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Maksimum Güç Noktası İzleme Yöntemlerinin İncelenmesi

2.8 Maksimum Güç Noktası İzleme Yöntemleri

2.8.3 Maksimum Güç Noktası İzleme Yöntemlerinin İncelenmesi

sição de mecanismos político -econômicos exógenos e endógenos. Os primeiros, interpretados a partir de uma linha de abordagem que considera o movimento de processos de grande amplitude, fazem que determinados agentes participem de várias escalas de decisão e organização espacial; os segundos materializam -se nas relações manifestadas em escalas menos abrangentes, conectando agentes e ações por laços de proximidade. Em tempos de mundiali- zação, a relação multidimensional entre ambos garante a combina- ção escalar necessária que vai engendrar os arranjos institucionais e econômicos projetados pela intencionalidade capitalista. Segun- do Santos e Silveira (2001, p.22), é “nesse sentido que o território condiciona a localização dos agentes, pois as ações que sobre ele se operam dependem da sua própria constituição”.

Ao tratar do Brasil, devemos, então, reconhecer que o papel dos mecanismos exógenos

[...] na vida econômica do país acaba por orientar uma boa parce- la dos recursos coletivos para a criação de infraestruturas, servi- ços e formas de organização do trabalho voltados para o comércio exterior, uma atividade ritmada pelo imperativo da competitivi- dade e localizada nos pontos mais aptos para desenvolver essas funções (Santos; Silveira, 2001, p.21 -22).

Atualmente, por meio das conquistas tecnológicas e das comuni- cações, as tensões no território nacional dão -se a partir da capacidade de ele responder de maneira afirmativa ou negativa às demandas

externas, implicando maior ou menor convergência de intenções, o que explica também as desigualdades regionais do país. Como as diferentes regiões do Brasil apresentam histórias e heranças dife- rentes, elas não vão acolher igualmente os mecanismos exógenos ligados aos interesses dos mercados produtivos e financeiros.

Isso era verdade no passado, quando a modernização capitalista da economia e da sociedade materializou a industrialização brasilei- ra de forma desigual sobre o território, e é verdade principalmente hoje, com o dinamismo dos fluxos materiais e imateriais se depa- rando com a fricção do espaço, o que leva à seleção dos territórios aptos a receberem mais facilmente as racionalidades da nova acu- mulação comandada pelo imperativo da competitividade.

A adesão não se faz sem uma regulação política, muito menos sem uma regulação regida pelos objetivos do mercado. Assim se dá o contexto das bases materiais geográficas no Brasil, que é de- finida em função das características naturais e sociais herdadas em conjunção com as modificações presentes, resultando em novas desigualdades territoriais. Santos e Silveira (2001) tratam essas de- sigualdades por meio de uma terminologia particular que atualiza a nova lógica centro/periferia no país, classificando zonas de densi- dade e rarefação; de fluidez e viscosidade; de rapidez e de lentidão; e de espaços luminosos e espaços opacos.

Sob o ponto de vista do papel do espaço geográfico e das desi- gualdades territoriais na regulação política e econômica nacional, Santos e Silveira (2001) entendem que, ao longo da história brasi- leira, podem ser citadas três configurações:

1) A primeira, que dura até a Segunda Guerra Mundial, tra- ta de um país “policêntrico” e é anterior à unificação do território e do mercado. Ela é marcada pela fraca capaci- dade da política de controlar as muitas regiões do país, o que implica um arranjo fragmentado da economia, res- ponsável pela construção de um Brasil arquipélago, com relações internas limitadas.

2) A segunda, erigida no pós -guerra, demarca São Paulo e Rio de Janeiro como polos de uma articulação centro/periferia que se torna mais intensa à medida que a ideia de unificar o territó- rio pelos transportes ganha força. O crescimento industrial de São Paulo é marcante e constitui uma peça indispensável no processo de integração nacional. Como as relações dentro da área mais polarizada do Brasil tornam -se intensas, formam- -se as bases para uma disparidade regional que se aprofunda com o fortalecimento do modelo de crescimento econômico desigual e combinado comandado pelo Sudeste.

3) Na terceira configuração, que abrange as últimas décadas, o modelo econômico concede importância a inúmeras ati- vidades além da indústria, sobretudo ao incorporar novas dinâmicas aos serviços, às comunicações, ao comércio e às finanças. Aumenta a complexidade da divisão territorial do trabalho, ao mesmo tempo que o movimento dialético de desconcentração produtiva e a centralização do capital im- plicam maior dinamismo dos fluxos materiais e imateriais no território, resultando em reestruturação urbana e na reorga- nização funcional das regiões e das cidades. A organização da política e da economia sofre transformação e passa a rece- ber mais influência dos mecanismos exógenos, articulando o interesse de alguns agentes nacionais ao dos agentes inter- nacionais por meio da mundialização financeira. São Paulo afirma -se como a maior força econômica do país e Brasília aprofunda a centralidade política, mas as duas cidades rece- bem cada vez mais influências de forças centrífugas. A or- ganização espacial das técnicas e dos objetos também ganha complexidade e novas fronteiras da modernização se abrem em diversas partes do Brasil, com a expansão da agricultura moderna no Nordeste e no Centro -Oeste e o novo alcance regional da industrialização sendo os fatos mais marcantes. Uma característica importante dessa última configuração na qual o Brasil está inserido é a ascendência da instância econômi- ca sobre a política, invertendo os papéis desempenhados por essas duas dimensões nas configurações territoriais precedentes. Essa

afirmação, longe de engrossar o discurso daqueles que defendem uma redução da participação do Estado sobre as decisões que apon- tam os rumos da realidade nacional, confirma o papel subordina- do das instâncias governamentais às intencionalidades dos agentes econômicos internacionais, concretizado por uma política de forte desregulamentação comercial, produtiva e financeira, ao estilo do movimento de acumulação capitalista hegemônico.

Os agentes dessa nova regulação, obviamente, são as empresas, que “dispõem de força suficiente para induzir os Estados a adota- rem comportamentos que respondam aos seus interesses privatis- tas” (Santos; Silveira, 2001, p.256). Essa realidade, característica do movimento de mundialização, constitui um dado das políticas interna e internacional de todos os países, atingindo as organiza- ções de seus territórios ao influenciar a escolha das localizações pro- dutivas, comerciais e financeiras. Como afirmam Santos e Silveira (2001), na configuração anterior,

[...] as localizações eram ditadas pela presença de recursos na- turais, ou infraestruturais, ou sociopolíticos, quando estes apa- reciam como vantagens comparativas, mas em todos os casos as normas estabelecidas pelos Estados [...] acabavam tendo um papel de regulação ao qual as empresas interessadas deviam adaptar -se (Santos; Silveira, 2001, p.255).

Atualmente, numa configuração fortemente marcada pelo im- perativo da competitividade,

[...] confunde -se a lógica do chamado mercado global com a ló- gica individual das empresas candidatas a permanecer ou a se instalar num dado país, o que exige a adoção de um conjunto de medidas que acabam assumindo um papel de condução geral da política econômica e social. O argumento, fundado no chamado “pensamento único”, inclui um receituário de soluções, sem as quais – diz -se – um determinado país se torna incapaz de par- ticipar do processo de globalização. Em nome da inserção desse país na nova modernidade e no mercado global são estabeleci-

das regras que acabam por constituir um conjunto irrecusável de prescrições. Isso equivale, para cada país, a uma abdicação da possibilidade de efetuar uma verdadeira política nacional, tanto econômica quanto social (Santos; Silveira, 2001, p.255).

Santos e Silveira (2001) também assinalam que o mercado glo- bal é apresentado como uma entidade universal que atua quase au- tomaticamente sobre o mundo e, por consequência, sobre o Brasil. Reproduzida reiteradas vezes pelos meios de comunicação como discurso, essa noção se alinha ao imperativo da competitividade, com o objetivo de subordinar os interesses dos países aos ditames da concorrência predatória global. Por exclusão das outras possibi- lidades, oferece -se uma única trajetória a ser seguida.

No entanto, é importante sublinhar que, na prática, o dito “mer- cado global” é apenas uma abstração e “a ação efetiva dá -se por in- termédio de empresas, cada qual trabalhando exclusivamente em função dos seus próprios interesses individuais e buscando adaptar a esses interesses as práticas correntes em cada nação” (Santos; Sil- veira, 2001, p.255).

Como destacam os autores, isso tem como ponto de partida cer- ta ideologia de crescimento, fundada sob os auspícios da moder- nização capitalista nesses tempos em que a acumulação global se faz realidade. “O fundamento intelectual das realizações de ordem prática é, por conseguinte, ideológico”, e é também a partir de tais regras que as empresas buscam se localizar num país onde a aceita- ção dessas intencionalidades é efetivada. De fato, as empresas deci- dirão pela melhor localização em função de seus interesses. Alguns territórios já se apresentam prontos, enquanto outros precisam ser preparados, “[...] acrescentando -se a lugares escolhidos os requisi- tos exigidos para que a operação empresarial seja rentável” (Santos; Silveira, 2001, p.256).

Diante desse contexto, como se organiza o novo espaço indus- trial brasileiro? O crescimento da indústria se prende às estratégias da concorrência global? Qual a influência da esfera financeira na decisão de grupos industriais internacionais e nacionais no país? A

nova configuração de acumulação capitalista também contaminou a indústria nacional com seu objetivo de competitividade e lucrati- vidade a qualquer custo? O Estado, com sua política macroeconô- mica, contribuiu de fato para que as empresas incorporassem estratégias de reestruturação territorial e produtiva? Isso implicou desconcentração espacial na indústria?

As respostas para tais perguntas exigem uma leitura detalhada dos acontecimentos no capitalismo brasileiro das últimas déca- das. Obviamente, essa construção não se faz sem uma recuperação histó rica, que aqui será breve em função dos objetivos do livro. A descrição da démarche industrial brasileira também é necessária para a melhor compreensão da trajetória das relações sociais e pro- dutivas que demarcaram a organização do território.

Iniciada em meados da década de 1930, a industrialização bra- sileira é resultado, entre outros fatores, de um “afrouxamento” dos laços de submissão que atavam a economia nacional aos centros hegemônicos do capitalismo daquele período. Nessa época, o país começou a sofrer grandes mudanças em seu padrão de organização socioeconômica, movidas pela recessão mundial no entreguerras e pelo grau de capitalização gerado por produtos oriundos de ativida- des agrícolas, como o café, que dinamizaram a indústria mediante processos crescentes de aceleração da economia urbana e de substi- tuição da importação. Nascia, assim, o domínio da indústria sobre o ritmo das atividades econômicas brasileiras – uma reestruturação que gradativamente suprimiria o antigo papel desempenhado pelo modelo agrário -exportador. Inicialmente, começou -se a produzir bens de consumo não duráveis destinados às classes populares, fenô meno que incorreu em maior concentração de capital e culmi- nou num aperfeiçoamento da produção, deslocando o eixo produ- tivo para a fabricação de bens de consumo duráveis (Piquet, 2007).

O avanço só foi possível por meio da reestruturação do conjunto da economia urbana, com a multiplicação de serviços parcamente capitalizados nas principais cidades do país e a reprodução da força de trabalho de baixo custo sendo características marcantes do mo- delo de acumulação específico do capitalismo brasileiro. Foi preci-

so, então, reestruturar o tradicional modo de acumulação nacional, para o qual se estabeleceu uma nova correlação de forças políticas e sociais que reformulou o aparelho estatal e regulamentou alguns fatores, alterando as “regras do jogo” ao inclinar a economia pauta- da na ordem agrário -exportadora para uma ordem que garantisse a expansão das atividades ligadas ao mercado interno urbano indus- trial (Oliveira, 2003).

A mais intensa participação do Estado na consolidação do modelo antecipava o papel que as forças públicas desempenhariam no futuro. Como afirma Oliveira (2003, p.40), o Estado “intervém para destruir o modo de acumulação para o qual a economia se ‘inclinava natu- ralmente’, criando e recriando as condições do novo modo de acu- mulação”. Assim, “assiste -se à emergência e à ampliação das funções do Estado, num período que perdura até os anos Kubitschek”. De fato, o Estado investe em infraestrutura, regula o preço do trabalho, impõe o confisco cambial ao café para redistribuir os ganhos entre os grupos das classes capitalistas, investe na produção siderúrgica e petrolífera, rebaixa o custo cambial na forma de subsídio para a im- portação de equipamentos e expande o crédito a taxas de juros reais negativos. Ao final das contas, ele “opera continuamente transfe- rindo recursos e ganhos para a empresa industrial, fazendo dela o centro do sistema” (Oliveira, 2003, p.41).

O período que se afirmou logo após 1930 também foi marcado pela mudança na organização espacial da indústria. Com as trans- formações produtivas e tecnológicas que modernizaram as antigas indústrias domésticas e de beneficiamento, deu -se uma crescente concentração quantitativa das atividades nos estados da região Su- deste. Ao final dos anos 1950, “73% da mão de obra empregada, 84,1% dos capitais aplicados, 84,3% da energia elétrica consumida e 78,8% do valor da produção industrial encontravam -se” nessa re- gião (Moreira, 2004, p.129). Em cerca de quatro décadas, a concen- tração da produção no Sudeste se ampliou e passou de pouco mais de 50% para quase 80%.

Entretanto, o novo processo ainda sofria várias restrições. A base infraestrutural era estreita e não dispunha de adequado depar-

tamento produtor de bens de produção. Além disso, setorialmente, os ramos industriais não se diferenciavam muito no território na- cional, mesmo em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, que concentravam mais objetos técnicos e maior avanço tecnológico. Moreira (2004) defende, a partir desse dado, que o quadro nacio- nal distinguia -se regionalmente mais pela quantidade do que pela qualidade estrutural do sistema, contrapondo estrutura espacial e estrutura setorial na organização do Brasil que se industrializava.

A partir da década de 1950, a indústria brasileira cresceu a rit- mos exponenciais, com a expansão na produção de bens de con- sumo duráveis e um avanço significativo nos bens de produção. Essa década anunciou definitivamente a era da industrialização induzida pelo Estado, uma vez que este assumiu papel atuante ao responsabilizar -se pela montagem de uma infraestrutura condi- zente com a reprodução dos pesados investimentos que começa- ram a chegar do exterior.

Oliveira (2003) informa que o Estado se lançou

[...] num vasto programa de construção e melhoramento da in- fraestrutura de rodovias, produção de energia elétrica, armaze- nagem e silos, portos, ao lado de viabilizar o avanço da fronteira agrícola externa, com obras como Brasília e a rodovia Belém- -Brasília (Oliveira, 2003, p.72).

Isso se deu pelo endividamento externo crescente: grandes em- préstimos geraram déficits que acarretaram fortes pressões sobre a balança de pagamentos. De início, a captação de financiamentos ocorreu numa conjuntura internacional adversa, com pouco mo- vimento de recursos oriundos de países centrais da economia de mercado, o que implicou a captação de empréstimos privados em curto prazo. Somente na década de 1970 esse cenário se modificou, quando a oferta crescente de financiamentos internacionais passou a contribuir na gestação do “milagre brasileiro”.

Seja como for, nos anos 1950, houve a definitiva conversão da indústria e das suas empresas em unidades -chave da economia na- cional. A expansão da capacidade siderúrgica e a implantação de

ramos como o automobilístico, o de mecânica pesada, o de cons- trução naval, o de cimento, o de papel e o de celulose, entre outros, confirmaram a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil, aperfeiçoando a sua estrutura setorial.

Silva (1978) confirma esse dado, ao descrever que é

[...] na década de 50 que se inicia um maior afluxo de capitais estrangeiros no país, sem que desapareça a hegemonia norte- -americana. Nessa década há um grande incremento na produ- ção de bens de consumo e de produção, com o desenvolvimento das indústrias automobilísticas, mecânica, química, alimentícia, extrativa mineral, de eletrodomésticos e outras, sustentadas pelo crescimento da oferta de petróleo e derivados e de eletricidade (Silva, 1978, p.40 -41).

A nova configuração industrial delegou ao Estado o papel de responsabilizar -se não apenas pela infraestrutura, mas também pelos bens de capital e pelos bens intermediários. Enquanto isso, as empresas estrangeiras internacionais garantiam o investimento em bens de consumo duráveis e não duráveis, restando ao capital nacional a tarefa de dinamizar o comércio e os serviços, bem como produzir alguns produtos diretamente voltados para o consumo.

Um ponto controverso sobre esse período de grande expansão industrial diz respeito ao papel do capital estrangeiro como agente definidor da estratégia de aceleração da industrialização brasilei- ra. Apesar da tese que defende a expansão do capitalismo nacional como um produto da expansão do capitalismo em escala interna- cional, Oliveira (2003) advoga que a industrialização e o desenvol- vimento do capitalismo no Brasil resultaram muito mais do tipo e do estilo de luta de classes internamente configurada. Após uma maior autonomia do capitalismo brasileiro em relação ao controle externo do modelo agrário exportador, a industrialização poderia ter resultado num empreendimento pouco profícuo, como ocor- rera em outros países latino -americanos. Entretanto, não foi isso o que aconteceu. A iniciativa capitalista brasileira logrou sucesso, notadamente porque, do ponto de vista das “relações fundamentais

entre os atores básicos do processo, existiam condições estruturais, intrínsecas, que poderiam alimentar tanto a acumulação como a formação do mercado interno” (Oliveira, 2003, p.75).

É preciso enfatizar, no entanto, que não existiria um capitalis- mo brasileiro se não fossem garantidas as bases de expansão de um capitalismo mundial. Nesse aspecto, a contribuição externa para a modernização da economia e da sociedade se deu a partir de enor- mes transferências de tecnologia para a indústria nacional. É ver- dade que, muitas vezes, o poder público comprou know -how do exterior para repassá -lo às empresas nacionais. Mas, da forma como foi constituído o modelo, não coube ao Estado investir em criação de tecnologia: esse papel ficou reservado ao capital internacional, que agiu eficazmente nos chamados ramos mais dinâmicos da eco- nomia, controladores das linhas mais tradicionais. Isso gerou in- corporação de tecnologia renovada e fez que a produtividade desse enorme salto, potencializando o crescimento industrial já iniciado.

Assim, a partir dos dados fornecidos por Davidovich35 (apud

Moreira, 2004), percebe -se quanto a indústria avançou no período, praticamente triplicando o crescimento do valor da produção entre as décadas de 1940 e 1960. Setorialmente, cresceram mais de dez vezes os ramos de material elétrico e borracha, mais de oito vezes a indústria mecânica, mais de sete vezes os materiais para transporte e comunicação e entre quatro e seis vezes os gêneros de papel, me- talurgia e química.

A distribuição territorial das formas e das ações da indústria as- sumiu concentração nunca antes vista sobre o território. Nesse ín- terim, destacou -se a região Sudeste e, em especial, São Paulo, que, com sua grande capacidade produtiva, assumiu proeminência não só quantitativa, mas também qualitativa, diversificando a estrutura da sua indústria. As maiores empresas industriais dos ramos auto- mobilístico, de autopeças, de metal mecânico e de equipamentos, entre outros, concentraram -se na região metropolitana de São Pau- lo, o que ampliou também suas relações comerciais com o restante

35 DAVIDOVICH, F. Indústria. In: Nova paisagem do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1974.

do país, confirmando o processo de integração econômica do terri- tório nacional (Cano, 2008).

Outra vez, os números oferecidos por Davidovich (apud Morei- ra, 2004) são contundentes:

A industrialização na década de 50, caracterizando -se pela ên- fase adquirida pelos bens de produção, veio a conferir uma hie- rarquia às diversas regiões do país, segundo a maior ou menor presença dessas indústrias. Em 1960, o Sudeste concentrava 90% das pessoas ocupadas no setor de equipamentos pesados e 80% das empregadas nas indústrias de equipamentos leves. Em outros termos, nesta grande região se encontravam 95% dos operários da indústria de material elétrico e de material de comunicações, igual proporção na de construção e montagem de transporte, 88% da indústria mecânica, 85% da metalúrgica e 82% da química e farmacêutica (Davidovich apud Moreira, 2004, p.131).

Obviamente, essa expansão no Sudeste implicou a diminuição dos ritmos de crescimento em outras regiões do país, em especial dos estados do Sul e do Nordeste. Por exemplo, no período de 1947 a 1968, no que tange à renda regional em relação à renda interna

Benzer Belgeler