4. ARAÇ TASARIMI
4.3. Elektronik Tasarım, Algoritma ve Yazılım Tasarımı
4.3.2. Algoritma Tasarım Süreci
4.3.1.1. Manuel Algoritma Süreci
Aristóteles, em seus Primeiros Analíticos chama de termo “aquilo em que a premissa se resolve, a saber, tanto o predicado quanto o sujeito, quer com a adição do verbo ser, quer com a remoção de não ser” (OCKHAM, Summa logicae, I, 1, p. 7). É essa noção que Ockham retoma, acrescentando ainda três sentidos em que o termo pode ser tomado. Num primeiro sentido, termo é aquilo que pode ser cópula ou extremo (i,e., sujeito ou predicado) de uma proposição categorial ou alguma determinação do verbo ou extremo.
Nesse sentido, até mesmo uma proposição pode ser um termo, como no caso ‘o homem é um animal’ é uma proposição verdadeira, ‘o homem é um animal’ é o termo sujeito da proposição. Num segundo sentido, termo é aquilo que não é uma proposição (sujeito, predicado, verbo, preposição, advérbios, etc). Um terceiro sentido de termo é aquilo que quando tomado significativamente pode ser sujeito ou predicado de uma proposição. Neste caso, verbos, conjunções, advérbios, preposições e interjeições são considerados termos, bem como sincategoremas.
Os termos se distinguem em três sentido, os quais veremos a seguir.
3.2.2.1 Os três sentidos de termo
Os termos são primeiramente classificados segundo sua natureza: termos escritos, falados e conceituais. A distinção aplicada aos termos provém da divisão apontada por Boécio ao discurso, a saber: discurso escrito, falado e conceitual, sendo este último existente somente num plano mental. Do mesmo modo, aos termos coube esta distinção. O termo escrito é aquele que foi inscrito em algo material e pode ser visto pelos olhos. O termo falado é aquele que ao ser pronunciado, pode ser ouvido pelos ouvidos. Conceitual é aquele termo que é uma intenção ou impressão da alma que significa ou co-significa algo naturalmente e é capaz de ser parte de uma proposição mental e de supor, numa proposição, pela coisa que isto significa (Cf. OCKHAM, Summa logicae, I, p. 7). Tanto os termos conceituais quanto as proposições formadas por eles (proposições mentais) são
chamadas de palavras mentais que residem somente no intelecto e não chegam a constituir uma linguagem, embora signifiquem.
Os termos mentais ou conceituais12 não podem ser expressados senão por
um signo, que por sua vez, são os termos falados que compõem o que chamamos linguagem. Os termos falados se subordinam aos conceituais, o que não implica em dizer que os signifiquem. Pelo contrário, os termos falados significam as coisas a que se referem somente secundariamente, enquanto os termos conceituais as significam natural e primariamente.
Assim como os termos se dividem por sua natureza, seja ela falada, escrita ou conceitual, para cada uma dessas divisões, pode ser feita outra subdivisão. Em Ockham há dois níveis de discurso. A linguagem convencional (LC) instituída pelos homens e composta por termos e proposições faladas e escritas e que varia de comunidade para comunidade. Já a linguagem mental (LM) é composta de termos e proposições mentais e é comum a todos os homens. A LC se subordina a LM (Cf. LEITE JUNIOR, 2007, p. 31).
A linguagem convencional é formada por nomes, verbos e outras partes do discurso (pronomes, particípios, advérbios, conjunções, preposições). Os termos mentais são chamados de intenções da alma e constituem a linguagem mental, formada por verbos, nomes, pronomes adverbiais, conjunções e preposições. A correspondência entre a linguagem mental e a linguagem convencional se dá por interdependência. Um termo escrito não significa algo extra mental além do termo falado. A palavra (escrita) ‘homem’ apenas significa a palavra (falada) ‘homem’. Já a palavra (falada) ‘homem’ não significa por sua vez um homem, mas sim, significa o conceito de homem. E é o conceito, aquilo que aqui chamamos de termo mental, que irá de fato significar imediatamente um homem específico. Quando dissemos anteriormente que termos escritos e falados significam secundariamente as coisas a que se referem, dizemos que eles significam mediatamente estas coisas, uma vez que um termo escrito significa imediatamente o termo falado, e este por sua vez significa imediatamente o termo mental. É somente o termo mental que significa imediatamente a coisa referida.
Podemos perceber que a linguagem possui mais de um nome falado ou escrito para um mesmo conceito. Trataremos dos sinônimos mais adiante, mas por hora é importante ressaltar que a multiplicidade de sinônimos não chega a constituir um problema para Ockham, uma vez que em seu entendimento, tal variedade não aumenta o poder da linguagem. Isto é, no caso da linguagem mental, a multiplicidade de sinônimos não existe, sendo então, a existente na linguagem escrita e falada somente um artifício para “enfeitar” o discurso. Em suma, as características gramaticais da linguagem falada e escrita (que são as mesmas) não tem nenhuma influência em relação à linguagem conceitual.
Cabe-nos diferenciar, aqui, um signo de um termo. Signo é definido como “tudo aquilo que, apreendido, traz algo diverso à mente” (Summa logicae I, 1). Praticamente qualquer coisa pode cumprir o papel de signo, isto é, praticamente qualquer coisa pode trazer à mente outra coisa. Entretanto, no âmbito da lógica consideramos as proposições. Assim, quando falamos de termos se trata da parte de uma proposição, e somente o termo que é signo-conceito é capaz de supor por uma coisa, isto é, representa-la numa proposição.
Tendo estabelecido o sentido de termo, veremos que estes se dividem entre os que possuem um significado determinado, enquanto outros nãos. Os primeiros, são os categoremáticos, os úttimos, sincategorematicos. Vejamos a seguir como Ockham define estes dois tipos de termo.
3.2.2.2 Termos sincategoremáticos e categoremáticos
A segunda classificação dos termos se dá segundo sua função e se aplica tanto aos termos mentais, quanto extra-mentais: termos categoremáticos e termos sincategoremáticos. Essa divisão que provavelmente remonta a Prisciano, abrange termos da LC e da LM (Cf. LEITE JUNIOR, 2007, p. 24).
Os termos categoremáticos são aqueles que tem significação definida e determinada, isto é, possuem um referencial definido, seja naturalmente, seja por convenção. É o caso do termo ‘homem’, que significa todos os homens, o termo
‘animal’ que significa todos os animais, o termo ‘brancura’ que significa toda a brancura.
Termos sincategoremáticos são os que não possuem um significado definido e determinado, como por exemplo ‘cada’, ‘nenhum’, ‘algum’, ‘todo’, etc. Estes termos só significam ou supõe algo quando combinados com um termo categoremático. O termo ‘cada’, por si mesmo não significa nada, mas adquire função significativa quando é coordenado com o termo ‘homem’, de modo que ‘cada homem’ supõe por todos os homens. Um termo sincategoremático como ‘cada’ é significante, o que não quer dizer que ele tenha por si mesmo um significado. Ou seja, um termo significante é aquele que pode fazer um outro termo significar ou supor por algo.
Na linguagem temos termos concretos e abstratos, isto é, termos que possuem um referencial concreto e outros que não possuem. Como no caso de ‘homem’ que é um termo concreto porque seu referencial é um homem determinado, e o termo ‘humanidade’ que não possui um referencial real. A seguir, vejamos como Ockham pretende evitar que sejam postuladas entidades para fazer referência aos termos abstratos através da distinção entre nomes concretos e abstratos.