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Markanın Kişiliği

Belgede Marka yönetimi (sayfa 84-114)

3.2. COCA COLA FİRMASI ALAN TARAMASI

3.2.1. Markanın Kişiliği

A Teoria da Dependência de Recursos parte do pressuposto de que nenhuma organização é capaz de gerar todos os diversos recursos dos quais necessita. Portanto, as organizações tentam relacionar-se ativamente com o ambiente, a fim de tentar manipulá-lo em benefício delas próprias. Assim defende a idéia de que as organizações buscam controlar recursos escassos dos quais dependem para sua sobrevivência e

crescimento (BARNEY; HESTERLY, 2004; HALL, 2004; MOTTA;

VASCONCELOS, 2008).

Para essa linha teórica, o ambiente, é considerado como o resultado de um processo de estruturação interorganizacional, e cabe às organizações tentarem controlar os recursos e diminuírem a incerteza através da influência no curso dos acontecimentos em seu meio ambiente e as interações com as outras organizações. Dessa forma, Motta e Vasconcelos (2008) afirmam que na tentativa de controlar o curso dos acontecimentos para a construção do seu ambiente, as organizações devem buscar influenciar a ação das outras organizações presentes nesse ambiente visando limitar a competição, aumentar sua segurança e garantir seu acesso aos recursos.

As organizações precisam também atender às demandas e necessidades de outras organizações em diferentes ambientes visando obter recursos dessas organizações. Os autores declaram ainda que é necessário realizar alianças e acordos estratégicos que permitam controlar melhor seus recursos, formando uma interdependência organizacional tanto em relação às organizações de outros setores quanto em relação às organizações de seu próprio setor (MOTTA;VASCONCELOS, 2008)

Seguindo a idéia de interdependência organizacional, Motta e Vasconcelos (2008) declaram que essa teoria segue a mesma linha de argumentação da perspectiva das organizações em redes no que se refere ao estabelecimento de vínculos e links entre as organizações. A Teoria da Dependência de Recursos preocupa-se em analisar o ambiente sob o ponto de vista de dada organização, ou seja, quais são as estratégias desenvolvidas por um grupo organizacional em suas relações com os outros para preservar e aumentar seus recursos fundamentais.

Considerando que para essa teoria o grau de dificuldade de obter recursos dependerá da complexidade, do dinamismo e da riqueza do meio ambiente no qual essa organização está inserida, tem-se os recursos, o controle e a incerteza como principais

focos analíticos. A capacidade política em negociar e estruturar as relações de poder é considerado o fator-chave de análise da Teoria da Dependência de Recursos (MOTTA; VASCONCELOS, 2008).

A relação de poder está relacionada à dependência que uma organização tem de outra para obter os recursos necessários à sua sobrevivência. Nesse sentido, Motta e Vasconcelos afirmam que: “quanto maior for a dependência que a organização “A” tem da organização “B” para a obtenção de recursos raros, maior o poder que essa última exercerá sobre a primeira” (HALL, 2004; MOTTA; VASCONCELOS, 2008).

Barney e Hesterly (2004) apontam os recursos e capacidades controlados pela organização como unidade fundamental de análise da Teoria da Dependência de Recursos. Eles argumentam que os recursos e capacidades de uma organização incluem todos os atributos que a capacitam para definir e implementar estratégias. Barney e Hesterly (2004) e Hall (2004), apresentam quatro tipos básicos de recursos e capacidades de uma organização: recursos financeiros (fundos), recursos físicos (máquinas e equipamentos), recursos humanos (pessoal) e recursos organizacionais (interações entre os atores sociais).

A Teoria da Dependência de Recursos considera que os recursos e capacidades são distribuídos de forma heterogênea ao longo do tempo para as organizações de um mesmo ramo de atividade. Os recursos e as capacidades podem variar significativamente de uma organização para outra, e essas diferenças podem ser estáveis (BARNEY; HESTERLY, 2004). Partindo dessa lógica, Barney e Hesterley (2004) acreditam que o desempenho superior de uma organização em detrimento de outra do mesmo ramo de atividade é resultado da distribuição heterogênea dos recursos e capacidades no tempo.

Para as organizações manterem desempenho superior ao das outras do mesmo ramo é necessário que seus recursos e capacidades sejam valiosos, raros entre os concorrentes, custosos de imitar, e não possuam substitutos estratégicos próximos. Isso porque a partir do momento em que as outras organizações forem capazes de adquirir ou desenvolver um mesmo recurso, e puderem fazer isso pelo mesmo custo, os recursos deixam de ser uma fonte de vantagem competitiva (BARNEY; HESTERLY, 2004).

Em relação à capacidade das organizações em adquirir recursos e capacidades, a Teoria da Dependência de Recursos resgata a importância da trajetória histórica da organização. Para Barney e Hesterly (2004), as organizações se deparam com

desvantagem de custo para desenvolver ou adquirir recursos, porque não passam pelas mesmas peculiaridades históricas. Logo, os autores consideram que a trajetória histórica capacita algumas organizações com recursos e capacidades específicas, enquanto outras organizações ficam com altos custos de imitação.

Aquelas organizações que se deparam com a desvantagem de custo para desenvolver ou adquirir recursos enfrentam os altos custos de imitação, no momento da competição entre as organizações, por conta da incerteza sobre quais são os recursos e capacidades devem imitar das organizações que estão apresentando desempenho superior (BARNEY; HESTERLY, 2004). Contudo, os recursos e capacidades que colaboram para que uma firma obtenha desempenho superior, muitas vezes, são socialmente complexos.

A Teoria da Dependência de Recursos sugere que as organizações precisam ser mais estratégicas em relação à utilização de seus recursos, tornando mais onerosa a imitação de seus recursos e capacidades. Dessa maneira, as organizações que descobrem atividades que podem desempenhar de maneira mais eficaz em relação aos potenciais concorrentes apresentarão desempenho acima da média das organizações do mesmo ramo de atividade (BARNEY; HESTERLY, 2004).

Em relação aos fenômenos de continuidade e fechamento das pequenas empresas, a Teoria da Dependência de Recursos entende que estão diretamente ligados ao controle dos recursos escassos, fundamentais tanto para o funcionamento, quanto para a sobrevivência e crescimento desses empreendimentos (HALL, 2004; MOTTA; VASCONCELOS, 2008). Segundo a Teoria da Dependência de Recursos, cabe às pequenas empresas tentar influenciar a ação das outras pequenas empresas, através de um relacionamento organizacional de interdependência, a fim de limitar a competição, aumentar a segurança e garantir seu acesso aos recursos.

Em outras palavras, a Teoria da Dependência de Recursos parte do princípio de que pequenas empresas individuais tenham mais dificuldades para obter recursos escassos que assegurem a sua continuidade. Dessa maneira, essa teoria defende a idéia de que pequenas empresas de um mesmo setor e até mesmo de setores diferentes precisam manter relações organizacionais entre si a fim de que tenham maior controle dos recursos. Ou seja, em grupos as pequenas empresas podem desenvolver estratégias que permitam tanto preservar quanto aumentar os recursos fundamentais, diminuindo

assim a dependência de poder de outras organizações e conseqüentemente aumentando suas chances de continuidade e crescimento.

Por fim, pode-se afirmar que a discussão sobre a dificuldade que as organizações apresentam em obter recursos dentro de ambientes complexos e dinâmicos ainda não originou muitos trabalhos na comunidade cientifica e acadêmica do campo organizacional brasileiro. Na pesquisa realizada nos anais do EnANPAD, nas áreas temáticas de estudos organizacionais e estratégias em organizações, no período de 2005 a 2010, não foi identificado nenhum trabalho sobre a Teoria Dependência de Recursos. É possível que a pouca utilização dessa teoria decorra da falta de familiaridade dos pesquisadores no ramo da Administração para com ela, visto que trata-se de uma teoria pertencente ao campo disciplinar da economia das organizações. Essa constatação alerta aos pesquisadores do campo organizacional a necessidade de novos estudos e pesquisas que tratem sobre a abordagem.

Belgede Marka yönetimi (sayfa 84-114)

Benzer Belgeler