BÖLÜM II GENEL BİLGİLER
2.6 Literatür Özeti
Primeiramente é importante dizer que, para realizarmos a análise a que nos propomos, nós partimos do geral para o particular. Em um primeiro momento, fizemos uma descrição do período composto em italiano e em português, estabelecendo uma comparação entre eles. Em seguida, abordamos dois tipos de período composto italiano individualmente: a coordenação e a subordinação. As orações italianas de cada um desses períodos foram analisadas uma a uma.
Em um primeiro momento da abordagem a uma oração italiana, começamos por descrevê-la, indicando sua função e suas características gerais. Não nos ativemos a muitos detalhes tanto na descrição dos tipos de período, quanto na dos tipos de orações, porque não convinha, pois o principal momento do estudo dos dados é o da análise oracional das frases- exemplo apresentadas pelos autores das cinco gramáticas italianas descritas no tópico 5.2 desta tese. Para se obter todos os detalhes sobre cada oração italiana — como, por exemplo, os modos dos seus verbos —, é preciso consultar diretamente as gramáticas.
Seguindo com o passo-a-passo da análise, passamos ao exame das referidas frases- exemplo. Começamos pela tradução dessas sentenças para o português. Em seguida, fizemos a análise completa das orações de algumas dessas sentenças para que pudéssemos chegar a conclusões e estabelecer correspondência com as classificações das orações do português. Para realizarmos a análise completa, procuramos escolher as frases que consideramos mais interessantes em termos sintáticos ou semânticos, de modo que pudessem confirmar ou refutar cada hipótese nossa em relação à correspondência entre italiano e português. A referida análise consistiu nas seguintes etapas:
1) Divisão da frase italiana em orações, conforme regras da língua italiana; 2) Classificação das orações, segundo o gramático que apresenta a frase; 3) Tradução da frase italiana para o português;
5) Classificação das orações, com base nas gramáticas da língua portuguesa.
Realizamos a referida análise dentro de quadros, como no exemplo abaixo:
ITALIANO:
Frase 1: È ancora qui o è già andato via? (DARDANO E TRIFONE, 2003, p. 445). Análise oracional segundo a gramática italiana:
È ancora qui / o è già andato via? 1ª proposizione: principale
1ª prop. 2ª prop. 2ª proposizione: coordinata disgiuntiva
TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS E ANÁLISE ORACIONAL:
Ainda está aqui / ou já foi embora? 1ª oração: coordenada assindética
1ª oração 2ª oração 2ª oração: coordenada sindética alternativa
Após termos seguido todos os passos descritos acima, com todos os tipos de orações coordenadas e subordinadas do italiano, apresentados pelos autores das gramáticas italianas, completamos, por fim, os quatro quadros resumitivos da proposta de correspondência entre as referidas orações do italiano e do português.
É importante destacarmos que todos os autores das cinco gramáticas italianas, ao tratarem do período composto, apresentam as orações seguindo praticamente a mesma ordem: primeiro tratam das coordenadas e depois das subordinadas. Fizemos o mesmo nesta tese.
Também é importante explicarmos que mantivemos em italiano a nomenclatura gramatical italiana. Quando consideramos necessário, fizemos observações com a tradução do termo gramatical analisado. Em geral, os termos que dão nomes às classificações das orações italianas são bastante transparentes para brasileiro, isto é, são muito parecidos com os termos em português.
Considerando as obras das línguas italiana e portuguesa descritas nos tópicos 5.2 e 5.3, os capítulos ou partes das mesmas os quais tratam do período composto e das conjunções
constituíram importante material no trabalho de constituição e de análise dos dados. Os referidos capítulos são citados a seguir67:
GRAMÁTICAS ITALIANAS:
1) Grammatica italiana con nozioni di linguistica, de Maurizio Dardano e Pietro Trifone (2003): para as conjunções, consultamos o capítulo 11, intitulado La congiunzione e l’interiezione; para o período composto, utilizamos o capítulo seguinte a esse, o 12, intitulado La sintassi della frase complessa.
2) La comunicazione e gli usi della lingua, de Francesco Sabatini (1994): para o estudo das conjunções e outros tipos de conectivos, pesquisamos o capítulo quarto, no tópico 13, intitulado Caratteristiche del testo IV): la coesione mediante i legamenti, e em especial no subtópico 6: Legamenti per mezzo delle congiunzioni. Ainda para as conjunções, estudamos o tópico VIII — Congiunzione — do apêndice VI. Para o estudo do período composto, estudamos principalmente o capítulo sexto, intitulado La frase “multipla”: coordinazione e subordinazione.
3) Grammatica italiana – italiano comune e lingua letteraria, de Luca Serianni (1999): para o estudo das conjunções, pesquisamos o capítulo IX, intitulado Congiunzioni e segnali discorsivi; para a investigação sobre período composto, estudamos o capítulo XIV, intitulado Sintassi del periodo.
4) Grammatica italiana, de Salvatore Battaglia e Vincenzo Pernicone (1994): esta obra não é dividida em capítulos; a parte que trata das conjunções — intitulada Le congiunzioni — vai da página 263 à 270; a parte do período composto é intitulada La sintassi del periodo; estudamos o conteúdo que vai da página 320 à 346.
5) Grammatica italiana, de Giuseppe Pittano (1974): esudamos o capítulo 17, intitulado La congiunzione, e o capítulo 20, intitulado Il periodo.
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GRAMÁTICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA:
1) Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, de José Carlos de Azeredo (2010): Foi na quarta parte desta obra que encontramos o conteúdo ligado ao tema desta tese. Nesta parte, estudamos, no capítulo 7, os tópicos 7.7.3 e 7.7.4, que tratam das conjunções; estudamos também o capítulo 14, intitulado O período composto.
2) Nova gramática do português brasileiro, de Ataliba Teixeira de Castilho (2010): tanto para o tratamento das conjunções quanto do período composto, estudamos o capítulo 9 desta obra, intitulado A sentença complexa e sua tipologia.
3) Moderna gramática portuguesa, de Evanildo Bechara (1999): estudamos, no capítulo II desta obra — intitulado Gramática descritiva e normativa: as unidades do enunciado —, dentro da parte A — Formas e funções —, o tópico 9: Conjunção. Na parte C — Estrutura do enunciado ou período. A oração e a frase —, estudamos dois tópicos. Um foi o tópico 2: Orações complexas e grupos oracionais: A subordinação e a coordenação. A Justaposição. O outro foi o tópico 3: As chamadas orações reduzidas.
Estudamos eventualmente outras partes destas obras, mas as citadas acima foram certamente as mais importantes para desenvolvermos o estudo proposto nesta tese.
5.5.1. A tradução das frases-exemplo
A tradução das frases foi procedimento-chave para o processo de análise, isto é, sem traduzir as sentenças não seria possível realizar a análise contrastiva, nem estabelecer a correspondência que desejávamos. Portanto, ao traduzirmos as frases, procuramos ser o mais fiéis possível às sentenças originais em italiano, respeitando, porém, as características dos dois idiomas em questão, o italiano e o português. Como o corpus a ser traduzido era extenso, foi inevitável nos depararmos com situações mais desafiadoras; principalmente nesses casos, procuramos fornecer todas as observações que consideramos necessárias para o bom
entendimento da sentença original e para a realização de uma análise adequada. Vejamos dois exemplos de frases que exigiram uma maior atenção ao serem traduzidas:
1) O vieni tu, o vengo io.
Esta frase é apresentada por Francesco Sabatini (1994), e está inserida no quadro que apresenta a chamada proposizione coordinata correlativa do italiano. O que há de especial nessa frase é que o verbo venire do italiano pode ser traduzido para o português tanto como vir quanto como ir. Logo, há pelo menos duas opções de tradução da frase:
Ou vem você, ou venho eu. OU Ou vai você, ou vou eu.
Como já explicamos, as frases selecionadas não apresentam um contexto, porque servem para exemplificar os tipos de orações apresentados pelos autores nas cinco principais gramáticas italianas utilizadas na tese. Logo, não há como definir uma tradução como a mais adequada.
2) Per essere così magro ha una bella forza.
Esta frase é apresentada por Dardano e Trifone (2003) para exemplificar uma proposizione subordinata avverbiale concessiva implicita: Per essere così magro. Consideramos a tradução dessa frase difícil. Em um primeiro momento, parece que as duas orações que constituem a sentença formam uma ideia contraditória. Traduzindo “ao pé da letra”, a frase ficaria assim em português: “Por ser tão magro, ele tem uma bela força”. Esta tradução faz o enunciado não ter sentido algum. Ficaria totalmente incoerente. Logo, a tradução de frases como esta não pode ser feita “ao pé da letra”, mas sim, usando-se o bom senso e o domínio das duas línguas. A tradução mais adequada é a seguinte68:
Apesar de ser tão magro, ele tem uma bela força.
Assim, tivemos desafios com a tradução das frases-exemplo, mas nos esforçamos para realizarmos boas traduções, porque elas foram determinantes na qualidade da análise contrastiva que fizemos.
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6. ANÁLISE CONTRASTIVA DOS DADOS: ORAÇÕES COORDENADAS E