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2.1. MANYETİZMA KONULARINA YÖNELİK YAPILMIŞ

2.1.8. Manyetizma Konularının Öğretimine Yönelik Öneri ve Yöntem

Os desdobramentos da dita Modernidade também foi objeto de estudo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Sua teoria, denominada Modernidade Líquida, trabalhava a ideia de fluidez como metáfora para retratar as mudanças que ocorriam na sociedade, como a mobilidade das relações, o individualismo e o dinamismo.

Os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua foma com facilidade. Os fluidos, por assim dizer, não fixam o espaço nem prendem o tempo... os fluidos estão constantemente prontos (e propensos) a mudar sua forma... os sólidos suprimem o tempo; para os líquidos, ao contrário, o tempo é o que importa.... Os fluidos se movem facilmente (BAUMAP, 2001, p. 7).

De uma modernidade sólida, pesada, repetitiva, passou-se a uma Pós-Modernidade, uma modernidade líquida flexível. Segundo Bauman, a modernidade havia encontrado uma pré- modernidade em avançado estado de decomposição, incentivados pelo desejo de descobrir uma forma societária estrutural de solidez duradoura, que tornaria o mundo previsível e administrável (BAUMAP, 2001, p. 10).

As primeiras estruturas pré-modernistas que derreteram foram aquelas que impediam a racionalidade da vida societal, que amarravam os indivíduos à regras e conceitos. O resultado desse movimento foi a fragilização das relações sociais frente a racionalidade fria do mundo dos negócios, dando espaço para o papel determinante da economia no espaço societal. A esfera econômica ficou livre das amarras éticas, políticas e culturais, sendo as formas de reação tornadas fracas demais para serem postas em ação.

Podemos dizer que se vivencia “uma redistribuição e realocação dos poderes de derretimento da modernidade. Primeiro, eles afetaram as instituições existentes, as molduras que circunscreviam o domínio das ações-escolhas possíveis” (BAUMAP, 2001, p. 11), depois, derreteram as estruturas que transformam o comportamento individual em ação coletiva. É preciso salientar, entretanto, que nenhum molde foi quebrado sem sua substituição por outro: na modernidade as pessoas saíram de suas velhas prisões apenas para se reordenarem em classes que melhor se encaixassem, seguindo as normas ali ditadas.

Estas regras e códigos, que serviam como porto seguro da vida em sociedade, tornaram-se menos presentes. O indivíduo ainda não é livre para tomar livremente suas decisões, mas os padrões e configurações nos quais nos inspirávamos estão cada vez mais conflitantes entre si. De fato,

passamos “de uma era de grupos de referência predeterminados a outra de comparação universal” (BAUMAP, 2001, p. 14). Agora, o peso das decisões cai principalmente sobre o indivíduo, que não mais tem a proteção das grandes instituições. “Chegou a vez da liquefação dos padrões de dependência e interação” (BAUMAP, 2001, p. 14).

Pa Modernidade Líquida, as soluções para os conflitos se encontram dentro do indivíduo, intranquilo, sem as grandes certezas proporcionadas pelas regras e conceitos. Vive-se a liberdade de decisão tão ambicionada pelos homens, e toda a responsabilidade que isso acarreta. Po novo capitalismo, as autoridades não mais ordenam, mas seduzem. O enfraquecimento do poder numa figura central e a consequente liberdade individual, somado ao poder de sedução e a capacidade monstruosa de produção capitalista, desmantelaram a definição do certo e errado. As infinitas possibilidades de consumo transformou a questão do medo da Modernidade Líquida: não mais o medo do fim, mas a angústia diante das muitas escolhas. “ Sua infelicidade deriva do excesso e não da falta de escolhas” (BAUMAP, 2001, p. 40).

Pesse contexto de possibilidades infinitas, a busca por satisfação é eterna. Todo o produto tem uma data de validade curta e o ato de consumo acaba sendo mais prazeroso que o produto em si. O consumismo acaba servindo como consolo/esquecimento do peso de nossas responsabilidades. Bauman fala que não compramos pra satisfação de necessidades, mas do desejo, o qual é “muito mais insaciável porque tem a si mesmo como objeto constante (BAUMAP, 2007, p. 18)”. Embora desejar seja mais rentável que apenas necessitar, o ideal é o consumidor querer consumir, já que o faz através de compras casuais e espontâneas, ficando livre das amarras das suas reais necessidades.

Bauman relembra que o consumo não é um fenômeno recente. De fato, “é uma condição, e um aspecto, permanente e irremovível, sem limites temporais ou históricos” (BAUMAP, 2007, p. 37). Mas foi apenas na revolução consumista, com a passagem do consumo para o consumismo que passou a ser ponto-chave da vida em sociedade. O consumismo trabalha com a reciclagem dos desejos rotineiros dos indivíduos, controlando-os e manipulando suas escolhas.

Pa sociedade dos produtores tinha-se como objetivos a apropriação, posse e acúmulo de objetos, um busca por segurança a longo prazo refletidos na preferência por bens duráveis. O consumo era ostensivo, comprava-se para os outros, e não para si. Isso acaba quando o pensamento muda: “para ter-se felicidade era menos satisfação das necessidades e intensidade crescente da satisfação dos desejos” (BAUMAP, 2007, p. 67). Originou-se aí a sociedade dos consumidores, uma cultura agorista, com instabilidade dos desejos, onde o adquirir e juntar transformam-se em descartar e substituir.

Pesta sociedade dos consumidores, nesta Pós-Modernidade líquida, o tempo é pontual. É vivido entre rupturas e descontinuidades, onde os instantes de consumo se tornam eternos. Vive-se uma cultura do excesso e do desperdício, onde a felicidade é garantida através da remoção e

renovação dos produtos e serviços, incentivando o mercado.

Com a abundância de opções de produtos consumíveis em todas as esferas, tem-se uma verdadeira enxurrada de informações, cada vez mais difícil de ser processada pelo homem. Isso é motivo de angústia e da afirmação de Bauman que, ao contrário do que é vendido aos consumidores, é impossível afirmar que o consumo traga felicidade. O atual estágio do consumo seria uma “economia do engano”, onde “a sociedade de consumo prospera na eterna insatisfação dos seus membros, através da depreciação dos produtos recém-consumidos e pela eterna promoção de novos substitutos” (BAUMAP, 2007, p. 67)

O poder do consumo deve tudo à Pós-Modernidade, com sua rotina desregulamentada e seu individualismo. Pesse momento instável, de perda dos referenciais e das decisões solitárias, os kits de identidade vendidos pelo consumo parece ser a saída mais fácil. O grande chamariz do consumismo são, segundo Bauman, “os novos começos, apesar de fraudulentos” (BAUMAP, 2007, p. 47). Pesse momento instável, os kits de identidade vendidos pelo mercado parecem ser a única saída.

De todo jeito, vivemos, hoje, o derretimento de uma modernidade sólida, pesada, estável, repetitiva para a formação de uma modernidade líquida, flexível, volúvel, onde os modelos e estruturas sociais não duram o suficiente para se enraizar na cultura societal. Com a dissolução do poder das grandes instituições, a culpa pelas escolhas tomadas cai sobre o indivíduo, que aparenta possuir mais poder de escolha, iludido pela sedução do consumo.