3. MONTAJ HATLARI
3.5. Literatür Araştırması
Após realizar as entrevistas ao TCor ADMIL Madureira dos Santos e ao TCor ADMIL António Torrado, constatou-se que o sistema aquisitivo do Exército ainda possui muitas lacunas no seu sistema nomeadamente:
75 Ver figura 10 - Resultado obtidos no Mapa da Despesa do Exército de 2015, Apêndice T.
76 Ver quadro 9 – Resultados obtidos pela lista de centros financeiros e pela análise do Mapa da Despesa do
Exército de 2015, Apêndice M.
77 Ver figura 11 - Resultado obtidos no Mapa da Despesa do Exército de 2015, Apêndice U. 78 Ver figura 12 - Resultado obtidos no Mapa da Despesa do Exército de 2015, Apêndice V. 79 Ver quadro 10 - Resultado obtidos no Mapa da Despesa do Exército de 2015, Apêndice W.
Capítulo 5: Apresentação, estudo e discussão de resultados
39 - No Planeamento. Como refere “O planeamento é um a vulnerabilidade/ fragilidade nesta área, que não é fácil de ultrapassar, existe algum planeamento, mas é deficitário, por muitas razões: as U/E/O são insaciáveis.” (entrevista ao TCor Torrado). Apesar de existir algum planeamento, é muito insuficiente como se pode verificar na análise das figuras 3, 5, 7, 9, 11 e 12, pode-se constatar que a maior parte das aquisições são realizadas no último trimestre do ano, levando a que os bens e serviços adquiridos, sejam realizadas sob ameaça do fator tempo, isto é, o importante é adquirir não havendo interesse com a política dos 3 E´s80.
A dificuldade do planeamento das necessidades é o principal fator das compras não originarem economias de escala. “O planeamento está na base de tudo em que se pretende, a utilização eficiente dos recursos” (entrevista ao TCor Madureira dos Santos). Sem o planeamento, que deveria ser efetuado pela DMT, a DA não consegue elaborar um plano aquisitivo eficaz para o Exército de forma centralizada, obtendo-se assim desperdício e pouca eficiência, “as economias de escala são reduzidas devido ao planeamento deficitário” (entrevista ao TCor Torrados).
Outro fator que reforça a falta de planeamento é a adoção constante de ADRN, como demonstra a figura 1. Se efetivamente houvesse um bom planeamento, quando se faz a análise no tempo das aquisições, deveria visualizar-se uma evolução contínua através de reta paralela ao eixo do tempo, decrescente à medida que se aproxima o fim do ano económico, que significaria um bom planeamento de aquisições logo desde do mês de janeiro.
Insuficiência das verbas disponibilizadas. A insuficiência de bens monetários leva a que as U/E/O se dirijam à DA a fim de satisfazer os bens e serviços básicos, “têm a tendência de submeter todos e quaisquer pedidos de fornecimento de bens e/ou serviços através do canal logístico, como consequência, a DA está-se a tornar aos poucos mais uma Secção de Logística” (entrevista ao TCor Madureira dos Santos).
Para além de ser insuficiente, as verbas não são disponibilizadas num único montante, leva a que, quando se necessite de mais dinheiro tenhamos de esperar até ao próximo depósito por parte das entidades externas, perdendo-se assim a possibilidade de lançar um CP que poderia ser mais rentável para o Exército.
Face ao exposto, as U/E/O inscrevem a despesa numa rúbrica à qual não pertence, levando a que se façam alterações orçamentais a posteriori, tornando assim processo moroso e lento. Face às verbas disponibilizadas no ano de 2014, “para o CmdLog são
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40 disponibilizados em média cerca de 25M€” (entrevista ao TCor Torrado), porém 21,4M€ foram utilizados para suprimir as necessidades decorrentes da alimentação, restando 3.6 M€ para as outras aquisições. O reflexo destas insuficiências de verbas pode ser verificado através das figuras 2 e 3 pela adoção principal do AD e a aquisição tardia de bens e serviços, neste caso, no último trimestre do ano, não sendo despendidos montantes significativos no decorrer do ano.
A dificuldade em a DMT fornecer ET adequadas. A responsabilidade de definir, desenhar as ET para enquadrar o Caderno de Encargos de qualquer procedimento é da DMT, ou seja, especificar os detalhes e características que devem constar do bem a adquirir. As ET têm de ser definidas por técnicos competentes e qualificados em diversas valências tecnológicas e científicas que tenha conhecimento pleno dos bens e serviços a adquirir. Quando estas ET não são “blindadas” do ponto de vista técnico a consequência será o procedimento correr sérios riscos de ser abortado e se perder tempo com a sua revisão e o seu relançamento, a que haja uma forte competição entre os concorrentes de determinado procedimento, com o objetivo de derrubarem a proposta do adversário que supostamente se encontra em melhor posição para vencer a adjudicação, por não cumprir determinada característica, que foi mal definida na ET. Derivado a isto, há um grande número de pedidos de esclarecimento e listas de erros e omissões por parte dos candidatos, com o consequente atraso e prorrogação dos prazo de entrega das propostas “quando as especificações são demasiado específicas, ou por não se encontrar no mercado o que se pretende, são situações que podem acontecer e dificultam o processo aquisitivo, contudo são fatores externos” (entrevista ao Major Eleutério).
Outro ponto associado às ET prende-se com a receção dos bens adquiridos, isto é, na receção dos bens tem que se fazer uma avaliação quantitativa, verificar se as quantidades correspondem ao encomendado, mas também qualitativa, ou seja, verificar se as ET definidas estão presentes e cumpridas nos bens e serviços adjudicados e entregues. A primeira é de fácil verificação, “verificar se aquilo que vai ser entregue corresponde ao que foi estipulado pela especificação técnica e que foi adjudicado” (entrevista ao TCor Torrado), contudo a segunda requere técnico especializado na matéria.
Se as ET forem mal redigidas e especificadas podem conduzir à queda do processo aquisitivo. É uma área de extrema importância e o Exército está fortemente vulnerável nesta matéria, como refere o entrevistado TCor Torrado.
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