BÖLÜM 1: BALKAN TÜRKLERİ VE AZINLIK KAVRAMI
1.4. Avrupa Birliği’nin Azınlıklarla İlgili Düzenlemeleri
1.4.2. Temel Antlaşmalar
1.4.2.1. Maastricht Antlaşması
4.4.7.1 Armazenamento
Enquanto a informação está na memória de operação, ela está em processo de ensaio, como visto anteriormente, mas esse processo de ensaio pode ser visto simplesmente como um “pensar a respeito”. Ele pode ser basicamente de dois tipos: ensaio de manutenção e ensaio de elaboração ou relacional. O primeiro é um processo quase mecânico, focado nos próprios itens de informação que devem ser lembrados, sem que se elabore o seu conteúdo ou significado, e há pouco processamento sobre a informação, por exemplo, a tentativa de se memorizar uma seqüência de palavras desconexas. O ensaio de elaboração, por sua vez, faz relações entre os itens, procura seus significados, faz relações com o ambiente que o cerca e com informações previamente armazenadas na memória de longo prazo.
Usualmente, quando se apresenta uma lista de palavras desconexas a uma pessoa, essa pessoa tende a se lembrar mais das primeiras e das últimas palavras
que leu/ouviu em detrimento das palavras intermediárias. Se um gráfico do índice de lembranças em relação à posição das palavras for traçado, o resultado será uma curva em forma de “U”. Isso ocorre porque as primeiras palavras ficam por muito mais tempo no ensaio de manutenção na memória de operação e possivelmente são transferidas para a memória de longo prazo. As palavras intermediárias não tiveram contato suficiente com a memória de longo prazo para que fossem armazenadas, mas já cederam espaço no ensaio de manutenção para as palavras mais recentes, uma vez que o recurso é limitado e deve ser compartilhado com todas as palavras. Dessa forma o indivíduo se lembra das palavras mais antigas que já entraram na memória de longo prazo, e das mais recentes, que ainda estão na memória de operação. Se por alguma razão o processo é interrompido e a memória de operação é ocupada com outras informações, as palavras mais recentes não são lembradas.
4.4.7.2 Recuperação
Usualmente, uma pessoa não precisa se lembrar de uma seqüência de palavras desconexas. Esse teste, portanto, não tem muita validade ecológica, mas ele serve de introdução ao tema do armazenamento na memória de longo prazo. Nesse caso, o ensaio de manutenção permitiu que parte das informações recebidas tivesse contato e fosse armazenado na memória de longo prazo; mas de modo geral o ensaio de elaboração é muito mais eficiente para esse tipo de transferência. Há várias razões para isso e para explicar melhor vamos retornar à analogia já apresentada com um escritório. Nessa analogia, a memória de longo prazo foi comparada a uma biblioteca capaz de armazenar uma grande quantidade de informações. Supondo-se que um novo livro seja adquirido para a biblioteca, se ele
for simplesmente colocado na estante, corre-se o risco de que jamais seja encontrado a não ser por mero acaso. Para se ter acesso a esse novo livro é necessário que ele seja catalogado de alguma forma, por meio de um fichário, por exemplo, de modo que um usuário, fazendo uma consulta a esse fichário, consiga encontrá-lo. De certa forma, quanto mais entradas o livro tiver no fichário, como título, autor, editora e data de publicação, mais chances o usuário terá de encontrá-lo, já que poderá fazer a pesquisa combinando diferentes entradas.
As novas informações na memória de longo prazo podem ser vistas de forma semelhante a esse novo livro. Elas precisam estar catalogadas para que possam ser encontradas e recuperadas. Ainda que não exista um mecanismo central, como o fichário da biblioteca, o princípio de que quanto mais entradas para a nova informação forem criadas, mais chances de encontrá-la, é válido. Quando ocorre um ensaio de elaboração, as informações que vão sendo adquiridas são confrontadas com informações já existentes, criando ligações entre essas informações que permitem um acesso mútuo.
Grosso modo, quanto mais ligações com material pré-existente na memória de longo prazo forem estabelecidas, mais chances de que esse novo material possa ser recuperado. Como o ensaio de elaboração busca/faz relações com material pré- existente, esse tipo de ensaio é o que cria maior número de conexões e, portanto, as informações que são armazenadas, fazendo uso desse tipo de ensaio, são as que têm maiores chances de serem recuperadas.
As informações são armazenadas na memória de longo prazo, formando uma espécie de rede de informações em nosso cérebro. Num exemplo, uma pessoa que vai viajar de avião passa por um check-in, depois passa por um controle de passaporte, uma sala de embarque, uma rampa de embarque, uma pessoa que
verifica o cartão de embarque e finalmente entra no avião. Mais tarde, se perguntarem a essa pessoa quem verificou o cartão de embarque é provável que essa pessoa não se lembre imediatamente, mas se ela refizer mentalmente o caminho percorrido desde o check-in provavelmente consiga se lembrar. Como as informações estão todas interconectadas na memória, uma informação leva à outra, assim, dado um ponto de partida, o check-in do exemplo, consegue-se chegar ao destino, à pessoa que verificou o cartão de embarque. No exemplo, o ponto de partida permitiu a chegada à informação desejada, mas, quando se fala na recuperação de uma informação genérica, pode-se partir de pontos que não levem a essa informação. Quando se deseja recuperar uma informação da memória, várias buscas são iniciadas simultaneamente, partindo de pontos que, supõe-se, levam à informação procurada; se esses caminhos se encontram, é provável que a informação seja recuperada, mas se, ao contrário, eles divergem, após algum tempo o cérebro considera que houve uma falha de recuperação.
4.4.7.3 Lembrança x Reconhecimento
A recuperação pode-se dar de duas maneiras, através de lembrança ou através de reconhecimento.
Quando se fala em lembrança, procura-se responder a questões diretas tais como “Onde você estava no sábado?”, “Você consegue se lembrar daquela música?” ou “Qual o nome daquele restaurante?”. Por outro lado, o reconhecimento responde a perguntas do tipo “Você estava em São Paulo no sábado?”, “Tenho certeza que você se lembrará da rua quando chegar lá...”. A lembrança requer uma busca na memória, de forma que quanto mais conexões estiverem disponíveis para acesso a essa
informação, maior a chance de sucesso na recuperação. O reconhecimento também implica em busca na memória, mas só em alguns casos. Diferentemente da lembrança, não é um item que se busca, mas sim, um episódio no qual o item estava presente e se for possível lembrar esse episódio, ou fonte original, esse levará a um reconhecimento bem sucedido. Mas não é só assim que o reconhecimento funciona; às vezes, a fonte original da memória não é encontrada, há apenas uma sensação de já ter visto o item, uma sensação de familiaridade que permite que se infira, muitas vezes equivocadamente, o reconhecimento.
De maneira geral, o reconhecimento é mais fácil de ser feito; de certa forma a resposta já faz parte da pergunta.
4.4.7.4 A Importância do Contexto onde as Informações São Adquiridas
Quando uma informação está sendo armazenada, dificilmente ela está sendo tratada isoladamente e, ainda que de forma muito mais suave, o contexto em que essa informação está sendo trabalhada fica associado a ela. Esse contexto pode ser bastante abrangente, incluindo o humor da pessoa no momento, o lugar em que ela se encontra ou a atividade que está exercendo. De certa forma, as relações e conexões que se criam na memória de longo prazo incluem esse contexto e poderão servir de pistas/pontos de partida para a recuperação da informação. Dá-se o nome de aprendizado dependente de estado a esse fenômeno. Os resultados de alguns estudos apresentados a seguir exemplificam isso.
Num estudo, um grupo de pessoas fez um treinamento de mergulho; esse grupo foi subdividido em quatro e dois desses subgrupos receberam o treinamento submersos e os outros dois em terra. A seguir um dos grupos que recebeu o
treinamento submerso foi levado à terra e um dos que recebeu o treinamento em terra mergulhou. Finalmente, procurou-se medir o que cada um dos subgrupos conseguia lembrar. O subgrupo que aprendeu e foi testado submerso foi o que apresentou melhores índices de recuperação, seguido pelo subgrupo que aprendeu e foi testado em terra. Ou seja, se o contexto em que a informação é recuperada é semelhante ao em que ela foi armazenada, a probabilidade de recuperação é maior.
Não é incomum uma pessoa sair de um quarto para buscar algo numa cozinha e chegando à cozinha ter esquecido o que tinha ido fazer lá, mas ao voltar para o quarto lembrar-se novamente ou um professor que encontra um aluno fora do ambiente da escola e não consegue reconhecê-lo. Em ambos os casos a mudança de contexto atrapalhou a recuperação da informação.
Como mencionado, esse contexto é bastante genérico e ele não precisa necessariamente ser físico, pode-se utilizar uma imagem mental do ambiente de aprendizado para facilitar a recuperação, o importante é que as conexões que levem à informação desejada sejam ativadas. O mesmo vale para o humor e as emoções da pessoa no momento do armazenamento e da recuperação. Normalmente, os estímulos agradáveis são lembrados com mais facilidade do que os outros, mas as lembranças também ocorrem com mais facilidade, se o humor durante o armazenamento é semelhante ao da recuperação.
4.4.7.5 Algumas Classificações para a Memória de Longo Prazo
Costuma-se subdividir a memória de longo prazo, quanto ao conteúdo, em três: memória episódica, memória semântica e memória de procedimentos. A memória episódica relaciona-se aos eventos que aconteceram a um indivíduo,
permitindo uma volta no tempo, para rever episódios passados. Ela pode ser usada na lembrança de um evento ocorrido há 10 anos ou há 10 minutos...
A memória semântica relaciona-se à organização do conhecimento a respeito do mundo, incluindo o conhecimento sobre as palavras e outras informações factuais.
A memória de procedimentos refere-se ao conhecimento de como fazer algo, tal como montar uma bicicleta ou enviar um e-mail.
Quanto à recuperação, a memória de longo prazo pode ser de dois tipos: explícita (para lembrança e reconhecimento) e implícita (para reconhecimento).
4.4.7.6 Falhas na Recuperação
A fonte original da memória e a familiaridade, ainda que muitas vezes pareçam similares a um indivíduo, são entidades muito diferentes. A fonte da memória é estabelecida através da criação de conexões com a memória de longo prazo, conforme visto anteriormente. Ela se relaciona a um reconhecimento explícito. A familiaridade segue um processo diferente; às vezes, um breve contato com a informação cria um tipo de pré-disposição na recuperação da memória, não é uma lembrança real, mas uma sensação de familiaridade. Algumas vezes ela pode realmente estar relacionada a um evento real, mas outras vezes, a um simples contato com a informação, o que cria uma falsa familiaridade. Por exemplo, em alguns testes, indivíduos são submetidos a uma lista de nomes de pessoas por alguns minutos. Depois de algum tempo, mostra-se a eles uma outra lista de nomes e pede-se que apontem os nomes de pessoas famosas. Freqüentemente, junto com os nomes de algumas pessoas famosas, são citados nomes que apareceram na lista
previamente apresentada. Esses nomes são citados pela familiaridade adquirida com o contato prévio.
O que talvez seja mais grave é o resultado de um teste em que as pessoas são inicialmente apresentadas a uma série de frases, algumas delas com afirmações positivas, outras negativas, como, por exemplo, uma afirmação de que um determinado político é corrupto. Após algum tempo, pede-se a essas pessoas que identifiquem certas afirmações como falsas ou verdadeiras. A tendência é que essas pessoas identifiquem como verdadeiras as afirmações com as quais já tiveram algum contato, mesmo que o contato prévio seja negativo. No mesmo exemplo, uma frase afirmando que um dado político é honesto seria considerada verdadeira, mesmo que a afirmação apresentada originalmente fosse de corrupção!
No fundo, o que rege a memória implícita é um fenômeno semelhante ao observado no processo perceptual melhorado pela prática. A prática aumenta o nível de ativação dos detectores relevantes para essa prática, fazendo com que no futuro eles sejam mais facilmente reativados. Ao mesmo tempo, ela fortalece as conexões entre um detector e o seguinte, reforçando a comunicação entre eles, fazendo com que numa próxima vez o mesmo estímulo seja percebido mais rapidamente.