BÖLÜM III. ÖLÜM OLGUSUNUN SİNEMA ARACILIĞIYLA ORTAYA KOYULMASI
3.1. Macbeth’in Sinemadaki Başlıca Uyarlamalarının İrdelenmesi
3.1.4. Macbeth (Macbeth, yön Justin Kurzel, 2015)
Como fonte documental para este item, foi necessária a análise de documentos provenientes do Congresso Nacional em Brasília, para dar uma base a esta pesquisa. Tal suporte está na pesquisa de documentos, como os anais do Congresso, e na leitura e compreensão dos discursos dos parlamentares capixabas, no período aqui estudado.
Entretanto, no âmbito das questões políticas, nesta parte cita-se a atuação do deputado Dirceu Cardoso, quanto ao seu pronunciamento.
Dirceu Cardoso (PSD-ES)83, parlamentar capixaba em Brasília, 25/08/1961, faz um pronunciamento apenas de leitura84 sobre a renúncia de Jânio Quadros, isto é, a
81 José Saade foi Presidente da Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo nos anos de
1960 (Ofícios do Executivo, 1961).
82 Documento pronunciado por Carlos Lindenberg. É um material importante para entendimento da
economia capixaba. Havia, pelo menos, a tentativa de se estar em consonância com os encontros em Punta del Este, no Uruguai, em 1961.
83 Dirceu Cardoso. Foi prefeito de Muqui em 1954. Deputado Federal, pelo ES, no período 1959-
1975; Senador, pelo ES, em 1975-1983. Dirceu Cardoso nasceu em Miracema (RJ), em 04 de janeiro de 1913. Em 1962, reelegeu-se deputado federal pelo Partido Social Democrático (PSD). A partir de então, começou a projetar-se contra o governo de João Goulart. Em 1963, e nos primeiros meses de 1964, seus discursos foram contundentes nas denúncias contra o movimento sindical, os pronunciamentos estudantis e a indisciplina nas forças armadas, que, em sua opinião, eram incentivadas pelo governo como meio de acelerar a comunização do país. Fonte: Câmara dos Deputados.
carta na qual expõe sua renúncia à presidência da República. Não se posiciona contra ou a favor do ato de Quadros, naquele momento.
Portanto, quando Dirceu Cardoso se reelege deputado federal no ano seguinte, 1962, ele fará discursos criticando o governo de João Goulart e movimentos ditos de esquerda. Na verdade, há uma expressa preocupação com o movimento comunista protagonizado na América Latina por Cuba, conforme dito em outros momentos, a “cubanização”.
Na fala que é registrada no diário datado de 27/08/1961 (p. 6220), Dirceu Cardoso novamente toma a palavra na Câmara e posiciona-se sobre a renúncia:
[...] mas é preciso que nesse instante os curiangos da democracia não fiquem piando nessa penumbra que estamos vivendo [...].
Não podemos ser cassandras agoirentas que vislumbrem nessa renúncia o dealbar de outros dias, mas também não podemos ter os óculos de pangioses de que nos fala o vulto da literatura.
[...] espero que os acontecimentos que o país foi palco no dia de ontem, cujos desdobramentos ainda continuam, possam chegar ao talvegue da legalidade. [...] que o Brasil encontre, nestes instantes de angústia, uma solução que seja a expressão de todo o seu sentir e de todo o seu pensar.
Por sua vez, Oswaldo Zanello (12/09/61)85 faz o seguinte pronunciamento quanto à legitimidade da posse de Goulart:
Em nenhuma oportunidade deixou o Congresso Nacional de estar à altura dos acontecimentos [...] e os parlamentares se portaram com bravura cívica, repelindo insinuações e ameaças, preferindo ver esta Casa fechada a submeter-se as Forças Armadas com a admissão sequer da hipótese do impedimento da posse do vice-presidente João Goulart.
Conforme segue, no mesmo discurso, data no Diário do Congresso de12/09/1961, Oswaldo Zanello parece ter favorecido a posse de Ranieri Mazzilli, ou pelo menos deixa transparecer uma fala exaltando o mesmo como um, quiçá, “salvador da pátria”:
84 De acordo com a revista mensal Espírito Santo Agora, número 32, de março de 1979, página 11,
sobre Dirceu Cardoso, o único fato de destaque como parlamentar foi quando leu a carta-renúncia de Jânio Quadros. Suas visitas ao Espírito Santo, como afirmou a revista, só costumava aparecer em época de eleição.
85 Oswaldo Zanello Vieira da Costa (19/04/1920) nasceu em Ribeirão Preto (SP). No ano de 1936
filiou-se à Ação Integralista Brasileira (AIB). Em 1946 retornou à política figurando entre os fundadores do Partido de Representação Popular (PRP), liderado por Plínio Salgado. Foi incumbido de fundar o partido no Espírito Santo, assim como o de fundar o jornal A Tribuna, em Vitória. Em 1958, compôs a Aliança Democrática, juntamente com a UDN, sendo eleito deputado federal. Em 1960 foi escolhido vice-líder do PRP na Câmara dos Deputados. Em 1965, passou a fazer parte da ARENA. Faleceu em Vitória no dia 03 de novembro de 1999. In: câmara dos deputados.brasileiros.gov.br. acesso em 23/10/2012, repertório (5,6,7,8).
A nosso lado, solidário com as nossas vigílias, assumindo responsabilidades históricas, Ranieri Mazzilli. Empossado presidente da República, em momentos de perigo e de conturbação nacional, viveu dias dramáticos e decisivos. [...] Injustiçado muitas vezes, incompreendido e agredido em sua reputação, o Presidente Ranieri Mazzilli merece respeito e gratidão do povo brasileiro. [...] fazemos justiça a um homem que nesses dias dramáticos se revelou um grande estadista [...] digno da confiança do povo brasileiro.
Por conseguinte, acerca da implantação do regime parlamentarista no Brasil para a possibilidade de empossar João Goulart, havia um projeto de emenda que criava o sistema parlamentar de governo. Nesse momento, o deputado federal capixaba Lourival de Almeida (PSD) dá o seu parecer.
Lourival de Almeida (PSD)86 votou contra a emenda parlamentarista, datada de 02/09/1961, p. 8304: “[...] votei contra a emenda parlamentarista. É um ponto de vista que sustentei, sustento e sustentarei para o futuro.” Como mencionado, tal emenda era concernente à instituição do parlamentarismo, que daria direito de posse e limitaria os poderes de João Goulart. Foi aprovada pelo Congresso Nacional, em 1961.
3.5 O ACIRRAMENTO DAS DISPUTAS: O RESULTADO DO PLEBISCITO NO