6. AKI ANALĠZĠ METODU ĠLE REAKSĠYON ĠHTĠMALĠYETLERĠNĠN ELDE
7.2 H + + LiH Reaksiyonu
1.5 O historiador da literatura e o crítico literário; 1.6 Pesquisador da culinária brasileira;
1.7 Colaborador em livros de outros escritores;
1.8 Escritor e pesquisador da literatura infantil brasileira.
1.3 Escritor de literatura
Conforme mencionei anteriormente, além de sua carreira de jornalista, no final da década de 1940, Arroyo passou a escrever livros de contos para o público adulto e a receber alguns prêmios por esse trabalho. Ao longo de sua vida, teve publicados o total de três livros de literatura para adultos, todos livros de contos.
No Quadro 4, apresento o conjunto desses livros ordenados por título, editora, número de edições localizadas, datas da 1ª. edição ou edição mais antiga localizada e, da edição mais recente localizada.
Quadro 4: Livros de literatura para adultos ordenados por título, editora, número de edições localizadas, datas da 1ª. edição ou edição mais antiga localizada e, da edição mais recente localizada
Livros de literatura Editoras Edições
localizadas ou ed. mais Data 1ª. ed. antiga localizada Data da ed. mais recente localizada
Viagem para Málaga Livraria José Olympio 1ª. 1950 1950 Absalão e o rei Difusão Europeia do Livro 1ª. 1961 1961 10 contos escolhidos Horizonte/ INL 1ª. 1985 1985
Fonte: Bibliografia de e sobre Leonardo Arroyo: um instrumento de pesquisa. (ASSIS, 2016).
Conforme é possível observar no Quadro 4, o primeiro livro de literatura que Arroyo teve publicado foi Viagem para Málaga, pela Livraria José Olympio Editora (SP). De acordo com o texto publicado na orelha da 1ª. edição de Viagem para Málaga, esse livro “[...] despertou grande interesse entre os intelectuais de São Paulo [...], pois, além de um “autor novo”, “[...] trata-se do primeiro prêmio, desde que existe o laurel, concedido a um livro de contos”. (JOSÉ OLYMPIO EDITORA, 1950, s.p.).
Viagem para Málaga tem 187 páginas, formato pequeno, de 12 x 18 cm, com nove contos78. Abaixo do título, de forma destacada e centralizada, aparece a informação sobre o prêmio que havia recebido no ano anterior: “Prêmio Fabio Prado de 1949”.
Segundo informação do texto na orelha da 1ª. edição desse livro, Arroyo submeteu o livro Viagem para Málaga ao prêmio “Fábio Prado” para “[...] experimentar se sabia ou não escrever [...] numa disputa a que concorreram cerca de duas dezenas de originais”. (JOSÉ OLYMPIO EDITORA, 1950, s.p.). Até o momento, não localizei informações sobre outras edições desse livro.
78Os contos que integram esse livro são: “Viagem para Malaga”, “Estranhos chamados de Bretanha” “Carmelito”, “O Hóspede”, “Missa de Ação de Graças”, “Chuva no Bairro”, “Filho da Iniquidade”, “De Mãos Postas, Senhor!” e “Os Meninos”.
Figura 12: Capa do exemplar de 1ª. edição do livro Viagem para Málaga, de Leonardo Arroyo (1950).
Fonte: Acervo pessoal da autora.
Em janeiro de 1951, Sérgio Buarque de Holanda79 escreveu um artigo a respeito das qualidades de escritor de Leonardo Arroyo.
[...] [Viagem para Malaga] fornece desde já, inclusive nas suas limitações, a medida do bom narrador, sobretudo, do bom escritor, não sei se será lícito pormenorizar: do bom contista [...]. Chama a atenção, quase infalivelmente, nestas histórias, o hábito do autor de produzir uma atmosfera de expectativa, que se há de resolver de súbito, a fim da narrativa, através de uma espécie de frase-chave. (HOLANDA, 1951, p. 4).
O segundo livro desse conjunto foi publicado 11 anos depois, em 1961, trata-se de Absalão e o Rei, pela Difusão Europeia do Livro80, publicado como o 6°. volume da coleção “Novela Brasileira”81. Esse livro tem 132 páginas, formato de 12 x 19 cm e oito contos82.
79 Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) “[...] foi historiador e crítico literário. Participou do Movimento Modernista de 1922. [...] Foi colunista e correspondente de diversos jornais, tanto no Brasil quanto no exterior. Escreveu um dos mais importantes livros históricos do país, Raízes do Brasil (1936) [...], ocupou a cadeira de História da Civilização Brasileira, na Faculdade de Filosofa, Letras e Ciências Humanas da USP; foi o primeiro diretor do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais importantes intelectuais brasileiros, membro-fundador do Partido dos Trabalhadores [...]”. (s.p.). Escreveu, entre outros livros, Cobra de vidro (1944), Tentativas de mitologia (1979) e Caminhos e Fronteira (1957). Disponível em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/sergiob uarquedeholanda/index.php?p=5379. Acesso em 18 mar. 2016.
80 Cf. nota 49 do Capítulo 1 desta tese.
81 A coleção “Novela Brasileira”, da Difusão Europeia do Livro, foi dirigida por Bráulio Pedroso. Além do livro Absalão e o Rei, de Arroyo (961), essa coleção publicou: A Parábola das 4 cruzes, de Mário Donato; O diabo veste de prêto, de Antônio D’Elia; João Simões continua, de Orígenes Lessa; e Mirante dos aflitos, de Dias da Costa. (DIFUSÃO EUROPÉIA DO LIVRO, 1960).
Como mencionei, resulta de uma coletânea que Arroyo teve premiada no ano de 1952, com o livro de contos Ah, Solidão!, pela Revista Atibaia (SP).
No prefácio que escreveu para o livro, Osmar Pimentel (1961) considera que Arroyo “[...] alcança uma densidade mais profunda [...], dono de um estilo onde o bom gôsto é sempre servo de um poder de expressão tão nítido quanto lírico”. (PIMENTEL, 1961, p. 11). Até o momento, não localizei informações sobre outras edições desse livro.
Figura 13: Capa do exemplar de 1ª. edição do livro Absalão e o Rei, de Leonardo Arroyo (1961).
Fonte: Acervo pessoal da autora.
Pimentel (1961) escreve sobre a admiração que sentia pelos contos de Arroyo, desde que ele venceu o concurso “Tentativa”, em 1952.
LEONARDO ARROYO já é conhecido como contista. [...] Volta agora Leonardo Arroyo ao mundo da palavra impressa com este Absalão e o Rei, onde reúne contos antigos e recentes. [...] Neste livro, o autor confirma as qualidades que anteriormente já revelara. E tudo faz crer que, com o aprofundamento da experiência humana, o autor atribua à sua arte novas dimensões e perspectivas. (PIMENTEL, 1961, p. 7).
Em 1985, já no final de sua vida, e 24 anos após a publicação do segundo livro de literatura, Arroyo teve publicado 10 contos escolhidos, pela Horizonte Editora Limitada83, em
82Os contos que integram esse livro são: “Quina da tormenta”, “O mau ladrão”, “A primeira pedra”, “Raízes da noite”, “A parábola da Sota”, “Elegia do Tonico”, “Ah, Solidão!” e “Os magos”.
83 Horizonte Editora Limitada “[...] foi fundada em 1981, [...] nasceu com a produção de palestras, vídeos, exposições e documentários audiovisuais sobre meio ambiente, ciência e cultura. [...] Em 1987 publicou a revista Horizonte Geográfico com matérias sobre o ensino de Geografia, Ciências Naturais e História. [...] Em 1993
parceria com o Instituto Nacional do Livro84 e Fundação Nacional Pró-Memória85, como o 14°. volume da “Coleção 10”86.
Figura 14: Capa do exemplar de 1ª. edição livro 10 contos escolhidos, de Leonardo Arroyo (1985).
Fonte: Biblioteca Infantil Monteiro
Lobato (SP).
Segundo nota do editor Geraldo Vasconcelos87, a “Coleção 10” foi constituída de contos dos “[...] mais importantes escritores brasileiros vivos que se dedicaram a essa iniciou sua atuação em responsabilidade social e educação. Seus produtos educacionais patrocinados por empresas começaram a ser distribuídos em escolas e em 2004 a editora atingiu a marca de 45 mil escolas atendidas [...]”. (s.p.) Disponível em: http://www.editorahorizonte.com.br/QuemSomos.asp>. Acesso em: 20 mar. 2016.
84 O Instituto Nacional do Livro “[...] foi criado em dezembro de 1937, por iniciativa do ministro Gustavo Capanema. [...] Estavam previstas como suas atribuições a edição de obras literárias julgadas de interesse para a formação cultural da população, a elaboração de uma enciclopédia e um dicionário nacionais e, finalmente, a expansão, por todo o território nacional, do número de bibliotecas públicas [...]. Sua direção foi entregue inicialmente ao escritor, poeta e crítico literário Augusto Meyer. Sérgio Buarque de Holanda e Mário de Andrade também estiveram ligados ao instituto.” (s.p.). Disponível em:<http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/EducacaoCulturaPropaganda/INL>. Acesso em: 19 mar. 2015. Para maiores informações, ver, especialmente: Bragança (2009).
85 A Fundação Nacional Pró-Leitura “[...] foi criada pela Lei nº 6.757, de 17 de dezembro de 1979, [...] destinada a contribuir para o inventário, a classificação, a conservação, a proteção, a restauração e a revitalização dos bens de valor cultural e natural existentes no País. [...] Passam a integrar o seu patrimônio, os bens móveis e imóveis da União, que estavam em uso ou sob a guarda de responsabilidade do extinto Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.” (s.p.). Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6757.htm >. Acesso em: 27 mar. 2016.
86A “Coleção 10” teve início em 1981, com a publicação dos contos de Dinah Silveira de Queiroz. Com essa coleção, a Horizonte Editora Limitada “[...] tem orgulho de oferecer aos que se iniciam na análise e na crítica literárias [...] todo instrumental a isso necessário [...]” (s.p.). (HORIZONTE EDITORA LIMITADA, 1985, s.p.). Os primeiros autores que tiveram seus contos publicados nessa coleção foram os seguintes: Samuel Rawet; Almeida Fischer; Moreira Campos; Guilherme Figueiredo; João Antonio; Renard Perez; Ricardo Ramos; Caio Porfírio Carneiro; Moacyr Sclier; Lígia Fagundes Telles; Hélio Polvora; Leonardo Arroyo e Julieta de Godoy Gabeira.
modalidade literária no país [...]” com o objetivo de “[...] contribuir para o aperfeiçoamento e aprofundamento dos estudos de nossa literatura”. (VASCONCELOS, 1984, s.p.).
Todos os volumes dessa coleção apresentam nota biográfica do autor, bibliografia, estudo introdutório e folheto de trabalho organizado por professor universitário da área de Letras. No livro de Arroyo, consta um estudo introdutório intitulado “O conto de atmosfera em Leonardo Arroyo”, escrito por Fausto Cunha88, e o Folheto de Trabalho elaborado por Roberval Marques do Amaral89, professor da Faculdade de Filosofia do Distrito Federal.
Até o momento, não pude identificar se a publicação desse livro ocorreu enquanto Arroyo estava vivo ou se na forma de homenagem póstuma.