2. GENEL BİLGİLER
2.2. Depresyon
2.2.3. Majör Depresyon
Por sua vez, o G2C – Government to Citizen, representa as transações envolvendo o governo e os cidadãos, tendo o pagamento de impostos, como exemplo. Conforme Barbosa, Faria e Pinto (2004), o objetivo do G2C é facilitar a comunicação do cidadão com o governo, de forma ampla e completa, provendo informações e serviços que atendam às necessidades do contribuinte, controlador das ações governamentais, beneficiário e usuário dos serviços públicos ao longo de seu ciclo de vida. Dias (2005) complementa com a seguinte afirmação: tais iniciativas, percebidas por alguns como o objetivo principal do governo eletrônico, tentam fazer com que transações, como pagamentos de taxas, solicitação de declarações, licenças, certificados e benefícios via Internet, sejam mais fáceis e rápidas, para o cidadão, do que o seriam se fossem utilizados os canais tradicionais de prestação de serviços públicos (atendimento pessoal na agência do governo, solicitação por telefone, fax ou carta). Um exemplo é o portal www.servicos.gov.br, que permite acesso a uma variedade de serviços governamentais aos cidadãos brasileiros. Contudo, independente da tecnologia utilizada, há anos os governos vêm se estruturando no modelo burocrático weberiano, baseado na eficiência e meritocracia.
Na visão de Albuquerque Filho (2012), significa dizer que notoriamente a gestão pública busca ofertar melhores serviços à população, característica inerente à moderna administração pública. Para Chahin et al. (2004) essa é a nova interface entre o cidadão e seus governos. Knight, Fernandes e Cunha (2007) também pactuam com esse pensamento, ao citarem que o governo eletrônico assimila o potencial das TICs na transformação da administração pública, com substancial melhoria da sua organização, dos seus serviços e do relacionamento com a sociedade. O Departamento de Governo Eletrônico (DGE), vinculado à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) apresentou em maio de 2008, o documento intitulado Padrões Brasil e-Gov: recomendações para codificação de páginas, sítios e portais, com o objetivo de detalhar as recomendações de boas práticas em codificação, que orientem as equipes no desenvolvimento de sítios, portais e serviços de governo eletrônico com o propósito de torná- los identificáveis, portáveis, relevantes, acessíveis e efetivos à população. (BRASIL, 2008). Atualmente, o DGE já disponibilizou a Cartilha de Codificação de websites, o Guia de Administração de websites, a Cartilha de Usabilidade, a Cartilha de Redação web e encontra- se em desenvolvimento a Cartilha de Desenho e Arquitetura de conteúdo, como um conjunto de Padrões Web em Governo Eletrônico (e-PWG), com a finalidade de promover recomendações de boas práticas agrupadas em formato de cartilha para o aprimoramento da comunicação e o fornecimento de informações e serviços prestados por meios eletrônicos pelos órgãos do Governo Federal à sociedade. Todavia, um projeto de e-gov não se limita a um portal de governo. Cunha e Scalet (2004) enfatizam que o portal é uma parte visível, porém ínfimo se comparado ao que se espera do governo eletrônico. Costa (2004) defende que qualquer fila, existente em órgão público, é uma potencial candidata para uma ação de e- gov.
Nessa perspectiva, Simão e Rodrigues (2005), enfatizam a necessidade do planejamento e da implantação do website governamental em considerar o interesse e as necessidades do cidadão, com o objetivo de proporcionar mudança na relação governo- cidadão (G2C). Para atender esse conceito, a página da Internet deve concentrar uma grande quantidade de serviços e informações, de tal maneira que não seja necessário o deslocamento do cidadão a outro endereço para usufruir determinado serviço público. Um recurso desejável é a possibilidade de disponibilizar o conteúdo de acordo com o perfil do usuário e em uma hierarquia ou categorização dos serviços e das informações oferecidas. (SIMÃO E RODRIGUES, 2005). Segundo Almeida (2002), o usuário não está interessado em conhecer
quem presta o serviço, mas sim identificar o problema e proceder à solução. Baseado neste entendimento, as melhores práticas de e-government, passaram a adotar o conceito de eventos da vida na organização das informações em seus websites. É nesse contexto mais restrito das relações governo e cidadãos que talvez seja mais razoável afirmar, conforme cita Diniz (2009), que o governo eletrônico não cumpriu o seu papel plenamente, ao não conseguir se tornar efetivamente um canal adicional expressivo de comunicação entre a administração pública e seus usuários. Segundo Patrícia Pessi, que geriu o Departamento de Governo Eletrônico da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento do Governo Federal, a ideia de ter serviços públicos eletrônicos alinhados às necessidades de governo reflete governos que garantem o direito da sociedade de participar nas decisões e na gestão pública. No entanto, segundo a supracitada autora (2007) uma breve análise evidencia que as prioridades governamentais sobre quais processos transformar em trâmites eletrônicos refletem uma perspectiva interna definida em função de questões administrativas ou da necessidade de melhorar a arrecadação. Os portais governamentais têm refletido esse interesse oferecendo, prioritariamente, serviços relacionados a pagamentos de impostos como o imposto de renda (nacional), o IPVA (estadual) e o IPTU (municipal).
Nesse tipo de relacionamento, Diniz (2009) chama a atenção para o advento da web 2.0, com a utilização cada vez maior das redes sociais digitais, que se caracteriza por ser uma web de colaboração na qual o usuário participa da elaboração e compartilhamento do conteúdo, como uma forte possibilidade de participação pública. Particularmente, a campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, chamou a atenção do mundo para o potencial mobilizador e participativo dessas novas ferramentas. Destaca-se, também a proposta do Orçamento Participativo (OP) Digital de Belo Horizonte, que pode ser considerada uma política de governo voltada para a participação popular por intermédio da utilização das TICs, para eleger as obras estruturantes da capital mineira.