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p-ter-Bütilkaliks[4]arenin Gaz Fazındaki Benzen Adsorpsiyon Kapasitesinin İncelenmes

MATERYAL VE METOT

Ulrich (2003) propõe um estudo sobre os múltiplos papéis da área de recursos humanos (RH) em uma organização. Na concepção do autor, cabe à área de RH, entre esses papéis, ser um parceiro na execução da estratégia, desempenhando um papel central na sua implementação ao redefinir a estrutura da empresa e estabelecer claramente suas próprias prioridades alinhadas à estratégia principal.

Alguns autores apresentam o modelo de gestão estratégica de pessoas. Fischer, A. (2002, p. 23) reconhece que nas décadas de 70 e 80, “um novo critério de efetividade foi introduzido na modelagem dos sistemas de gestão de recursos humanos: seu caráter estratégico”. Albuquerque (2002) concorda com o autor quando considera que:

A expressão ‘administração estratégica’ de recursos humanos surgiu na literatura internacional no início da década de 1980 sob diferentes alegações, seja com base nas críticas ao papel funcional/burocrático e nas fraquezas percebidas da área, seja por pressões ambientais que demonstravam a natureza estratégica de recursos humanos e sua gestão (ALBUQUERQUE, 2002, p. 38).

A organização contemporânea, adepta a esses conceitos, tem buscado de maneira constante o alinhamento entre as ações da área de gestão de pessoas e a estratégia organizacional, a criação de um clima que sustente a sua execução, além de impulsionar o processo de clarificação da estratégia para todos os envolvidos. A estratégia passa a ser tarefa de todos independente da posição ocupada por cada empregado.

À medida que as organizações caminham para a orientação estratégica faz-se crescente a construção de um novo modelo de universo organizacional. Fisher, R. (2002) é esclarecedora ao demonstrar que apesar da engrenagem do direcionamento estratégico estar visível em algumas empresas, ela não pode andar sozinha porque

[...] não tem força motriz própria. Ela depende do acionamento da energia e da velocidade que são produzidas e lhe são transferidas pelo movimento da engrenagem menor. Esta é composta de todos os elementos constituintes da configuração organizacional, e seu funcionamento gera um fator que se pode chamar, provisoriamente, por competitividade interna[...] (FISCHER, R., 2002, p. 152-153)

Para a autora, é a competitividade interna que proporciona a competitividade externa. Kaplan e Norton (1997), na concepção da metodologia do Balanced Scorecard, defendem de que forma a competência do quadro funcional, o clima para a ação e a infra-estrutura tecnológica são indicadores vetores para a melhoria dos resultados. É a mesma ótica do estímulo à competitividade interna, dessa vez traduzida pelos autores como dimensão aprendizado e crescimento.

A premissa é que, de acordo com esse enfoque, um dos pilares de sustentação das organizações e um dos pontos-chaves para aumentar a sua performance está, portanto, diretamente relacionado à competência dos empregados.

Fleury (2002, p. 53) apresenta o conceito de competência e indica que “o tema entrou na pauta das discussões acadêmicas e empresarias associado a diferentes instâncias de compreensão: no nível das pessoas (a competência do indivíduo5) e das organizações (core

competences)”. Dutra (2004) estimula a discussão sobre como conciliar competências

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Para Scott Parry (apud EBOLI, 2004, p. 52): “a competência, numa definição simplificada, é resultante de três fatores básicos:

 Conhecimentos: relacionam-se à compreensão de conceitos e técnicas. É o saber fazer.

 Habilidades: representam aptidão e capacidade de realizar e estão associadas à experiência e ao aprimoramento progressivo. É o poder fazer.

 Atitudes: referem-se à postura e ao modo como as pessoas agem e procedem em relação a fato, objetos e outras pessoas de seu ambiente. É o querer fazer”.

organizacionais e individuais. Para o autor, as competências humanas devem estar atreladas às competências organizacionais e aos objetivos estratégicos.

A interligação entre competência, estratégia e performance nem sempre foi reconhecida como forte tendência na literatura e nos estudos sobre estratégia no Brasil. Durante anos, as escolas de negócios no país foram fortemente influenciadas por uma perspectiva limitada no conceito de estratégia e sobre o que de fato determinava a vantagem competitiva das empresas. Bertero et al (2003) evidenciam a existência de um enfoque mais racional e prescritivo na pesquisa sobre a produção científica brasileira realizada entre os anos de 1991 e 2002, comprovando assim o domínio e a influência de alguns autores. Assim, grande parte do ensino de Administração Estratégica enfatizou, em um certo período, apenas um lado do processo: aquele que defende a formulação estratégica como uma abordagem de “fora para dentro”, levando em consideração o posicionamento estratégico da empresa em um determinado mercado. Uma das perspectivas sobre estratégia mais utilizada no meio acadêmico, com esse enfoque, está vinculada à obra de Porter (1985). O autor considera que cada empresa deve fazer uma opção para conseguir obter vantagem competitiva e propõe a existência de três estratégicas genéricas como ponto de partida para sustentar a sua competitividade. São elas: liderança em custo, diferenciação e foco.

Em uma contraposição a Porter (1985), é oportuno mencionar a importância de Prahalad e Hamel (1998) nesse contexto. Com um enfoque diferenciado, agora defendido a partir de uma abordagem de “dentro para fora”, a estratégia da empresa deriva da análise de suas capacidades internas. Os autores acreditam que cada empresa possui um conjunto de recursos tangíveis e intangíveis e é a combinação desses elementos, de forma singular, que representa valor para o cliente e leva à definição de competências essenciais responsáveis pela formação de sua vantagem competitiva. A identificação das competências deve atender aos seguintes pressupostos: prover acesso potencial a uma ampla variedade de mercados, contribuir significativamente para os benefícios percebidos pelos clientes e ainda, deve ser de difícil imitação para os concorrentes (PRAHALAD; HAMEL, 1998). Com essa abordagem, Prahalad e Hamel (1998) são os principais responsáveis pela disseminação dos conceitos de competências essenciais na literatura sobre administração.

Paralelamente, Barney (1991) em um artigo publicado no Journal of Management atribui à vantagem competitiva das empresas, suas capacidades internas. Wernerfelt (1984), de maneira similar, sustenta a imperiosa necessidade de análise dos recursos internos da empresa para a formulação de suas estratégias para atrair clientes. É papel da empresa, nesse

sentido, procurar desenvolver e disseminar o seu “DNA corporativo”, levando à estratégia a tarefa de sempre buscar focalizar competências que as diferem de seus concorrentes.

Prahalad e Hamel (1998) relacionam o alcance dos objetivos organizacionais à utilização de núcleos centrais de competências e à expertise sobre determinado negócio. Para os autores (1998, p. 298), “as competências essenciais são o aprendizado coletivo na organização, especialmente como coordenar as diversas habilidades de produção e integrar as múltiplas correntes de tecnologia”. A estratégia está, nesse caso, totalmente vinculada à aprendizagem e às competências (FLEURY, 2002; MINTZBERG et al, 2000; PRAHALAD; HAMEL, 1998). Elas são, portanto, essenciais para o funcionamento e a sustentação da empresa.

Criou-se uma ideologia de que o aumento da competitividade está atrelado aos programas de educação corporativa como uma força impulsora de desenvolvimento. Por outro lado, a ênfase excessiva no desenvolvimento de competências humanas alinhadas às competências da organização, pode resultar também em uma formação com forte caráter doutrinário que inibe a maneira de pensar dos empregados na empresa. Ora, apresenta-se, assim, um anacronismo, uma vez que o modelo gerencia e orienta o comportamento humano das pessoas no trabalho em contraste com as idéias anteriormente propostas sobre a necessidade de um pensamento mais reflexivo proposto por Morgan (1996). A conjunção entre as pessoas, a organização e o aprendizado é o assunto da próxima subseção.

2.2.2 Educação corporativa: conceitos e aplicabilidade

A discussão sobre a inter-relação entre aprendizagem e organização não é recente. Ela teve início nos anos 70, na opinião de Vergara (2006), com Argyris. Na concepção de Fiol e Lyles (apud Fleury e Oliveira Jr, 2002, p. 135), “aprendizagem organizacional significa um processo de aperfeiçoar as ações pelo melhor conhecimento e compreensão”. A contribuição de Senge (1990), fundamentada nas cinco disciplinas6, explica o conceito das organizações que aprendem e coloca como pressuposto para a sua concretização o alinhamento do perfil gerencial e a socialização do conhecimento e da informação.

Para criação desse ambiente, no entanto, é importante a construção de uma cultura organizacional que tenha como características imanentes o enfoque analítico, a abordagem

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As cinco disciplinas imprescindíveis para a construção desse modelo de universo organizacional são: domínio pessoal, modelo mental, visão compartilhada, trabalho em equipe e pensamento sistêmico (SENGE, 1990).