3. KENTSEL DÖNÜŞÜMÜN HUKUKİ BOYUTU VE MÜLKİYET
3.2 Kentsel Dönüşümün Hukuki Boyutu
3.2.3 Mülkiyet hakkı
O câncer do colo uterino ainda é um problema de saúde pública em países em desenvolvimento, e embora o Brasil tenha sido um dos primeiros países do mundo a implantar a realização do exame citológico, para a detecção precoce do câncer de colo uterino, sua realidade não foge da regra.
Considerando a importância da prevenção do câncer de colo uterino, o estudo teve como objetivo avaliar a adesão das mulheres ao exame citológico na Atenção Básica do município de João Pessoa, identificando fatores facilitadores e dificultadores na realização do exame, a partir da percepção de mulheres usuárias das Unidades de Saúde da Família.
O instrumento construído e utilizado no desenvolvimento do estudo apresentou evidências de validade de construto, a partir da análise fatorial, que segundo Pasquali (2010) consegue definir a dimensionalidade desse instrumento e ainda produzir resultados que permitem o processo de tomada de decisão com relação a qualidade dos itens abordados como um todo.
A amostra do estudo foi composta por 384 mulheres, e o perfil sociodemográfico predominante foi o de mulheres com uma faixa etária compreendida entre de 30 a 39 anos, de cor parda, em união consensual, católica, de baixa escolaridade, predominando a segunda fase do ensino fundamental incompleto e renda familiar de um a dois salários mínimos, ou seja, de baixa renda.
Quanto aos aspectos relacionados ao exame citológico, foi possível constatar que a grande parte das entrevistadas relatou já ter realizado, alguma vez durante toda a vida, com periodicidade de realização do exame anual, e ainda constatou-se que há uma significativa busca pelo resultado exame.
Dentre os aspectos que facilitam, foram identificados, o recebimento de informações sobre o exame antes de sua realização, trabalhos educativos, a prevenção do câncer de colo uterino, o atendimento do profissional, o acolhimento no serviço de saúde, a presença de problemas vaginais, rotina de atendimento da unidade de saúde e a recomendação médica. Já em relação aos aspectos que dificultam, foram destacados a vergonha, ansiedade, prazo para recebimento do resultado do exame, rotina de atendimento da unidade de saúde, a posição para realizar o exame, ausência de problemas vaginais, acolhimento na Unidade de saúde, ausência de um companheiro, dor, atendimento do profissional, questões familiares, realização do exame por um profissional do sexo masculino, falta de conhecimento sobre o
exame, medo de realizar o exame e também do câncer, modificações do corpo com a idade e a multiparidade por via vaginal.
Por meio dos resultados obtidos, observou-se que grande parte da amostra considerada possui uma frequência definida quanto à periodicidade do exame, demonstrando um elevado grau de autocuidado. Aquelas que não possuíam uma periodicidade definida, apresentaram maiores barreiras com relação ao exame citológico, influenciando de forma negativa no autocuidado praticado por essas entrevistadas.
Os dados do estudo apontaram para uma atitude positiva das mulheres com relação à busca pela prevenção do câncer de colo uterino e ao autocuidado. Fatores essenciais contribuíram para que isso ocorresse, entre eles, um cuidado de enfermagem, respeitando as necessidades e particularidades das usuárias na unidade de saúde. Outro fator considerado significativo foi a realização de ações educativas promovidas pelos profissionais de saúde, principalmente pelos enfermeiros, que buscam a disseminação do conhecimento sobre prática do exame e sua importância para a saúde da mulher, minimizando as barreiras de acesso ao exame.
A descentralização do citológico realizado em unidade básica de saúde facilitou o acesso da população feminina para a realização do mesmo, mas ainda há muitas mulheres que apresentam resistência à coleta citológica. Com isso, é preciso considerar que a prevenção depende diretamente, dentre outros fatores, da educação em saúde. A Estratégia Saúde da Família conta com o profissional enfermeiro atuando não somente na coleta citológica, mas especialmente na promoção de saúde, com um aspecto favorável, a proximidade da realidade que a mulher vivencia.
Nesse campo da atuação, é indispensável que o enfermeiro procure prestar assistência às mulheres, dando suporte, facilitando e capacitando não apenas individualmente, como em grupos, para que mantenham ou restabeleçam seu bem-estar de forma satisfatória de acordo com suas crenças e cultura, sempre considerando as mulheres como ativas e responsáveis pelo cuidado com sua saúde, promovendo a construção de uma consciência crítica a respeito da relevância dessas ações, é o caminho preferível como modelo de práticas e de atuação.
Apesar do exame citológico ter sido comprovado como uma técnica prática, de baixo custo, efetiva e eficiente em diminuir as taxas de morbimortalidade, a sua cobertura ainda é insuficiente. Através dos resultados desse estudo, foi possível perceber que não basta o cuidado de enfermagem na prevenção de câncer de colo uterino estar voltado apenas para os aspectos técnicos do procedimento, mas, sobretudo, encontrar-se focado no comportamento e sentimentos das mulheres frente ao exame, na promoção de educação em saúde e espaços de
diálogo, possibilitando um cuidado integral e consequentemente, facilitando a adesão delas ao exame e as práticas de prevenção do câncer de colo uterino.
Os resultados do estudo possibilitaram ainda uma maior aproximação com a realidade dos serviços de saúde a nível de Atenção Básica e com os comportamentos das mulheres frente ao exame e a prevenção do câncer. Mostraram também lacunas existentes no campo assistencial, no que se refere aos aspectos dificultadores evidenciados, e a necessidade de realização de outros estudos que auxiliem na ampliação do conhecimento e das práticas de enfermagem, na saúde da mulher, com o enfoque voltado para a prevenção e promoção de saúde.
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Apêndice A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Esta pesquisa tem como título, “EXAME CITOLÓGICO DO COLO UTERINO: ADESÃO DAS MULHERES NA ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA-PB”, e está sendo desenvolvida pela aluna ANA ELOÍSA CRUZ DE OLIVEIRA, do Curso de Pós-Graduação em Modelos de Decisão e Saúde da Universidade Federal da Paraíba, sob a orientação do Prof. Dr. João Agnaldo do Nascimento e Prof. Dr. Josemberg