1.4 Sermaye Hareketlerini Etkileyen Faktörler
1.4.1 İçsel Faktörler
1.4.1.1 Ekonomik Yapı Özellikleri
1.4.1.2.1 Liberal Politikalar
Uma visão compartilhada entre as pessoas envolvidas é importante para a cultura informacional. Curry e Moore (2003, p.93), com base em Earl (1994), afirmam que a cultura informacional é necessária por fornecer a visão de que a informação é um recurso importante para alcançar os objetivos, assim como para fazer um melhor uso da TI e da capacidade do sistema de informação. Esses autores definem a cultura informacional como
Uma cultura em que o valor e a utilidade da informação é reconhecida por alcançar êxito operacional e estratégico, onde a informação forma a base de construção da decisão organizacional e a Tecnologia de Informação é prontamente explorada para permitir um eficiente Sistema de Informação (CURRY; MOORE, 2003, p.94).
Curry e Moore (2003) constroem um modelo a partir de uma revisão de literatura, inserindo itens relevantes para trabalhar a informação e o conhecimento, e para fazer melhor uso da capacidade dos sistemas de informação, o qual ajuda a avaliar a cultura informacional. Os itens ou temas apontados pelos autores (2003, p.98) são:
Fluxo de comunicação: sendo relacionado aos tipos de fluxos horizontais e verticais. O fluxo vertical ocorre de cima para baixo, comunicando decisões administrativas, bem como de baixo para cima, representado feedback dos
indivíduos e sua maior participação na tomada de decisão.
Parceria inter-organizacional: está relacionada à sinergia entre funções e departamentos, levando os indivíduos a atuarem e a aprenderem em conjunto com os demais.
Ambiente interno: é pertinente ao trabalho cooperativo e à confiança entre os indivíduos para compartilhar a informação.
Gestão de sistemas de informação: relacionada à estratégia de negócio da empresa, e acrescenta a questão da aceitação do usuário em fazer uso dessas tecnologias.
Gestão de informação: diz respeito à política de informação da organização, à sobrecarga de informação, à busca por uma terminologia comum.
Processos e procedimentos: se refere à ação de documentar o que é considerado correto em relação aos processos e procedimentos, ou seja, o estabelecimento de diretrizes para a gerência de tecnologia de informação, gerência de informação e gerência de dados.
Os autores citam também a questão da liderança participativa, bem como aspectos mais gerais da cultura organizacional, como: o sistema operacional e cultural; o contexto histórico; o contexto social; o ambiente externo da organização; a cultura profissional. Considera-se que na literatura de cultura organizacional são pontos demasiadamente debatidos, portanto, não serão examinados minuciosamente.
Particularmente no quesito sobre a liderança, os autores Curry e Moore (2003) afirmam que ela é influenciadora da cultura organizacional como um todo, e dessa forma não pode ser imposta, mas praticada em primeiro lugar pelos líderes e gerentes, para que possa ser reconhecida por outros indivíduos, e, finalmente, para
que se possa exigir um comportamento semelhante ao dos líderes. A liderança é essencial para gerenciar o compartilhamento de informação, incentivando freqüentemente ações isoladas, buscando estendê-las para os demais do grupo. A figura 9 aborda a evolução da cultura informacional, resumindo o modelo de Curry e Moore (2003, p.95), e fornece elementos e processos relevantes para compreender o que é a cultura informacional. Também demonstra que a cultura informacional está em constante interação com a cultura organizacional.
A Figura 9 indica que a cultura organizacional está em contato com o ambiente externo, enquanto a cultura informacional permanece praticamente recebendo influências pertinentes ao ambiente interno organizacional. De qualquer forma, direta ou indiretamente, a cultura informacional mantém relações com o ambiente externo organizacional, baseando-se em informação, em tecnologia de informação e no comportamento informacional dos membros organizacionais, sejam eles líderes ou liderados. A cultura informacional é produto do que é pertinente ao ambiente interno organizacional, destacando o que diz respeito aos aspectos formais, pois, dos cinco pontos colocados como influentes diretos à cultura informacional, três podem apresentar-se como formais, ou seja, inseridos e reconhecidos na estrutura da organização: sistemas de gestão da informação, gestão da informação e processos e procedimentos. A cultura informacional se aproxima da possibilidade da administração de seus elementos e processos, em virtude dos elementos formais que a constituem.
Figura 9: Evolução da cultura informacional
Fonte: Curry e Moore (2003, p.95)
Henrique e Barbosa (2005, p.12 e p.14) corroboram com a idéia de que a cultura informacional deve propiciar condições para efetivar o compartilhamento de informação e de conhecimento. O conhecimento produzido pelos indivíduos, é, portanto, o resultado da sua interação com o ambiente que os cerca, moldado pelas formalidades da estrutura organizacional, e da informalidade da cultura organizacional.
5.4.4.1 A utilidade percebida e a facilidade de uso percebida
O uso da tecnologia de informação pelas pessoas é parte fundamental da cultura informacional, demonstra a efetiva relação do indivíduo com a tecnologia de informação e comunicação. Pode-se afirmar que o uso é a aceitação dessa ferramenta e sua inclusão na cultura da organização.
O comportamento de uso efetivo da tecnologia de informação (e com menor ênfase, da informação) é tratado por David (1989), a partir do ponto de vista de duas
idéias consideradas fundamentais: a utilidade percebida e a facilidade de uso percebida. Idéias pertencentes ao Modelo de Aceitação da Tecnologia (TAM), demonstrado no trabalho de tese de David (1986):
Figura 10: Modelo de Aceitação da Tecnologia
Fonte: Dishaw; Strong – 1999 - p.10
O autor busca formular medidas para explicar o uso da tecnologia de informação. Sua preocupação centra-se na qualidade das medidas disponíveis e na relação que as medidas mantêm com o comportamento de uso (DAVID, 1989, p.320).
A definição adotada pelo autor para utilidade percebida dispõe-se da seguinte forma: “A utilidade percebida é definida aqui como o grau pelo qual uma pessoa acredita que usando um sistema particular aumentaria seu desempenho no trabalho” (DAVID, 1989, p.320).
A utilidade percebida mantém, portanto, estreita relação com a noção de desempenho no trabalho, enquanto a facilidade de uso percebida é vinculada diretamente à noção de esforço que o indivíduo emprega para efetivar o uso da
Facilidade de Uso Percebida Utilidade Percebida Uso Atual da Ferramenta Intenção de Uso da Ferramenta Atitude de uso
tecnologia de informação e da própria informação, ou seja, quanto menor for o esforço despendido no processo, maior será a facilidade de uso percebida.
Por sua vez, a facilidade de uso percebida é definida como “o grau pelo qual uma pessoa acredita que usando um sistema particular estaria livre de esforço” (DAVID, 1989, p.320).
A facilidade de uso percebida pode ser identificada pelas preferências do usuário por determinada tecnologia de informação, além de ser influente sobre a aceitação, pelas pessoas, de determinadas tecnologias.
As idéias de David (1989) são importantes para a cultura informacional, visto que demonstram a relação do indivíduo com a tecnologia de informação.