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Maliyetlerin Uygunluğu: Destekten Karşılanabilecek Maliyetler

A atividade usar o telefone se associou as variáveis com quem reside e escolaridade. Na maioria das vezes, idosos que residem apenas com os filhos exercem a função de provedor e cuidador do núcleo familiar, necessitando assim, desenvolver habilidades para tal função, como a aproximação com a tecnologia. Os idosos que residem em outros arranjos familiares, como por exemplo com sobrinhos ou cuidador, podem apresentar dificuldade para realização desta atividade, visto a presença de outras pessoas no domicílio para realizar tal função, situação válida também para idosos em arranjo trigeracional. Este achado sugere que a manutenção e estímulo à autonomia do idoso é fundamental para que ele não perca esta capacidade. A tendência dos mais jovens é “fazer pelo idoso” por este ser mais lento e ter dificuldades de compreensão do mundo tecnológico ao qual foi introduzido com muita rapidez, sendo necessária esta adaptação que, por vezes, é extremamente difícil.

As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) podem contribuir para a segregação da população idosa na sociedade atual, visto que esta pode apresentar dificuldades de âmbito cognitivo, motor, e financeiro. Estima-se que não ser capaz de utilizar as NTIC acarretará limitações na capacidade funcional dos idosos (TAVARES; SOUZA, 2012).

Quanto a escolaridade, sabe-se que esta exerce papel fundamental na capacidade de assimilação de novos conhecimentos, inclusive no manuseio de novas tecnologias (SOARES; ISTOE, 2015).

A capacidade de ir a locais distantes de forma independente, sem a necessidade de auxílio ou planejamentos especiais esteve relacionada com a idade e ao IMC, apresentando-se mais comprometida com o avançar da idade, resultado semelhante ao apontado em estudo epidemiológico com 316 idosos residentes na comunidade, em que em ambos os sexos, a prevalência de limitação funcional foi maior nos grupos etários de 70-79 anos e ≥ 80 anos, com as mulheres apresentando maior limitação a partir dos 70 anos e os homens, a partir dos 80 anos (PINHEIRO et al., 2013). A cidade onde o estudo

foi realizado, e de onde provem a maioria dos entrevistados, não está adaptada às limitações do idoso, seja na arquitetura das ruas e calçadas, nos equipamentos sociais e transportes urbanos. Esta limitação relacionada à idade pode ser associada ao processo natural do envelhecimento mas ampliada pelas dificuldades de transitar cotidianamente em meio a tantas limitações do meio.

Entretanto, em estudo com 233 idosos que objetivou identificar a associação entre estado nutricional e dependência funcional dos idosos, em Uberlândia, Minas Gerais, destacou-se que o baixo peso se associou à dependência funcional, em que idosos com baixo peso tinham uma razão de prevalência de dependência de 1,20 vezes àquela dos eutróficos, assim como, a idade também se associou à dependência, com razão de prevalência de 1,19, para os longevos (SOUSA et al., 2014). No presente estudo os idosos com baixo peso e eutróficos apresentaram prevalência similar na realização da atividade sem limitação, pórem entre as respostas não consegue, os idosos com baixo peso foram predominantes.

Apenas a idade esteve associada com a capacidade de fazer compras, que foi realizada com mais dificuldade a medida que a idade aumentou. Esta atividade não envolve apenas o ato de comprar, mas pode estar relacionada a outros fatores, como a necessidade de locomoção para pontos distantes, a habilidade para gerenciar dinheiro e a aptidão para transportar as compras, aspectos que podem comprometer-se com o envelhecimento, discutidos anteriormente.

A ação preparar as próprias refeições revelou associação com a idade, com quem reside, e classificação da pressão arterial, onde a idade avançada, residir em outros arranjos familiares e hipertensão estágio 2, foram fatores presentes na não realização da ação. Tais fatores refletem a realidade do idoso que possui comorbidades e necessita de auxílio em suas AIVD, principalmente as relacionadas as atividades domésticas que requerem maior esforço e capacidade física, aspectos diminuídos com o aumento da idade e a presença de comorbidades (PINTO; NERI, 2013).

Estudo observacional, transversal, com 101 idosos conduzido em Belo Horizonte, Minas Gerais, destacou que baixos níveis de capacidade funcional se associaram com níveis elevados de pressão arterial (GONÇALVES et al., 2014).

Outra atividade doméstica que apresentou associação com idade e com quem reside foi arrumar a casa, com influência, também, da condição de união. Tais fatores refletem aspectos socioculturais no cotidiano do idoso, visto que idosos que residem sozinhos, ou somente na companhia do companheiro ou do(s) filho(s), exercem o papel

de responsáveis pelas atividades domésticas, principalmente quando são do sexo feminino. Este aspecto pode ser visto também na influência da condição de união com esta atividade, visto que entre os idosos que mais a realizaram sem auxílio estavam os viúvos, porém, destaca-se que 70,5% destes eram mulheres.

Estima-se que as mulheres despendam em média 3,9 horas por dia em tarefas domésticas leves, moderadas e vigorosas, atividades que somadas cuidado da família, proporcionam um gasto elevado de energia (TRIBESS; VIRTUOSO JÚNIOR; PETROSKI , 2009).

A associação do peso com a capacidade de realizar pequenos reparos domésticos, aponta para uma possível diminuição da massa muscular no baixo peso, e para a dificuldade em realizar atividades que exerçam esforço físico no idoso com sobrepeso. Neste estudo não foram realizadas avaliações complementares com intuito de detectar a presença da síndrome da fragilidade do idoso com hanseníase, situação em que o idoso apresenta perda de peso sem motivo e diminuição da força de preensão palmar, eventos associados a diminuição da massa muscular no idoso ou de aptidão física (LANA; SCHNEIDER, 2014).

A capacidade em relizar pequenos reparos também esteve relacionada com reação hansênica, evento agudo da hanseníase e, quando não detectado e tratado precocemente, pode levar à incapacidades. De acordo com o tipo de reação esta pode manifestar neurites, agravamento de lesões antigas, edema de mãos, febre e mal-estar geral, ou seja, é um estado em que o paciente se encontra debilitado e, muitas vezes, inapto para realizar atividades com maior esforço físico (ANDRADE; NERY, 2014).

Em pesquisa epidemiológica transversal, envolvendo 120 pacientes em tratamento de surto reacional de hanseníase, constatou-se que a mediana da idade dos pacientes estudados foi de 48 anos, sendo a maioria deles do sexo masculino, casado, de cidades do interior, com primeiro grau incompleto, aposentada ou gozando de licença saúde e com renda familiar de um a dois salários mínimos vigentes. Quanto ao impacto da reação hansênica em sua qualidade de vida, os participantes apontaram que houve maior comprometimento nas atividades profissionais e de lazer (COSTA et al., 2012).

No tópico que envolve a aptidão em gerenciar uso correto dos medicamentos prescritos percebeu-se que idosos em normalidade de pressão arterial e glicemia conseguiam manter o uso correto e consistente da terapêutica sem dificuldades, o que pode refletir em um melhor controle da hipertensão e da diabetes nestes pacientes. A

incapacidade de gerenciar esse cuidado esteve associada a situações em que tais doenças não se encontram controladas, e ainda estavam a meio ao índice baciloscópico positivo.

O índice baciloscópico positivo está presente nas formas clínicas multibacilares da hanseníase, em que o tratamento envolve um número maior de medicamentos, quando comparado a poliqumioterapia de pacientes paucibacilares.

A dificuldade em seguir os tratamentos prescritos envolve a predisposição do paciente e a capacidade cognitiva em entender a terapêutica, fatores que podem compremeter-se ainda mais quando há a presença de comorbidades em que o paciente precisa gerenciar um extenso número de medicamentos.

Idosos acompanhados na APS, não possuem hábitos bem definidos quanto aos cuidados para evitar erros no uso de medicamentos, e dentre as características associadas a este processo estão a renda e a escolaridade (DUARTE et al., 2012).

No Índice de Katz, apenas a atividade continência associou-se com outra variável, sendo esta o GIF, em que a presença de incontinência surgiu com o aumento do GIF, principalmente no GIF dois. Não foram identificadas referências para justificar tal associação, porém em relato de pacientes com casos de bexiga neurogênica secundária, a hanseníase esteve associada a um caso, em que a incontinência urinária estava presente devido à atonia esfíncter, porém com complacência vesical normal (ABOUTAIEB et al., 1996). As informações acima suscitam a realização de pesquisas prospectivas que analisem tal relação.

Benzer Belgeler