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Lisede Öğrenim Gören Ergenlerin Bağlanma Stillerinin Bazı Değişkenlere Göre İncelenmesi

4.1 Parâmetros e Diretrizes para execução das medidas socioeducativas estabelecidos no SINASE

O SINASE recomenda em seu texto algumas diretrizes norteadoras da ação e gestão pedagógicas para as entidades e programas de atendimento socioeducativo e também dimensões básicas nas quais estes devem estruturar- se.

As diretrizes norteadoras da ação e gestão pedagógicas consistem em formas de valorizar as relações pedagógicas e o estabelecimento de certo grau de conhecimento do adolescente, através de medidas como, por exemplo, a previsão de uma composição mínima do quadro de pessoal que compõe as Unidades ou Programas de Internação. Para que se estabeleça um vínculo entre o componente deste quadro e o adolescente interno é necessário que o profissional disponha de tempo para prestar atenção num grupo reduzido de jovens sob sua responsabilidade.

As entidades de atendimento e/ou programas que executam a internação provisória e as medidas socioeducativas de prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação deverão orientar e fundamentar a prática pedagógica nas seguintes diretrizes: prevalência da ação socioeducativa sobre os aspectos meramente sancionatórios; projeto pedagógico como ordenador de ação e gestão do atendimento socioeducativo; participação dos adolescentes na construção, no monitoramento e na avaliação das ações socioeducativas; respeito à singularidade do adolescente, presença educativa e exemplaridade como condições necessárias na ação socioeducativa; exigência e compreensão, enquanto elementos primordiais de reconhecimento e respeito ao adolescente durante o atendimento socioeducativo; diretividade no processo socioeducativo; disciplina como meio para a realização da ação socioeducativa; dinâmica institucional garantindo a

horizontalidade na socialização das informações e dos saberes em equipe multiprofissional; organização espacial e funcional das Unidades de atendimento socioeducativo que garantam possibilidades de desenvolvimento pessoal e social para o adolescente; diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual norteadora da prática pedagógica; família e comunidade participando ativamente da experiência socioeducativa e formação continuada dos atores sociais.

No tocante às dimensões básicas em que devem estruturar-se as entidades e programas de atendimento socioeducativo, estas medidas visam à concretização de uma prática pedagógica sustentável e garantista. Estas dimensões se estendem a todos os programas de atendimento socioeducativo que executam a internação provisória e as medidas socioeducativas, guardando as especificidades de cada um destas.

Em relação à estrutura física, é condição fundamental que as entidades e/ou programas de atendimento que executam as medidas socioeducativas assegurem aos adolescentes condições de higiene, de alimentação, de repouso, de visitação pela família, de profissionalização, dentre outras relativas à Unidade em que se encontram de modo a garantir-lhes um atendimento adequado à execução do PIA e à garantia de seus direitos fundamentais (anexo III).

As medidas em meio aberto, quais sejam, prestação de serviço à comunidade e liberdade assistida, devem ter um local específico para a sua execução, contendo salas de atendimento individuais e em grupo, sala de técnicos e demais condições para garantir que a estrutura física facilite o acompanhamento dos adolescentes e seus familiares. A equipe de técnicos que acompanharão os adolescentes que prestam serviços à comunidade deverá ser composta por:

• 01 Referência socioeducativo61 para cada grupo de até dez adolescentes e

um orientador socioeducativo para até dois adolescentes simultaneamente a fim de garantir a individualização do atendimento que a medida pressupõe.

Na execução da medida socioeducativa de liberdade assistida a composição da equipe mínima deverá atender a seguinte relação quantitativa determinada pelo número de adolescentes atendidos:

• Em se tratando da Liberdade Assistida Comunitária (LAC), cada técnico terá sob seu acompanhamento e monitoramento o máximo de vinte orientadores comunitários. Sendo que cada orientador comunitário acompanhará até dois adolescentes simultaneamente;

• Em se tratando Liberdade Assistida Institucional (LAI), cada técnico acompanhará simultaneamente no máximo a vinte adolescentes.

No tocante aos programas de execução da medida de semiliberdade, a capacidade máxima deve ser de vinte adolescentes para que se mantenha um acompanhamento mais individualizado. O programa de atendimento deverá ocorrer, preferencialmente, em casas residenciais localizadas em bairros comunitários. A residência deverá ser organizada considerando os aspectos logísticos necessários para a execução do atendimento dessa modalidade socioeducativa, sem, contudo descaracterizá-la de uma moradia residencial. Outro aspecto a ser respeitado, é a separação entre os adolescentes que receberam a medida de semiliberdade como progressão de medida e aqueles que a receberam como primeira medida. A composição mínima da equipe técnica voltada para atender até vinte adolescentes deve ser de:

• 01 coordenador técnico • 01 assistente social • 01 psicólogo • 01 pedagogo

• 01 advogado (defesa técnica)

• 02 socioeducadores em cada jornada

61

No caso desta medida a referência socioeducativo é o profissional de nível superior ou com função de gerência ou coordenação nos locais de prestação de serviço comunitário, que será responsável geral tanto pelos adolescentes prestadores de serviço comunitário quanto pelo funcionário guia.

• 01 coordenador administrativo e demais cargos nesta área, conforme a demanda do atendimento

• Deve-se considerar nos casos de haver mais de uma residência de atendimento em pequenos grupos de até quinze adolescentes, poderá ser instituída uma coordenação administrativa, uma coordenação técnica e um advogado para duas ou três casas simultaneamente.

No caso das entidades e/ou programas de execução de medidas socioeducativas de internação, a organização do espaço físico deverá prever e possibilitar a mudança de fases do atendimento do adolescente, que consistem nas seguintes:

a) fase inicial de atendimento: período de acolhimento, de reconhecimento e de elaboração por parte do adolescente do processo de convivência individual e grupal, tendo como base as metas estabelecidas no PIA; b) fase intermediária: período de compartilhamento em que o adolescente apresenta avanços relacionados nas metas consensuadas no PIA; e c) fase conclusiva: período em que o adolescente apresenta clareza e conscientização das metas conquistadas em seu processo socioeducativo.62

O SINASE define o número de adolescentes por Unidade de internação, devendo este número ser razoável para que seja reservado aos adolescentes um nível de atenção maior. Cada Unidade deverá ter até quarenta adolescentes, conforme a resolução nº 46/199663 do CONANDA. Se houver

mais de uma Unidade em um mesmo terreno, o atendimento total será de noventa adolescentes no máximo. Uma Unidade deve ser constituída de espaços residenciais denominados de módulos com capacidade não superior a quinze adolescentes. A composição mínima do quadro de pessoal nas unidades de internação64 que visem atender até quarenta adolescentes deverá ser de:

• 01 diretor;

• 01 coordenador técnico; • 02 assistentes sociais; • 02 psicólogos;

• 01 pedagogo;

• 01 advogado (defesa técnica);

62 SINASE. p. 58. 63

Resolução de 29 de outubro de 1996. Publicada no DOU Seção 1 de 08/01/97. Regulamenta a execução da medida socioeducativa de internação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n° 8.069/90.

• Demais profissionais necessários para o desenvolvimento de saúde, escolarização, esporte, cultura, lazer, profissionalização e administração; • Socioeducadores (consideradas a dinâmica institucional e os diferentes

eventos internos).

O PIA deve ser um importante instrumento de acompanhamento da evolução pessoal e social do adolescente e da conquista de metas e compromissos pactuados com esse adolescente e sua família durante o cumprimento da medida socioeducativa. A elaboração do PIA se inicia na apresentação do adolescente ao local em que se desenvolverá o programa de atendimento e o requisito básico para sua elaboração é a realização do diagnóstico multissetorial através de intervenções técnicas junto ao adolescente e sua família, nas áreas jurídica, psicológica, social, pedagógica e da saúde.

Toda a evolução e crescimento pessoal e social do adolescente deverá ser registrado no PIA com o intuito de fazê-lo compreender a fase em que está e a que ponto deve chegar.

Devem ser assegurados aos adolescentes que integram programas de atendimento socioeducativo condições que lhes garantam a efetivação de alguns direitos humanos, dentre as quais: escolarização formal; atividades desportivas, culturais e de lazer com regularidade e freqüência dentro e fora dos programas de atendimento; atendimento de saúde na rede pública; alimentação de qualidade e em quantidade suficientes; vestuário para todos que necessitarem em quantidade e correspondente às variações climáticas, bem como acesso à documentação necessária ao exercício da sua cidadania e documentação escolar.

Cada Unidade de atendimento socioeducativo deverá ter um corpo técnico multiprofissional capaz de acompanhar os adolescentes e suas famílias em suas demandas bem como atender os funcionários. O corpo técnico deverá ser selecionado de maneira a formar-se um quadro de profissionais qualificados para o desempenho das funções. Deverão ser-lhes oferecidas oportunidades de formação e capacitação continuada específicas para o trabalho socioeducativo.

4.2 Centros Educacionais voltados para o cumprimento de medidas