2. BU MALİ DESTEK PROGRAMINA İLİŞKİN KURALLAR
2.1. Uygunluk Kriterleri
2.1.4. Maliyetlerin Uygunluğu: Destekten karşılanabilecek maliyetler
O modelo digital de Elevação da Microrregião de Mossoró pode ser visto na Figura 17. A variável representando a elevação foi obtida diretamente do MDE/SRTM. Foi realizado o procedimento FilISinks (ArcGIS) para correção de informações espúrias (picos anômalos e pontos ou áreas com ausência de dados). A microrregião de Mossoró possui uma diferença de elevação de aproximadamente 280 m. Esta diferença pode estar condicionando variáveis meteorológicas como precipitação e temperatura, as quais por sua vez irão se refletir na alteração diferenciada do material de origem, e por consequência, na formação do solo.
Figura 17 - Distribuição espacial da elevação na região de estudo
Fonte: Autoria Própria
Para GALLANT & WILSON (2000), a declividade é um das características topográficas mais importantes no controle de processos pedológicos, pois influencia diretamente na velocidade do fluxo superficial e sub-superficial de água, logo, influencia no teor da água do solo e no potencial dos processos deposicionais. A declividade pode ser definida com a inclinação oriunda da diferença de elevação entre as células, representada no formato digital na resolução de uma grade regular. O plano de informação de declividade foi classificado de acordo com sua correspondência com o tipo de relevo proposto pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e EMBRAPA Solos (2006), conforme especificado na Tabela 6.
Tabela 6 - Correlação entre classes de declive e classes de relevo
Classes de Declive (%) Classes de Relevo
0 – 3 Plano 3 – 8 Suave Ondulado 8 – 20 Ondulado 20 -45 Forte Ondulado 45 – 75 Montanhoso > 75 Escarpado
Na Figura 18 estão representadas as classes de declividade e sua distribuição espacial na Microrregião de Mossoró. Quando comparadas as declividade e áreas ocupadas, pode-se concluir que a maior parte da área tem declividade entre 0 e 20%, mas o intervalo de 0 a 3% prevalece, podendo classificar a área como plana, de acordo com a classe de relevo.
Figura 18 - Declividade da Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
O aspecto ou orientação das vertentes identifica o sentido mais íngreme da declividade de cada célula e de sua vizinhança, ou seja o sentido da inclinação. É medido no sentido horário e em graus de 0 (exatamente norte) a 360. O valor de cada célula em um conjunto indica o sentido da inclinação que a célula se encontra. Para MOORE et al. (1993), a orientação das vertentes tem relação direta com a evapotranspiração, insolação, teor de água no solo e, consequentemente, com os atributos do solo. A Figura 19 exibe uma imagem em formato raster do atributo aspecto para a área de estudo.
Figura 19 - Aspecto da Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
A iluminação representa diferentes exposições da paisagem a energia solar, refletindo em condições ambientais distintas. A iluminação hipotética da superfície foi obtida pela função Hillshade no Arcgis, usando com dados de entrada o azimute, a altitude e o MDE, e gerando como saída um valor adimensional. Seguindo as recomendações de CATEN (2008) foi utilizado azimute de 0° e inclinação solar de 60°. O azimute é a direção angular do sol e a altitude é a inclinação ou ângulo de iluminação acima do horizonte. A distribuição espacial da iluminação da área estudada pode ser vista na Figura 20.
Figura 20 - Iluminação da Microrregião de Mossoró
Para SIRTOLI (2008), o plano e o perfil de curvatura representam as formas do relevo, sendo importantes atributos na distinção de unidades pedológicas. O perfil de curvatura tem importância na aceleração ou desaceleração do fluxo de água em uma encosta, logo, tem influência direta na formação do solo. A classificação das vertentes em relação ao perfil é analisada de acordo com seu valor de curvatura e teoricamente, vertentes retilíneas têm valor de curvatura nulo, vertentes côncavas os têm positivos e convexas têm curvatura negativa (VALERIANO, 2003). Porém, vertentes com valores nulos são muito raras na natureza. A Figura 21 apresenta uma ilustração das três classes de vertentes analisadas em perfil e a Figura 22 ilustra a classificação do perfil de curvatura para a área de estudo.
Figura 21- Tipo de vertentes em relação ao perfil (a) retilínea, (b) convexa e (c) côncava
Fonte: Schimidt, 2004
Figura 22 - Perfil de Curvatura da Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
O plano de curvatura pode ser convergente, divergente ou reto e também tem influência na acumulação da umidade e do fluxo da água superficial e sub-superficial do terreno. A classificação da curvatura planar das vertentes, em ambiente SIG, é analisada
de acordo com o seu histograma de frequência que indica o valor da referida curvatura. Semelhante ao perfil, os valores nulos correspondem à inexistência de curvatura em vertentes planas. Já os valores positivos representam curvatura divergente e os valores negativos correspondem à curvatura convergente. A Figura 23 representa a classificação da curvatura planar para a região de estudo.
Figura 23 - Plano de Curvatura da Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
A rede de drenagem mostra-se eficiente na determinação das classes pedológica. Para este estudo foram extraídos alguns atributos que contribuem para a drenagem da região a fim de observar os efeitos na modelagem espacial de solos para pavimentação.
A direção do fluxo de escoamento considera uma única direção do fluxo para cada pixel do MDE, sendo essa atribuída para um de seus oito vizinhos. A determinação da direção do fluxo é realizada a partir da escolha da direção que proporcione a maior declividade, calculada como sendo a diferença de elevação entre o pixel vizinho e o pixel central, dividida pela distância entre eles, como apresenta a Figura 24, que utiliza um dos métodos mais comumente, o D8 (deterministic eight neighbours ou determinístico oito vizinhos), proposto por JENSON & DOMINGUE (1988). A Figura 25 indica a direção de fluxo para a Microrregião de Mossoró
Figura 24- Determinação da direção do fluxo a partir de seus oito vizinhos
Fonte: Coelho, 2010.
Figura 25 - Direção de fluxo para a Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
A acumulação do fluxo expressa as áreas de drenagem acumulada sobre uma superfície, podendo ser determinada exclusivamente com base nas direções do fluxo. Visualmente, refere-se a um arquivo matricial onde cada pixel tem como atributo o valor do somatório das áreas superficiais de todos os pixels que o escoamento contribui para o pixel em questão, conforme mostra a Figura 26.
Figura 26 - Acumulação do fluxo da Microrregião de Mossoró
Fonte: Autoria própria
Assim como a acumulação do fluxo, a variável comprimento do fluxo (Figura 27) pode ser extraída diretamente por base nas direções do fluxo. O comprimento do fluxo representa os comprimentos acumulados no percurso da drenagem, desde seu pixel de origem até um ponto de estagnação da água onde o fluxo se encerra. Logo, o valor atribuído a cada pixel indica a distância do mesmo ao exutório da bacia, ou outro ponto referencial, ao longo da drenagem.
Figura 27 - Comprimento do fluxo da Microrregião de Mossoró