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4. DENEY SONUÇLARI VE SONUÇLARIN DEĞERLENDİRİLMESİ

4.2 Maden Atığı

Os resultados encontrados no presente estudo nos dão elementos para fazer inferências sobre a força das pistas visuais de coalizão no processo de codificação de categorias sociais. Nesse sentido, vale relembramos alguns resultados obtidos. Primeiramente, houve um pequeno número de acertos por parte dos participantes na realização do experimento. As médias de acerto em ambos os protocolos apontam para certa dificuldade na realização da tarefa experimental (média de 6,39 acertos no Protocolo Colorido e 5,87 no Protocolo Cinza, em 24 possíveis). Os números máximos de acertos em ambos os protocolos (15 acertos, aproximadamente 62,5% do total possível) também apontam para essa dificuldade. No experimento de Taylor e colaboradores (1978), a média de erros totais é aproximadamente 70% do número de erros possíveis, enquanto no presente trabalho, nos dois protocolos, é de aproximadamente 75%. Metodologicamente essa dificuldade fora prevista (TAYLOR et al., 1978), lembrando que o protocolo experimental utiliza como análise os erros realizados pelos participantes, e a partir deles, mede a força da codificação de cada dimensão.

Estatisticamente, a diferença no número de acertos e na soma do número de todos os tipos de erros entre as condições experimentais é significativa. Encontramos maior número de acertos, em média, no PCo que no PCi; e maior número na soma de todos os tipos de erros no PCi que no PCo. Essas diferenças expressam uma maior facilidade em lembrar qual jogador disse determinada frase, especialmente, quando os jogadores de cada time vestem camisetas de cores diferentes. Nesse sentido, a cor da camiseta se revela como um dado relevante na rememoração do autor de cada frase da tarefa experimental. Contudo, é essencial atentarmos para o contexto da situação experimental se quisermos melhor compreender esse fenômeno.

No experimento de Stangor et al. (1992) planejado para comparar a relevância de características dos indivíduos-alvo no processo de formação de primeiras impressões, a cor da roupa não representou uma dimensão social importante o bastante para produzir categorizações baseadas nesta característica. Na situação proposta nesse experimento, a cor da vestimenta não era uma fonte tão informativa sobre a possível disposição subjacente dos indivíduos-alvo quanto outras características disponíveis, como por exemplo, a cor da pele. Inclusive, em um contexto em que instruía aos participantes que escolhessem, entre os indivíduos-alvo, um bom representante na mídia, os pesquisadores encontraram um efeito significante no estilo de roupa usado. Esses resultados demonstram que instruções prévias que alteram o contexto conduzem a orientação do observador a determinado estímulo, aumentando o uso da vestimenta como uma característica de categorização independente. É importante destacar que mesmo diante desses resultados, mostrando que o estilo de roupa é mais informativo do que sua cor mediante o contexto apresentado, Stangor e colaboradores (1992) afirmam que a cor do traje pode ser uma característica informativa de cunho social, principalmente, se indicar sobre a potencial disposição de outro indivíduo.

Nos experimentos de Kurzban et al. (2001), o contexto apresentado de rivalidade entre dois times torna a cor da vestimenta uma característica social relevante representativa da afiliação de um indivíduo-alvo a um determinado grupo e, conseqüentemente, indicativa de sua provável disposição básica. Nesse sentido, a cor de camiseta diferencia os jogadores entre os times rivais, representando um substituto cognitivo de Coalizão, que baliza o processo de categorização social a partir dessa pista visível de pertencimento a um grupo. Isso nos leva a concluir que um dado visual adicional de Coalizão (cor de camiseta) promove a codificação dessa categoria (Coalizão) e aumenta as chances de atribuir a autoria da frase corretamente se comparado a outra situação desprovida dessa pista visual.

Outro ponto que corrobora o valor da pista visual para a codificação da Coalizão são as análises sobre os tipos de erro. Comparando os dois protocolos, foi encontrado que a diferença de todos os tipos de erro se apresentou estatisticamente significativa. O número de erros Tipo 1 (Mesma Coalizão, Mesma Raça) e Tipo 2 (Mesma Coalizão, Diferente Raça) foi maior no PCo que no PCi. O número de erros Tipo 3 (Diferente Coalizão, Mesma Raça) e Tipo 4 (Diferente Coalizão, Diferente Raça), por sua vez, foi maior no PCi do que no PCo. Esses dados sugerem que na presença da pista visual de coalizão, o que aumenta a probabilidade de codificação da aliança dos jogadores, os erros de codificação intracategoria de Coalizão são numericamente maiores. Isto é, quando há camisetas diferentes para times diferentes esse dado visual permite ao participante codificar mais fortemente essa categoria, fazendo com que as pessoas confundam mais jogadores do mesmo time do que jogadores de times distintos. Por exemplo, confundindo mais um jogador do time vermelho com outro jogador do time vermelho, do que confundindo um jogador do time vermelho com um jogador do time amarelo, ou vice versa.

Relembrando, se há mais confusões feitas entre determinada característica do que confusões entre características diferentes, pode ser inferido que determinada característica foi percebida, codificada na memória e pode ser, subseqüentemente, relembrada (STANGOR et al., 1992; TAYLOR et al., 1978). Dessa forma, os resultados do presente trabalho nos levam a crer que, especialmente em contextos competitivos, a simples presença de uma pista visual de coalizão, como a diferenciação de cada time por cores de camisetas distintas, altera a força com que a dimensão Coalizão é codificada, e demonstra, ao mesmo tempo, a dificuldade em traçar coalizões na ausência de pistas visuais, tomando por base apenas o conteúdo verbal do conflito exposto na tarefa experimental.

Benzer Belgeler