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Maliyetlerin Uygunluğu: Destekten Karşılanabilecek Maliyetler

2. TEKLİF ÇAĞRISINA İLİŞKİN KURALLAR 8

2.1.3. Maliyetlerin Uygunluğu: Destekten Karşılanabilecek Maliyetler

Como foi dito na seção anterior, a projeção radial da DMU ineficiente sobre a fronteira de produção não garante que o resultado seja eficiente. É necessário ainda que se analise a possibilidade de haver folgas de insumos.

A Figura 8 ilustra o problema. Novamente tomando a DMU 3 como exemplo, as folgas de insumos apresentadas na Tabela 1, denotam a diferença entre as projeções radiais e os pontos de atividade que são eficientes no sentido Pareto-Koopmans, ou seja os pontos que situam-se nos vértices da face no poliedro convexo formada pelos peers da DMU 3.

8

x2 A Target de A Folga no insumo 2 Peer de A B Peer de B Target de B x1 Folga no insumo 1

FIGURA 8 – Projeções Radiais e Folgas

4.5 – Caracterização das Unidades Produtivas

Nesta seção serão utilizadas as informações constantes na Tabela A1 no Apêndice. A Tabela A1 contém as informações sobre o produto e os insumos utilizados além das informações a respeito de outras variáveis de cunho técnico que podem ajudar a traçar o perfil de cada uma das unidades produtivas, bem como evidenciar as principais diferenças entre as unidades plenamente eficientes e aquelas que foram classificadas como ineficientes. Também é informada, a estatística descritiva relevante para a análise a ser desenvolvida.

A Tabela 5 abaixo traz, resumidamente, a caracterização das unidades produtivas com relação aos insumos utilizados e outras variáveis de natureza técnica. Para cada uma das variáveis selecionadas para a caracterização das unidades produtivas, foram calculadas as freqüências absoluta e relativa das unidades produtivas que se situam acima e abaixo da média calculada de cada uma dessas variáveis na amostra. Esta análise foi desenvolvida para a amostra como um todo bem como para os subgrupos de unidades eficientes e ineficientes. O objetivo é delinear o perfil das unidades que são eficientes vis a vis às unidades ineficientes.

TABELA 5: Caracterização das Unidades Prod. Segundo Variáveis Téc. e Escores de Eficiência X1 X2 X3 X4 X5 X6 X7 X8 X9 X10 X11 X12 Freq. na amostra Acima da média 9 10 6 11 4 10 8 8 10 5 10 12 Freq. Absoluta Abaixo da média 11 10 14 9 16 10 12 12 10 15 10 8 Acima da média 0.45 0.50 0.30 0.55 0.20 0.50 0.40 0.40 0.50 0.25 0.50 0.60 Freq. Relativa Abaixo da média 0.55 0.50 0.70 0.45 0.80 0.50 0.60 0.60 0.50 0.75 0.50 0.40

Freq. Var. + Efic. Eficientes Acima da média 7 6 3 5 2 8 5 6 7 4 6 7 Freq. Absoluta Abaixo da média 4 5 8 6 9 3 6 5 4 7 5 4 Acima da média 0.35 0.30 0.15 0.25 0.10 0.40 0.25 0.30 0.35 0.20 0.30 0.35 Freq. Relativa Abaixo da média 0.20 0.25 0.40 0.30 0.45 0.15 0.30 0.25 0.20 0.35 0.25 0.20 Ineficientes

FONTE: Elaboração do auto

Acima da média 2 4 3 6 2 2 3 2 3 1 4 5 Freq. Absoluta Abaixo da média 7 5 6 3 7 7 6 7 6 8 5 4 Acima da média 0.10 0.20 0.15 0.30 0.10 0.10 0.15 0.10 0.15 0.05 0.20 0.25 Freq. Relativa Abaixo da média 0.35 0.25 0.30 0.15 0.35 0.35 0.30 0.35 0.30 0.40 0.25 0.20 Legenda

X1: Experiência X5: Matabicheira X9: Vacinas X2: Divisão de pastagem X6: Mão de Obra X10: Sal mineral

X3: Área X7: Ração X11: Combustível

X4: Distância do município sede X8: Anti-Helmintíco X12: Energia elétrica

As variáveis selecionadas para a caracterização foram: 1) Experiência: que compreende os anos em que o produtor vem se dedicando a atividade em questão; 2) Divisão de pastagem: que corresponde a um expediente técnico em que a área de criação é divida em vários piquetes em que a pastagem é consumida de maneira seqüencial a fim de majorar o aproveitamento da

mesma; 3) Área: é a área total da unidade produtiva dedicada à ovinocaprinocultura; 4) Distância da sede do Município : é a distância em quilômetros entre a unidade produtiva e a sede do município; 5) Matabicheira: é um produto veterinário utilizado no tratamento preventivo e curativo das bicheiras; 6) Mão de obra; 7) Ração; 8) Anti-helmíntico: é um medicamento utilizado no tratamento das infestações por verme; 9) Vacina; 10) Sal mineral: complemento mineral composto de cálcio, fósforo, magnésio, cobre, iodo, etc que tem o objetivo de melhoria a conversão alimentar. 11) Combustível; 12) Energia Elétrica.

As quatro primeiras variáveis correspondem aos aspectos técnicos relevantes, porém indiretamente ligados à produção. Em seqüência os insumos utilizados no processo produtivo são relacionados aos escores de eficiência técnica, possibilitando um reconhecimento mais específico da relevância de cada um desses insumos nos ganhos (ou perdas) de eficiência técnica da unidade analisada.

Experiência

Como foi dito no parágrafo anterior a variável experiência corresponde aos anos em que o produtor, ora analisado, vem se dedicando à ovinocaprinocultura. Referindo-se a Tabela 5 acima, nota-se que nove dos vinte produtores analisados possuem experiência acima da média amostral, que segundo a Tabela A1 no apêndice é de 13,5 anos. Isto corresponde a 45% de todas as unidades analisadas. Também foi constatado que entre os produtores que foram classificados como eficientes (um total de onze) sete apresentaram experiência acima da média amostral correspondendo a 35% de toda a amostra, e entre os ineficientes apenas dois produtores apresentaram experiência acima da média, representando 10% da amostra utilizada. Desta análise pode-se, portanto inferir que experiência é uma variável relevante para os ganhos de eficiência técnica no tipo de atividade sob análise.

Divisão de Pastagem

A divisão de pastagem corresponde a uma técnica de divisão da área de pastagem que objetiva majorar a produtividade da pastagem. A análise da Tabela 5 mostra que dez dos vinte produtores analisados possuem um esquema divisão de pastagem que ultrapassa a média amostral que é de 9 (vide Tabela A1 no apêndice), correspondendo, portanto a 50% de toda a amostra.

Pode ser observado ainda que entre os produtores eficientes seis ficaram acima da média correspondendo a 30% da amostra, e entre os produtores ineficientes apenas quatro situam-se acima da média correspondendo, portanto a 20% da amostra. Tal como experiência, a variável divisão de pastagem também se mostra relevante aos ganhos de eficiência técnica no tipo de atividade analisada.

Área

Em média os produtores analisados utilizam uma área de 214,9 hectares para a ovinocaprinocultura, conforme mostra a Tabela A1 no Apêndice. Em relação à Tabela 5 observa- se que dentre estes produtores seis deles utilizam um área acima da média obtida correspondendo a 30% da amostra.

Entre os produtores eficientes a freqüência absoluta dos que utilizam áreas acima da média corresponde a três produtores e entre os ineficientes também três, com uma participação relativa de 15% cada. Apesar da aparentes ambigüidades do resultado, observou-se também que entre os produtores eficientes oito deles utilizam áreas abaixo da média correspondendo a 40% da amostra, enquanto que dentre os produtores ineficientes esse número cai para seis produtores, com uma participação de 6% no total. Isto indica que área dedicada a produção é um fator que influencia, fracamente, negativamente a eficiência técnica das unidades de produção.

Distância do município.

Como foi dito acima, a distância do município corresponde à distância entre a unidade produtiva e o município sede da região onde se concentra os produtores analisados. Por inspeção da Tabela 5 verifica-se que onze dos produtores analisados estão distantes do município sede por mais do que a média calculada, que segundo a tabela A1 do Apêndice foi de 67,7 quilômetros, este valor corresponde a 55% do total. Entre os produtores eficientes, cinco deles localizam-se acima da média calculada, correspondendo a 25% do total. Por outro lado, dos produtores ineficientes este número sobe para seis produtores, com uma participação de 30% do total. Estes fatos permitem que se possa inferir que a variável distância do município sede impacta negativamente sobre a eficiência técnica das unidades produtivas analisadas.

As discussões acima encerram a análise pretendida quanto as variáveis técnicas que são indiretas a produção. Nos parágrafos seguintes serão analisadas as variáveis que correspondem aos insumos utilizados nas unidades produtivas sob consideração

Matabicheira

O insumo matabicheira corresponde a um tipo de medicamento muito comum nesse tipo de criação. De acordo com os resultados apresentados na Tabela 5 os produtores gastam em média R$ 3,43 com esse medicamento por cada animal. Observa-se ainda que dentre os produtores analisados quatro deles gastam com esse insumo mais do que a média calculada, correspondendo a 20% da amostra.

Entre os produtores eficientes dois deles gastam mais do que a média calculada, e com isso representam 10% do total. Esse resultado se replica entre os produtores ineficientes. Entretanto nove dos produtores eficientes apresentaram um gasto com matabicheira abaixo da média calculada, representando 45% da amostra, enquanto que sete dos produtores ineficientes apresentam também gastos abaixo da média, com uma participação de 35% no total.

Assim embora o número de produtores eficientes e ineficientes com gastos acima da média seja igual, pode-se inferir que o uso intensivo desse insumo pode ajudar a reduzir a eficiência técnica de reposição, das unidades analisadas.

Mão de obra

A variável utilizada para representar mão de obra no presente estudo foi salário pago. Foi constatado que dez dentre os vinte produtores analisados pagam um salário maior do que a média calculada, que foi de R$ 108,65 (Tabela A1 do apêndice), de acordo com a Tabela 5.

Decorre que exatamente metade dos produtores da amostra possui essa característica. Já entre os produtores eficientes oito deles pagam salários acima da média, representando 40% da amostra analisada. Por outro lado entre os produtores ineficientes esse número cai para apenas dois, com uma participação de apenas 10% do total.

Portanto salário parece ser uma variável que contribui para melhorar a eficiência técnica de produção. Este não é um resultado contraditório quando se classifica salário como um incentivo à atividade produtiva.

Ração

A ração é utilizada como complemento alimentar dos animais e medida em gastos por animal. A média calculada para esse variável segundo mostra a Tabela A1 no Apêndice foi de R$ 41,71. Oito dos produtores analisados gastam com ração mais do que a média calculada, representando assim 40% do total, conforme mostra a Tabela 5 acima.

Entre os produtores eficientes cinco deles têm com esse insumo um gasto acima da média e representam, portanto 25% do total. Já entre os produtores ineficientes esse número cai para três, com uma participação de 15% do total. Logo ração também se apresenta como uma variável que possivelmente melhore a eficiência técnica de produção. Esse resultado está obviamente ligado a qualidade do animal com relação a peso, capacidade reprodutiva, resistência à doenças, etc.

Anti-helmíntico

Trata-se de um vermicida de uso freqüente no tipo de criação analisada, cuja importância está no fato de que esse medicamento ajuda a tornar o animal mais resistente a verminoses, colaborando tal como no caso da ração, para ganho de peso e capacidade reprodutiva do animal.

Recorrendo-se a Tabela 3, observa-se que oito dos produtores analisados gastam com esse medicamento mais do que a média calculada que foi de R$ 18,89 por animal (Tabela A1 do apêndice), e representam, portanto 40% do total.

Entre os produtores eficientes seis deles têm com esse insumo um gasto acima da média calculada, representando 30% do total. Entre os produtores ineficientes por outro lado esse número cai para dois produtores que representam apenas 20% do total.

Como era esperado, o anti-helmíntico atua sobre a eficiência técnica, na mesma direção em que atua a ração, como foi analisado no parágrafo anterior, ou seja, aumentando a eficiência técnica.

Vacina

A variável vacina engloba toda sorte de vacinas necessárias a prevenção de doenças inerentes ao tipo de criação analisada. A medida utilizada novamente foi o gasto per capta, cuja média calculada foi de R$ 10,01. Dentre os produtores analisados constatou-se, como mostra a Tabela 5, que metade deles gastam mais do que a média calculada, com o insumo sob questão.

Entretanto sete das unidades produtivas eficientes possuem essa característica, tendo portanto uma participação de 35% do total. Por outro lado apenas três produtores dentre o total de unidades ineficientes, gastam além da média com esse insumo. Logo se pode inferir que vacina também é uma variável que contribui positivamente para a melhoria da eficiência técnica de produção.

Sal mineral

O sal mineral é um composto alimentar formado por cloreto de sódio e outros componentes como vitaminas, cálcio, e outros. O objetivo do uso desse tipo de composto é proteger o animal de doenças.A unidade de conta utilizada para representar o insumo em questão também foi gasto por animal.

A média calculada foi de R$ 23,43, conforme mostrado na tabela A1 do apêndice. Conforme mostra a Tabela 5, cinco dos produtores analisados gastam com esse insumo mais do que a média amostral, e representam, portanto 25% do total.

Entre os produtores eficientes o gasto com esse insumo ficou acima da média para quatro deles, que representam 20% do total. Por outro lado, entre os produtores ineficientes apenas um possuí esse característica, e representa do total 5%. Logo, ainda no bojo dos complementos alimentares e medicamentos que colaboram para ganho de peso e resistência, o sal mineral também atua de forma positiva sobre a eficiência técnica.

Combustível

A variável combustível atua na análise como proxy do estoque de capital dos produtores. De acordo com os resultados apresentados na Tabela 5 metade dos produtores gasta mais com combustível do que a média calculada que foi de R$ 12,60 (vide Tabela A1 no apêndice).

Entre os produtores eficientes seis ficam acima da média nesse item, correspondendo a 30% do total, enquanto que apenas quatro dos produtores ineficientes possuem essas característica, e, portanto representam 20% do total. Estes fatos permitem inferir que combustível, como proxy do estoque de capital, melhora a eficiência técnica de produção.

Energia elétrica

Energia elétrica tal como combustível também é utilizada no estudo como proxy ao estoque de capital dos produtores. A média do gasto com esse insumo foi de R$ 16,47 conforme mostrado na Tabela A1 do apêndice.

Doze dos produtores analisados gastam com esse insumo mais do que a média calculada (Tabela 5), e representam a maioria com 60% do total. Já entre os produtores eficientes sete possuem essas características, e por isso representam 35% do total.

Por outro lado entre os produtores ineficientes apenas cinco gastam acima da média com esse insumo, representando 25% do total. Logo energia elétrica tal como combustível também atua positivamente sobre a eficiência técnica de produção.

Neste trabalho também foi analisada a caracterização dos produtores segundo o grau de instrução. Esta análise é desenvolvida separadamente das demais variáveis acima, por ter uma natureza mais qualitativa.

A Tabela 6 abaixo mostra os resultados obtidos com a análise. Os resultados obtidos mostram que grau de instrução parece ter uma relação fraca, mas positiva sobre eficiência técnica de produção. Com efeito, pode ser observado que produtores com 2º grau são mais freqüentes entre os produtores eficientes (25%) do que entre os produtores ineficientes (15%).

Por outro lado os produtores somente alfabetizados são mais freqüentes entre os produtores ineficientes (25%) do que os produtores eficientes (20%). Portanto, escolaridade parece influenciar positivamente a eficiência técnica, embora não possa fazer conjecturas muito gerais sobre este ponto.

QUADRO 2: Grau de Instrução dos Produtores Freq.na amostra Alfab 9 1º Grau 3 Freq. Absoluta 2º Grau 8 Alfab 45% 1º Grau 15% Freq. Relativa 2º Grau 40%

Freq. Var. + Efic. Eficientes Alfab 4 1º Grau 2 Freq. Absoluta 2º Grau 5 Alfab 20% 1º Grau 10% Freq. Relativa 2º Grau 25% Ineficientes Alfab 5 1º Grau 1 Freq. Absoluta 2º Grau 3 Alfab 25% 1º Grau 5% Freq. Relativa 2º Grau 15%

5 – CONCLUSÕES E SUGESTÕES

O presente trabalho teve como objetivo, estimar e analisar a eficiência técnica dos produtores de ovinos e caprinos do município de Tauá, envolvidos no projeto de melhoramento genético e produtivo. Para tanto utilizou a metodologia de Data Envelopment Analysis (DEA) por sua natureza flexível no que concerne ao tipo de atividade que se pretende analisar.

Os resultados obtidos mostram que toda ineficiência técnica existente entre as unidades analisadas é inteiramente devotada a problemas de escala, pois como mostra a Tabela 1 na seção 4 acima, todas as unidades analisadas possuem eficiência técnica pura igual a unidade, logo todo o resíduo de ineficiência técnica está na escala de produção.

Este fato sugere que, a princípio, todo esforço em prol das melhorias dos níveis de eficiência técnica dos produtores envolvidos no projeto, deve ser devotado a mitigar problemas de escala que, por seu turno, podem ter, essencialmente, duas origens: a) tamanho das unidades produtivas, e b) tamanho do mercado consumidor. Em termos de política para o incentivo à melhoria da eficiência técnica, os resultados sugerem que todos os esforços deveriam concentrar- se não mais no aspecto técnico, mas sim com relação a uma melhor estruturação do mercado consumidor onde atuam os produtores analisados, tanto do lado da oferta (economias de aglomeração), como do lado da demanda (mecanismos de escoamento da produção).

Foram utilizadas algumas variáveis técnicas que, embora tendo relação indireta com a produção, são importantes para delinear o perfil dos produtores que foram classificados como eficientes relativamente aos que foram classificados como ineficientes. Neste mesmo objetivo, os insumos selecionados para o estudo, foram, um a um, relacionados com os escores de eficiência.

Entre as variáveis de relação indireta com a produção, a experiência do produtor, que se refere aos anos em que o produtor vem se dedicando à atividade em análise, foi a que se mostrou mais relevante no que envolve melhoria endógena da eficiência técnica.

Noutro extremo pode ser constatado que a escolaridade do produtor, embora pareça relacionar-se positivamente com os escores de eficiência técnica, demonstrou ser variável muito menos relevante do que a experiência.

Existe, entretanto um sério problema de dados, envolvendo a pesquisa desenvolvida, em que a variável instrução aparece em categorias qualitativas e não em anos de estudo. Talvez por isso a configuração dos resultados tenha sido mais favorável à experiência do que à educação. Por outro lado, é possível também que a própria natureza da atividade analisada exija que o produtor tenha mais experiência do que anos de escolaridade.

Por fim, entre os insumos que foram selecionados para as estimações de eficiência técnica, o único que parece relacionar-se negativamente com os escores de eficiência técnica é o matabicheira, o que é razoável uma vez que o uso excessivo desse tipo medicamento pode ser um indicativo de má qualidade do rebanho.

Com relação aos demais insumos todos possuem relação positiva com a eficiência técnica, mas o salário foi o que mostrou maior grau de impacto sobre os escores estimados. Isto por que, como pode ser visto na Tabela 5, 40% da amostra é composta de produtores eficientes que pagam salários acima da média e apenas 10% é composta de produtores ineficientes que pagam salários acima da média, ou seja, a maioria dos produtores analisados que pagam salários acima da média, está concentrada entre os que são plenamente eficientes.

Entre as inúmeras extensões possíveis deste trabalho podem ser destacadas: (1) Um estudo mais detalhado da estrutura do mercado em que atuam os produtores analisados, como forma de confirmar (ou não) os problemas de escala de produção apontados neste trabalho; (2) Estudos comparativos entre os produtores dentro e fora do projeto de melhoramento genético da mesma região, bem como comparar diferentes projetos que visam o mesmo objetivo.

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