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5. YEŞİL BİNA DEĞERLENDİRME ARAÇLARI

5.1 BREEAM

5.1.1 BREEAM 2011 malzeme kategorisi

5.1.1.3 Malzeme 3 (Mat 3) malzeme kaynaklarının sorumlu seçimi

A internacionalização da Comunicação transita, desde o início da Idade Moderna, em torno das lutas entre as corporações de mídia para o controle dos dispositivos e normas que regem os sistemas de comunicação com sucessivos debates em torno da transformação e homogeneização cultural.

[...] existe um contraste flagrante entre o discurso utópico de promessas de um mundo melhor por meio da técnica e a realidade das lutas pelo controle dos dispositivos de Comunicação, a hegemonia sobre as normas e os sistemas. (MATTELART, 2002, p. 46)

De acordo com este autor, os primeiros indícios da universalização da comunicação ocorreram na república mercantil, pela invenção do telégrafo que alterou métodos de coleta, tratamento, codificação e importância econômica da informação. O conceito de imperialismo em relação aos meios de comunicação surgiu com a hegemonia da radiocomunicação por parte dos britânicos no início do século XIX com as lutas e concorrência para a padronização na emissão de sinais de uso restrito de militares, revelando- se estreita a ligação entre o desenvolvimento das tecnologias de comunicação e os conflitos políticos.

Os primeiros gêneros escritos da produção cultural de massas14 com grandes agências de notícias, imprensa, cinema e música surgiram a partir de 1875 caracterizadas pela restrição e difusão da informação ao seu próprio território. O ano de 1898 marcou a legitimação da manipulação internacional sensacionalista, devido às imagens de uma Guerra que não existiu em Cuba, disseminada por um repórter americano que cumpria ordens de seus superiores, conforme referencia Mattelar (2002, p. 50): “[...] forneça-me os desenhos que eu cuidarei de fazer a guerra [...]”.

A idéia de natureza dos públicos surgiu com a divisão e lutas sociais:

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De acordo com Thompson (2002) comunicação de massa corresponde à disponibilidade do mesmo produto para grande quantia de receptores o que não os caracteriza como sujeitos passivos uma vez que, a constituição sócio-cultural de cada um imprime sentido e valor diversificado ao produto recebido.

[...] a sociedade divide-se cada vez mais em públicos que se sobrepõem à divisão religiosa, econômica, estética, política, em corporações, em seitas, em escolas, em partidos. Em contato com a internacionalização, esses novos tipos de agrupamento social ficariam ainda mais complexos” (MATTELART, 2002, p. 59).

Surgem, a partir daí, teorias sobre a influência e força persuasiva da imprensa com debates acerca da homogeneização cultural no final do século XIX, início do século XX, que consagram à publicidade o título de nobreza pela sua importância para a condução dos conflitos de guerra, embora a ideologia em relação à comunicação e as primeiras experiências com satélites na corrida espacial da década de sessenta, segundo os discursos da UNESCO, seja o desenvolvimento e modernização dos países do 3º mundo.

[...] para livrar-se do subdesenvolvimento, para “dar arrancada” um país deve dispor de dez exemplares de jornal, cinco aparelhos de rádio, dois televisores, dois assentos de cinema para cada 100 habitantes. Portadores de “atitudes modernas”, os veículos de comunicação são vistos como agentes inovadores. Mensageiros da “revolução das esperanças crescentes, eles propaguem os modelos de consumo e aspirações simbolizadas pelas sociedades que já atingiram uma etapa superior de evolução. (MATTELART, 2002, p. 96. grifos do autor).

Na década de sessenta, o processo de globalização da comunicação passa pelas fases que substituem o conceito de multinacional por transnacional, o que representa o fim do monopólio da informação pelos estados nacionais com movimento rumo à integração mundial. Nos anos 70 a UNESCO surge novamente como palco das principais discussões sobre as redes internacionais de Comunicação com a tese do imperialismo e dependência cultural com origem no desequilíbrio dos intercâmbios entre o centro e a periferia.

Os discursos da década de oitenta e noventa retomam ideologias da década de cinqüenta sobre as virtudes democráticas da tecnologia com o objetivo de mascarar a luta pelo controle das redes de comunicação.

O contexto da “guerra globalizada” caracteriza-se pela competição e manipulação de imagens como, por exemplo, a da Guerra do Golfo, com utilização de modernas tecnologias de comunicação e informação, especialmente por parte da televisão.

Segundo Thompson (2002, p.106): “[...] ao levar as imagens e as informações para os indivíduos situados nos mais distantes contextos, a mídia modela e

influencia o curso dos acontecimentos, cria acontecimentos que poderiam não ter existido em sua ausência [...]”.

Utilizando-se dos termos “difusão globalizada e apropriação localizada” Thompson (2002) explica que a apropriação dos produtos da mídia difundidos globalmente varia da interpretação e comparação crítica da cultura e realidade local às imagens recebidas, até a criação de formas de dependência e crença do local no global.

Este fato caracteriza a recepção como processo subjetivo e conflituoso em que os meios de comunicação podem tanto desafiar e enfraquecer crenças e valores como expandi-los e consolidá-los.

Refuta-se, assim, a tese de homogeneização cultural, uma vez que tradições são deslocadas e remodeladas pelas relações sociais que por aquelas também são influenciadas, mas, não de forma homogênea; o que representa nas palavras de Thompson (2002, p. 156) que: “[...] através de processos de apropriação localizada, os produtos da mídia são transplantados para os conjuntos de práticas que modelam e alteram seus significados [...]”.

Avanços e transformações tecnológicas possibilitam a “interação mediada” realizada através de meios como cartas, telefone etc., e a “quase interação mediada”, estabelecida pelos meios de comunicação de massa como livros, jornais, rádio, televisão etc.

Estes processos caracterizam-se pela comunicação e intercâmbio através de formas simbólicas entre pessoas distantes fisicamente, que recebem e podem ou não criar laços de empatia, amizade, afeto e lealdade com o outro.

[...] a relação que os receptores têm com elas é bem diferente dos tipos de relações formadas na interação face a face. Para os receptores, os produtores são personalidades com as quais eles podem simpatizar ou antipatizar, de quem eles podem gostar ou desgostar, que eles podem detestar ou reverenciar; mas os traços destas personalidades normalmente não podem ser retocados ou controvertidos pelo tipo de interação dialógica característica da interação face a face. Por isso as personalidades da TV podem adquirir uma “aura” que se sustenta em parte pela distância que os separa dos receptores. (THOMPSON, 2002, p. 91. grifo do autor).

De acordo com Barbero (2003), a compreensão das dimensões da globalização significa considerar primeiramente as transformações nos modelos e nos modos da comunicação, a presença das novas tecnologias, a nível global, indica um novo sentido

para o local e não completa homogeneização cultural por influência dos meios de comunicação.

[...] A mundialização cultural não opera a partir de fora sobre as esferas dotadas de autonomia, como seriam o nacional e o local. “Seria impróprio falar de uma “cultura mundo” cujo hierárquico estaria situado acima das culturas nacionais ou locais. O processo de mundialização é um fenômeno social total que para existir deve localizar-se, enraizar-se às práticas cotidianas dos homens. (BARBERO, 2003, p. 59. grifo do autor).

O fenômeno da globalização comunicativa não pode ser pensado como mero processo de homogeneização. A globalização comunicacional pode potencializar a identidade própria e caracterizar a identidade do outro, passando os meios de comunicação a fazer parte da forma como reconhecemos o outro; reconfigurando a interação entre as culturas e ditando novas formas de estar juntos.

[...] Pois os meios de comunicação não somente descentralizam as formas de transmissão e circulação do saber, mas constituem um âmbito decisivo de socialização, de dispositivos de identificação, projeção de pauta de comportamento, estilos de vida e padrões de gosto.” (BARBERO, 2003, p.67).

Para Ortiz (2000, p. 71) “[...] o processo de globalização insere todas as identidades numa situação nova. As diferentes identidades não vão acabar, mas elas vão se exprimir dentro deste novo contexto. Em alguns momentos serão expressões complementares, em outras conflitivas.”

Canclini (1995) explica que uma vasta bibliografia sobre políticas culturais tendia a conceber as políticas culturais a partir das identidades nacionais ou identidade que caracteriza os habitantes de um território específico.

Por força dos meios de comunicação, a tendência futura é de políticas culturais democráticas que não defendam dogmaticamente a existência de uma identidade legítima para cada cidade ou nação, mas, a convivência de múltiplas formas de ser, complementa ainda:

[...] Os repertórios folclóricos locais, tanto aqueles ligados às artes cultas quanto às populares não desaparecem, mas, seu peso diminuem em um mercado onde as culturas eletrônicas transnacionais são hegemônicas, quando a vida social urbana se faz cada vez menos nos centros históricos e mais nos centros comerciais modernos da periferia, quando os passeios se deslocam dos parques característicos de toda cidade para os shoppings que imitam uns aos outros em todo o mundo” (CANCLINI, 1995, p. 110).

Ou seja, a cultura local não desaparece, ela se transforma, adquire novos moldes em movimentos de tensão entre global e nacional, nacional e local, local e estrangeiro. “Hibridismo cultural” é o termo empregado por Canclini para que se perceba o que Candau (2002, p. 17) explica com as seguintes palavras: “[...] a globalização, na esfera cultural, não pode ser necessariamente associada à homogeneização”.