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E. İçtüzük Niteliğindeki Kararın Anayasaya Aykırı Olması

VII. MAHKEMENİN DENETLENMESİ İSTENEN KARARIN

O primeiro grupo de ensaio foi realizado no Laboratório de Engenharia Bioquímica (LEB) do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

3.1.1 Bactérias e fungos utilizados no ensaio

As estirpes utilizadas no presente estudo foram obtidas de diferentes coleções e estão listadas na Tabela 1.

39 Tabela 1: Gêneros dos microrganismos empregados no Grupo de ensaio I com seus respectivos meios de culturas e procedências.

Gêneros das bactérias e fungos Código de acesso Procedência

Paenibacillus polymyxa TSB (Caldo triptona de soja) (Silva et al., 2007)

421

Laboratório de Fisiologia Bacteriana- Instituto Oswaldo Cruz/ FIOCRUZ. Dr. Leon Rabinovitch. Acidithiobacillus thiooxidans TK (Tuovinen e Kelly, 1973) --- Laboratório de Microbiologia (UFRPE).

Dr. Newton Pereira Stamford.

Ralstonia solanacearum (Kelman, 1954) 381 EMBRAPA Hortaliças (CNPH). Dr. Carlos Lopes. Cromobacterium violaceum (Luria-Bertani) (Sambrook e Russel, 2001) --- Laboratório de Biologia Molecular e Genômica (UFRN).

Dra. Silva Regina Batistuzzo.

Penicillium fellutanum

Extrato de malte + peptona + glicose (Silva e Prata, 2005)

4229

Coleção de cultura de fungos do Instituto Oswaldo Cruz/ FIOCRUZ.

Dra. Maria Inez de M. Sarquis.

Trichoderma humatum Extrato de malte (Rifai, 1969)

3861

Coleção de cultura de fungos do Instituto Oswaldo Cruz/ FIOCRUZ.

40 3.1.2 Cultivo dos microrganismos

A estirpe do gênero P. polymyxa foi cultivada em meio TSA (Ágar triptona de soja), a temperatura de 32 ºC, pH 7.0, por um período de 3 a 4 dias e, posteriormente, cultivada em meio TSB (Caldo triptona de soja) em incubador rotativo a 150 rpm por 48h, segundo Silva et al. (2007). A bactéria A. thiooxidans foi cultivada em meio líquido T&K (Tuovinen e Kelly, 1973) a uma temperatura de 30 °C, pH 4.5, por um período de 15-20 dias em incubador rotativo a 170 rpm e, posteriormente, mantidas em geladeira por um período máximo de 60 dias. Em relação à bactéria R. solanacearum empregou-se a metodologia descrita por Kelman (1954) na qual foi cultivada a uma temperatura de 33 °C, pH 7.0, por um período de 3 dias e, logo após, incubada em incubador rotativo a 150 rpm sob a mesma temperatura. Enquanto a estirpe de C. violaceum foi cultivada em meio Luria-Bertani (LB) em incubador rotativo a 170 rpm por um período de 48 horas, a uma temperatura de 30 ºC e pH 7.0 (Sambrook e Russel, 2001). O fungo P. fellutanum foi cultivado em meio com extrato de malte (2% extrato de malte, 0,1% peptona, 2% glicose) de acordo com Silva e Prata (2005) e, o fungo T. humatum cultivado em meio com 2% extrato de malte, segundo Rifai (1969). Ambos os fungos foram incubados em incubador rotativo a 150 rpm, a uma temperatura de 30 ºC e pH 5.0, por um período de 3 a 5 dias. Todos os microrganismos foram multiplicados até chegaram à fase estacionária.

A Composição dos meios de culturas dos microrganismos utilizados no trabalho de Tese encontram-se no Apêndice 1.

3.1.3 Substrato utilizado

O substrato utilizado foi à rocha com potássio da Região de Santa Luzia no estado da Paraíba, que possui 17,7% de potássio (K2O) total, com granulometria em

torno de 0,002 e 0,05 mm (Cola e Simão, 2012), e a rocha com fósforo do estado do Paraná, com 12% de (P2O2) total e granulometria variando de 0,002 a 0,2 mm (Bioland,

2012). As análises químicas das rochas puras foram realizadas na EMPARN, conforme a metodologia da EMBRAPA (1999).

41 3.1.4 Seleção dos microrganismos

Para testar a eficiência dos microrganismos na solubilização das rochas fosfatada e potássica, os tratamentos foram representados por inoculações isoladas (com apenas um microrganismo) e co-inoculações (com dois microrganismos) com todas as combinações possíveis dois a dois, conforme Quadros 1 e 2, respectivamente.

Quadro 1: Tratamentos (T) inoculados com um microrganismo Tratamentos inoculados

T1: Paenibacillus polymyxa T4: Cromobacterium violaceum

T2: Acidithiobacillus thiooxidans T5: Penicillium fellutanum

42 Quadro 2: Tratamentos (T) co-inoculados com dois microrganismos

Tratamentos co-inoculados T1: Paenibacillus polymyxa + Acidithiobacillus thiooxidans T6: Acidithiobacillus thiooxidans + Cromobacterium violaceum T11: Ralstonia solanacearum + Penicillium fellutanum T2: Paenibacillus polymyxa + Ralstonia solanacearum T7: Acidithiobacillus thiooxidans + Ralstonia solanacearum T12: Ralstonia solanacearum + Trichoderma humatum T3: Paenibacillus polymyxa + Cromobacterium violaceum T8: Acidithiobacillus thiooxidans + Penicillium fellutanum T13: Cromobacterium violaceum + Penicillium fellutanum T4: Paenibacillus polymyxa + Penicillium fellutanum T9: Acidithiobacillus thiooxidans + Trichoderma humatum T14: Cromobacterium violaceum + Trichoderma humatum T5: Paenibacillus polymyxa + Trichoderma humatum T10: Ralstonia solanacearum + Cromobacterium violaceum T15: Penicillium fellutanum + Trichoderma humatum

Em placas de Petri, o pó de rocha foi misturado com enxofre elementar (Sº) na proporção de 10%, colocando-se 12,0g de S para 120,0g da rocha (Stamford et al., 2008). Todos os microrganismos foram multiplicados em seus respectivos meios de culturas até chegarem à fase estacionária. Posteriormente, foram realizadas as inoculações colocando-se 6,0 mL de inóculo, por microrganismo, em cada placa com

43 sua respectiva rocha moída. As placas de Petri foram mantidas com teor de água de aproximadamente 80% da capacidade de campo. O bioensaio foi realizado em triplicata com duração de 72 dias e, em intervalos de 12 dias, amostras eram retiradas com o objetivo de observar o comportamento da biossolubilização de K e P. Logo após as coletas, as amostras foram mantidas em estufa a uma temperatura de 70 °C por 3-4 dias, para posterior análise.

A Figura 1 mostra uma visão geral do bioensaio em placas de Petri contendo rochas potássica e fosfatada e, a Figura 2 apresenta as placas de Petri com seus respectivos tratamentos inoculado e co-inoculado.

(a) (b)

Figura 1: Visão geral do bioensaio com Placas de Petri contendo rocha potássica (a) e rocha fosfatada (b), inoculadas e co-inoculadas.

(a) (b)

Figura 2: Tratamento representado por inoculação com a bactéria do gênero R. solanacearum (a) e, o tratamento representado por co-inoculação com as bactérias dos gêneros A. thiooxidans + C. violaceum (b).

44 3.1.5 Análise química das rochas

Para determinação do P e K disponíveis nas rochas fosfatadas e potássicas, respectivamente, após incubação de 72 dias, foram realizadas as seguintes análises químicas no Laboratório de Engenharia Bioquímica (LEB) – UFRN, utilizando a metodologia da EMBRAPA (1999). O procedimento e a curva utilizada para determinação de fósforo e potássio disponíveis encontram-se no Apêndice 2.

-Fósforo disponível – para determinação do fósforo disponível utilizou-se a solução extratora Mehlich I (HCl 0,05 M + H2SO4 0,0125 M) onde foi determinado por

colorimetria utilizando o ácido ascórbico como redutor em comprimento de onda de 660 nm. A análise de densidade óptica foi realizada em espectrofotômetro, modelo Gênesys 10-UV.

- Potássio disponível - na determinação do potássio disponível, este foi extraído com solução extratora Mehlich I (HCl 0,05 M + H2SO4 0,0125 M) e determinado por

espectrometria de absorção atômica, modelo AA240 Varian em comprimento de onda de 766,491 nm.

3.1.6 Análise estatística

Os resultados foram analisados estatisticamente através de análise de variância (ANOVA) seguindo o modelo de delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC) com parcelas subdividas no tempo, e a comparação das médias foi feito pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade como procedimentos pós ANOVA, utilizando-se 21 tratamentos com três repetições, utilizando o software SISVAR 5.3 (Ferreira, 2010).

45 3.2 Grupo de Ensaio II: Influência de Biofertilizantes de Rochas e da Bactéria Paenibacillus polymyxa no Desenvolvimento de Feijão Caupi (Vigna unguiculata L. Walp.).

O segundo grupo de ensaio foi conduzido em casa de vegetação da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte - EMPARN (Estação Experimental Dr. Rommel Mesquita de Faria).

3.2.1 Produção dos biofertilizantes fosfatado e potássico

Os biofertilizantes produzidos em laboratório para serem utilizados no grupo de ensaio II foram confeccionados, a partir dos melhores resultados da solubilização das rochas com fósforo e potássio pelos microrganismos estudados no grupo de ensaio I. Os melhores desempenhos na biossolubilização das rochas potássica e fosfatada foram para as co-inoculações com o P. polymyxa+R. solanacearum e P. polymyxa+C. violaceum, respectivamente.

Os biofertilizantes foram produzidos, individualmente, em bandejas de dois quilos, onde o pó de rocha foi misturado com enxofre elementar (Sº) na proporção de 10%, colocando-se 200,0g do Sº para 2000,0g da rocha (Stamford et al., 2008). Os inóculos das bactérias P. polymyxa, R. solanacearum e C. violaceum foram produzidos conforme descrito no grupo de ensaio I. Posteriormente, foi realizada a inoculação colocando-se 100,0mL de inóculo, por microrganismo, em cada bandeja com sua respectiva rocha moída. As bandejas foram mantidas com teor de água de aproximadamente 80% da capacidade de campo. A produção do biofertilizante teve a duração de 36 dias de incubação. Logo após, os biofertilizantes produzidos foram mantidos em estufa a uma temperatura de 70 °C até completa secagem do material.

3.2.2 Característica do local de realização do bioensaio

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) está localizada no município de Parnamirim/RN, a 15 km da estrada Natal/Jiqui,

46 coordenadas geográficas 5°55’45” S e 35°11’21” W e área total de 520 ha. O clima local é tropical chuvoso, com temperatura média anual de 26,4ºC e precipitação média anual em torno de 1500 a 1600 mm, com estação chuvosa no período entre os meses de abril e setembro (Barbosa apud Lima et al., 2010).A Empresa está dividida entre a área de Mata Atlântica e as áreas de plantios.

3.2.3 Substrato utilizado

O substrato utilizado foi um Argissolo Amarelo Distrófico típico textura arenosa/média, de acordo com os critérios de classificação de solo da EMBRAPA (1999). O Argissolo é originário da Estação Experimental daEMPARN e apresentou-se numa faixa inicial de pH 5.8.

3.2.4 Calagem do solo

A calagem foi realizada com adição de calcário dolomítico, e calculada em função da análise química do solo com o objetivo de elevar o pH para 6.5, bem como elevar as concentrações dos elementos cálcio (Ca) e magnésio (Mg) no solo (IPA, 2008).

3.2.5 Características da cultivar

Como planta teste foi utilizada a cultivar de sementes de feijão caupi (Vigna unguiculata L. Walp.), BRS Potiguar, do Rio Grande do Norte, com alto potencial de produção e valor comercial dos grãos para cultivo em sequeiro e irrigado nas microrregiões de Mossoró, Chapada do Apodi, Médio Oeste, Pau dos Ferros e Vale do Açu. O peso médio de 100 sementes quando secas foi de 23,20 g. A produtividade esperada no sistema sequeiro é de 700 kg/ha e 1800 kg/ha em cultivo irrigado (EMPARN, 2012). Possui hábito de crescimento indeterminado com porte semi- enramador e tipo da folha semi-globosa. Apresenta flor violeta, vagem seca palha, hilo branco, forma da semente oval, tegumento esverdeado, comprimento médio da vagem de 23 cm, número de grãos por vagem de 13-15, com inserção da vagem ao nível da

47 folhagem. Seu ciclo médio da semeadura ao início da floração é de 56 dias e com ciclo total da semeadura à maturação de 60-70 dias (Torres et al., 2008).

3.2.6 Bactérias utilizadas no bioensaio

A bactéria B. japonicum foi utilizada com função de fertilizante nitrogenado para a cultura do feijão caupi. Enquanto a bactéria do gênero P. polymyxa foi empregada nesse ensaio para observar seu desempenho na absorção dos macro e micronutrientes para o caupi. As estirpes de Bradyrhizobium e Paenibacillus com suas respectivas procedências encontram-se na Tabela 2.

Tabela 2. Gêneros dos microrganismos empregados no Grupo de ensaio II com seus respectivos meios de culturas e procedências.

Gêneros das bactérias Código de acesso Procedência Bradyrhizobium japonicum

YMA (Agar, manitol e extrato de levedura), Vincent (1970).

BR 3267 / SEMIA 6462

Dra. Rosa Maria Pitar

Coleção de Culturas de Bactérias Diazotróficas (CCBD). EMBRAPA Agrobiologia- Rodovia BR 465, Km 7, Seropédica, R.J. Brasil. Paenibacillus polymyxa TSB (Caldo triptona de soja), (Silva et al., 2007). 421 Dr. Leon Rabinovitch

Coleção de Culturas do Gênero Bacillus e Gêneros Correlatos (CCGB). Laboratório de Fisiologia Bacteriana. Instituto Oswaldo Cruz

(FIOCRUZ). Av. Brasil, 4365, Maguinhos. Rio de Janeiro, R.J. Brasil.

48 3.2.7 Cultivo dos microrganismos

Em relação à bactéria B. japonicum, esta foi cultivada em meio YMA (Agar, manitol e extrato de levedura) com vermelho congo como indicador, a temperatura de 28 ºC, pH 6.8 por um período de 3 a 4 dias e, posteriormente, cultivada em meio YM (manitol e extrato de levedura) pelo mesmo período e temperatura, em incubador rotativo a 150 rpm, segundo Vincent (1970). A estirpe do gênero P. polymyxa foi cultivada utilizando o meio TSA (Caldo triptona de soja e ágar) a temperatura de 32 ºC, pH 7.0, por um período de 3 a 4 dias e, logo após, cultivada em meio TSB (Caldo triptona de soja) em incubador rotativo a 150 rpm por 48h, segundo Silva et al. (2007). Todos os microrganismos, em seus respectivos tempos de cultivo, chegaram à fase estacionária.

3.2.8 Tratamentos utilizados

O ensaio foi realizado utilizando-se 7 tratamentos de adubações (Tabela 3), onde estes estavam na presença de 2 tratamentos de inoculações, ou seja, na presença da bactéria P. polymyxa, ou em sua ausência, Tabela 4.

49 Tabela 3: Tratamentos com adubações e suas respectivas doses.

Tratamentos de adubações Doses

FPK100 Fertilizantes superfosfato simples (SS) +

cloreto de potássio (KCl), com dose correspondente a 100% da quantidade recomendada para o feijão caupi, de acordo com a análise química do solo. Ou seja, 22,2 g de SS + 5,2 g de KCl.

RPK100 Rocha fosfatada (RP) + rocha potássica (RK),

com dose correspondente a 100% da quantidade recomendada para superfosfato simples e cloreto de potássio, respectivamente. Ou seja, 22,2 g de RP + 5,2 g de RK.

BPK200 Biofertilizante fosfatado (BP) + biofertilizante

potássico (BK), com dose correspondente a 200% das quantidades recomendadas para superfosfato simples e cloreto de potássio, respectivamente. Ou seja, 44,4 g de BP + 10,4 g de BK.

BPK100 Biofertilizante fosfatado (BP) + biofertilizante

potássico (BK), com dose correspondente a 100 % das quantidades recomendadas para superfosfato simples e cloreto de potássio, respectivamente. Ou seja, 22,2 g de BP + 5,2 g de BK.

BPK70 Biofertilizante fosfatado (BP) + biofertilizante

potássico (BK), com dose correspondente a 70% das quantidades recomendadas para superfosfato simples e cloreto de potássio, respectivamente. Ou seja, 15,6 g de BP + 3,6 g de BK.

BPK40 Biofertilizante fosfatado (BP) + biofertilizante

potássico (BK), com dose correspondente a 40% das quantidades recomendadas para superfosfato simples e cloreto de potássio, respectivamente. Ou seja, 8,9 g de BP + 2,1 g de BK.

T=0 Testemunha absoluta sem aplicação dos

adubos químicos, biofertilizantes e rochas moídas.

50 Tabela 4: Tratamentos de inoculação com a bactéria do gênero P. polymyxa e suas respectivas doses.

Tratamentos de inoculação Dose

Com P. polymyxa 1,0 mL de inóculo por semente

Sem P. polymyxa Ausência do inóculo

3.2.9 Plantio e inoculação

Foi utilizado 10,0 kg do Argissolo vaso-1 e adicionado suas respectivas quantidades de adubações, conforme descrito anteriormente (Tabela 3). Em seguida, foram colocados seis sementes vaso-1 da cultivar do feijão caupi, previamente desinfestadas com álcool a 70% por 1,5 minuto e hipoclorito de sódio a 1,0% por 2,5 minutos. Logo após, lavadas sucessivamente em água destilada por sete vezes.

A inoculação foi efetuada nas sementes a uma profundidade de 3,5 cm, colocando-se 2,0 mL da cultura líquida de Bradyrhizobium, por semente e 1,0 mL da cultura de Paenibacillus, por semente, Figura 3. Todos os microrganismos, nos seus respectivos tempos de cultivos, chegaram à fase estacionária. Após oito dias de plantio foi efetuado o desbaste, deixando duas plantas por vaso, Figura 4.

Figura 3: Inoculação efetuada nas sementes com a bactéria do gênero Bradyrhizobium japonicum.

Figura 4: Visão geral do bioensaio após desbastes.

51 3.2.10 Colheita e análise química do tecido vegetal

As análises químicas foram realizadas no Laboratório de Análise de Vegetal da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias, da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ)-UFRN e no Laboratório de Fertilidade do Solo da EMPARN, seguindo a metodologia descrita pela EMBRAPA (1999).

O experimento foi realizado com duas plantas de feijão caupi por vaso e a colheita foi realizada em 2 etapas. Na primeira coleta, aos 45 dias após plantio, foi colhida uma planta por vaso. Após a colheita, as plantas foram lavadas e mantidas em estufa, modelo SPLABOR, à temperatura de 65 °C, por três dias, até atingirem massa constante. Após as determinações da massa seca da parte aérea (MSPA), as amostras foram moídas em moinho, modelo Willey, para posterior análise química do tecido vegetal, como descrito a seguir:

- Nitrogênio - foi determinado através do método semi-micro Kjeldahl, em extrato de digestão com H2SO4 98%, seguida por destilação com NaOH e titulação com HCl

0,01M.

- Fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco, ferro e manganês - foram extraídos por digestão nítrico-perclórica (HNO3 65% + HClO4 72%) na proporção 3:1 v/v. O fósforo

foi determinado em espectrofotômetro UV-VIS, modelo Biospectro; o K foi determinado por fotometria de chama, modelo Micronal B462 e, os elementos Ca, Mg, Zn, Fe e Mn por espectrometria de absorção atômica, modelo AA240 Varian em comprimento de onda de 422,7 nm para cálcio, 285,2 nm para magnésio, 213,9 nm para zinco, 248,3 nm para ferro, 279,5 nm para manganês.

3.2.11 Variáveis de crescimento da planta

A segunda coleta foi realizada aos 75 dias após o plantio e foi colhida a última planta por vaso para determinação das variáveis de crescimento: altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas e produtividade dos grãos. A altura da planta foi determinada com régua graduada em mm, desde o colo até a última folha, o diâmetro do caule foi medido a 5,0 cm do colo da planta usando paquímetro digital.

52 3.2.12 Análises químicas do solo

As análises químicas foram realizadas no Laboratório de Fertilidade do Solo da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias, da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) - UFRN e da EMPARN.

Na segunda coleta, para verificar a influência das fertilizações nas propriedades químicas do solo, amostras do solo foram coletadas das parcelas (vasos) e realizadas as seguintes análises, segundo a metodologia descrita pela EMBRAPA (1999).

- pH em H2O - determinado em suspensão solo-água (1:2,5) e analisado em

potenciômetro, marca Hanna pH 21.

 Fósforo disponível – utilizou-se a solução extratora Mehlich I (HCl 0,05 M + H2SO4

0,0125 M) e foi determinado em comprimento de onde 660 nm, utilizando o ácido ascórbico como redutor. A análise de densidade óptica foi realizada em espectrofotômetro UV-VIS, modelo Biospectro.

- Potássio e sódio disponíveis - extraído com solução extratora Mehlich I (HCl 0,05 M + H2SO4 0,0125 M) e determinados por fotômetro de chama, modelo Micronal B462.

- Magnésio, cálcio e alumínio trocáveis - foram extraídos com solução KCl 1,0 M. O cálcio e magnésio foram determinados por espectrofotometria de absorção atômica, modelo AA240 Varian, em comprimento de onda de 422,7 nm para cálcio e 285,2 nm para magnésio. O alumínio determinado por volumetria com NaOH.

- Ferro, manganês e zinco trocáveis - foram extraídos com solução KCl 1,0 M, e determinados por espectrofotometria de absorção atômica, modelo AA240 Varian, em comprimento de onda de 248,3 nm para ferro, 279,5 nm para manganês e 213,9 nm para zinco.

- Acidez potencial (H + Al) – em potenciômetro, marca HANNA pH 21,extração por acetato de cálcio a pH 7,0 e determinados por volumetria com NaOH.

53 CTC = Ca2+ + Mg2+ + Na+ + K+ + H+ + Al3+

3.2.13 Adsorção de fósforo no solo

Para determinar a adsorção do fósforo no solo, 2,5 g de solo (terra fina seca ao ar) foram mantidos em contato, mediante agitação por 24 horas, com 50,0 mL de soluções contendo 0; 25,0; 50,0; 75,0 e 100,0 mg L-1 de P, na forma de KH2PO4. O

fósforo foi analisado posteriormente na solução de equilíbrio (sobrenadante) por colorimetria, pelo método baseado no complexo fosfomolíbdico usando o ácido ascórbico como redutor (EMBRAPA, 1999). O fósforo adsorvido pela fase sólida (solo) foi calculado por diferença entre o fósforo adicionado e o quantificado na solução de equilíbrio.

Os valores obtidos foram ajustados à isoterma de Langmuir plotando-se a quantidade de fósforo adsorvido por unidade de massa solo, na ordenada, e a concentração de fósforo na solução de equilíbrio na abcissa. A forma hiperbólica da equação de Langmuir é dada, segundo Sparks (1995), pela Equação 1:

(1) em que:

q = quantidade de P adsorvido por unidade da fase sólida (solo); a = constante relacionada com a energia de ligação ;

b = capacidade máxima de adsorção de P;

C = concentração de equilíbrio de P na fase fluida (sobrenadante).

Para estimativas das constantes a e b, a equação hiperbólica de Langmuir foi transformada em sua forma linear (Olsen e Watanabe, 1957), dada pela Equação 2.

(2) A capacidade máxima de adsorção do fósforo (b) foi determinada pelo valor inverso da declividade da reta, a constante de energia de adsorção (a) pela relação entre

54 a declividade da reta e a interseção da mesma com o eixo das ordenadas (Olsen e Watanabe, 1957).

Os gráficos originados da Equação de Langmuir para obtenção dos valores da Capacidade Máxima de Adsorção de Fósforo (CMAP) no solo, encontram-se no Apêndice 3.

3.2.14 Análise estatística

Os resultados foram analisados estatisticamente através de análise de variância (ANOVA) seguindo um modelo de delineamento em blocos inteiramente casualizados, e a comparação das médias foram realizadas através do teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade, usando-se o software ASSISTAT 7.6 (Silva, 1996), totalizando 14 tratamentos e 4 blocos.

55

C

APÍTULO

4

56 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Grupo de Ensaio I - Biossolubilização de Rochas Fosfatadas e Potássica em

Benzer Belgeler