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1. TELEVİZYON DİZİLERİ VE ANLATISAL OLUŞUMLARI

1.2. Televizyon Dizilerinin Anlatısal Oluşumları

1.2.4 Müzik

A Ciência da Informação tem um papel a cumprir e a pesquisa deve desvendar progressivamente os caminhos que devemos trilhar.

Miranda, 2003, p. 153

Pesquisar sobre a ID é submergir em ações pautadas pelo otimismo, pelo próprio idealismo e pela solidariedade ao ser humano. Mas, nem sempre a realidade pesquisada condiz com os anseios do pesquisador. O processo de pesquisa, muitas vezes penoso e solitário, perpassa a dúvida, a busca por respostas lógicas e ao anseio por resultados favoráveis ao processo de inclusão, ao mesmo tempo em que sugere a descrença diante da análise de projetos ou ações públicas e privadas de ID, advinda de resultados aquém do esperado e necessários para a transformação social. Ainda assim, o interesse pela pesquisa nessa temática persiste. Essa percepção advém da leitura e análise de todas as teses e dissertações a respeito, defendidas nos PPGCI brasileiros e tornando-se ainda mais explícita após entrevistas feitas com cada um desses pesquisadores.

Ao reler toda exposição sobre a ID transcrita nesta tese, focando o olhar da CI a tal respeito e as impressões de pesquisadores com propósitos tão diversos, foi possível responder os mesmos questionamentos propostos aos demais pesquisadores entrevistados. E concluir também, que a ID dificilmente será implementada em sua plenitude tal qual seu real significado, seja por meio de iniciativas públicas, privadas ou do Terceiro Setor, sem uma redefinição de políticas públicas em consonância com o contexto social onde essas ações políticas acontecem.

A definição que mais se aproxima do ideal de ID que todos anseiam é que esta deve sempre ser entendida como resultado de ações que, sob o aporte das TICs, são aptas a contribuir para a aquisição de competências informacionais por parte do sujeito participante dessas ações, propiciando que o mesmo possa sanar a longo prazo aspectos desfavoráveis de seu contexto social, alcançando o próprio bem estar e da comunidade ao seu redor.

Nota-se que neste contexto tanto as TICs quanto os aspectos da competência informacional são apenas (mas não menos importantes) instrumentos para o alcance do propósito maior que é a inclusão social. A intervenção da ação de ID praticada nesses moldes em pequenos grupos ou pequenas comunidades pode suscitar melhores resultados devido à

atuação do mediador que irá direcionar seu trabalho para particularidades específicas, enquanto muitos programas tendem a maximizar o âmbito social onde estão inseridos.

Poucas pesquisas analisadas neste estudo identificaram-se totalmente com este propósito, levando a crer que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as políticas públicas e as propostas de ID da iniciativa privada e da sociedade civil sejam convencidas a ampliar sua atuação para além da distribuição do acesso às TICs.

O modelo de telecentro discutido e apresentado nesses estudos não é convincente para elegê-lo como o ideal para o alcance da meta principal da ID que é a inclusão social. Outro aspecto de suma importância é a constatação irrefutável de que as bibliotecas são, em detrimento aos telecentro, o lócus ideal para o desenvolvimento de qualquer ação de ID, aspecto comprovado64 ao verificar-se nos relatos dos pesquisadores as dificuldades desses espaços (considerados ‘oficiais’ para ações de ID), em cumprir a missão a eles imposta. Uma biblioteca, enquanto instituição social, seja de qual segmento for, possui distinção em sua relação com os sujeitos que a procuram porque seus profissionais, enquanto mediadores para o acesso à informação, são especialistas em identificar e sanar as necessidades informacionais de seus frequentadores, bem como capacitá-los para o alcance do potencial máximo de suas competências. Além disso, a função social da biblioteca possui bases na democracia e na cidadania e esses fatores estão diretamente relacionados à definição anterior atribuída à ID, concluindo-se que as iniciativas de inclusão intermediadas pelas bibliotecas tendem a ser mais bem sucedidas. Um único pesquisador entrevistado por essa pesquisa fez essa ponderação ao declarar que

[...] seria interessante essa questão da inclusão digital acontecer dentro das bibliotecas, acontecer dentro dos centros culturais, e vir pra dentro dessa área. É uma ligação muito legal, eu acho que o bibliotecário pode fazer uma ponte muito legal, aí: incluir, com uma certa consciência. (Entrevistado 27)

Em relação à CI enquanto área do conhecimento propícia aos estudos sobre a ID nota- se que apesar de existir uma década de pesquisas construídas sob diversas influências teóricas e metodológicas, quase nenhum estudo possui relação entre si. O equívoco também ocorre quando os pesquisadores se esquecem da área de estudo onde realizam as pesquisas e fazem uso excessivo de autores de sua área de origem ou dos temas trabalhados em conjunto com a CI, deixando de lado o aprofundamento de questões eminentes dessa área – geração, transferência e uso da informação. Essas pesquisas condicionam a CI a criar soluções para as

64“Uma biblioteca bem simples pode promover acesso à informação e instaurar políticas de desenvolvimento social nas regiões dentro do contexto das unidades de informação”. (SILVA, 2005, p. 142).

demais áreas com as quais interage, mas esse comportamento acarreta o não desenvolvimento teórico da própria CI, que não recebe contribuições significativas originadas da maior parte dos estudos e pesquisadas realizadas. Por isso, não foi possível detectar articulações interdisciplinares entre a CI e outras áreas no estudo da ID.

A solução para os problemas dessa temática perpassa o entendimento que a área possui sobre a ID e, no caso, ele é disperso e inconclusivo. A área ainda carece de melhor nexo em suas propostas e maior comprometimento de seus pesquisadores, principalmente no que tange a utilização de pesquisas anteriores em detrimento de individualismos na produção científica, movimento contrário a todos os padrões que edificam as teorias de uma área do conhecimento, afinal, é a partir do conhecimento já construído que a ciência se renova.

Qual deve ser, então, o diferencial da CI enquanto área do conhecimento em relação às demais para reivindicar sua apropriação como a mais adequada ao estudo da ID? Para destacar-se nesse sentido, faz-se necessário a adoção de duas ações que devem ser executadas conjuntamente: a criação e implementação de metodologias práticas que visem o alcance da competência informacional dos sujeitos e o desenvolvimento de um modelo de indicadores sociais que englobe todas as etapas que este deve alcançar, destacando as modificações sociais que podem ser atribuídas às propostas. Essa é a maior contribuição que a CI pode prestar para a solução dos problemas que cercam a ID.

Para que haja a efetivação das propostas sugeridas nesta pesquisa, é justa a construção de uma agenda de pesquisa em CI sobre a ID que deve almejar a consolidação teórica dos estudos já realizados traçando marcos que minimizem a eterna construção de conceitos e objetivos similares discutidos isoladamente. Parece também promissor uma reflexão da área sobre a ID para coloca-la na agenda de pesquisa dos docentes/pesquisadores, o que poderia ser realizado no âmbito da ANCIB. Desse modo, essa sugestão se baseia em ações corretivas para sanar aspectos tidos como não eficientes nos estudos já realizados, conforme explicitado no QUADRO 28.

QUADRO 28 – Agenda de pesquisa em CI sobre a ID

Ação 1 - Construção de um portfólio completo dos estudos já realizados sobre ID na CI por