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Mössbauer Spektrometresi Ölçümleri İçin Numunelerin

2. MATERYAL VE YÖNTEM

2.17. Deneysel Sistem ve Yöntem

2.17.7. Mössbauer Spektrometresi Ölçümleri İçin Numunelerin

Para Roldão (2003) “avaliar é um conjunto organizado de processos que visam o acompanhamento regulador de qualquer aprendizagem pretendida e que incorporam, por isso mesmo a verificação da sua consecução” (p.41). Perante a definição de avaliação apresentada, podemos assegurar que o papel da avaliação é verificar e analisar se as aprendizagens propostas às crianças foram assimiladas com êxito ou não.

Segundo o Ministério da Educação (1997), a avaliação é um elemento essencial para adequar os processos e as ações às necessidades das crianças e procura também implicar a criança na ação, tornando-a a principal agente da sua própria aprendizagem.

A Circular n.º 4/DGIDC/DSDC/2011 guia-nos para a importância e a necessidade de recorrer às Metas de Aprendizagens e de as compreender como instrumento de apoio e organização e gestão do currículo. Uma vez que estas possibilitam reconhecer as competências e os desempenhos que se esperam que as crianças alcancem.

Após a realização de certas atividades educativas, no contexto de Creche, foi feita uma avaliação do desempenho das crianças. No entanto, a avaliação que se realizou tornou-se demasiado superficial e sem dados concretos para a sustentar e justificar.

A tarefa de avaliar as crianças demonstrou ser complexa e difícil de concretizar, uma vez que não estava compreendido quais os itens a avaliar, como se devia avaliar,

quem se devia avaliar e onde se devia avaliar. Apesar da ajuda das educadoras e da professora supervisora, os esforços em registar as evoluções e as dificuldades das crianças foram insuficientes. Isto porque corria-se o risco dos dados registados no final de cada dia, não corresponderem às evidências observadas, o que poderia levar a uma avaliação pouco significativa. Desta forma, a solução que se adequaria talvez passasse pelo registo dos dados logo após o seu acontecimento, no sentido de os utilizar como justificação da avaliação realizada.

A tarefa de realizar a avaliação às crianças foi realmente difícil de concretizar. Contudo, depois do término do estágio e das reflexões feitas, reforçou-se a ideia de que avaliar é um processo importante para verificar as dificuldades das crianças e, ao mesmo tempo, perceber quais as tarefas que podem ser complexificadas, de modo a permitir que outras crianças evoluam.

Como afirma o Ministério da Educação (1997) “avaliar o processo e os efeitos, implica tomar consciência da acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e do grupo e à sua evolução” (p. 27).

Compreendeu-se também que o ato de avaliar é um processo de planeamento, no sentido em que a avaliação permite estabelecer uma progressão das aprendizagens das crianças (Idem). A dificuldade em concretizar a avaliação, tornou possível a perceção de que é importante estabelecer uma relação entre avaliação, observação, planificação, atuação, comunicação e articulação. Ou seja, antes de avaliar é importante “observar cada criança e o grupo para conhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades (…)” (Idem, p. 25).

É também importante “planear o processo educativo de acordo com o que o educador sabe do grupo e de cada criança (…)” (Idem, p. 26). Torna-se ainda importante “concretizar na acção as suas intenções educativas, adaptando-as às propostas das crianças e tirando partido das situações e oportunidades imprevistas (…)” (Idem, p. 27). Depois de atuar, é fundamental perceber que “o conhecimento que o educador adquire da criança e do modo como esta evolui é enriquecido pela partilha com outros adultos que também têm responsabilidades na sua educação (…)” (Idem). Perante estes processos “cabe ao educador promover a continuidade educativa num processo marcado pela entrada para a educação pré-escolar e a transição para a escolaridade obrigatória” (Idem).

Ao longo da prática, depois de terminadas as atividades educativas com as crianças, existia sempre um momento de reflexão sobre as dificuldades e facilidades

sentidas pelas crianças, sobre as melhorias a fazer na atuação e sobre as aprendizagens desenvolvidas pelas crianças. A reflexão passou a constituir, desde então, uma prática que permitiu repensar e analisar os pontos positivos, negativos e melhorar a atuação. Permitiu igualmente perceber as dificuldades e evoluções de cada criança, adequando, desta forma, futuras propostas educativas.

A reflexão realizada perante as várias experiências vivenciadas, contribuiu para dar importância ao envolvimento de todas as crianças nas propostas educativas, dando também oportunidade a outros intervenientes importantes, como os pais, no desenvolvimento de atividades. O envolvimento de todas as crianças e de alguns dos seus familiares proporcionou um maior interesse por parte das crianças nas atividades propostas.

Depois de experienciadas várias situações no decorrer da prática, desenvolveu-se uma maior perceção das dimensões de bem-estar e das suas implicações. Segundo Portugal e Laevers (2010), “esta abordagem oferece uma forma respeitadora de sentir, pensar e fazerem educação de infância, tendo o adulto como ponto de referência a experiência da criança, reconstruindo significados através das suas expressões, palavras e gestos” (p. 20). Tendo em conta a afirmação dos dois autores, é fundamental que o educador tenha conhecimento do nível de desenvolvimento e aprendizagem em que cada criança se situa, bem como o grau em que se sentem à vontade, agem espontaneamente, mostram vitalidade e autoconfiança.

Os mesmos autores defendem que “Os níveis de bem-estar e implicação tornam- se pontos de referência para os profissionais que pretendem melhorar a qualidade do seu trabalho, promovendo o desenvolvimento e a aprendizagem” (Idem). Importa que aquando da realização de momentos de avaliação individuais ou coletivos, se tente investir, de certa forma, no desenvolvimento de cidadãos críticos e ativos no mundo, que mantenham uma envolvência exploratória e uma motivação cada vez maior, de forma a contribuir na qualidade da sociedade.

À parte das fragilidades sentidas perante a avaliação, tentou-se valorizar momentos conjuntos de diálogos entre a educadora estagiária e as crianças, em que estas expressavam os seus gostos e emoções. Tendo em conta estes momentos percebeu-se que algumas crianças que outrora apresentavam dificuldades em comunicar, demonstraram progressos na dimensão da oralidade.

Sendo a avaliação, entre outras caraterísticas, um suporte do planeamento, a reflexão sobre os momentos de avaliação, possibilita “(…) estabelecer o progresso das aprendizagens a desenvolver com cada criança” (Idem).

Benzer Belgeler