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MADENCİLİK SEKTÖRÜNÜN SORUNLARI VE ÇÖZÜM ÖNERİLERİMİZ

A recolha de dados foi feita através de inquérito, utilizando como instrumentos um conjunto de questionários anteriormente usados nos estudos de Camisão (2004) e de Monteiro (2000).

O inquérito utilizado é composto por um conjunto de questionários e encontra-se dividido em cinco partes: I - dados sócio-biográficos dos professores inquiridos (Anexo I), que os permitam caracterizar profissional e pessoalmente; II – questionário baseado num conjunto de questões utilizadas no estudo de Monteiro (2000) com o objectivo de medir as percepções/atitudes dos professores face à inclusão de crianças com necessidades educativas especiais devido a dificuldades de aprendizagem (Anexo II); III – questionário baseado na escala “Teacher Efficacy Scale” (Gibson & Dembo, 1984), na versão portuguesa utilizada por Lopes (1990), com o objectivo de medir e avaliar o sentido de auto-eficácia do professor (Anexo III); IV – questionário para inferir o grau

de concordância e/ou discordância quanto aos materiais e espaços físicos existentes nas escolas (Anexo IV); V - questionário para inferir o grau de concordância e/ou discordância relativamente ao trabalho cooperativo entre docentes do ensino regular/apoio educativo/apoio de educação especial face aos alunos com dificuldades de aprendizagem (Anexo V).

Os questionários aplicados apenas contêm perguntas de respostas fechadas.

Através dos inquéritos, tentaremos validar ou infirmar as hipóteses que considerámos importantes, assim como através da observação das frequências, percentagens das respostas e da análise das correlações que elas sugerem, inferir necessidades e pontos de reflexão futura.

2.2.1. Questionário sócio-biográfico dos professores

No que concerne à caracterização profissional e pessoal, através do questionário aplicado (Anexo I) pretendemos recolher dados relacionados com o sexo, a idade, o tempo de serviço, as habilitações literárias, a formação especializada, a situação profissional, a situação actual dos professores ao nível da estabilidade profissional bem como se estão a leccionar turma regular, em apoio educativo, em educação especial e/ou a desempenhar funções de componente não lectiva (considerado no questionário como “outras funções”).

2.2.2. Questionário alusivo às percepções/atitudes dos professores face à inclusão de crianças com necessidades educativas, devido a dificuldades de aprendizagem (Camisão, 2004)

Para aferir as percepções /atitudes dos professores face à inclusão de crianças com necessidades educativas devido a dificuldades de aprendizagem, utilizámos o questionário anteriormente utilizado por Monteiro (2000) e Camisão (2004) nos seus estudos.

As questões que compõem o questionário tiveram como base o estudo de Monteiro (2000) que por sua vez elaborou e reformulou as questões a partir do estudo de Minke e al. (1996).

O questionário aplicado (Anexo II) é de auto-preenchimento em que as questões são quantificadas numa escala tipo Likert de 4 valores, através da qual os inquiridos enunciam uma posição que corresponde a uma ordenação de concordância ou discordância com a afirmação explícita. Sendo que o 1 corresponde ao “completamente em desacordo”, o 2 ao “moderadamente em desacordo”, o 3 ao “moderadamente de acordo” e o 4 ao “completamente de acordo”.

2.2.3. Escala de auto-eficácia dos professores (Gibson & Dembo, 1984, versão portuguesa de Lopes, 1990)

O inquérito aplicado para aferir a auto-eficácia dos professores compreende a escala “Teacher Efficacy Scale” (T.E.S.) (Gibson & Dembo, 1984) na versão portuguesa usada por Lopes (1990) (Anexo III) enquadrando-se a sua conceptualização na teoria cognitiva da aprendizagem social de Bandura, tal como refere Lopes (1990).

Gibson e Dembo (1984) investigaram as dimensões de eficácia do professor e o modo como essas dimensões se relacionavam com a teoria da auto-eficácia proposto por Bandura (1977). Com recurso à análise factorial identificaram dois factores que se conformam com o modelo de Bandura. A escala “Teacher Efficacy Scale” pretende avaliar dois factores: o sentido de eficácia pessoal do professor (mais especificamente, a crença de que possui a capacidade para implementar os comportamentos necessários para fazer o aluno aprender) e a crença do professor acerca da eficácia do ensino ou do seu resultado (reflecte a medida em que os professores acreditam que o meio pode ser controlado ou em que podem provocar mudanças nos alunos apesar de factores externos a si próprio) (Lopes, 1990).

A primeira versão do questionário incluía 53 itens erigidos a partir de entrevistas realizadas com 90 professores e da análise da investigação que abordava características dos professores que podiam ser identificadas de modo semelhante ao sentido de eficácia.

Após uma primeira análise foram eliminados 23 itens do questionário, ficando o mesmo reduzido a 30 itens, sendo que estes foram submetidos a análise factorial a qual determinou a presente escala de 16 itens.

Na versão portuguesa, segundo Lopes (1990, cit. in. Camisão, 2004) com o objectivo de avaliar as características da escala T.E.S. para a população portuguesa,

realizou um estudo exploratório da escala a 61 professores do ensino pré – escolar e do ensino básico. “Por meio de estudos de análise estatística, foram encontrados valores próximos dos valores encontrados por Gibson e Dembo (1984), resultado este significativamente coerente com o modelo teórico subjacente” (Camisão, 2004, p.77). O questionário aplicado é de auto-preenchimento em que as questões são quantificadas numa escala tipo Likert de 6 valores, através da qual os inquiridos enunciam uma posição que corresponde a uma ordenação de concordância ou discordância com a afirmação explícita. Sendo que o 1 corresponde ao “completamente em desacordo”, o 2 ao “moderadamente em desacordo”, o 3 ao “levemente em desacordo”, o 4 ao “levemente de acordo”, o 5 ao “moderadamente de acordo” e o 6 ao “completamente de acordo”.

2.2.4. Questionários alusivos aos materiais/espaços físicos e ao trabalho cooperativo

De acordo com a revisão bibliográfica e com o já foi referido aquando da exposição dos objectivos do estudo, achámos pertinente desenvolver uma escala para aferir a opinião/percepção dos docentes face aos materiais/espaços físicos da escola (Anexo IV) assim como face ao trabalho cooperativo entre os docentes do ensino regular (professores titulares de turma) e os docentes de educação especial e/ou do apoio educativo relativamente aos alunos com dificuldades de aprendizagem (Anexo V). Desta forma, elaborámos um questionário para cada tema composto por 10 itens cada.

Os critérios para a criação dos itens que compõem as questões de ambos os

questionários relacionaram-se, essencialmente, com a reflexão realizada sobre a literatura já revista na introdução e com a nossa experiência pessoal ao nível profissional. Ou seja, a partir de experiências vividas diariamente na escola, partilhadas entre colegas ou conhecimento adquirido através da troca de saberes e práticas pedagógicas, ponderámos elaborar questões que de uma forma generalizada pudessem corresponder aos nossos objectivos do estudo.

Os questionários foram sujeitos a um pré – teste com a finalidade de validar a formulação das questões, clareza e compreensão das mesmas, a linguagem utilizada e respectiva pertinência dos temas abordados. Os questionários foram aplicados junto de professores por nós escolhidos, os quais não pertenceram à amostra final do presente

estudo. Foi-lhes solicitado que preenchessem os referidos questionários e à posteriori transmitissem quais as dificuldades sentidas no seu preenchimento e em que questões. Procedeu-se então à reformulação das questões menos claras e precisas até chegar à redacção final das mesmas.

Após a validação dos questionários, os itens foram reduzidos a 5 em cada tema tendo sido posteriormente integrados no inquérito final a ser entregue aos docentes. Pensamos que, desta forma, convertemos o instrumento num conjunto de itens mais coerentes e propícios a um melhor entendimento por parte de todos. Um exemplo de um item do questionário referente aos materiais e espaços físicos é “A escola onde lecciono dispõe de materiais e espaços físicos adequados para trabalhar com alunos com dificuldades de aprendizagem.” Quanto ao questionário referente ao trabalho cooperativo, um exemplo de um item do questionário é “Considero que o trabalho cooperativo entre o docente titular de turma e o docente de educação especial e/ou apoio educativo é uma mais valia para trabalhar com alunos com dificuldades de aprendizagem”.

Os questionários aplicados são de auto-preenchimento em que as questões são quantificadas numa escala tipo Likert de 6 valores, através da qual os inquiridos enunciam uma posição que corresponde a uma ordenação de concordância ou discordância com a afirmação explícita. Sendo que o 1 corresponde ao “completamente em desacordo”, o 2 ao “em desacordo”, o 3 ao “levemente em desacordo”, o 4 ao “levemente de acordo”, o 5 ao “de acordo” e o 6 ao “completamente de acordo”.

Benzer Belgeler