ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.4 İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.4.1 Matematik Dersi Öğretim Programı ile İlgili Türkiye’de Yapılan Çalışmalar
O objeto desse trabalho consistiu em compreender como o movimento tenentista surgiu como ator do contexto específico do desenvolvimento das bases capitalistas no Brasil e das vicissitudes processadas no interior das Forças Armadas e, sobretudo, como a interação desse segmento com seu momento histórico, entre 1922 e 1932, proporcionou a transição de um grupo militar a um grupo político. Nessa trajetória, o tenentismo apresentaria várias fases: de rebeldia militar, de encontro com a realidade nacional, de necessidade de diagnóstico da sociedade brasileira, de conflitos e dissidências internas, de escolhas dos caminhos da nação, de formulação de projeto de futuro.
A apreensão dessas fases e compreensão da dinâmica interna de formação do próprio movimento, só foi possível porque o avanço da pesquisa conduziu nossa análise à hipótese de que o tenentismo teria se forjado concomitante à sua atuação no cenário nacional, pois como os demais grupos dos anos 20, o tenentismo parecia estar em gestação, em movimento, em construção. A partir disso, os objetivos desse trabalho se concentraram na trajetória política tenentista na tentativa de identificar como os “tenentes” interagiam com a sua realidade nacional.
Em 1922, os “tenentes” surgem como defensores da “honra militar” e nem sequer lançam um manifesto público evidenciando suas pretensões. As próprias discussões limitaram-se ao Clube Militar e às deflagrações armadas. Em 1924, esse panorama transforma-se à medida que os revoltosos exprimem à nacionalidade quais seriam suas concepções, com destaque para a defesa da Constituição de 1891 e da República inaugurada pelos militares em 1889. Além de Artur Bernardes o alvo das manifestações revoltosas seriam os políticos corruptos e a prática republicana no país. Para tanto, o retorno a 1889 era a principal reivindicação dos rebeldes. Com a revolta paulista de 24, os “tenentes” esboçam uma leitura da realidade brasileira, que apesar de embrionária, seria significativa dentro do processo de edificação de uma identidade coletiva.
Embora minimante delineados, os manifestos e o Rascunho sinalizam grandes avanços no que se refere à construção do grupo político. Percebemos que havia a tentativa de passagem de uma esfera estritamente corporativa ao âmbito de outras esferas. Dessa forma, em 1924, os “tenentes” transcenderam o “impulso corporativo” na busca de maior relação com a sociedade civil e os problemas nacionais, iniciando efetivamente a fase de gestação de sua identidade coletiva.
A Coluna Prestes intensificaria esse processo à medida que os revoltosos se afastavam do ambiente urbano e se direcionavam ao interior do país. A experiência durante a Grande Marcha proporcionaria aos tenentes não apenas maior elucidação acerca dos problemas nacionais, mas também argumentos e percepções das frações internas ao movimento que passariam a vislumbrar os possíveis caminhos para a Nação. Ainda que os “tenentes” tenham se ramificado em várias outras tendências, integralistas, por exemplo, a cisão produziu, sobretudo, dois grandes blocos: alguns, como Luiz Carlos Prestes, apontariam a revolução socialista como resolução dos problemas nacionais; outros, como a grande parte do movimento até então coeso, visualizariam na Aliança Liberal a possibilidade de efetivação de várias ideias processadas ao longo dos anos 20. Independentemente da opção, esse momento denota que os “tenentes” da década de 20 já teriam optado pela arena política e não mais corporativa, motivo pelo qual tinham surgido. No primeiro caso, a escolha seria o comunismo e, no segundo, a Revolução de 30.
A partir disso, abriu-se uma nova fase na qual o desafio consistia na elaboração de projetos de futuro para a disputa simbólica no universo da nova pactuação sócio- política, derivada das demandas da revolução. No grupo que acompanhamos, ou seja, aquele que aderiu à Aliança e atuou no movimento de 30, essa exigência seria correspondida pelas instituições tenentistas: Legião Revolucionária de São Paulo e, sobretudo, Clube 3 de Outubro.
Foram por essas instituições que a finalização do processo de construção da identidade coletiva se deu. Os programas analisados da Legião denotam como algumas questões foram ressignificadas pelo movimento e como outras foram sendo incluídas à pauta de reivindicações no decorrer do processo. Da mesma forma, observamos como algumas questões foram tomando maiores elaborações à medida que a percepção da realidade dos “tenentes” se acentuava.
A formulação que congregaria todo esse processo só viria pelo Clube 3 de Outubro e seu Esboço de Reconstrução Política e Social do Brasil. Tal programa, que se aproxima de um projeto político já que contempla vários segmentos da sociedade, sintetizou a consolidação desse segmento enquanto grupo político portador de identidade coletiva. Nele, percebe-se que a alteração da concepção tenentista em relação aos problemas nacionais muda o discurso e as propostas para a resolução dos mesmos. Se em 1924, o imbróglio era a prática política da oligarquia, a resolução viria pela aclamação dos valores republicanos de 1889 e da Constituição de 1891. Em 1932, os
pressupostos constitucionais não seriam exaltados porque eles estavam distantes da percepção tenentista de realidade nacional, agora refletida pelo latifúndio e pela miséria popular. Assim, para o Clube 3 de Outubro não se tratava de defender a Constituição e a República, era preciso forjar um novo tipo de organização social, cujo pressuposto seria a “vocação agrária”.
A proposta de representação de setores classistas expressa o desaguar desse processo: num primeiro momento, ela sinaliza que a consciência do próprio movimento estava em gestação, pois a ideia de representação orgânica das classes apontou no horizonte tenentista em 1924 e atingiu maior elaboração em 1932; num segundo momento, ela evidencia a transição de um grupo militar, com interesses corporativos, a grupo político, quando o núcleo se transfere dos militares para a sociedade e do Exército para o Estado. A partir de então, os “tenentes” passariam a integrar a arena política para a disputa pela hegemonia.