• Sonuç bulunamadı

4. Nasrullah Kadı Medresesi’nde ve Camii’ndeki Vazife Sahipleri

4.4. Müezzinler

Os dados aqui apresentados foram coletados por meio de aplicação de checklists dirigidos à mãe (checklist 1 – lar/casa) e professora (checklist 2 – pré-escola ou escola) de Francine. As perguntas versavam sobre situações do cotidiano familiar e escolar em que a criança necessitava estabelecer algum tipo de comunicação com outros interlocutores. Para cada uma das situações apresentadas, três momentos eram pesquisados. Assim, ao se indagar sobre a reação da criança quando acordada pela manhã, a pesquisadora queria saber a qualidade da comunicação nesta situação, o uso do recurso alternativo de comunicação e as mudanças comunicativas ocorridas após a inserção do recurso alternativo de comunicação nesta determinada situação. Para cada uma das 38 condutas analisadas era atribuído o seguinte score:

Para a qualidade da comunicação: 0.informação não fornecida; 1.comunica-se bem; 2.medianamente ou de modo variado; 3.comunica-se pobremente; 4.não participa desta situação; 9.não sabe.

Para o uso da comunicação: 0.informação não fornecida; 1.mensalmente ou menos frequente que isso; 2.semanalmente; 3.diariamente; 4.mais do que três vezes por dia; 5.não possui recurso de comunicação alternativa disponível; 6.não participa desta situação; 9.não sabe.

Para a mudança na comunicação: 0.informação não fornecida; 1.melhor do que antes; 2.como antes; 3.pior do que antes; 4. não possui recurso de comunicação alternativa disponível; 5.não participa desta situação; 9.não sabe.

No gráfico a seguir, é feita a análise da qualidade, uso e mudança na comunicação.

Gráfico 1 - Frequência dos scores de acordo com a qualidade da comunicação de Francine na perspectiva de sua Mãe e de sua Professora.

Fonte: a autora

Ao analisarmos o Gráfico 1, é possível observar que quanto à qualidade da comunicação na perspectiva da mãe de Francine, das trinta e oito situações apresentadas, vinte e três a criança comunica-se bem. Sendo assim, em situações como refeições, no ônibus/carro, assistindo TV, quando há visitas em casa, ao chegar da escola, a criança é capaz de comunicar os fatos ocorridos aos familiares presentes no ambiente. A mãe não forneceu informações sobre cinco situações: comunicação de Francine durante brincadeira com outra criança ou grupo de crianças, durante brincadeira com adulto ou grupo de adultos ou outras formas de brincadeira. Também relatou não saber qual a qualidade da comunicação da criança quando esta se veste ou despe, quando está lendo ou contando histórias. Situações, as quais a qualidade da comunicação da criança é vista como mediana/de modo variado ou pobre foram descritas em apenas uma situação cada, quando está conversando com amigos e assistindo a esportes respectivamente. Todas as trinta e oito situações apresentadas foram relacionadas ao cotidiano familiar da criança.

Quanto a qualidade da comunicação na perspectiva da professora de Francine, das trinta e oito situações elencadas, vinte e nove tiveram como resposta o score 1, ou seja, situações como lições realizadas em sala e aula, atividades de vida prática (ir ao banheiro, lavar-se), durante treino físico, Francine comunica-se de maneira satisfatória na perspectiva da professora. Situações como atividades em círculo, cinema, videogame, leitura não fazem parte da rotina da criança no ambiente escolar segundo a professora. Quando usa o computador ou quando conversa com os amigos, a criança comunica-se de forma variada, alternando entre momentos de êxito e de não êxito na comunicação. Nas situações de frequentar um restaurante durante excursões promovidas pela escola e contar histórias, a professora não forneceu a informação e não sabe dizer sobre tal situação, respectivamente. O score 3, referente à comunicação pobre, não foi assinalado nenhuma vez o que indica que embora ocorram dificuldades no ambiente escolar, a comunicação sempre ocorre de maneira satisfatória.

Gráfico 2 – Frequência dos scores de acordo com o uso da comunicação de Francine na perspectiva de sua Mãe e de sua Professora.

Fonte: a autora

Quanto ao uso da comunicação na perspectiva da mãe de Francine, das trinta e oito situações apresentadas em vinte e cinco a mãe referiu que a criança utiliza o recurso alternativo de comunicação diariamente. Assim, em diversos ambientes da casa, durante a brincadeira com crianças ou adultos, ao chegar da escola, quando está conversando com amigos, a criança tende a sempre utilizar o recurso de

comunicação alternativa para estabelecer interação com os diversos interlocutores. Em 11 situações, a mãe relatou que a criança não utiliza o recurso de comunicação, quando é colocada para dormir, quando está no banheiro, durante treinamento físico, quando está no computador ou lendo. Em situações de atividades lúdicas ou enquanto faz a tarefa de casa, a mãe relata que a participante alvo 1 utiliza o recurso mais do que três vezes por dia.

Quanto ao uso da comunicação na perspectiva da professora de Francine, das trinta e oito situações, vinte e cinco foram descritas como passíveis do uso do recurso comunicativo. Assim, durante treinamento físico, refeições, enquanto realiza tarefa, brinca com grupo de crianças ou utiliza o computador, Francine faz uso do recurso de comunicação para promover sua interação com os demais interlocutores. Situações como ir ao cinema, jogar videogame ou ler não fazem parte das atividades normalmente realizadas em ambiente escolar segundo a professora e compõem o quadro de 11 situações que foram pontuadas no score 6: não participa desta situação.

Gráfico 3 – Frequência dos scores de acordo com a mudança na comunicação de Francine na perspectiva de sua Mãe e de sua Professora.

Fonte: a autora

Quanto à mudança na comunicação na perspectiva da mãe de Francine, observa-se que das trinta e oito situações, vinte e seis a comunicação da criança tornou-se melhor após a introdução do recurso de comunicação. Assim situações como ir ao restaurante, transitar entre os diferentes ambientes da casa, realizar as tarefas da escola, brincar com outras crianças ou receber visitas em casa foram facilitadas a

partir do uso do recurso de comunicação alternativa. Contudo, foram relatadas nove situações as quais Francine não utiliza o recurso de comunicação, quando está no computador ou lendo, quando assiste TV ou no cinema. Nas situações de banho, brincadeira com criança ou grupo (sem supervisão de adulto), a mãe relata não terem ocorrido mudanças significativas na comunicação da criança após a introdução do recurso. Os scores 0, 3, 4 e 9 não foram assinalados o que, de maneira geral, corrobora a afirmativa de que houve melhora da comunicação da criança após introdução do recurso alternativo de comunicação.

Quanto à mudança na comunicação na perspectiva da professora de Francine, das trinta e oito situações, vinte e seis a comunicação da criança tornou-se melhor após introdução do recurso alternativo de comunicação. Atividades como realizar lições em sala de aula, quando está no banheiro, contando histórias, interagindo com outras crianças foram facilitadas pelo uso do recurso. Outras nove situações foram relacionadas como não ocorridas no cotidiano escolar da criança, tais como atividades em círculo, cinema, atividades no computador, leituras.

É importante destacar que neste primeiro momento, em que foram verificadas características da qualidade e uso da comunicação alternativa e mudança nas habilidades comunicativas após a inserção do recurso de comunicação, não foram identificados divergências de opiniões entre mãe e professora de Francine.