. MATLAB’ta Yapay Sinir Ağının Oluşturulması ve Eğitim Aşaması
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O primeiro imóvel levantado (ver Figura 19), um terreno situado em Taipas, no sítio Jaraguá, foi comprado, em 1940, pela Fazenda do Estado de São Paulo, tornando-se propriedade estatal, nos termos do Decreto n.º 10.877, de 30 de dezembro de 1939; posteriormente, em 1961, destinou-se à criação do PEJ148. O Estado adquiriu de Manoel Fernandes Lopes e Maria Fernandes Lopes (50%) e de Angelo Azurza, Dolores Azurza, Joanna Azurza Ugarte, Ramon Azurza Filho e Zuleika Amorim (50% por decisão judicial) tanto o sítio (com suas benfeitorias) como as matas, e por cada qual foi pago um preço. O imóvel tem 202 alq (equivalente a aproximadamente 488,84 ha).
Esse imóvel foi registrado na transcrição n.º 903, do 8° CRI, em 5 de abril de 1940, e deriva de dois outros. Um, que remonta a metade do sítio Jaraguá (equivalente a 100 alq), da parte de Manoel Fernandes, que comprou de José Coelho Fernandes e Joshefina Sá Coelho, transmissão inscrita na transcrição n.º 14.669, do 2° CRI, em 16 de fevereiro de 1939. O outro, que antecede as duas anteriores, refere-se à compra realizada por José Coelho Fernandes e Angelo Azurza, do “sítio Jaraguá com área aproximada de 200 alqueires de terra” da família Azambuja (Lucrecia Araujo Ribeiro Azambuja, Theophilo Cassiano Prado de Azambuja Filho, Rinaldo Ribeiro de Azambuja, Fabíola Ribeiro de Azambuja, Sybilla Ribeiro de Azambuja e Bireno Ribeiro de Azambuja), registrada na transcrição n.º 26.410, do 2° CRI, em 13 de março de 1925. Nessa transcrição não consta qualquer referência anterior, assim se entende que não há imóvel de origem, ou seja, aquele que comprova que foi regularmente destacado do patrimônio público federal ou estadual para o privado por ato administrativo ou judicial. Há apenas a escritura de compra e venda, registrada no 4° Tabelião de Notas, nos seguintes termos:
SAIBAM quantos esta virem que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil novecentos e vinte e cinco, aos trez dias do mez de março, nesta cidade de S. Paulo, em meu cartório, perante mim tabelião, compareceram partes entre si justas e contractadas, a saber: como outorgantes vendedores Dª Lucrecia Araújo Ribeiro de Azambuja, Theophilo Cassiano Prado de Azambuja Filho, Rinaldo Ribeiro de Azambuja, Fabíola Ribeiro de Azambuja, Sybilla Ribeiro de Azambuja e Bireno Ribeiro de Azambuja, a primeira pessoalmente e como procuradora de todos os seus filhos [...], todos proprietários, maiores, residentes na Fazenda Jaraguá, em Taipas, município da Capital, e de outro lado como outorgados compradores Jose
148 Segundo o Decreto Lei n.º 15.838, de 6 de junho de 1946, a fazenda Jaraguá, do Patrimônio da Secretaria da
Educação e Saúde Pública, foi transferida para o Patrimônio do Serviço Florestal, da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio. Ademais, segundo a consulta do processo na Procuradoria do Patrimônio Imobiliário, houve uma desapropriação de 38.418 m2, declarada como utilidade pública (Decreto n.º 23.914, de 13 de dezembro de 1954) pela Fazenda do Estado de São Paulo, tendo como outorgante Maria Fernandes Lopes, inscrita na transcrição n.º 47.102, do 8° Cartório de Registro de Imóveis (CRI) de 02 de agosto de 1963. Essa transcrição não está inclusa na análise da cadeia dominial.
Camila Salles de Faria - 186 Coelho Fernandes, casado [...] e Angelo Azurza, com vinte e dois annos, solteiro, brasileiro, ambos proprietários, sendo todos pessoas de mim conhecidas e das testemunhas nomeadas e assignada, do que dou fé e perante as quaes pelos outorgantes me foi dito que por herança do finado marido e pae dos outorgantes Theophilo Prado de Azambuja, são senhores e possuidores livre de quaisquer ônus reaes ou pessoaes, de um sítio denominado Jaraguá, em Taipas. (Escritura de Venda e Compra, do 4° Tabelião de Notas, livro 214 – f. 69, grifo nosso)
Ressalta-se que, para essa escritura, não houve a comprovação de documentos de propriedade, inventário, partilha ou outros. Assim, a “fé” do tabelião provém do conhecimento das pessoas e das informações que lhe foram ditas (pronunciamento verbal), indiciando que esses foram os subsídios para a inscrição da transcrição no Livro de Registro de Imóveis. Esse fato viola a legislação vigente sobre o Registro Geral (Decreto n.º 3.453, de 26 de abril de 1865), o qual instituiu a transcrição do título como forma de transferência, em substituição da tradição da coisa, posteriormente reiterado pelo Código Civil de 1916.
Ademais, a escritura pública remete ao espólio de Theophilo Prado Azambuja, que faleceu em 1922, no entanto a partilha de seus bens somente ocorreu em 11 de agosto de 1925 (conforme se vê na cadeia dominial), na qual constou apenas um imóvel de 80 alq. Portanto a venda desse imóvel de 80 alq deveria constar no inventário (que se disse existir perante o mesmo tabelião), porém não consta. Isso mais uma vez inflige o Código Civil de 1916, que em seu artigo 1.780 frisa a perda dos direitos dos herdeiros sobre os bens sonegados no inventário.
Por conseguinte, os documentos cartoriais não comprovam a higidez da cadeia dominial do imóvel adquirido pelo Estado e transformando em PEJ. Isso leva a afirmar que o Estado comprou um imóvel ilegítimo, ou melhor, fruto da ação da grilagem de terra.
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Figura 19 – Cadeia Dominial do Imóvel 1: Parque Estadual do Jaraguá
Parque Estadual do Jaraguá comprou de Manoel Fernandes Lopes e Maria Fernandes Lopes (50%) e de Angelo Azurza, Dolores Azurza, Joanna Azurza Ugarte, Ramon
Azurza Filho e Zuleika Amorim (50% por decisão judicial)
Um terreno no sítio Jaraguá, Área: 202 alqueires, mais ou menos,(equiv. 488,84 ha) T. 903 – 8° CRI, de 05/04/1940
Manoel Fernandes Lopes comprou de José Coelho Fernandes, Joshefina Sá Coelho
Metade do sítio Jaraguá, Área: ½ de 200 alqueires, ou seja, 100 alqueires (equiv. 242 ha)
T. 14.669 – 2° CRI, de 16/02/1939
José Coelho Fernandes e Angelo Azurza compraram da família Azambuja: Lucrecia Araujo Ribeiro Azambuja, Theophilo Cassiano Prado de Azambuja Filho, Rinaldo Ribeiro de Azambuja, Fabíola Ribeiro de Azambuja, Sybilla Ribeiro de
Azambuja e Bireno Ribeiro de Azambuja O sítio Jaraguá, Área: 200 alqueires(484 ha)
T. 26.410 – 2° CRI, de 13/03/1925 NÃO HÁ IMÓVEL DE ORIGEM 1
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