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3.3. Sosyal Temalar

3.3.6. Lirik ġiirler ve AĢk Temi

Como o objetivo deste trabalho é comparar a escrita de falantes não nativos do inglês com falantes nativos, é importante levarmos em consideração fatores relacionados com a aquisição da segunda língua (L2). Por isso, nesta seção serão tratados aspectos relacionados com a interlíngua.

O termo interlíngua foi utilizado inicialmente pelo linguista americano Selinker para definir o sistema linguístico construído por um falante de L2. Isso se deve ao fato desse falante construir regras linguísticas durante o processo de aquisição da língua. De acordo com Ellis (1997), a interlíngua baseia-se inicialmente em sua língua materna (L1), porém elas são diferentes. A interlíngua também se baseia na L2, porém elas são, também, diferentes. Dessa forma, interlíngua é um sistema linguístico único, que tem por objetivo se aproximar ao máximo da L2.

Ellis (1997), define seis premissas acerca da aquisição de uma segunda língua. A primeira refere-se à interlíngua, pois o aprendiz constrói um sistema abstrato de regras linguísticas que subjazem compreensão e produção da L2.

A segunda premissa refere-se à gramática do aprendiz, que, segundo o autor, é permeável. Isso quer dizer que a gramática está sujeita à influência externa (ex. Input). Ela também sofre influência interna. São exemplos dessa influência fenômenos como a omissão, a super generalização e a transferência de erros.

A terceira das premissas definidas por Ellis refere-se à transicionalidade da gramática do aprendiz. Os aprendizes mudam sua gramática de uma hora para outra ao adicionarem regras, excluirem regras e reconstruirem o sistema inteiro. O resultado desses processos é um continuum da interlíngua. Quer dizer, os aprendizes constroem uma série de gramáticas mentais, ou interlínguas, na medida em que

32 eles aumentam a complexidade de seu conhecimento sobre a L2. Por exemplo, inicialmente, os aprendizes começam com uma gramática muito simples, em que apenas uma forma do verbo é representada (por exemplo, paint), porém com o passar do tempo eles adicionam outras formas (por exemplo, painting e painted) e organizam gradualmente as funções que esses verbos podem realizar.

A quarta premissa relaciona-se com o processo de construções de regras dos aprendizes. Alguns pesquisadores argumentam que os aprendizes podem ter regras que competem entre si em qualquer estágio de desenvolvimento. Entretanto, outros pesquisadores argumentam que os sistemas da interlíngua são homogêneos e que a variabilidade representa os erros que os aprendizes cometem quando tentam usar seu conhecimento para se comunicar. Esses pesquisadores vêm variabilidade como um aspecto relacionado à performance, e não à competência. Ellis (1997) salienta que a premissa de que os sistemas da interlíngua são variáveis é controversa.

A quinta premissa definida pelo autor refere-se às estratégias empregadas pelos aprendizes no processo. Para Ellis, os diferentes tipos de erros produzidos refletem estratégias diferentes. Por exemplo, erros de omissão sugerem que aprendizes estão, de alguma forma, simplificando a atividade ao ignorar aspectos gramaticais que eles ainda não estão prontos para processar. Super generalização e transferência de erros também podem ser vistas como evidências de estratégias de aprendizado.

Finalmente, a sexta premissa relaciona-se à fossilização da gramática do aprendiz. Ellis (1997), lembra que Selinker sugeriu que apenas cinco por cento dos aprendizes desenvolvam a gramática mental no mesmo nível dos nativos. A maioria para antes de atingir esse nível. A prevalência de backsliding (ex. A produção de erros representando um estágio inicial de desenvolvimento) é típico de aprendizes fossilizados. Fossilização não ocorre na aquisição da L1, então isso é exclusivo de gramáticas da L2.

Esses seis pontos que o autor ressalta mostram que o processo de aprendizagem de uma segunda língua é gradual e que, durante esse processo, o aprendiz constrói a gramática da L2 com base em hipóteses. A L1 também exerce grande influência nesse processo, principalmente no início da aprendizagem de L2, quando o conhecimento da L2 que o aprendiz tem é muito pequeno. As produções dos aprendizes são, então, reflexo de sua interlíngua e, ao analisarmos essas produções, poderemos criar hipóteses acerca de seus aprendizados, com base em seus acertos, e, também, em seus erros.

33 Ellis (1997) sugere que uma das formas mais eficazes de se investigar a aquisição da L2 é através da análise dos erros. Ele afirma que há três pontos positivos em se fazer esse tipo de investigação. Primeiro, os erros são partes notáveis da língua do aprendiz e podemos investigar o porquê deles. Segundo, os professores, por exemplo, podem identificar os tipos de erros que os alunos estão propensos a cometer. Finalmente, o autor afirma que errar ajuda o aprendiz a criar uma consciência do erro e que eles aprendem quando se auto corrigem.

Kleyn (1986) salienta que, sempre que um aprendiz de L2 tenta produzir algo na língua alvo, ele recorre a todos os recursos que poderão ajudá-lo, incluindo seu conhecimento da língua materna. Para o autor, o conhecimento que ele tem da primeira língua sendo aplicado na produção ou interpretação da L2 é o que chamamos de transferência. O autor lembra, porém, que esse é apenas um dos recursos que o aprendiz pode vir a utilizar para se comunicar em L2. No processo de produção linguística, esses recursos interagem e, para se entender o que o aprendiz produz, é necessário levar todos esses recursos em consideração.

Em conclusão, a produção dos aprendizes deve ser interpretada com muito critério, já que nem todos os recursos utilizados pelos aprendizes sejam transferência da língua materna. Ao tirar conclusões sobre a diferença da produção de nativos e aprendizes, devemos ter consciência que há outros fatores envolvidos na produção.

Vimos nesse capítulo que há vários tipos de corpora disponíveis e que para cada objeto de estudo há um tipo de corpus ideal. Primeiramente, devemos levar em consideração o tipo de registro do corpus, oral ou escrito, e escolher o que irá cumprir com os objetivos propostos. Em seguida, devemos nos ater ao fato de que, atualmente, há disponíveis vários corpora, por isso, antes de criarmos um novo corpus, precisamos ver se o corpus que desejamos já existe. Com nosso objetivo em mente e o tipo de corpus definido, devemos nos preocupar com o tamanho do corpus. Conforme vimos neste capítulo, um

corpus grande atende a um tipo de pesquisa, enquanto um corpus pequeno atende a outros.

Finalmente, observamos que, com o aprimoramento das tecnologias computacionais, a investigação da língua dos aprendizes de língua estrangeira, assim como sua comparação com a língua dos falantes nativos, foi facilitada. Isso significa que temos agora, disponível, uma maior quantidade de dados mais precisos. O trabalho, porém, deve ser feito de forma bem criteriosa, já que as ferramentas utilizadas

34 trazem-nos uma grande gama de dados a serem interpretados.

É de conhecimento geral que há diferenças entre a escrita acadêmica de nativos e não-nativos. O que pretendemos com esse trabalho é apontar as diferenças entre esses dois grupos.

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Benzer Belgeler