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Antes da atividade de produção de texto para conscientizar jovens, na aula de Português, diferentes tipos textuais sobre o tema Água foram produzidos nas disciplinas de Matemática, Português, Ensino Religioso e Geografia, resguardando, em cada caso, as especificidades da área. Esses textos também podem ser analisados na perspectiva situada (Lave, 1988), mas aqui não aprofundarei essa discussão. Vou apresentá-los como práticas, que se incorporam às práticas de discussão sobre a água, compondo o ambiente de desenvolvimento da atividade de produção de texto para conscientizar jovens, que estrutura essas práticas. Cada texto produzido é marcado pela linguagem construída, situacionalmente, dentro e entre as disciplinas escolares, como observaremos no exemplo a seguir.

A produção de textos para conscientizar os jovens foi proposta nas aulas de Português, quando os alunos resolviam problemas sobre a água, aplicando regra de três e porcentagem, que sucedeu à discussão da conta de água. A professora de Português pediu aos alunos da 7ª série que escrevessem um texto com o objetivo de conscientizar os jovens sobre a importância de economizar água. A orientação que ela passou mostra sua intenção: que os alunos buscassem nas discussões que vinham fazendo nas outras disciplinas os seus argumentos. Essa intenção é expressa no roteiro abaixo e na justificativa que ela mesma deu para a atividade durante uma entrevista.

Roteiro escrito no quadro de giz pela professora em 01/04/04. Texto sobre a água.

Usar os dados científicos que pesquisaram sobre a água.

Produzir um texto para jovens para conscientizá-los da importância que eles têm para conduzir uma mudança de postura em relação à água.

Estrutura do Texto:

Produza um texto para jovens.

Objetivo: conscientizá-los da influência que podem ter na mudança de postura e hábitos da família quanto ao consumo racional da água.

- Argumente sobre o risco da falta de água no mundo. - Comente os trabalhos que têm sido feitos na escola.

- Apresente algumas medidas aprendidas para se economizar água através de um uso consciente.

Entrevista coletiva com as professoras dia 29/06/04 – gravada em cassete

1. V: qual era o objetivo que vocês tinham...o que vocês queriam na hora que estavam propondo as atividades com a água com os alunos?

2. (...)

3. Rosângela: eu queria mesmo que através da leitura ele tivesse um caminho para busca e conseguisse perceber que este texto dialoga com outros (...)

Os alunos da turma 705 escreveram textos interessantes, que foram lidos e discutidos em sala; os da turma 706 resolveram produzir, a partir dos textos produzidos individualmente, uma peça teatral. No dois tipos de textos, utilizaram as informações contidas nos problemas da aula de Matemática e, em especial, suas próprias sugestões sobre as medidas de economia, apresentadas como conclusão da atividade da conta de água (item B.1) e os dados retirados de alguns problemas sobre água (item B.2). Os textos apresentavam, claramente, não só uma sistematização das discussões, informações e conhecimentos adquiridos até então pelos alunos ao longo do estudo sobre o tema Água, como também as referências obtidas. A produção desses dois tipos de texto demarcou duas atividades distintas para conscientizar jovens, pois envolveram sujeitos e objetos distintos.

Produção de texto de Joaquim- aluno da turma 705.

(...) Na minha escola ( e acredito que na sua também) está trabalhando com isso em Matemática, Português, Ensino Religioso e outras matérias.

A minha professora de Matemática, Tia Telma nos passou um quadro muito interessante com ajuda da Vanessa da (UFMG). Irei passá-lo para vocês:

Atividade Tempo

(min) Torneira aberta (l) Alternativa econômica (l) Escovar os dentes 5 12 1 Fazer a barba 10 24 4 Lavar a louça 15 117 20 Regar o jardim 10 186 96 Lavar o carro 30 560 40 (...)

Teve uma época que nós trouxemos textos sobre água. Eu trouxe um texto que se chama “Manifesto da água” que informa sobre a água, a água no planeta, e o trabalho do projeto “Manuelzão”. Nele obtivemos informações: “A superfície da Terra é coberta em ¾ partes por água, 97% estão nos oceanos, 2,7% são geleiras polares, que ao se derreterem se torna salgada. Assim 0,3% é doce.”

A aluna Cássia também se referiu aos dados do problema da aula de matemática.

Trecho do texto da aluna Cássia da turma 705.

(...) do ponto de vista do consumo de 20% da população brasileira (35 milhões) não tem acesso a água potável.

Eu acho que os 100% da população brasileira que tinha que ter água potável e não só 80%. Em várias matérias da escola eu fiz trabalhos sobre como economizar água e um deles mostrava um quadro assim:

A aluna continua o texto reproduzindo o mesmo quadro do consumo de água da tabela acima.

O aluno Rômulo usa, como argumento, informações repassadas pela professora de Geografia.

Trecho do texto do aluno Rômulo da turma 705.

Na escola estamos lendo e refletindo textos sobre a falta de água e projetos para revitalização dos rios. A professora de Geografia disse que a água das geleiras é doce, mas ao cair no mar se torna salgada.

Como vimos, na turma 705, o texto proposto pela professora de Português teve um papel fundamental de sistematização, organizando as informações de modo a reuni-las num texto para um público direcionado. Como a professora mesma afirma, a discussão sobre a Água nas aulas de Português tinha o seguinte propósito.

Entrevista individual dia 20/04/04 – gravada em cassete.

1. Rosângela: enfoquei a importância((do tema)) que é evidente para todos nós...até sem considerar a falta((de água))...e outra no sentido de incentivar o aluno a buscar informações...quando ele deseja conhecer...aprender alguma coisa mais...que ele fosse buscar em diversas fontes, suportes...em diversos materiais...

Na turma 706, apesar de o texto dramático ser diferente do utilizado pelos alunos da 705, os argumentos numéricos contidos na peça teatral foram os mesmos dos textos da turma 705. Esses argumentos numéricos eram mais evidentes nos cartazes para o cenário, como o percentual de água doce, salgada e potável da Terra, retirados do texto da Campanha da Fraternidade, bem como do quadro da Revista “Isto É”.

FIGURA 6 – Cartaz dos alunos da 706 para o cenário do teatro sobre a água

FIGURA 7 – Cartaz desenhado pelos alunos da 706 como cenário para o teatro sobre a água

Como afirmei anteriormente, por meio desses textos visuais os alunos tentaram mobilizar os jovens contra o desperdício de água, usando a mesma informação que antes era utilizada para resolver os problemas de matemática. Os motivos para usar como artefato a tabela da Revista “Isto É” na produção de textos são diferentes dos que mobilizaram os alunos, por exemplo, na resolução dos problemas de Matemática. Os artefatos que operacionalizaram as ações da atividade têm funções diferentes de uma atividade para outra. O quadro esboçado nos cartazes está conjugado com outras imagens, ganhando destaque em relação ao restante das informações, mas é complementado por elas. Já na aula de Matemática, o quadro funcionava como um banco de dados para os alunos resolverem o problema proposto usando a regra de três como artefato.

Assim, ao serem utilizados como argumentos para convencer os jovens da necessidade de economizar água, o quadro da Revista “Isto É” e os gráficos e os dados de problemas tornam-se objeto da consciência dos alunos, cuja atividade está associada ao motivo que, por sua vez, está ligado às ações e operações necessárias aos alunos para participar da atividade. Como afirma Leont’ev (1978), na atividade as funções e usos dos seus elementos estão em constante transformação.

Trata-se de duas atividades: o objeto da primeira é a produção de texto argumentativo; o objeto da outra é a produção de texto dramático. Ambos estão direcionados a um motivo global que é a conscientização dos jovens para o problema da água. Esse motivo global caracteriza a atividade de produção de texto para conscientizar jovens, englobando as atividades de textos argumentativos e dramáticos. Estas, por sua vez, vão demandar ações

diferentes, direcionadas a objetivos ligados à produção do tipo e gênero textual escolhido em cada turma. A operacionalização dessas ações vai ocorrer dentro das condições criadas no ambiente que as inclui. Essas condições incluem a atividade de resolução de problemas sobre a água, que fazia uso do quadro da Revista “Isto É” e dados da Cartilha da Campanha da Fraternidade, além das normas específicas de elaboração de textos da Língua Portuguesa. Acrescenta-se que, para a turma 706, as técnicas de desenho artístico e de produção de grafites são incorporados para confecção dos cartazes para o cenário do teatro.

São diferentes textos para atender diferentes objetivos. Ao me referir aos diferentes tipos de textos que subsidiaram a elaboração do texto para conscientizar os jovens, recorro à Castanheira et al. (2001), ao afirmarem que “enquanto o texto escrito pode ser visto como uma ferramenta, ferramentas também podem ser vistas como um tipo de texto”. O que se considera, a princípio, como texto não pode ser definido meramente pela observação das bases dadas a priori. A professora de Português pediu um texto que chamasse a atenção dos jovens sobre a falta de água, e os alunos produziram esses textos atendendo a uma solicitação dela. Eles optaram, no entanto, por ferramentas diferentes de elaboração do texto, ainda que o conteúdo fosse semelhante. Então temos aqui, a princípio, duas atividades dentro do mesmo domínio da atividade de produção de textos, que interage com a atividade de resolução de problema da água do domínio da matemática, e assim por diante, formando um sistema estruturado por uma atividade que se estrutura nesse sistema, sendo ela uma atividade em movimento.

No momento em que os alunos da turma 706 tomam a iniciativa de fazer um texto para uma peça de teatro, o objeto da atividade de produção de texto para conscientizar jovens, ou seja, a atividade em si emerge como um processo de transformações recíprocas entre o pólo do sujeito (alunos) e o pólo do objeto (produção de um tipo específico de texto), orientando os alunos para o objetivo do texto. De acordo com o conceito de Leont’ev, essa transformação tanto no pólo do sujeito quando do objeto reforça a caracterização dessa atividade.

Para subsidiar a produção do texto para o teatro na turma 706, que foi uma opção dos alunos, a professora de Português introduziu conceitos de discurso ou tipos de discursos - discurso direto e discurso indireto-, mobilizando conteúdos lingüísticos que julgava necessários para dar condições a esses alunos de produzir o texto que queriam, o mesmo ocorrendo na turma 705. A Língua Portuguesa, afirma, tem uma estrutura muito complexa e abordar os conteúdos lingüísticos com os alunos desvinculados do seu uso pode gerar nos alunos a sensação de que é difícil aprender a língua.

Entrevista individual com a professora em 20/04/04, gravada em cassete.

7. Rosângela: então ela foi retomada porque (...) eu retomei e coloquei de novo como a gente ia pensar no texto...que recursos usaríamos para ter uma estrutura do texto...primeiro a gente ia lançar dos argumentos que eu solicitei que eles apresentassem...outro que eles apresentassem o que tinham feito...e apresentassem as dicas...clareou também eu acho mais ainda...acho que muito rico...e neste momento eu pude notar também que o aluno conseguiu perceber...aqueles que tinham medo...que não era tão difícil assim...cheguei até a colocar elogios...porque ele procurou os argumentos...

8. V: esses argumentos eles foram buscar aonde?

9. Rosângela: naquelas leituras prévias...as do caderno com os textos...com os comentários...e até o teatrinho que eu tinha pensado para a seis...que o texto âncora é da Maria e no texto dela as outras idéias vão se ajuntar...eh:: depois aquele trabalho do discurso direto e indireto...lembra?

10. V: lembro...

11. Rosângela: aquele dia eu precisava demais daquela questão... (...)

21. V: o que você queria com essa atividade?

22. Rosângela: eu queria justamente que eles se valessem das informações que eles tinham colhido...expressassem os sentimentos com relação à problemática...quando ele coloca o que aprendeu e (...)...e a questão da escrita também...dessa formalização ...da construção do texto empregando os aspectos que tinham também trabalhado...

Essa preocupação se reflete na organização das aulas de Português, que, como relatamos anteriormente, adota tempos e espaços diferentes de acordo com a atividade proposta, buscando sempre adequar o objetivo da aula, à atividade e à potencialização das interações dos alunos.

54. Rosângela: está muito distante ainda...na prática...essa questão do empregar esse conhecimento mesmo para resolver um problema real...está muito dividido...tanto que dentro do cronograma eu tenho sempre...os conhecimentos lingüísticos...porque uma língua realmente...a língua portuguesa... eh:: um leque dela...a formação dela é complexa demais...talvez eu faça essa divisão72 porque ao ministrar isso...eu puxo depois...fica mais fácil até para eu lidar em termos das atividades ...organizar...não ficar uma coisa muito...próxima da outra para ele não fazer confusão de que uma coisa é fácil...mas na hora de empregar é difícil...assim mesmo... a prática da gente...essa questão...o conteúdo que ele vai aprender é muito distante do emprego...raciocinar em termos de “nós vamos usar isto”...ou atividades em que puxe mesmo esse uso...

Percebemos, assim, a sua preocupação com a contextualização dos conceitos lingüísticos como estratégia de ensino da Língua Portuguesa e com a sistematização desses conceitos numa perspectiva situada.

A produção do texto para conscientizar os jovens foi marcada por práticas de escrita e reescrita do texto, caracterizando o contexto de produção de conhecimento nas aulas

72 O currículo da 7a série tem cinco aulas de Língua Portuguesa. A professora as organiza em temas ou áreas dentro da disciplina. Uma aula é destinada à leitura de textos, que ela chama de aula de “Cadernos de Textos” , outra é para “Produção de textos”, outra para “Literatura”, momento em que os alunos são livres para lerem livros de literatura infanto-juvenil por escolha deles; as duas restantes para “conhecimentos linguísticos”. Para cada tipo de aula já uma disposição física diferente das carteiras e dos alunos em sala de aula.

de Português. Isso é evidenciado no relato da professora sobre a forma como faz a discussão da primeira versão dos textos dos alunos em sala.

Entrevista individual com a professora de Português, dia 20/04/04, gravada em cassete. 20. V: você devolveu os textos para eles?

21. Rosângela: como eu trabalhei novamente eles retomaram os textos...mas tem de volta outras produções em que eu discuti também aquela questão de “Era uma vez...”...né?...que poderia ser um recurso sim de contar uma história...mas para o objetivo mesmo que a gente queria que eu determinei que fosse para jovem...discutir a questão do vocabulário de jovem para jovem...houve sim uma releitura e uma reescrita...

Essa prática de discussão dos textos produzidos pelos alunos está estruturada em atividades que se associam ao tipo de texto que os alunos produziram em relação ao que foi pedido. Como já disse, ao optarem por montarem um texto teatral sobre a água, a produção da turma 706 se configurou numa atividade totalmente diferente da que ocorreu na turma 705. Na turma 706, mantém-se a tendência inicial que os alunos tinham de produzir textos narrativos, mas que fugiam ao que havia sido proposto inicialmente pela professora. Para concretizar as ações dos alunos, foram necessárias diferentes ferramentas da língua, estrutura de texto, formas de interação e organização para a produção do texto teatral, promovendo uma divisão do trabalho escolar em sala de aula menos hierárquica e mais colaborativa (Bernstein, 1990). Na outra turma, os alunos interagiam para discutir seus próprios textos e reunir as idéias em produções individuais para a disciplina de Português.

Para produzir a peça de teatro, foi necessário um tipo de interação entre alunos da turma 706 que possibilitasse à turma alcançar um resultado comum, um objeto coletivo, que era o próprio texto teatral. Este texto teria que reunir os enunciados, os valores, o estilo, as relações de poder entre os alunos numa formalização a ser produzida a partir de um texto inicial. Nesse esforço, verifica-se que a produção escrita não foi suficiente para expressar a prática textual estabelecida no grupo, gerando outros tipos de textos como os cartazes que os alunos produziram.

Após a escrita dos textos, nas duas turmas, a professora e os alunos se reuniram em sala para socializar as produções e discutir o processo de elaboração que cada um utilizou, extravazando seu sentimento diante da atividade. Ao acompanhar essa atividade, pude identificar nela as características de práticas situadas, cujo meio estruturador é o texto em si. Mas é a atividade dos sujeitos que vai dar forma aos processos e significados que são atribuídos às informações buscadas nas aulas de Matemática e em outras. Alguns alunos nem associaram tais artefatos como sendo matemáticos. Outros não vêem a necessidade de demarcar áreas de conhecimento escolar, pois consideram natural o diálogo entre disciplinas. Como comenta o aluno Romero:

29. V: só na aula de matemática você tem usar regra de três?nem uma continha parecida?

30. Romero: tem que usar né... em outra ... aqui aquelas perguntas lá se eu queria fazer ... quisesse saber eu teria que usar...

31. V: mas era na aula de matemática...

32. Romero: não... não precisava ser na aula de matemática... 33. V: não?

34. Romero: não... uai... então para que eu ia estar vindo na escola? para aprender e só usar aqui? não...

Esse relato reforça a idéia de que, na atividade, o sujeito e o objeto formam uma unidade dialética, que é a mais pura expressão de mudança. Na atividade, a prática é vista como uma atividade material de transformação envolta numa ideologia. Para o aluno não teria sentido diferenciar uma ação dirigida de uma situação específica em uma disciplina no âmbito escolar, pois, no seu entender, as atividades são todas inter-relacionadas dentro do domínio escolar.

A produção de texto para conscientizar jovens, neste contexto, é uma atividade situada, que compõe a atividade interdisciplinar Água. Na sua produção, os alunos usam de diferentes tipos de artefatos. Segundo Cole (1999), são os artefatos que diferenciam os processos de desenvolvimento histórico do comportamento humano do desenvolvimento biológico. Eles são objetos que podem ser modificados pelos seres humanos como meios de regulação de suas interações com o mundo e entre as pessoas. Na atividade de produção de texto para conscientizar jovens, no que diz respeito ao uso do quadro da Revista “Isto É” e aos textos dos problemas das aulas de Matemática, podem-se ver evidências do papel desses artefatos. Eles aparecem nessa atividade em diferentes níveis, permitindo a inter-relação com a atividade das aulas de Matemática. Mas, como agora a função do texto é conscientizar os jovens e não traçar metas de economia para a família, a conta de água, que antes era o objeto da atividade, é utilizada na atividade de Português como artefato para operacionalizar a ação, enquanto o quadro assume o papel de artefato secundário e até terciário, pois vai possibilitar a argumentação mais convincente.

Cole (1999), ao discorrer sobre ferramentas como artefatos, destaca que os processos de desenvolvimento histórico do comportamento humano são governados por leis próprias, sendo o uso de artefatos o que os diferencia dos processos biológicos de evolução. Ele adota três níveis hierárquicos de artefatos: primário, aqueles usados diretamente na produção; o secundário consiste de representações dos artefatos primários e das formas de uso deles, exercendo um papel central na preservação e transmissão dos modos de ação e o terciário são as formas como nós podemos ver o mundo atual, agindo como ferramentas para

mudar a práxis atual. Para esse autor, artefatos são capazes de produzir mudanças nas práticas existentes.

Dada a natureza situada da atividade, o quadro e o ‘método da regra de três’, que antes, na atividade dos problemas da aula de Matemática, eram um meio de informação para busca de dados ou cálculo, funcionando como artefato primário, tornam-se, nessa atividade, artefatos secundários para argumentação em um texto. Tal mudança de função pode ter gerado a percepção nos alunos de que o quadro, as porcentagens e o ‘método da regra de três’

Benzer Belgeler