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Madencilikte Özel Konular

2. MEVCUT DURUM VE SORUNLAR

2.1. Mevcut Durum

2.1.7. Madencilikte Özel Konular

Metodologia poder-se-á entender como um processo que se estende desde o início da escolha do objeto de estudo até à análise de dados (Oliveira, 2005). Para este investigador esta é “um processo que engloba um conjunto onde métodos e técnicas para ensinar, analisar, conhecer a realidade e produzir novos conhecimentos.” (p.45-43)

Neste capítulo descrever-se-á a metodologia implementada no desenvolvimento do projeto, incluindo o contexto de intervenção, o grupo de adolescentes que se subdividem em dois grupos: um constituído por adolescentes com necessidades educativas especiais, abrangidos pelo decreto-lei 3/2008; e outro por alunos com problemas emocionais, cujas caraterísticas não são contempladas no referido decreto-lei, mas que considerámos que apresentam também necessidades educativas.

Serão, ainda, apresentados a pergunta que deu origem ao presente estudo, os objetivos do mesmo, o seu desenvolvimento, os métodos ou abordagem da investigação, a observação, instrumentos de recolha de dados.

A intervenção configurou um conjunto de ações e estratégias que convergiram para a concretização dos objetivos definidos para o projeto, tendo sido desenvolvida de acordo com a metodologia de investigação-ação que “consiste na recolha de informações sistemáticas com o objetivo de promover mudanças sociais,” em que “o investigador se envolve ativamente na causa da investigação” (Bogdan & Biklen, 1994, p.292).

Neste sentido, a finalidade será ampliar o conhecimento e possibilitar um melhoramento do desenvolvimento de competências através da expressão das emoções, da comunicação e do relacionamento interpessoal, recorrendo ao uso da fotografia tirada pelos alunos, motivando-os, sensibilizando-os e incentivando-os a explorarem novos caminhos, através da observação e captação no tempo e espaço, promovendo o seu autoconhecimento e, simultaneamente, o relacionamento com os seus pares.

Bogdan e Biklen (1994) mostraram que as fotografias são reveladoras de dados descritivos muito importantes, utilizadas muitas vezes para compreender o subjetivo,

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assim como analisadas indutivamente. Para estes autores, a fotografia está fortemente ligada à investigação qualitativa.

Na pesquisa qualitativa, as investigações recaem sobre a compreensão das intenções e do significado dos atos humanos. Neste tipo de investigação, o investigador procura aprofundar a compreensão dos fenómenos que estuda, das ações dos indivíduos, grupos ou organizações em seu ambiente e contexto social, interpretando-os segundo a perspetiva dos participantes da situação estudada.

Tendo em conta o que se pretendia estudar, o método de investigação a seguir foi de investigação qualitativa. Psathas (1973, cit Bogdan & Biklen, 1994) menciona que os investigadores qualitativos em educação estão continuamente a questionar os sujeitos de investigação, com o objetivo de perceber “aquilo que eles experimentam, o modo como eles interpretam as suas experiências e o modo como eles próprios estruturam o mundo social onde vivem”.(p.51)

Para Bogdan e Biklen (1994), os investigadores estabelecem estratégias e procedimentos que lhes possibilitam ter em atenção o ponto de vista do informador. Este processo “(..) reflete uma espécie de diálogo entre os investigadores e os respetivos sujeitos, dado estes não serem abordados por aqueles de uma forma neutra.” (p.51). Creio que este tipo de abordagem é, igualmente, aquele que nos permitirá compreender o problema e investigar o que existe “por detrás” do fenómeno em estudo, permitindo ir ao cerne da questão.

Bogdan e Biklen (1994) defendem igualmente que a investigação qualitativa reúne cinco características que lhe conferem uma especificidade própria, no entanto, não é necessário que estas estejam presentes na sua totalidade numa investigação, tais como (p.47):

 Privilegiar o ambiente natural/contexto e o investigador assumir um papel determinante, “Na investigação qualitativa a fonte direta de dados é o ambiente natural, constituindo o investigador o instrumento principal (…) os dado é recolhido em situação e complementados pela informação que se obtêm através do contacto direto.” (p. 47);

Valorizar a descrição e riqueza da palavra ou imagem, “Os dados incluem (…) notas de campo, fotografias (…) e outros registos oficiais. (…) Tentam analisar os dados em toda a sua riqueza, respeitando, tanto quanto o possível, a forma em que estes foram registados ou transcritos.” (p. 48)

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(…) Ao recolher dados descritivos, os investigadores qualitativos abordam o mundo de forma minuciosa” (p. 49);

 Dar especial enfoque ao sujeito da investigação e à interpretação que elabora de si próprio e das suas vivências, tendo como fio condutor a via do diálogo, “… estabelecem estratégias e procedimentos que lhes permitam tomar em consideração as experiências do ponto de vista do informador.” (p.51).

O que se pretende com este trabalho é criar uma ligação entre a fotografia e a imagem, provocando apetência para a comunicação, expressão artística/criatividade e emocional, no relacionamento com os outros, através da construção de um diário fotográfico. O tema a ser trabalhado poderá ser relacionado com a escola, amigos/colegas; família/escola ou simplesmente focado no próprio aluno que será o fiel depositário de todas estas áreas, que se deseja serem potencializadas ou minimamente superar as dificuldades por eles manifestadas.

Um professor nunca deve desistir dos seus alunos, independentemente das dificuldades que por ventura surjam, mas deve sempre caminhar ao seu lado, encontrando estratégias de modo a que os alunos obtenham sucesso. A este propósito Correia (1999:34), refere “o princípio da inclusão (…) deve permitir que um conjunto de opções seja considerado sempre que a situação o exija”. Menciona ainda que “(…) a inclusão baseia-se, nas necessidades da criança, vista como um todo, e não apenas no seu desempenho académico (…) uma escola que tenha em atenção a criança-todo, não só a criança-aluno.”

A ideia de inclusão é muito mais ampla, não é só trazer a pessoa para uma escola comum, uma vez que essa vinda implica dar outra lógica à escola, para que nenhum aluno se sinta fora da sua própria escola.

Face ao exposto, entendo que a qualidade do relacionamento interpessoal deve constituir-se como critério importante à qualidade de vida. O que se fizer neste sentido contribuirá, positivamente, para a modificação da Escola que temos na Escola que queremos.

Nesta linha de entendimento e do apresentado tanto neste capítulo como no anterior, definimos como principal questão de investigação:

De que forma é que a fotografia e os diários fotográficos, produzidos por alunos com necessidades Educativas Especiais e distúrbios emocionais, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos, contribuem para o desenvolvimento de

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competências, no que respeita à expressão das emoções, à comunicação e ao relacionamento interpessoal?

De acordo com o enunciado para este trabalho, definimos para esta investigação os seguintes objetivos:

 Descrever as opiniões dos alunos com necessidades educativas especiais ou problemas de aprendizagem e emocionais sobre a fotografia e os diários fotográficos.

 Interpretar as emoções, a comunicação e o relacionamento interpessoal no grupo de alunos.

 Avaliar o nível de dificuldade ou satisfação dos alunos na realização de um Diário Fotográfico.

2.1. Técnicas e Instrumentos de recolha de dados

Como estratégia de recolha de dados, optei pela criação de um “diário de campo” onde fui registando, por ordem cronológica, os vários procedimentos, as observações efetuadas e os acontecimentos relevantes. Usei dois tipos de registos: um para o que era observado diretamente e o outro para as conversas, escrevendo em diálogo, numa sequência cronológica dos acontecimentos, das atitudes, reações, pareceres, opiniões, entre outros.

No “diário de campo” registei todas as conversas, observações e interrogações “de forma não intrusiva”. As notas de campo foram recolhidas no espaço frequentado pelos alunos participantes desta investigação, neste caso concreto a escola, o recreio e a sala de aula.

Quando saía da escola começava a escrever, o mais rapidamente que podia, tentando ser o mais fiel possível para não perder informação; no entanto, houve momentos em que fiz esses registos na presença dos jovens, explicando que o que estava a escrever era um apontamento sobre o que me estavam a dizer e que assim não me esquecia. Após cada registo, relia e completava um ou outro aspeto que pudesse ter escapado. Estou convicta que o uso desses instrumentos de registo não comprometeu o percurso da investigação, muito pelo contrário verifiquei uma maior aproximação, acabando os alunos por fazerem confidências em alguns casos, noutros verificou-se uma cumplicidade entre professora e aluno, estabelecendo desta forma uma relação de confiança e reforço de amizade.

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Devo acrescentar que aos alunos em estudo, nomeadamente aqueles que não dispunham de equipamento fotográfico foi-lhes cedida na fase inicial (ano letivo 2013- 14) a máquina fotográfica pertencente ao projeto Comenius. No ano letivo seguinte, eu própria tive necessidade de adquirir, a título individual, novos equipamentos para dar sequência a este mesmo estudo, de forma a facilitar a criatividade individual e liberdade fotográfica dos alunos.

Com a finalidade de recolher a máxima informação possível para a elaboração deste estudo, utilizámos como técnica de recolha de dados as “notas de campo: o relato escrito daquilo que o investigador ouve, vê, experiência e pensa no decurso da recolha e refletindo sobre os dados de um estudo qualitativo” (Bogdan & Biklen, 1997, p.150), que de acordo com estes investigadores essas notas podem “originar (…) um diário pessoal” (p.151).

Nos estudos de observação participante na investigação qualitativa, “o pesquisador(a) deve interagir com o contexto pesquisado, ou seja, deve estabelecer uma relação direta com grupos ou pessoas, acompanhando-os em situações informais ou formais e interrogando-os sobre os atos e seus significados por meio de um constante diálogo” (Oliveira, 2007, p.81).

Também se procedeu à análise documental, através da recolha de informações constantes nos processos dos alunos, que foram um instrumento muito importante para a caracterização dos mesmos.

2.1.1. Registo de observação: Diário de campo

Para se realizar as notas de campo em educação, as aulas podem ser gravadas, filmadas, ou simplesmente escritas recorrendo à memória do investigador. No caso concreto, existiu apenas a descrição em texto, sem recorrer a meios áudio ou vídeo.

Quando um investigador qualitativo recolhe as notas de campo, este passa a frequentar o espaço do sujeito que está a investigar, sendo que neste estudo a escola, o recreio e a sala de aula os locais privilegiados. O investigador não deve assumir uma postura de quem sabe tudo, “mas como alguém que quer aprender… trabalha para ganhar a aceitação do sujeito, não como um fim em si, mas porque isto abre a possibilidade de prosseguir os objetivos da investigação”. (Geertz, 1979, p. 241)

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2.1.2. Recolha de documentos: Fotografias e desenhos

A pesquisa documental diferencia-se pela procura de informações em documentos que não receberam nenhum tratamento científico como por exemplo relatórios, revistas, cartas, reportagens de jornais, filmes, fotografias, entre outras matérias de divulgação. Pelo que requer da parte do investigador uma análise mais cuidadosa, Oliveira (2007) diz que

sendo dados originais, a partir dos quais o pesquisador tem uma relação direta com os fatos a serem analisados, ou seja, é ele quem analisa, observa, por exemplo, uma fotografia, uma imagem, um som; é ele quem ouve o relato de experiências vivenciadas por outrem. (p. 70).

Benzer Belgeler