Esta seção dedicada aos estudos sincrônicos continua com o mais atual (2008) e mais compreensivo deles sobre o complexo sistema de complementação verbal em inglês, intitulado Non-finite Complementation: A usage-based study of infinitive and –ing clauses in
English. Nessa obra de 432 páginas, Egan (2008) classifica construções com dois parâmetros
básicos: um semântico (agentes dos verbos) e um sintático: relações de tempo-aspecto- modalidade entre o verbo matricial e a situação expressada pelo complemento. O primeiro parâmetro é binário, usado para categorizar os 310 verbos em uma das duas classes: de ‘sujeito-igual’ ou ‘sujeito-diferente’. Isto que dizer, na primeira classe, o sujeito gramatical (geralmente o agente da ação do verbo) do verbo matricial é idêntico ao agente do verbo complementar, exemplificado por Egan (2008, p.26) com esta frase:
“(28) Effortlessly, she contrives to have a violin class which clashes head-on with hockey.”
Ao contrário, o tipo ‘sujeito-diferente’ é exemplificado com o seguinte:
“We will require the gas and electric companies to invest in insulation and other energy- saving measures [...].” (EGAN, 2008, p. 24).
O segundo exemplo é assim explicado: “Construções de ‘Require S2 to infinitive’ estipulam a imposição por um sujeito principal (S1) em um sujeito secundário (S2) de uma obrigação a realizar a situação expressa pelo complemento.” 66 (ibid, p. 24) O presente estudo contém mais exemplos de ‘sujeito-igual,’ pois foram excluídas construções do tipo ‘SN1 + verbo matrix + SN2 + complemento verbal’ exceto nos casos em que este tipo de construção foi o único encontrado num dado período histórico, i.e. quando não foram encontradas construções sem material interposto entre o verbo matricial e verbo complementar. 67
Abaixo do guarda-chuva do primeiro parâmetro de classificação dos sujeitos, Egan (2008, p.25) separa seus 310 verbos nas seguintes seis classes semânticas que pertencem à categoria “sujeito-diferente”: percepção, processo mental, atitude, comunicação, capacitação, causa. 68 Em contraste, para verbos da categoria “sujeito-igual” há seis categorias, que
66
“‘Require S2 to infinitive’ constructions stipulate the imposition by S1 of an obligation on the part of S2 to realise the complement clause situation” (EGAN, 2008, p. 24).
67
Nesses casos, que pertencem apenas os 3 períodos mais antigos de inglês (arcaico, medieval e Early Modern English) foram incluídos no banco de dados frases com material interposto, como exemplos das construções mais comuns para servir em comparação com construções exibindo a alternância em foco no presente estudo.
68
EGAN, 2008, p. 25 Tabela 2.1 Categorias: “Perception, Mental Process, Attitude, Communication, Enablement, Causation.”
compartilham apenas três com os do “sujeito-diferente”, sendo as seis: esforço, processo mental, atitude, comunicação, aspecto e atitude aplicados, conforme Egan (2008). Os 310 verbos do autor, assim categorizados, incluem todos os verbos do presente estudo, com a exceção do verbo ‘repent’ que será discutido no capítulo de Metodologia na seção 3.9: ‘Verbos acrescentados e retirados’.
Já classificados em geral, os verbos ainda são descritos baseado na sua forma sintática com uma interpretação semântica sinalizando uma das três situações: Same-time ou
Backward-looking ou Forward-looking. Egan (2008) situa essas classificações dentro do
modelo evolucionário dinâmico do Langacker (1991), explicando sua aplicação nas páginas 33 a 43. Além do modelo do Langacker (1991), Egan (2008) inova com mais três categorias semânticas, não baseadas em formas sintáticas: General, Judgment, Contemplation. Com as ferramentas descritas, ao longo da obra, Egan (2008) categoriza e explica 868 exemplos de uso dos 300+ 69 verbos com todos os dois tipos de complementos verbais, comparados entre si, também comparados com complementos definidos (de that e SN simples) e ainda comparados com outros tipos de construção com material interposto entre os dois verbos. Apesar da complexidade do sistema de categorização desse autor, que o possibilita um poder explicativo quase completo, ainda existem exemplos fora do sistema. Tais exceções o autor trata uma por uma às vezes admitindo a impossibilidade de serem explicadas. Ele não recorre às explicações diacrônicas, apesar de declarar seu desejo de traçar a evolução do sistema que o levou até a presente situação: “Traçar os passos a que a presente situação evoluiu pode levar mais profundo nosso conhecimento de duas coisas: o sistema atual e processos de evolução de linguagens” 70 (EGAN, 2008, p. 310).
De certa forma, o desejo de Egan (2008) é realizado em duas metas do presente trabalho, através das análises diacrônicas. Pelo meu ponto de vista, a obra desse autor é uma análise bastante coerente pela perspectiva estritamente sincronista, por consistência interna e externa ao comparar com meus resultados. Tomei a obra, portanto, como uma das bases de comparação do presente estudo. Não considero minha pesquisa conflitante às de Egan (2008, 2006), mas de fato complementar.
A metodologia adotada por Egan (2008) é de gramática cognitiva, que tenta unir os pólos de semântica de sintática ao explicar o sistema de complementação indefinido de inglês. Esse autor identifica e defende o caráter cognitivo do seu trabalho com cinco características.
69
Outro exemplos com verbos além dos 310 categorizados são incluídos nas explicações ao longo da obra (EGAN, 2008).
70
“Tracing the steps by which the present situation evolved might well deepen our understanding both of the present state and of processes of language evolution” (EGAN, 2008, p. 310).
Em primeiro lugar, o estudo de Egan (2008) é verdadeiramente baseado em uso, com a fonte de um único corpus, o BNC. 71 Ele não utiliza frases inventadas. O motivo da metodologia escolhida por ele é exposto na seguinte citação: “O que o pesquisador do corpus pode assegurar, com cautelosa atenção a evidência linguística, é evitar generalizar com base em afirmações não comprovadas de semelhanças entre construções” 72 (EGAN, 2008, p. 306).
Em segundo lugar, o estudo de Egan (2008) não apresenta descrições gramáticais sem conteúdo fonológico e semântico. Em momento nenhum, ele propõe estruturas abstratas subjacentes. Minha posição em relação a essa última é que as chamadas ‘estruturas subjacentes’ não existem de fato nos processos cognitivos dos falantes. Elas não passam de uma invenção conveniente ao acadêmico para explicações teóricas. Em terceiro lugar, a abordagem desse autor utiliza o modelo do protótipo de categorização, originalmente descrito por Eleanor Rosch (1977). As vantagens desse modelo incluem a não restrição às escolhas binárias de atributos, além de que nem todos os membros de uma classe precisam mostrar uma dada característica da classe, nem mesmo o atributo julgado mais saliente entre eles.
Em quarto lugar, Egan (2008) propõe suas classificações de construções baseadas no modelo evolutivo dinâmico do Langacker (1991). A razão dessa escolha metodológica é que uma das classificações necessárias ao seu conjunto é do ‘futuro projetado’ sem o qual Egan não consegue distinguir os divergentes sentidos nas construções ‘remember to do’ e
‘remember doing’. 73 Segundo Egan (2008), o futuro projetado na visão do Langacker (1991) é o que mais oferece ao falante uma escolha ampla ao construir o sentido da situação a ser expressa.
A quinta e última característica que Egan (2008) defende como ‘cognitiva’ é compartilhada com o presente trabalho. Citando Langacker (1991), Egan (2008) descreve a construção de sentido através de cenas conceitualizadas:
Toda expressão linguística, no seu pólo semântico, contém a estrutura de uma situação (ou cena) conceituada por meio de uma imagem específica. No processo de conceitualizar uma cena ao expressá-la, o falante (e secundariamente o interlocutor, ao reconstruir a intenção do falante) é obrigado a escolher utilizando [...] vários parâmetros de escolha 74 (LANGACKER, 1987, p. 128).
71
Vide o capítulo 3: metodologia, páginas 76 a 77 em qual esse corpus é identificado.
72
“What the corpus investigator can ensure, by careful attention to the linguistic evidence, is the avoidance of generalisations on the basis of unwarranted attestations of similarity between constructions” (EGAN, 2008, p. 306).
73
Conforme páginas 149 a 153 do presente trabalho, minha explicação está de acordo com a de Egan, sem se restringir à explicação sincrônica.
74
“Every linguistic expression, at its semantic pole, structures a conceived situation (or scene) by means of a particular image. In conceptualizing a scene for expressive purposes, the speaker (and secondarily the hearer, in
A partir da posição teórica acima exposta, sobre o que é mais pertinente à alternância central do presente trabalho, Egan (2008, p.307) escreve:
A decisão de um falante no que diz respeito à representação de uma cena influenciará sua escolha de uma construção onde existem várias opções. Este fato é mais evidente no caso do futuro projetado, que também é o domínio onde existe o maior número de opções em termos de construções não definidas. [...] A obrigação de escolher persiste mesmo quando a escolha não faz uma diferença para o falante no contexto discursivo particular. Em tais casos, [...] o falante precisa apenas optar por uma das várias alternativas e passar a tarefa de compreensão para o ouvinte, que ele deve retirar da mensagem quaisquer implicações indevidas. 75
A última citação é importante para entender como esse autor se posiciona a respeito das formas que demonstram nenhuma diferença de sentido num dado contexto discursivo. A meu ver, o autor quer manter duas posições incompatíveis ao mesmo tempo, ou seja, ‘to have
his cake and eat it, too’ como diz o velho ditado em inglês.
Ao propor um processo cognitivo que determina a escolha entre duas formas distintas, Egan (2008), inevitavelmente, entra em conflito em sua explicação das formas sinônimas, quando seus dados do BNC demonstram nenhuma diferença no sentido das construções com as duas formas. O problema desse autor e de todos os outros sincronistas é o seguinte: pode-se dizer de fato que certos verbos escolhem uma forma de complemento verbal e não a outra, que significa uma coisa diferente, como no caso do ‘remember to do’ e
‘remember doing’. Porém, para outros verbos, nesse exato momento de uso sincrônico
contemporâneo, o mesmo verbo não demonstra nenhuma diferença em sentido quando usado com um complemento verbal ou outro, como no caso do ‘like to do’ e ‘like doing’. O sistema classificatório desse autor funciona nos casos do ‘remember’, mas falha para ‘like’. A única saída desse dilema é aquela posição tomada por todos os sincronistas, é em defender o seguinte: há diferença em todos os casos.
Duffley (2006), por exemplo, descreve os dados referentes aos sinônimos ‘begin’ e ‘start’ como ‘misteriosos’ e oferece uma explicação malabarística. Pela sua abordagem
reconstructing the speaker’s intent) is obliged to make choices with respect to [...] various parameters.” (LANGACKER, 1987, p. 128).
75
“A speaker’s decision with respect to the construal of a scene will influence his or her choice of construction where various options are available. This is particularly true in the case of the projected future, which is also the domain which affords us the most options in terms of non-finite constructions. [...] This obligation also pertains when this choice is of no great import to the speaker in the actual context of communication. In such cases [...] the speaker has just to opt for one of several available alternatives and rely on his or her addressee to weed out any undesired implications” (EGAN, 2008, p. 307).
sincrônica, ele precisa apontar uma diferença entre os dois complementos usados com os sinônimos ‘begin’ e ‘start’ mesmo se fossem minúsculos, para sustentar seu uso divergente com os dois complementos. “266) ‘This year, coach Royal told me if I’d work on my place- kicking he thought he could use me,’ said Moritz. ‘So I started practicing on it in spring training. (Brown University Corpus A12 0160)”. O exemplo é seguido pela explicação do próprio autor:
A presente abordagem assim pode explicar o desaparecimento misterioso da distinção entre begin e start como notado por Freed quando estes dois verbos são empregados com o particípio-gerúndio. [...] Uma vez que a forma –ing exerce o papel do objeto direto de ambos os verbos, ele denota o que foi começado (started ou então begun). A mensagem passada em ambos os casos do uso do particípio-gerúndio é consequentemente que o evento denotado pelo complemento –ing se iniciou. Isto também é a mensagem expressa por todos os usos to infinitivo com begin e a maioria dos usos
com start, em que a realização do segmento inicial de um evento é entendido
como um movimento em direção a sua realização integral, à configuração do sentido que implica iniciação do evento em questão. Devido ao fato de que o
start, diferentemente do begin, não designa, por sua natureza, um segmento
de um evento a noção de romper com um estado de descanso ou inatividade que ele denota também pode ser entendida, meramente como um movimento preparatório ao primeiro momento do evento do infinitivo, do caso em que o último será entendido como não iniciado 76 (Duffley, 2006, p.107, grifo nosso).
Em contraste com as explicações sincrônicas contemporâneas, a perspectiva diacrônica possibilita uma explicação da diferença entre ‘start’ e ‘begin’ baseada nos seus sentidos originais, cujas relíquias podem ser percebidas até hoje. Duffley (2006) descreve ‘start’ como um indicador do fim de um período (muitas vezes abrupta) de inatividade ou descanso. Em contraste, o ‘begin’ indica o início de uma atividade nova, sem referência a uma anterior. Essa explicação capta bem a sutil diferença entre os sinônimos, evidente pelos primeiros registros do ‘start’ na língua inglesa em que a palavra significa ‘susto’ com parentesco ao verbo ‘startle’ (‘assustar’). O ‘begin’ (que existia desde o Inglês Arcaico) sempre e somente significava ‘começar’. O próprio Duffley sugere que essa diferença
76
“The approach proposed here can thus explain the mysterious disappearance of the distinction between begin and start noted by Freed when these two verbs are construed with the gerund-participle [...] Since the –ing form is the direct object of both of these verbs, it denotes that which was started or begun. The message conveyed in both cases where the gerund-participle occurs is consequently that the event denoted by the –ing complement was initiated. This is also the message expressed by all uses of the to-infinitive with begin and most of its uses with start, in which the realisation of the initial segment of an event is construed as a movement towards its integral accomplishment, a meaning-configuration which implies initiation of the event in question. Due to the fact that start, unlike begin, does not inherently designate a segment of an event, the notion of breaking out of a state of rest or inactivity which it denotes can also be construed merely as a preparatory movement towards the first moment of the infinitive’s event, in which case the latter will be understood to be non-initiated.” (DUFFLEY, 2006, p. 107, grifo nosso).
semântica atual exerça um efeito no uso do complemento com esses dois verbos. Duffley reconhece a diferença histórica entre os sinônimos ‘start’ e ‘begin’. Porém, eu sugiro que os distintos usos dos dois tipos dos complementos verbais ao longo da história é o que influencia seus usos distintos atualmente.
Atualmente, o ‘begin’ é usado cerca de sete vezes mais frequentemente com o infinitivo do que com o gerúndio. Isto porque ele é um verbo de alta frequência de uso na língua como um todo, e desde que nós temos registros, foi complementado pelo infinitivo. Proponho que o efeito de entrincheiramento, ou seja, a pressão da frequência de uso e a forte presença do mesmo, na memória do falante, impediram o crescimento do complemento mais novo, o gerúndio, como um alternativo válido. Em comparação, atualmente o ‘start’ combina com o gerúndio tanto quanto o infinitivo em proporções quase iguais (pelos dados do BNC).77 Isto é porque o verbo com este sentido é relativamente novo no inglês. O ‘start’ começou a ser usado como sinônimo do ‘begin’ apenas no século XIX. Do ano c.1000 até 1821 (primeiro registro pelo OED), o ‘start’ foi usado com o significado de ‘assustar’ (startle) ou então, ‘partir para (um destino)’. A forma da construção coincide com a forma do infinitivo, por compartilhar a preposição ‘to’, mas que não seja um exemplo verdadeiro do uso do infinitivo. Vide o exemplo abaixo:
EXEMPLO 3: c. 1500 For which cause he was ugly astonyd, and in hys mynd kouth thynk on none other socoure, bot start to the chymney, and toke the tonges of yren that men rightid the fire with...(bdHB 517). 78
Modernizado: For which cause he was ugly astounded, and in his mind could think on none
other succor, but jump up to the chimney, and took the tongs of iron that men righted the fire with...
Tradução: “Por esta razão ele foi espantado, e na sua mente pensou em nada exceto de socorro, mas pulou para a lareira e pegou a tenaz de ferro com que homens atiçaram o fogo...”
Concluindo a discussão sobre os exemplos do Duffley (2006), ao se restringir a exemplos sincrônicos, ele se obriga explicar a diferença mínima entre os verbos principais
start e begin, bem como a diferença no uso dos dois com complementos infinitivos e
77
Constam 2.529 usos de start com complemento infinitivo, comparado com 3.747 usos com gerúndio no BNC.
78
gerúndios. Com a perspectiva diacrônica, o poder explicativo é maior, e não depende das sutilezas semânticas.
Egan (2008) também critica as explicações de Duffley (2006), entretanto, ele também defende que há uma diferença em todos os casos de uso dos dois complementos em questão, mas que certos contextos discursivos ‘cancelam’ a diferença e deixam tal diferença sem saliência. Meu posicionamento teórico diretamente questiona essa explicação de ‘cancelamento’. Uma visão mais ampla da história do uso das construções oferece a base teórica de afirmar: há diferenças de sentido com muitas construções, sim, mas há situações discursivas em que a diferença não esteja presente. Para dizer muito claramente, eu proponho que não haja diferença no sentido entre as duas construções citadas abaixo, nem na mente do falante, nem do interlocutor.
EXEMPLO 4: Fonte BNC: For example, if you like swimming, this exercise is good for strength, stamina, and suppleness; three swimming sessions a week will make you considerably fitter. (bdHB 705)
EXEMPLO 5: Fonte BNC: For example, you may like to swim on Mondays and Fridays, play squash on Wednesdays, and go for a long brisk walk or jog on Saturdays and Sundays. (bdHB 706).
Minha posição teórica referente às construções acima citadas é a seguinte: não existem níveis subjacentes de sentido referentes a tais construções. Não há sentido embutido que seja ‘cancelado’ pelo contexto particular. Simplesmente existem duas maneiras de dizer a mesma coisa. Este uso paralelo é previsto pela história das múltiplas construções do verbo ‘like’, bem como a evolução do seu uso como adjetivo e preposição. A opção da construção ‘like + -ing’ surgiu recentemente (cerca do ano 1800) pelo processo descrito nesse trabalho devido um mecanismo de realimentação recursivo entre tais construções e a língua como um todo.79 A outra construção ‘like + to-infinitive’ já existiu há mais tempo (desde cerca 1350). Nos dados sincrônicos contemporâneos, geralmente essas construções aparecem em uso igual, sem nenhuma diferença de sentido e podem ser substituídas umas pelas outras.80
79
Vide o capítulo 5: Discussão, páginas 127 a 131. O mecanismo de realimentação em ciclo é descrito em trabalhos na língua inglesa como um ‘feedback loop’.
80
Porém sua frequência não é igual, sendo uma proporção de 3,06 infinitivos para um uso de gerúndio pelos dados do BNC, vide páginas 90 a 91.
Egan (2008), bem como os outros sincronistas, se encontra restrito pelo seu posicionamento teórico. Ele é obrigado a explicar de maneira convincente como as construções aparentemente sinônimas realmente têm uma diferença de sentido (talvez escondido). A solução dos sincronistas sem preocupação com dados de uso é de inventar as frases que mais demonstravam diferenças de sentido. Entretanto, muitos cognitivistas de hoje não se gozam mais dessa saída. Eles são obrigados a encontrar dados reais dentro do corpus escolhido que demonstram claras diferenças. O presente trabalho usou o mesmo corpus sincrônico que Egan (2008) usou (BNC). Portanto, cheguei a mesma conclusão do uso (aparentemente) sem uma diferença em sentido entre os complementos nas construções dos diversos verbos a seguir: allow, begin, cease, commence, consider, continue, decide, imagine,
intend, like, manage, offer, permit, prefer, recall, recommend, regret, start, suggest, understand.