3. PĠLLER
3.1. Pilin Elektriksel Karakteristikleri
3.1.12. Lityum Ġyon Pilleri
A execução do Plano de Metas como um esforço desenvolvimentista que combinava a pa ti ipaç oàdeàespe ialistasài se idosàe t eàoàespe t oàdasà o e tesà a io alistas àeà o- nacionalistas ,àestesà e utadosàe àpa teàpo à‘o e toàCa posà e o o istasàdoàIta a at àeà Lucas Lopes (engenheiros e burocracia do BNDE), certamente contribuiu para uma feição p ag ti a à dasà ati idadesà dosà g uposà t i osà LE““á,à .à Esteà esfo çoà e t eà asà diferentes matrizes deste pensamento, por exemplo, defendeu – embora houvesse divergências sobre seu controle – a aplicação de recursos estrangeiros (capital, tecnologia) pa aà ia iliza àaàI“Ià BIEL“CHOW“KY,à .àPa aàCelsoàLafe ,àaàp p iaà o pet iaàdifusa à daà u o a iaà eu idaà aà ad i ist aç oà pa alela à pa aà ad i ist aç oà deà u aà zo aà deà
43 Completely Knock-Do ,àte oà efe e teàaosàkitsàdeàpeçasàe iadosàdeàu aà at izàdoàe te io àpa aàu aà
filial para montagem do produto, sem que haja produção efetiva de peças dessa filial. General Motors, Volkswagen e Ford usavam deste expediente no país, antes do Plano de Metas. Mas muitos outros ramos também se valiam deste sistema, incluindo a IBM, Burroughs e Remington Rand.
71 i e teza àle ouàaoàusoàdosà apitaisàe te osàdispo í eisà e à elaç oà àfaltaàdeàu aàpoupa çaà i te a ,à o side adosà aisàf eisàdeàe uad a à aà u toàp azoà– no âmbito dos instrumentos dispo í eisàpa aàfis alizaç oàeàe e uç oàdoàpla oàdeà etas à LáFE‘,à ,àp. .à
É possível perceber que essa lógica se aplicou à aquisição de tecnologias estrangeiras, como solução para administrar às incertezas que uma tecnopolítica impõe aos seus praticantes (HECHT, 2009). Reforçando este entendimento, Fábio Erber observou que havia uma literatura sobre ciência e tecnologia à época defendendo que os países subdesenvolvidos pode ia àti a àpa tidoàdoà altoàesto ueàdeà e u sosà ie tífi osàeàte ol gi os àdispo í elà osà Estados Unidos e Europa Ocidental. Sem comprometer seus escassos recursos, o desenvolvimento tecnológico viria a partir do desenvolvimento econômico do país fomentado pelo investimento externo, que funcionava como um agente modernizador tecnológico (ERBER, 1981, p.7; FIGUEIREDO, 1973).
Isso explica a opção por mecanismos legais preexistentes, como Lei n.º 3244 de 14.08.1954, e a instrução da SUMOC n.º 113, de 27.01.1955. A primeira instituiu um novo sistema tributário alfandegário, criando um órgão de controle (Comissão de Política ádua ei a ,à ueà i e ti ouà aà i po taç oà deà e sà deà apitalà ... à se ,à o tudo,à pe de à aà apa idadeà deà seleç oà deà i po taç es à BIEL“CHOW“KY,à ,à p.à .à Po à suaà ez,à aà instrução criada durante a gestão do ministro da Fazenda Eugênio Gudin, um liberal avesso ao intervencionismo desenvolvimentista, autorizava a Carteira de Comércio Exterior do Banco do B asilà CáCEX à aàe iti àli e çasàdeài po taç oàse à o e tu aà a ial à PINHOàNETO,à ,à p.154) para equipamentos vistos como prioritários, sem similares, que não fossem o side adosà sup fluos à oà país.à “e à a ei asà u o ti as,à fa ilitouà sà e p esasà aà aquisição de tecnologias sem ter que recorrerem aos leilões de câmbio, que significava taxas aisàaltas.àPa aà‘afaelàIo is,àfoiàoà aisàefeti oài st u e toàpa aàat aç oàdeài esti e tosà p i adosàest a gei osà aàsegu daà etadeàdosàa osà à ,àp. ,à oà àtoaàutilizadoà por todos os grupos executivos para estimular o desenvolvimento das atividades sob seus o t oles,àdeà a ei aà ia iliza àaài po taç oàdosà e sàdeà apitalà e ess iosàpa aàaàe pa s oà i dust ial à FO‘D,à ,àp. .à
72 Essa opção tecnopolítica de fomento à ISI trouxe graves distorções44, como observou Octavio Ianni:
Ao mesmo tempo que se promovia (de modo deliberado ou não) a substituição das importações, criavam-se novas exigências de importação de máquinas, implementos, acessórios, know-how e matérias-primas para instalar os novos empreendimentos ou para dar continuidades ao seu funcionamento (IANNI, 1991, p.175).
Dentro desta aparente contradição45, mas que para o autor era apenas um novo estágio de internacionalização da economia brasileira, se deu a importação de tecnologias. Essa orientação do Plano de Metas, considerado tí idoà e à suasà fo ulaç esà e plí itasà elati asà à i iaà eà à te ologia à FO‘D,à ,à p. ,à epe utiuà e à u à flag a teà desprestígio da comunidade científica, que foi – apesar de seu crescimento e politização - alijada de boa parte das decisões de Estado durante o governo JK. Nesse sentido, preponderou a perspectiva pragmática dos burocratas, simbolizada pela atuação da Comissão Supervisora de Planos de Institutos (COSUPI) e sua noção de que tecnologia poderia ser adquirida do exterior, devendo-se focar na educação de uma mão-de-obra especializada para atuar na indústria desenvolvimentista, capaz de operar as tecnologias incorporadas (MOREL, 1975; MOTOYAMA, 2004, p.305). Esta opção provocou fortes conflitos entre governo e comunidade científica – simbolizada pelas contundentes críticas do físico José Leite Lopes em 1958 à desvalorização dos pesquisadores brasileiros na questão nuclear:
Mas é necessário alertar as autoridades para gravidade que implicaria a adoção da política de desestímulo à ciência. Sofre o país atualmente uma o tí uaàsa g iaàdeà o alties ,àeàestaàsa g iaàau e ta iaàassustado a e teà com o aumento da industrialização do país, à base exclusivamente de importação de máquinas e de técnicas. A perspectiva seria a da utilização da tecnologia alheia a preço de ouro, a colocação em termos definitivos da
44 Aqui cabe a observação de Ruth Cowan: é necessário levar em conta o contexto e as possibilidades tecnológicas
que se desenhavam aos agentes, para então estabelecer as críticas sobre decisões e caminhos tecnológicos (COWAN, 1999, p.261-280). No caso do Plano de Metas, a exigência política de rápido desenvolvimento econômico significou a aquisição de tecnologias estrangeiras (e posterior absorção) em detrimento do desenvolvimento autônomo local, que seria realizável pela comunidade científica nacional.
45E àdet i e toàdaàpossi ilidadeàdeàu aà políti aàdeàauto o ia àpelaàsu stituiç oàdeài po taç es,à oàesfo ço
para reduzir a importação de tecnologia incorporada fez-se acompanhar pela consolidação de novas formas de t a sfe iaàdeàte ologia. à FO‘D,à ,àp. .
73 situação de dependência econômica em que ainda nos encontramos (LOPES, 1987, p.83)
Esses aspectos contribuiriam para aprofundar um quadro de dependência tecnológica do país. Nesse cenário, a incorporação destas tecnologias sensíveis colocou em segundo plano o desenvolvimento tecnológico-científico autônomo, tanto o uso dos computadores para o trabalho científico quanto o incentivo a uma indústria eletrônica original. Prova disso foi que os primei osà o putado esà dese ol idosà oà país,à Lou i ha à à eà )ezi ho à ,à realizados em instituições militares de pesquisa – respectivamente a Escola Técnica do Exército (ETE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) – ficaram isolados frente às primeiras iniciativas estatais para constituir CPDs. Frutos destes empreendimentos seriam colhidos a longo prazo, mas no contexto do Plano de Metas, serviriam apenas para fins didáticos (CARDI, 2012; RIPPER, 1977).
Deste modo, parte da afirmação de Eric Langer sobre a participação dos físicos brasileiros para criar as condições de desenvolvimento de uma indústria de computadores no país deve ser revista. Embora haja a atuação destacada de destes especialistas no campo da Informática nos anos 1960 e 1970, no período entre o final dos anos 1950 e início dos 1960 isto não ocorreu – os próprios esforços do eminente físico da USP Mário Schenberg em contatar cientistas israelenses para constituir uma tecnologia conjunta para mainframes não contou com a mínima repercussão no governo, e tampouco pareceu guiar suas intenções quando fez surgir o GTAC e o GEACE (LANGER, 1989, p.97). Mário Schenberg e outros físicos posteriormente conseguiriam fechar um acordo com a IBM, para instalar o primeiro computador da USP em 1962.