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FELSEFEYLE KARŞILAŞMA

5.MANTIĞIN KELÂMA GİRİŞİ

Em virtude do nosso objetivo para esse trabalho ser analisar o processo de definição da política, não nos deteremos a mudanças estruturais do documento através da segunda versão. Todavia, daremos destaque nesta sessão às questões relacionadas à participação. Estando em um novo estágio de formulação, a política da BNCC, ao publicar sua segunda versão, inaugura um novo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Foi afirmado, no documento republicado, que a segunda versão do texto a qual nos referimos havia sido fruto de um amplo debate que, devido seu caráter de construção participativa, havia se estabelecido através de “negociações com diferentes atores do campo educacional e com a sociedade brasileira em geral, apresenta os Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento que devem orientar a elaboração de currículos para as diferentes etapas de escolarização” (MEC, 2016).

A BNCC é agora apresentada como um “documento de caráter normativo” e como uma “referência para que as escolas e os sistemas de ensino elaborem seus currículos, constituindo-se instrumento de gestão pedagógica das redes”. Considerou-se também que havia a necessidade de articulação com “outras políticas e ações em âmbito federal, estadual e municipal, que permitam a efetivação de princípios, metas e objetivos em torno dos quais se organiza”.

Também foram contabilizadas as contribuições para que se chegasse a essa nova versão do documento. Foram cadastrados no portal 305.569 indivíduos, 4.298 organizações e 45.049 escolas em todo o território nacional. Na plataforma da BNCC é apresentado um número de 12. 226. 510 de contribuições através da consulta pública por via eletrônica.

Igualmente foi computada pela equipe do MEC uma média de “700 reuniões, seminários, debates, fóruns e outros eventos promovidos, nas cinco regiões do país, por Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, Universidades Públicas e Privadas” e outras representações para que se discutissem a proposta preliminar de BNCC.

Outros detalhes desse processo foram publicados no portal da BNCC. A partir deles, entendemos com mais clareza a afirmativa do representante do Estado da Paraíba quando disse que “as contribuições voltaram para nós para avaliarmos o que era cabível ou não”. Os dados preliminares sobre as contribuições feitas ao texto da BNCC foram apresentados pela equipe da Universidade de Brasília (UnB) ao comitê de assessores e à comissão de especialistas responsáveis pela elaboração da proposta à BNCC. Foi realizada, então, uma reunião com o Comitê de professores especialistas na UFMG, entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2015. Buscou-se, através desse encontro, “encontrar estratégias e discutir as alterações necessárias ao texto preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)” além de “buscarem entendimentos sobre as alterações necessárias para a redação da segunda versão que leitores críticos da Base já apontam como recomendáveis”.

A coordenadora pedagógica da Base, professora Hilda Micarello, destacou em uma entrevista concedida ao portal da base que o desafio desse trabalho foi o de “se chegar a algumas conclusões”. Ela ainda afirmou que foi considerado o “conjunto das vozes e não apenas o que elas dizem individualmente”. Visto que, segundo ela, “seria impossível considerar cada uma das contribuições individualmente, mesmo porque há posições divergentes. É preciso, portanto, enxergar determinados padrões que se delineiam a partir do conjunto de contribuições”.

Outro desafio destacado pela coordenadora foi referente ao prazo. Ela assume que as discussões foram poucas, mas que devido à importância da temática, é urgente que se construam alguns entendimentos em torno do assunto. A coordenadora conclui dizendo que o tempo foi sim um problema, mas acredita que se não houvessem elaborado um documento preliminar, “não teríamos avançado na discussão”.

Depois de pronta, a segunda versão do documento foi apresentada inicialmente à UNDIME pelo secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/ MEC), Manuel Palácios, em uma reunião realizada no dia 12 de abril de 2016, na sede do Ministério, em Brasília (DF). E no mês de Junho de 2016, divulgada à sociedade em geral através do portal.

Anunciaram também que o debate sobre a segunda versão da Base seria conduzido pelos Estados da Federação que realizariam seminários estaduais. Além disso, cada Estado da

Federação e o Distrito Federal deviam decidir as melhores datas e locais para a realização de seus seminários, com orientação de que fossem convidados, “além de representantes do CONSED e da UNDIME, professores da rede pública e privada da Educação Básica, assessores e especialistas que fazem parte da equipe que escreveu a primeira e a segunda versão da Base”. Assim, desses seminários, “resultariam 27 contribuições à segunda versão da Base, que seria revista e entregue ao CNE, conforme prevê o Plano Nacional de Educação”.

Em seguida, decidiu-se que o CONSED e UNDIME seriam as instituições responsáveis pela articulação e organização desses seminários. A proposta foi que, a partir deles, as instituições sistematizassem as contribuições e desenvolvessem um relatório para entregar ao Ministério da Educação (MEC) até o fim de agosto de 2016.

O objetivo desses eventos, conforme divulgado, seriam de promover “ampla participação dos setores educacionais, contemplando diferentes segmentos, por meio de chamada pública”. Além do mais, “para organicidade do processo”, recomendou-se que “no momento da inscrição, os interessados indicassem em qual etapa e componente curricular desejam participar”. Por último, foi aconselhado que os participantes discutissem “a fundo a segunda versão do documento e apresentassem as contribuições quanto à clareza e à pertinência dos objetivos de aprendizagem em cada etapa e sobre os componentes curriculares”.