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Existem, realmente, várias formas de contar e encantar. O tipo de expressão será uma escolha do contador. Nesta conjuntura divulgamos algumas artes como o teatro de fantoches, o teatro de sombras e a dramatização, as quais poderão incluir uma outra vivacidade na prática regular de contar histórias. Esta é uma das tarefas mais importantes de todo o educador e ouvi-las é uma actividade do inteiro agrado das crianças. O livro de histórias, por si só, impregna de fantasia o momento, levando a que as mentes da crianças viagem no mundo do maravilhoso. Se conseguirmos aliar o movimento, colocar mais acção, intensifica as emoções, tornará o momento ainda mais deslumbrante.

A perspectiva de que as histórias devem ser contadas de modo a se tornarem mais cativantes e emotivas, torna o jogo dramático projectivo (teatro de fantoches e

teatro de sombras) numa mais valia, numa forma extraordinária e activa de apresentação e desenvolvimento dessas mesmas narrativas.

Teatro com bonecos… os fantoches. O brincar e o representar confundem-se numa mesma expressão do instinto lúdico intrínseco ao ser humano. Pequenos e grandes, quem não fica fascinado perante um espectáculo com bonecos animados? Há uma magia produtora de emoções no teatro de fantoches. Os bonecos movem-se deixando encantados os que os vêem e seguem emocionalmente as personagens que dispõem de uma alta capacidade de representar a realidade interior, estimulando a identificação e, revelando, simultaneamente, uma humanidade que prevalece e uma realidade que diverte. Estes considerandos estiveram na base da génese da Equipa de

Animação que, através das histórias, de forma muito apelativa, através do recurso ao jogo dramático projectivo e às dramatizações, pretende, não só alegrar o universo da criança, como também, e através das emoções, perspectivar aprendizagens que de outra forma tradicional tornar-se-iam menos compreensíveis e menos atraentes. Fomentar aprendizagens activas, visto que através do lúdico a criança aprende com maior eficácia. Mas, achamos pertinente recuar no tempo e perceber como é que este bonequinho entrou no património cultural.

As pesquisas de Magalhães e Gomes (1964) prescrevem que o teatro de figuras nasceu no Oriente há milhares de anos e que foi anterior ao teatro humano intencional. Esta obra consultada refere que foram encontrados vestígios no Egipto que remontam ao século XXIII a. C. e revelam-nos a existência de pequenos bonecos de madeira articulados com cabeça de marfim, que simbolizavam os deuses. Estas descobertas vieram provar a existência de arte dramática no Médio Oriente.

Os fantoches foram então, na sua origem, objectos sagrados, personagens mediadoras entre as sociedades primitivas e os seus deuses. Nas cerimónias dos rituais de magia animista, dispunham de uma força que os homens afiançavam que os amparava, tal era a importância que lhes atribuíam. Acreditavam que o fantoche tinha um poder divino. Eram, portanto, hieráticos, proféticos, fundadores, conjuradores, servindo todas as formas de uma dramaturgia simbólica.

Na antiguidade clássica, os fantoches eram encontrados no interior dos templos, em tamanho grande e tomavam parte nas festas processionais. Mas, já no século VII, o concílio Quinesexto posicionou-se contra a representação de Cristo e dos Santos e foi então que começaram a aparecer com fisionomias humanas. A escolha de uma

Figura 1 – Bonifrates (Portugal)

Figura 2 – Guignol (França)

estatuária antropomórfica é determinante no desenvolvimento dos fantoches figurativos e imitadores dos homens, características que ainda hoje se revelam no teatro com bonecos.

Foi, então, na Grécia que o fantoche perdeu o carácter sagrado e realizavam-se, espectáculos, assumindo grande importância, chegando mesmo a serem exibidos no teatro da Grécia antiga, o teatro dos Dionísios, o berço do teatro ocidental e da tragédia, situado na encosta sul da Acrópole de Atenas, onde os bonecos de Potino representavam Eurípedes. O fantoche tornou-se num jogo popular, assumindo diferentes tamanhos que correspondiam à importância dos papéis que desempenhavam, muito apreciado por todos. Entretanto, no mundo asiático, os fantoches passam por naturais evoluções, mas, contrariamente, aos seus congéneres ocidentais, os fantoches asiáticos conservam quase intactas as suas origens religiosas e o seu carácter sagrado.

Um pouco por todo o mundo, a História confirma-nos a importância do fantoche. A Idade Média abre-lhe as portas das igrejas e o fantoche irrompe exuberante nos autos religiosos, nas histórias bíblicas, nos presépios falantes e ainda, exibidores ambulantes que pelas feiras ajudam a acalentar o teatro em hibernação (Magalhães e Gomes, 1964). Em Portugal, parece ter surgido

ainda antes do século XVI tendo uma ligação tão forte com a igreja, que estes bonecos articulados tomam o nome de “Bonifrates” (bons frades).

Com o Renascimento, entre finais do século XIII e meados do século XVII, vem a época de ouro do fantoche. Este período viu nascer as personagens mais famosas para o

teatro de fantoches, a saber: o Polichinelo italiano, o célebre Burattino, o Punch inglês, o Kasperl que escrito na Austrália conquista a Alemanha, o Don Cristobal Pulichinela retomado por Garcia Lorca no seu “retábulo”, o tão conhecido Petrushka que surge na Rússia, o Guignol em França, entre outros. Mais tarde, definitivamente expulsos dos templos, pela Reforma e pelas interdições dos Concílios, os

Figura 3 – Kasperl (Alemanha)

fantoches encontram, nos adros das igrejas e depois nas ruas, nos pátios das casas e nas festas forenses, um público popular de quem tomam a defesa.

O fantoche encontra-se numa fase importante da sua existência mais directamente ligado à feira, aos espectáculos de rua. Os grupos manipuladores de fantoches andam de cidade em cidade, de feira em feira. É a fase em que o boneco animado se liga mais directamente às aspirações e sentimentos populares, ligação esta, que virá a se tornar capital, anos mais tarde, quando por toda a Europa se desenvolvem, em consequência da Revolução Francesa, lutas pela independência nacional. Os únicos espectáculos abandonados às massas populares e incontroláveis pela censura eram os dos teatros de feira ambulantes e de fantoches. Estes tornaram-se, assim, no quadro do despertar nacional do fim do século XVIII, o agente essencial da cultura popular, exibindo obras-primas do teatro mundial e peças locais, nascendo a pouco e pouco um reportório específico para teatro de fantoches, representando um papel fundamental na difusão cultural, sendo também um meio excelente para criticar a política.

Com o final do século XIX e início do século XX o fantoche sofre uma decadência assustadora, provavelmente provocada pelos indícios e o decorrer da grande guerra. Isolados, mal definidos, social e economicamente inadaptados, os apresentadores de fantoches permanecem impotentes perante a deterioração destas ricas tradições. O público abandona o teatro de fantoches. Estes acabam por ser arquivados em museus por alguns nostálgicos do passado. Mas, a arte do fantoche não morre, como era de esperar. Após algumas décadas de esquecimento, toma novo vigor. É concedido ao fantoche um futuro promissor. Este renascimento apoiou-se numa verdadeira criação popular, graças ao admirável esforço de amadores e profissionais em todos os países.

Uma informação disseminada internacionalmente e uma investigação histórica sistemática marcam esta fase do trabalho dos fantoches na segunda e terceira décadas do século XX. É assim que a realidade e universalidade deste renascimento dos teatros de fantoches vai encontrar a sua expressão histórica com a instituição da União Internacional dos Fantoches (UNIMA) em 1929.

Figura 4 – Fantoches de vara

Figura 5 – Fantoches: surpresa, luva e vara

Novos grupos aparecem, um pouco por toda a parte, principalmente na Europa, com novas características e representam uma importante evolução histórica desta arte. Os espectáculos perdem, de certa forma, o cariz popular para se orientarem numa linha de arte mais geral de representação animada. Médicos e psicólogos acreditam na sua mais valia terapêutica. Um pouco por todo o lado, em todas as escolas, aos fantoches são atribuídos méritos e reconhecimentos pelo seu valor educativo.

Na actualidade, todo o educador reconhece a mais-valia da sua utilização, como instrumento fundamental para o livre desenvolvimento da personalidade da criança. E, com o decorrer dos tempos, os fantoches vão sofrendo alterações, ajustadas a cada época. Constroem-se fantoches das mais variadas formas e com diversos materiais.

Os fantoches utilizados directamente pelas crianças, tendo o educador/professor como orientador, tornam-se valiosos colaboradores da acção pedagógica, pois desenvolvem variados aspectos educacionais, evidenciando-se os respeitantes à comunicação (Ladeira e Caldas, 1993).

Os fantoches são ricos em múltiplas possibilidades, adaptando-se a tudo. Técnica de expressão apreciada de formas diferentes de acordo com as idades, o fantoche é para a criança uma via de expressão livre e discreta, porque, exterior a si própria, brinca com ele, sentindo-se

protegida de um debate directo. É como que um escudo protector. É devido ao facto da criança se sentir protegida relativamente ao meio ambiente, que o fantoche adopta determinadas características particularmente importantes enquanto catalizador de um processo de expressão libertadora na criança. É

Figura 6 – Fantoches de luva

Figura 7 – Fantoche de luva

Conhecem-se casos de crianças tímidas, incapazes de manifestarem a sua opinião, que munidas de um fantoche modificam-se, tornando-se capazes de intervir e até criticamente. Casos de crianças muito inibidas que demonstram a sua imaginação e criatividade ao manipularem um fantoche e casos de crianças com gaguez, que conseguem representar ou falar sem hesitações. O fantoche permite que as crianças materializem o seu mundo, proporcionando situações que desenvolvem a capacidade de interpretar e interagir, ideias e valores, despertando o potencial criativo essencial à sua formação integral. É da responsabilidade do educador descobrir no dia a dia estes factos e que tenha a perspicácia para os entender e tirar o melhor partido de momentos que possam contribuir para o desenvolvimento da criança.

O fantoche é simples, facilmente alcançável e pode ser utilizado de imediato. Os actores que trabalham com fantoches costumam afirmar que esta é a arte mais completa e a mais urgente de todas as artes dedicadas à infância, precisamente pela sua simplicidade e disponibilidade.

Num espectáculo de fantoches tudo é exequível, nenhuma ocorrência técnica é intransponível e, assegura Leenhardt (1974), todos os meios de expressão nele encontram-se reunidos: verbais, gestuais, manuais, plásticos e musicais, destacando-se o contributo da palavra que nos jogos espontâneos

com fantoches é um dos principais elementos de expressão, facilitando-a.

O teatro de fantoches infantil diverte as crianças que o fazem e aquelas que são as espectadoras, auxiliando-as a todas no desenvolvimento da sua personalidade, já que o prodígio da expressividade torna-se numa mais valia para a sua auto-formação.

O teatro com recurso aos fantoches pode

sendo um método de aprendizagem no âmbito de qualquer disciplina escolar, assim como, para os mais pequenos, um meio de aprendizagens e desenvolvimento da linguagem e comunicação. Feito por crianças de primeiro ou segundo ciclo, será uma criação em grupo que permite juntar os esforços de todos de forma cooperativa. O grupo reúne-se para inventar uma história, fazer a sua sumarização num guião, confeccionar os fantoches, pensar nos cenários e edificá-los, as luzes, os efeitos sonoros e ensaios. O professor terá que ter em conta que esta é uma actividade especial, de trabalho em grupo com crianças que poderão ter saído há pouco tempo da sua fase de egocentrismo, para o que estarão a despender um esforço nas suas primeiras experiências de trabalho cooperativo. É uma actividade que traz uma grande riqueza, pois é nas discussões em grupo sobre o trabalho a efectivar, que cada criança vai aprender a expor os seus pensamentos de maneira a ser entendida pelas outras, vai também empenhar-se por tentar compreender as opiniões e propostas que surgem dos outros e tomá-las em consideração.

As crianças em idade pré-escolar também são capazes de confeccionar um fantoche muito simples, o qual poderá tornar-se no seu brinquedo preferido, porque é um instrumento que a prolonga e melhor ainda se for construído por si. Pode brincar com ele, só ou em grupo, formando diálogos. Sendo espectadora, a visualizar uma história contada com recurso aos fantoches, qual forma mais interessante e atractiva de contemplar os bonecos preferidos, como personagens, dando movimento à sua história predilecta, onde a realidade e fantasia se unem tornando o momento mágico, onde as emoções expressas também podem ser as suas.

Uma outra forma de representação com bonecos é o teatro/jogo de sombras com recurso à projecção de sombras de bonecos num écran. É uma forma tradicional de teatro de bonecos praticada no Oriente. Consiste na manipulação de um boneco preso por varas, entre uma luz e uma tela, fazendo com que o espectador, sentado diante da tela, veja apenas a sombra do boneco. Este jogo pode também ser efectuado com as mãos ou com o corpo todo, quem não se lembra de fazer isto em criança, jogos de sombras com o corpo, principalmente com as mãos, que a noite fazia reflectir nas paredes, através de uma fonte luminosa, proporcionando-se momentos de divertimento e recriação.

Figura 8 – Personagens do Teatro de sombras chinês

Figura 9 – Teatro de sombras turco: Karagöz e Hacivat

O termo sombras-chinesas é o mais usual, mas não existem informações históricas que comprovem que a China foi o

berço desta arte milenar, ficando a Índia como hipótese de origem desta forma de animação. O que se sabe é que antes de Cristo, Chineses e Indianos praticavam teatro de sombras em rituais religiosos recitando poemas épicos com músicas e bonecos feitos em couro suportadas por canas de bambu e iluminadas por lamparinas de óleo de peixe, fazendo transparecer as figuras através do tecido. As

personagens possuíam detalhes simbólicos que determinavam os seus poderes e características, envolvendo narrações ligadas às aventuras dos deuses, príncipes e bravos guerreiros.

E assim foi por muito tempo, o teatro de sombras só veio assumir um carácter não religioso no século XIII, quando foi levado aos países islâmicos através dos Mongóis que invadiram a China. Foi em Bursa, cidade turca no século XIII, que surgiu a forma mais popular do teatro de sombras: o Teatro de Karagöz com conteúdo de crítica social-política, era realizado nas feiras à noite, normalmente com um manipulador que controlava tudo (bonecos, texto e sonoplastia).

Talvez a proveniência deste modo de comunicação seja colocada na China devido à existência de uma lenda que revela que no ano 121 o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina predilecta, deu ordens ao mago da corte que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário, seria decapitado. O mago usando a sua imaginação e com uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina e ordenou, depois, que no jardim do palácio, fosse colocada uma cortina branca contra a luz do sol e que esta deixasse transparecer essa mesma luz. Realizou-se, assim uma representação para o imperador acompanhada de um som de uma flauta que

Figura 11 – História em Teatro de sombras: O Dragão das mil Flores (Equipa de Animação)

Figura 10 – Teatro de sombras (Equipa de Animação)

fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade. Neste momento, teria surgido o teatro de sombras.

Da China ou Índia seguiu as rotas terrestres e marítimas da seda, a Turquia o Egipto, Grécia, Bulgária, Roménia e conquistou depois o mundo ocidental (Lequeux, 1977). O teatro de sombras prendia-se à religião, ao culto dos antepassados e foi a ilha de Java quem melhor conservou a tradição até aos nossos dias. Este jogo proporciona muitas possibilidades de produzir, desde o belo ao grotesco, e intervir com uma gama variada de seres.

Actualmente existem representações ou jogos, como vimos, que se fazem com as pessoas utilizando o corpo e existem

sombras que se fazem com figuras recortadas de perfil em cartão e manobradas por meio de varetas, conferindo-lhes vida. Numa actividade deste tipo, há lugar para uma grande criatividade e para todos os participantes. Com o corpo ou através de figuras, o princípio é o mesmo: ambiente predominantemente escuro, uma luz

suficientemente forte e um écran (de pano branco) à medida do que se pretende enunciar. Técnica simples, não dispendiosa e promotora de grandes momentos de criação e prazer. A Equipa de Animação faz, similarmente, apresentações utilizando esta técnica, tendo que adaptar as histórias de modo a serem dinamizadas promovendo o entusiasmo e admiração quer pela técnica, quer pelas próprias histórias que tomam um cariz activo proporcionando uma transmissão de mensagens mais eficaz e duradoura, além de se constituírem como momentos com sensações de deslumbramento e de curiosidade pela forma como as figuras

se movimentam. Este tipo de projecção de sombras torna-se numa forma muito divertida de interligar a leitura de uma história à construção de personagens que através do movimento da sua silhueta lhe atribui características próprias aplicadas à história.

A desinibição e o à vontade que as crianças conquistaram através das suas práticas expressivas em idade pré-escolar, contribuem para que, numa fase mais adiantada do seu crescimento, em idade escolar, sintam o gosto de jogar em interacção com outras crianças, de um modo mais complexo. Já dominam melhor a palavra e o gesto, pelo que, começam a querer representar dramaticamente as histórias que conhecem, ou mesmo colocar em representação situações populares ou vividas. As interpretações individuais tornam-se cada vez mais organizadas e elaboradas, havendo um maior cuidado com o meio envolvente, com o enquadramento da acção (caracterização e cenários). A criança continua, com a sua espontaneidade, a jogar representando ou improvisando histórias ou situações de uma história, cenas que inventou ou que lhe contaram, utilizando as suas próprias palavras, gestos e movimentação. Designa-se, habitualmente, por dramatização este jogo espontâneo da criança (Sousa, 2003b).

A dramatização (jogo de papéis, role playing), é a teatralização de situações reais ou inspiradas na realidade ou ainda imaginadas que podem ser exploradas pedagogicamente. Dramatizar é actuar, é colocar em acção. Neste jogo dramático mais elaborado, a criança procura já definir uma sequência de acções, apoiando-se numa estrutura definida, procura dar à narração um fio condutor coerente e transforma o espaço com a ajuda de cenários e objectos (Aguilar, 2001). A dramatização pode ser uma ferramenta de muito valor para incentivar uma aprendizagem participativa, dado que, através do jogo de papéis torna-se possível: criar uma situação empática, trazer a realidade social para a sala de formação, desenvolver a capacidade de se exprimir com liberdade e com segurança, resolver problemas num grupo ou contexto organizacional, aprender uma técnica de comunicação.

De uma forma geral, as dramatizações podem criar situações onde as crianças possam sentir-se livres para compartilharem os seus verdadeiros sentimentos, criando-se condições para que os adultos compreendam as suas motivações e preocupações.

Encontramos aspectos na obra de Vygotsky (1989) que levam a compreender o efeito da dramatização, como, o pensamento e linguagem, aprendizagem e desenvolvimento, percepção, atenção e memória, intervenção pedagógica; zona de

desenvolvimento proximal, mediação simbólica, internalização e imitação. Além de desenvolver cognitivamente, a dramatização contribui para o aperfeiçoamento e crescimento da área emocional na cooperação, na elevação da auto-estima, no trabalho em equipa, no respeito pelo rítmo do colega, no respeito pelo seu próprio rítmo entre outros aspectos do foro das emoções. Aguilar (2001), defende que o jogo dramático elaborado pode ser um ponto de partida para o que deveriam ser os objectivos nobres da educação, que refere como sendo, desenvolver o potencial humano e promover o encontro e a partilha de ideias. A dramatização pode ser, de facto, um poderoso recurso nas mãos de um professor que saiba fazer bom uso dela, que procure desenvolver nos alunos referências metodológicas, que ajude a compreender a matéria e a sua relação com vida, que procure deixar conhecimentos inesquecíveis através de uma aprendizagem que cause uma boa impressão. É preciso incitar a imaginação do aluno para se obter uma educação que realmente transforme e faz-se aqui referência ao

Benzer Belgeler