0.036 Okur-yazar değil 7 (%14) 9 (%18) 5 (%10)
3.2 MAS hastalarının korelasyonu
As conceituações são, freqüentemente, caracterizadas por debates dialéticos e a adoção de uma definição ou outra reflete nas diferenças ideológicas; neste sentido, a Educação em Saúde não é neutra. É necessário apresentar os diferentes enfoques ou modelos de Educação para a Saúde e as dificuldades que se encontram são permeadas pela falta de uma coerência interna da linha metodológica.
Tones (1994) apresenta quatro enfoques diferentes de Educação em Saúde, descrevendo suas bases filosóficas para essa prática:
1 - Modelo médico, preventivo ou individualista
Este oferece uma interpretação parcial e reducionista da saúde. As pessoas são consideradas máquinas, cujas partes estão sujeitas aos ataques de microorganismos patogênicos ou não; o ambiente apenas é tido como uma fonte de agentes patogênicos que interferem no funcionamento normal do organismo. O principal papel da medicina é restaurar a ordem e reparar a função; nessa linha, a saúde é definida como ausência de desordem funcional.
A nova geração de enfermidades, as crônico-degenerativas, provocou mudanças a partir da década de cinqüenta. Assim, o modelo curativo não responde, ocasionando uma mudança, desde a cura à prevenção. A Educação em Saúde destaca-se em um novo modelo médico preventivo; já que o estilo de vida e as condutas das pessoas se consideram implicadas em causar ou acelerar as enfermidades da civilização, à educação se delega um papel de
persuadir os sujeitos para a mudança de seu estilo de vida. Desde esse modelo, o individuo é visto livre para eleger e, em conseqüência, seu status de saúde como um assunto sobre o qual tem controle.
O educador para a saúde deve oferecer argumentos persuasivos e informações relevantes, mas a responsabilidade de mudança depende do indivíduo. Recaem três críticas: primeiro nega que a saúde é um produto social; segundo assume que existe liberdade de escolha, e terceiro é ineficiente inclusive em seus próprios termos de referência.
Esta perspectiva se concretiza, demasiadamente, no individuo, acusando-o do que denomina “culpabilizar a vítima”. A Educação em Saúde centraliza na mudança da conduta individual e limita o seu alcance e condescendência às práticas que levaram cada vez mais ao conceito de culpabilização da vítima por sua deficiência de saúde. Já que os indivíduos são os responsáveis de sua própria saúde, esse modelo serve para justificar as desigualdades na sociedade, incluindo as em saúde (LAURA; HEANEY, 1990; NAIDOO, 1992).
2 - Voluntarismo e o modelo educativo
A filosofia, base deste segundo enfoque de Educação em Saúde, fundamenta-se na consideração de que a educação deveria estar, primeiramente, interessada pela racionalidade e a liberdade de escolha. O modelo educativo, de fato, não é tão simples como o anterior, pois nesse se entende que oferecer, somente, informação sobre temas de saúde não é suficiente para provocar mudanças de conduta.
Considera-se que a principal meta da Educação em Saúde é facilitar a tomada de decisões, independentemente, da natureza da escolha que possa ser tomada. Portanto, a importância de proteger a liberdade e posteriores escolhas de saúde informadas tem sido apoiada por distintos autores que argumentam que a Educação em Saúde deveria intentar respostas voluntárias às mensagens educativas.
Baseia-se em que a Educação em Saúde para ser efetiva deve focar-se com maior ênfase nos determinantes sociais e ambientais, sendo sua função principal a de estimular a consciência crítica.
Para tanto deve haver o desenvolvimento de uma consciência que permite que o sujeito olhe com visão crítica suas circunstâncias como primeiro passo para mudança. O sujeito deve primeiro tomar consciência da existência das origens sociais da enfermidade e deve ser persuadido para atuar.
Dessa forma, os educadores em saúde devem implicar o sujeito na ação coletiva para criar ambientes promotores de saúde e devem ajudar a organizar-se para mudanças institucionais, políticas e ambientes que prejudicam a saúde. Apesar das vantagens outorgadas a esse modelo, seu principal inconveniente é que não se garante que as pessoas sejam capazes de mudar as circunstâncias sociais.
4 - Modelo “empowerment” - do empoderamento
Este modelo facilita a tomada de decisões, autenticamente, informada. Em essência, oferece a informação favorecendo modificações em aspectos da personalidade. Essas mudanças favorece o desenvolvimento da personalidade implicando no mudar os modos em que o sujeito se vê a si mesmo e equipá-lo com distintas destrezas e habilidades que lhes possam ajudar a interagir mais efetivamente, com seu ambiente.
A estratégia adotada impõe um desenho para aumentar os sentimentos de valor e auto-estima e promover o desenvolvimento de uma convicção de que é possível estar a cargo da vida de cada um, dotando-lhe de capacidade de decisão. Conseqüentemente, seu principal propósito é conscientizar de temas chave e oferecer as destrezas necessárias para o desenvolvimento de poder tanto individual como da comunidade.
Os principais componentes são o próprio ambiente e as relações recíprocas entre o sujeito e o ambiente, as características psicológicas e, finalmente, as condutas que atuam
como uma classe de contato entre a personalidade e o ambiente. Estabelecendo uma extensa variedade de competências que facilitam sua meta; entre elas, pode-se destacar as seguintes: comunicar-se efetivamente, estabelecer relações, resolver conflitos, ser positivo, apoiar-se em outros, influir nas pessoas e nos sistemas.
Em vários artigos são ilustradas a aplicação e a integração da teoria da mudança social de Paulo Freire, fazendo alusão a programas específicos desenvolvidos sobre esse modelo (SERRANO GONZÁLEZ, 1990; WALLERSTEIN, 1993; WALLERSTEIN; BERNSTEIN, 1994; WALLERSTEIN; SÁNCHEZ-MERKI, 1994).