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MARKA DEĞERLEME MODELLERİ ÖRNEKLERİ A) Finansal Modeller

MARKANIN DEĞERİNİN TESPİTİ

III- MARKA DEĞERLEME MODELLERİ ÖRNEKLERİ A) Finansal Modeller

A Teoria dos Custos das Transações faz parte do campo disciplinar da economia das organizações. A idéia central desse campo é que as organizações estão inseridas em uma arena efervescente de competição, onde todos os atores econômicos (pessoas, firmas, instituições e governo) buscam obter parte do sucesso que uma organização em particular possa vir a desfrutar. Partindo para uma visão geral, entende-se que a análise organizacional, sob a lente da economia das organizações, é feita a partir do debate sobre como viabilizar a firma para responder mais efetivamente a ameaças competitivas (BARNEY; HESTERLEY, 2004).

Segundo Barney e Hesterly (2004), na tentativa da economia das organizações de entender as origens, as conseqüências e a competição entre organizações é que surge a Teoria dos Custos de Transação. Para essa teoria as organizações não são estruturas passivas que se adaptam ao ambiente. Elas reagem às mudanças ambientais formando grupos que interagem e buscam estruturar o seu meio ambiente de negócio a fim de tentar controlar as incertezas que comprometem a sua sobrevivência e seu crescimento (MOTTA; VASCONCELOS, 2008).

A interação e a troca entre as organizações, na tentativa de assegurar a sobrevivência, correspondem a alianças e contratos que implicam em custo de

transação. Dessa maneira, a Teoria dos Custos das Transações defende a idéia de que existe um custo decorrente do uso do mercado para gerenciar transações econômicas, e que é papel das organizações minimizar os custos envolvidos nas trocas de recursos com o meio ambiente e com outras organizações, economizando tempo e recursos (BARNEY; HESTERLEY, 2004; MOTTA; VASCONCELOS, 2008).

Para Barney e Hesterly (2004), a Teoria dos Custos das Transações está apoiada em dois pressupostos essenciais acerca dos atores econômicos engajados em transações: racionalidade limitada e oportunismo. Esses dois pressupostos são os pontos de partida para entender os custos de usar o mercado para gerenciar transações econômicas. A racionalidade limitada se refere ao comportamento racional e limitado dos atores envolvidos nas transações. O oportunismo, por sua vez, refere-se ao interesse particular desses atores (BARNEY; HESTERLEY, 2004).

Em relação à racionalidade limitada, March e Simon (1979), explicam que o comportamento racional dos seres humanos está relacionado a um conjunto de dados característicos de determinada situação. Esses dados compreendem tanto o conhecimento de eventos futuros como o conhecimento de alternativas e das conseqüências dessas alternativas, segundo as quais o individuo estabelece uma ordem de preferências para as conseqüências ou alternativas. Dessa maneira, os autores afirmam que o indivíduo toma decisões a partir dos processos afetivos e cognitivos, mas que cada indivíduo só pode atender a um número limitado de assuntos a um só tempo.

Os autores argumentam que diante da realidade complexa dos problemas que os indivíduos e organizações têm para resolver, o comportamento racional do ser humano compreende a substituição da realidade complexa por um modelo de realidade simplificado, o qual é chamado racionalidade limitada, que é caracterizada através dos seguintes aspectos: o ótimo é substituído pelo satisfatório; as alternativas de ação e as conseqüências da ação revelam-se em seqüência, através de processos de procura; organizações e indivíduos desenvolvem repertórios de programas de ação, os quais servem como alternativas de escolhas nas situações repetidas; cada programa específico de ação envolve uma série restrita de situações e uma série de conseqüências; cada programa de ação é suscetível de ser executado em semi-independência dos demais – a vinculação entre eles é mínima (MARCH; SIMON, 1979).

Dessa maneira, Barney e Hesterley (2004) argumentam que devido à racionalidade limitada os contratos que regem as transações econômicas também são

limitados. A complexidade que envolve essas interações e a troca entre organizações, aliada às limitações da capacidade cognitiva dos seres humanos faz com que não seja possível especificar todas as contingências possíveis numa transação econômica. Devido à racionalidade limitada: “Os atores econômicos simplesmente não podem prever todos os resultados possíveis numa relação de troca ou formular respostas contratuais ou outras respostas diante das imprevisíveis eventualidades.” (BARNEY; HESTERLY, 2004).

O outro pressuposto comportamental em que a Teoria dos Custos de Transações se apóia é o oportunismo. Partindo da perspectiva que as organizações interagem entre si e com o meio ambiente a fim tentar controlar as incertezas que comprometem a sua sobrevivência, a Teoria dos Custos de Transações considera que os atores econômicos têm a possibilidade de comportarem-se de maneira oportunista nas transações econômicas. Ou seja, numa transação econômica, os atores podem confundir seus parceiros através da mentira, do roubo e da enganação para satisfazer aos seus próprios interesses (BARNEY; HESTERLY, 2004).

Contudo, faz-se necessário ressaltar que a Teoria dos Custos de Transação não considera que todos os atores econômicos sempre se comportem de forma oportunista, mas que alguns deles podem se comportar de tal maneira. Barney e Hesterly (2004) argumentam que as pessoas e as organizações precisam projetar salvaguardas para não serem vítimas dos que estão propensos ao oportunismo. Devido à ameaça do oportunismo, existe um custo de transação para distinguir os atores econômicos propensos ao oportunismo dos que não são.

Considerando que a racionalidade limitada e o oportunismo criam custos nas transações, os atores econômicos precisam escolher um conjunto de regras que reduza possíveis problemas transacionais criados pelos pressupostos comportamentais a um custo menor. Esse conjunto de regras que governa determinada transação é definido como escolha da governança, a qual também apresenta-se onerosa para os envolvidos na transação. Dessa forma, Barney e Hesterly (2004) afirmam que além de se preocupar com os problemas criados pela racionalidade e pelo oportunismo, os atores econômicos precisam atentar-se para os custos de governar as transações econômicas.

Os problemas transacionais criados pela racionalidade limitada e pelo oportunismo são a incerteza e os investimentos específicos na transação. Barney e Hesterly (2004) argumentam que a racionalidade limitada é relevante devido à incerteza

e que a existência de investimentos específicos aumenta a ameaça do oportunismo. Logo, quanto maior o grau de incerteza numa transação, mas difícil será o uso de contratos e outras estruturas de governança de mercado, levando a que se adotem estruturas hierárquicas de governança.

Segundo Barney e Hesterly (2004), o nível de investimento tem maior importância que o atributo da incerteza e das estruturas de governança, uma vez que o valor do investimento dependerá da transação em questão. Eles consideram que nas transações, as partes envolvidas, geralmente, têm que investir para que ela se realize, sendo que algumas transações demandam um maior investimento. Esses investimentos podem assumir várias formas: mudanças em tecnologia física, modificações na política e nos procedimentos operacionais, mudanças no estilo informal do trabalho e as práticas de negócios dos parceiros da transação. Dessa maneira, afirmam que:

“Quanto maior for o nível de investimento específico envolvido numa

transação, maior será a ameaça do oportunismo. Quanto maior for a ameaçado oportunismo, menor a probabilidade de a governança de mercado reduzir efetivamente essa ameaça, sendo mais provável que as estruturas de governança hierárquica sejam escolhidas – apesar dos custos adicionais.” (BARNEY; HESTERLY, 2004, p. 137-138).

A Teoria dos Custos de Transações defende a idéia de que a hierarquia é a solução para os problemas de governança de mercado com investimentos específicos sob condições de incerteza. Ou seja, as partes envolvidas na transação têm menos incentivo para buscar vantagem umas sobre as outras, e as disputas são menos prováveis de acontecer, porque a hierarquia é apta a estabilizar „objetivos comuns‟ que levam a expectativas convergentes entre os participantes de uma transação (BARNEY; HESTERLY, 2004).

Mesmo a Teoria dos Custos de Transação representando uma teoria influente para explicar porque existem as organizações, não se pode negar o lado obscuro dessa teoria. As críticas a essa teoria, segundo Barney e Hesterly (2004), se apresentam através de três pontos particulares: (1) a TCT foca a minimização de custos – ou seja, a economia é a melhor estratégia; (2) atenua os custos de organização – o uso da autoridade sendo mais eficiente para resolver as disputas internas do que o mercado; (3) negligencia o papel das relações sociais nas transações econômicas – subestima o papel das forças sociais e culturais na atividade econômica (BARNEY; HESTERLY, 2004).

Em relação aos fenômenos de continuidade e fechamento dos pequenos negócios, a Teoria dos Custos de Transações segue uma lógica semelhante ao da Teoria

da Dependência de Recursos. Para a Teoria dos Custos de Transação, os pequenos negócios devem formar grupos que mantenham relacionamentos organizacionais a fim de estruturar o seu meio ambiente de negócio e tentar controlar os recursos e incertezas que comprometem a continuidade e/ou crescimento desses empreendimentos.

Em outras palavras, para a Teoria dos Custos de Transações, a continuidade e fechamento de pequenos negócios estão relacionados com a maneira pela qual essas empresas respondem às ameaças competitivas. Logo, diante ao ambiente complexo em que elas estão inseridas, os pequenos negócios devem formar grupos para interagir e fazer trocas entre si, através de alianças e contratos. Essa interação e troca entre as organizações constituem-se como transações que estão vulneráveis tanto à racionalidade limitada, quanto ao oportunismo dos atores econômicos envolvidos. Dessa maneira, a Teoria dos Custos de Transações afirma que as transações econômicas são onerosas e cabe às pequenas empresas tentar minimizar os custos envolvidos nas trocas de recursos com o meio ambiente e com as outras organizações, economizando tempo e recurso, bem como minimizando os riscos de fechamento.

Por fim, pode-se afirmar que a tentativa de entender as origens, conseqüências e a competição entre as organizações contribuíram para que a Teoria dos Custos de Transação se tornasse objeto de pesquisa não apenas no campo disciplinar da economia, mas também no campo disciplinar da administração no Brasil. Apesar dessa teoria ainda ser pouco difundida aqui no Brasil foi possível verificar na pesquisa dos anais do EnANPAD, nas áreas temáticas de estudos organizacionais e estratégias em organizações, no período de 2005 a 2010, alguns trabalhos sobre a teoria dos custos de transação, conforme apêndice A.

Benzer Belgeler